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11 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Doenças da soja exigem atenção redobrada no início da safra em MT

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A safra 2025/26 começou a desenhar um cenário que exige maior vigilância dos produtores em relação às doenças que acometem a cultura da soja. Embora a ferrugem asiática tenha registrado diversos casos no Sul do Brasil nas últimas semanas, não há, até o momento, nenhum registro confirmado da doença em Mato Grosso. A informação é da pesquisadora e coordenadora do Laboratório de Fitopatologia da Fundação Rio Verde, Luana Beluffi, que reforça a importância do monitoramento constante neste período de transição climática.

Segundo ela, as condições observadas no Estado apresentam nuances em comparação ao ciclo anterior. O volume de chuvas ficou abaixo do registrado no ano passado e, além disso, a distribuição foi irregular, com algumas regiões acumulando bons índices e outras enfrentando precipitações inferiores ao ideal. Esse comportamento atípico resultou em picos de estresse hídrico, que marcaram o desenvolvimento inicial da safra.

Ainda assim, dezembro trouxe uma mudança importante no padrão climático. Dias consecutivos de nebulosidade, umidade elevada e chuvas mais frequentes começaram a predominar — um ambiente reconhecidamente favorável ao avanço de doenças foliares.

Embora a ferrugem asiática seja sempre tratada como uma ameaça de alto risco pelo potencial de danos, o calendário de semeadura da região norte de Mato Grosso tem contribuído para reduzir a probabilidade de infecções antecipadas. “A região sul do Estado pode sentir mais impacto por conta do escalonamento de plantio, influenciado pelas condições climáticas do início da safra”, explica a pesquisadora.

A Fundação Rio Verde mantém acompanhamento contínuo das lavouras e integra o Consórcio Antiferrugem, que compila e divulga oficialmente os registros de ocorrência da doença em todo o País. “Seguimos monitorando e informando qualquer alteração no cenário fitossanitário. O produtor deve manter visitas regulares às áreas, observar sintomas iniciais e ajustar estratégias de manejo conforme a evolução do clima”, reforça Beluffi.

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Com a chegada das chuvas mais frequentes, a combinação de atenção, manejo adequado e monitoramento técnico torna-se decisiva para preservar o potencial produtivo da safra nas regiões de plantio.

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Agro Mato Grosso

Quando o calor volta? Saiba até quando deve durar a frente fria em MT

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Após um fim de semana de frio intenso, com temperaturas entre 11°C e 12°C em alguns municípios de Mato Grosso, o tempo deve voltar a ficar firme em grande parte do estado ao longo desta semana, segundo previsão da Agência Climatempo.

A massa de ar polar responsável pela queda nas temperaturas começa a perder força já nesta terça-feira (12) na metade leste do estado. A partir de quarta-feira (13), o frio também diminui na metade oeste e em outras regiões, incluindo Cuiabá.

Durante o fim de semana, cidades das regiões oeste, sudoeste e sul registraram chuva, céu encoberto e queda acentuada nas temperaturas. Já em outras áreas do estado, o tempo seco e o calor continuaram predominando.

Em Cuiabá, a segunda-feira (11) ainda será de temperaturas mais amenas, com máxima prevista de 23°C. Apesar do céu nublado, a previsão é apenas de garoa, sem risco de temporais.

Na terça-feira (12) e na quarta-feira (13), os termômetros voltam a subir gradualmente na capital, com máximas previstas de 26°C e 29°C, respectivamente. Não há previsão de chuva para os dois dias.

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Já na quinta-feira (14), o calor típico cuiabano deve voltar a aparecer, com máxima prevista de 33°C. Mesmo assim, o aumento das temperaturas não deve ocorrer de forma intensa por causa da possibilidade de pancadas isoladas de chuva, com volume estimado em até 0,3 milímetro.

Aviso de onda de frio — Foto: Arte/g1

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Agro Mato Grosso

Menino de 8 anos morre após cair em fita transportadora de soja em fazenda de MT

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Um menino de 8 anos morreu após cair em uma fita transportadora de soja, em uma fazenda no município de Ribeirãozinho, a 540 km de Cuiabá, no último sábado (9). A vítima foi identificada como Augusto Daniel Gomes dos Santos.

Segundo a Polícia Militar, o tio da criança procurou a unidade policial e relatou que trabalha como operador no secador de soja da fazenda. Ele informou que o sobrinho havia saído para brincar pelo local.

Próximo ao horário do almoço, os familiares perceberam a ausência do menino e começaram a chamá-lo e procurá-lo, mas sem sucesso.

Conforme relatos de familiares e trabalhadores da fazenda, a suspeita é de que a criança tenha pulado sobre sacos de soja para brincar e acabou caindo no carrinho da fita transportadora, sofrendo o acidente.

Quando a polícia foi informada sobre o caso, a vítima já havia sido retirada do local e encaminhada ao Hospital Municipal. Nas redes sociais, a mãe da criança fez uma publicação onde confirma a morte do filho.

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Agro Mato Grosso

Valtra aposta nos motores biometano com economia de até 40% no agro

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Em meio a uma guerra no Oriente Médio que elevou o preço dos combustíveis fósseis e aumentou ainda mais a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, as grandes indústrias de máquinas agrícolas trouxeram para a Agrishow, maior feira agrícola de tecnologia da América Latina, em Ribeirão Preto (SP), uma alternativa comum de descarbonização: os motores a etanol. A escolha do combustível se deve à vocação natural do país e aos aumentos de produção a partir do milho.

A tecnologia para mover os tratores e outrasmáquinas agrícolascom o etanol, no entanto, ainda está em testes, fase que antecede a validação. A Valtra é a única que faz uma estimativa de lançamento comercial do motor.

“As máquinas já completaram mais de 10 mil horas de testes em fazendas de cana de parceiros. Estamos agora na fase de pequenos ajustes, como a curva de potência, mas estamos maduros para entrar firme no mercado em 2027”, diz Cláudio Esteves, diretor de vendas da empresa do grupo AGCO.

A Fendt aposta no motor elétrico, que já está sendo comercializado na Europa e Estados Unidos. Mas também está testando outras opções de combustível. Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra na América do Sul, diz que o motor elétrico pode vir para as máquinas da marca no Brasil, mas isso ainda não está decidido.

“Já temos a solução elétrica pronta, mas sabemos da dificuldade de recarga. Estamos trabalhando para trazer a melhor solução e superar as dificuldades, visando redução de consumo de combustível e utilização correta de todos os insumos.”

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Torsten Dehner, vice-presidente global da Fendt, diz que o trator elétrico desenvolvido na Alemanha promete uma economia de até 20% em combustível nas operações no campo. A marca premium da AGCO trabalha o desenvolvimento de um trator híbrido.

“O ponto central é que não existe uma solução única. A transição energética no agro será híbrida e complementar: eletrificação, biometano, etanol e biodiesel atendem a diferentes perfis de operação, regiões e realidades produtivas.”

“O etanol do milho vai mudar a pressão sobre o uso desse combustível. A grande questão a ser respondida ainda é o poder calorífico do motor porque a máquina exige um torque maior.”

 

Biometano

 

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Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Além do etanol, a Valtra aposta no biometano, combustível produzido com o passivo ambiental das propriedades, como os dejetos da suinocultura, criando um modelo de economia circular.

Nesse caso, os testes já somaram 20 mil horas e o lançamento está previsto para 2028. Segundo Esteves, atualmente as máquinas das marcas do grupo AGCO equipadas com a transmissão CVT entregam uma economia de 15% de diesel.

“Assumimos o compromisso em 2017 de explorar no Brasil o trator movido a biometano. As vendas vão se consolidando. Temos a ferramenta pronta para uso em várias culturas, como café e suinocultura, mas é na cana que a tecnologia tem sido mais adotada”, diz o diretor, que não revela o total de unidades vendidas desde o lançamento. Só diz que está na casa de dezenas.

Segundo as informações os tratores a biometano oferece a mesma potência do diesel, com uma economia de até 40%.

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Agro MT