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24 de agosto de 2026

Business

Conab fará leilões de apoio à comercialização e ao escoamento de trigo e arroz

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Foto: Erasmo Pereira/Epamig

Os produtores de trigo e de arroz terão uma nova oportunidade para garantir o apoio à comercialização e ao escoamento de seus produtos. Nesta sexta-feira (12), o governo federal autorizou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a realizar leilões públicos de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP).

Ao todo serão destinados cerca de R$ 167 milhões para as operações. As portarias foram assinadas pelos Ministérios da Fazenda (MF), do Planejamento e Orçamento (MPO), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Os editais com as demais informações sobre os leilões serão divulgados pela estatal segunda-feira (15).

“A Conab acompanha de perto os problemas que os produtores estão enfrentando, e é muito importante poder colocar em prática essas ações de apoio à comercialização. Seguimos trabalhando com compromisso e atenção para garantir renda ao produtor e segurança alimentar para o povo brasileiro”, destaca o presidente da Conab, Edegar Pretto.

De acordo com a Portaria Interministerial nº 31/2025, serão destinados R$ 100 milhões para o escoamento de arroz em casca da safra 2024/25 para uma localidade distinta do estado de origem do grão. A ação atende aos produtores dos estados em que o preço de mercado do grão esteja abaixo do preço mínimo.

Os outros R$ 67 milhões serão destinados para os leilões de trigo, como indica a Portaria Interministerial nº 32/2025. Assim como no caso do arroz, atende aos agricultores dos estados em que o preço de mercado do cereal esteja abaixo do preço mínimo. As operações serão destinadas ao apoio para o escoamento de trigo em grãos da safra 2024/2025, publicada em junho de 2024, e do ciclo 2025/2026.

No caso do PEP, as indústrias de beneficiamento e comerciantes recebem o prêmio após comprovar a compra do produto pelo preço mínimo e o escoamento para os destinos permitidos. Já no Pepro, o prêmio é ofertado ao produtor ou cooperativa que efetue a venda do produto pela diferença entre o preço mínimo e o valor do Prêmio Equalizador arrematado, e comprove o escoamento do alimento.

Exigências

Na data da realização das operações, os participantes deverão estar inscritos na Bolsa de Mercadorias pela qual pretendem atuar e em situação regular perante o Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), o Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes da Conab (Sircoi) e o Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican) da Conab.

Além disso, é exigido cadastro regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), bem como situação regular junto à Fazenda Federal e à Seguridade Social, entre outras condições previstas nos editais.

Outras medidas adotadas

Atento a este cenário desafiador para os produtores, o Governo Federal lançou, ainda no final de 2024, leilões de Contrato de Opção de Venda (COV) de arroz, de forma a dar sustentação à atividade. Ao todo desta operação foram firmados 3.396 contratos, com negociação de cerca de 91,7 mil toneladas de arroz. A maior parte da negociação foi realizada no Rio Grande do Sul.

Outras 110 mil toneladas do cereal foram adquiridas pela Companhia, também por meio de leilões de Contratos de Opção, desta vez realizados em agosto deste ano, sendo firmados 4.044 contratos com agricultores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

A Companhia adquiriu, ainda, cerca de 956 toneladas de arroz por meio de uma primeira rodada de AGF, autorizada também em agosto pelo Governo Federal. Uma nova autorização para compra do grão por meia da AGF foi autorizada no início de novembro.

Nos últimos anos, o governo também lançou medidas de apoio aos produtores de trigo. Ainda em 2023, a Conab investiu R$ 255,7 milhões no auxílio ao escoamento de 479,3 mil toneladas do cereal. Já no ano passado, foram adquiridas 7,2 mil toneladas do principal produto cultivado no país dentre as culturas de inverno.

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Citricultura encerra safra com alta de 4,2% nas contratações

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Foto: Divulgação/Ascom Seagri

A citricultura brasileira encerrou a safra 2025/2026 com 51.711 admissões, alta de 4,2% em relação às 49.624 contratações registradas na temporada anterior. Os dados consideram o período de julho de 2025 a junho de 2026 e foram compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Segundo a CitrusBR, o resultado ocorreu durante um período de queda na demanda global por suco de laranja. Para o diretor-executivo da entidade, Ibiapaba Netto, os números mostram a participação da cadeia na geração de renda e empregos no interior do país.

“O crescimento das admissões mostra a capacidade do setor de gerar oportunidades, renda e desenvolvimento no interior do país, mesmo em um momento desafiador no mercado internacional”, afirma em nota.

São Paulo concentra 72% das admissões

Principal produtor de laranja do país, São Paulo concentrou 37.308 admissões na safra 2025/2026. O número representa 72% das contratações registradas pela citricultura brasileira.

Na comparação com a safra anterior, quando foram contabilizadas 37.538 admissões no estado, houve queda de 0,6%.

Minas Gerais amplia participação

Minas Gerais registrou 7.958 admissões na safra 2025/2026, alta de 13,2% em relação ao período anterior.

O estado respondeu por 15,39% dos empregos gerados pela citricultura no país e ocupou a segunda posição entre os estados com maior número de contratações no setor.

Paraná e Mato Grosso do Sul registram avanço

No Paraná, a citricultura registrou 2.217 admissões na safra. O resultado representa crescimento de 39,2% em relação à temporada anterior e corresponde a 4,29% das contratações do setor no país.

No Mato Grosso do Sul, foram registradas 1.614 admissões entre julho de 2025 e junho de 2026. O número representa alta de 276% em relação à safra 2024/2025.

O estado respondeu por 3,12% das contratações da citricultura brasileira no período. Segundo a CitrusBR, o avanço acompanha a expansão da área destinada à produção de laranja no Mato Grosso do Sul.

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Avanço da terceira safra não é suficiente para reduzir preços do feijão, diz Cepea

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Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

Mesmo com o avanço da colheita da terceira safra do feijão carioca, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações do produto se mantiveram em alta nos últimos dias.

A sustentação dos preços está ligada principalmente à oferta disponível no mercado. Segundo o Cepea, produtores têm segurado parte da produção, já que muitos conseguiram fazer caixa com as vendas realizadas anteriormente. Com isso, a oferta imediata diminui e os agricultores ganham maior margem para negociar os valores com os compradores.

Além disso, a demanda pela mercadoria segue alta. Interessados continuam atrás de novos lotes, acompanhando as lavouras e tentando entender quanto feijão irá chegar ao mercado.

A expectativa dos pesquisadores é de uma produção maior na terceira safra em comparação com a temporada anterior. No entanto, a previsão ainda não aponta para uma oferta abundante neste momento. Dessa forma, o volume disponível não tem sido suficiente para pressionar as cotações para baixo.

No atual contexto, a qualidade dos grãos, o ritmo de comercialização e a quantidade que produtores estão dispostos a vender, são fatores que fazem a diferença na decisão do comprador.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

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Colheita do algodão chega a quase 70% em Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do algodão 2025/26 em Mato Grosso alcançou 69,52% dos 1,375 milhão de hectares cultivados, superando os trabalhos no ciclo passado no mesmo período que se encontravam em 55,52%. A expectativa é que 6,51 milhões de toneladas de algodão em caroço sejam colhidos.

O saldo da colheita consta no relatório divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na última sexta-feira (21). Conforme o levantamento, a média das últimas cinco safras é de 71,98% da área colhida no período analisado.

A região mais adiantada com os trabalhos é a Nordeste com 88,08% da fibra colhida, seguida do Sudeste com 74,58%. No Médio-Norte do estado as máquinas já passaram por 70,81% da área semeada.

As regiões Oeste e Centro-Sul colheram 68,66% e 68,25% de suas respectivas áreas. Já o Noroeste do estado, conforme o Instituto, apenas 55,20% até o momento.


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