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11 de maio de 2026

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Como diferenciar macaxeira de mandioca brava? Agrônoma explica

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Foto: Alessandro Alves Pereira/Fapesp

No Amazonas, a mandioca é mais que um alimento, ela é parte da cultura, da economia e da memória afetiva de quem vive na região. Especialistas e consumidores explicam as diferenças entre a macaxeira, também chamada de mandioca mansa, e a mandioca brava, muito presente nas casas de farinha e nas feiras do estado.

Em 2024, o Amazonas produziu mais de 183 mil toneladas da raiz, cultivada por cerca de 61 mil produtores. A mandioca movimenta renda, sustenta famílias e mantém vivas tradições que passam de geração em geração.

Entre feirantes e consumidores, a distinção parece simples, a macaxeira cozinha mais rápido e fica macia, já a mandioca brava exige mais cuidados.

“A macaxeira você pode comer cozida. A mandioca não, porque tem o tucupi dela, faz mal e a gente pode morrer”, explica a feirante, Vânia da Silva.

Dessa forma, entende-se que a macaxeira é a que dá para cozinhar e comer com manteiga no café da manhã e a mandioca é a que é utilizada para fazer a farinha de mandioca. Aliás, a farinha do uarini é um patrimônio cultural do estado da Amazonas.

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A diferença está no ácido cianídrico

No Norte do Brasil, o conhecimento popular caminha lado a lado com a ciência. Pesquisadores que estudam a raiz destacam que a principal diferença entre a mandioca brava e a mandioca mansa, conhecida como macaxeira, é a concentração de ácido cianídrico.

“Quimicamente, ela tem que tá abaixo de 50 mg por kg, mas isso é uma percepção que é difícil fazer na prática. Então, os agricultores conseguem diferenciar através do paladar, a mandioca brava é mais amarga e a macaxeira é mais adocicada”, explica engenheira agrônoma Idam, Anecilene Buzzaglo.

Segundo Buzzaglo, a mandioca brava não pode ser consumida crua, a concentração de ácido cianídrico é tóxica para humanos e animais. Já a macaxeira, embora não deva ser consumida in natura, perde grande parte desse ácido quando cozida.

Esses processos de maceração, prensagem e calor fazem parte do trabalho das casas de farinha e garantem a eliminação do ácido. A partir da mandioca brava vem alguns dos produtos mais tradicionais da culinária regional, como a farinha, o tucupi, o beiju e o polvilho. Já da macaxeira surgem pratos mais domésticos como bolos, purês, salgados e pratos cozidos. 

Como o agricultor sabe diferenciar?

Embora visualmente muito semelhantes, os agricultores diferenciam macaxeira e mandioca brava pelo paladar, pelo ciclo de cultivo e pela variedade plantada.

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De acordo com Buzzaglo, no Amazonas, predominam etnovariedades (tipos selecionados e preservados pelas comunidades ao longo do tempo). A macaxeira costuma ter ciclo mais curto, mas tudo depende da variedade local.

Em rendimento, tanto a mansa quanto a brava podem alcançar de 30 a 40 toneladas por hectare, quando o manejo é adequado.

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Frente fria derruba temperaturas e mantém risco de geada em três estados

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Foto: Freepik

A onda de frio que atua sobre o Brasil deve continuar nos próximos dias, mantendo o risco de geada em áreas da Região Sul. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o alerta vale principalmente para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná entre esta terça-feira (12) e quarta-feira (13).

Além do Sul, o avanço da massa de ar frio também provoca queda nas temperaturas em áreas do Sudeste e Centro-Oeste. Em São Paulo, no Triângulo Mineiro e em Mato Grosso do Sul, as mínimas devem permanecer próximas de 10 °C até o início da quarta-feira.

Chuva segue irregular no Brasil central

A frente fria associada ao sistema provoca chuva sobre parte do Brasil central, mas os volumes seguem baixos e mal distribuídos. De acordo com Arthur Müller, as precipitações não conseguem avançar para o norte de Minas Gerais nem para o interior do Matopiba.

Com isso, a combinação entre temperaturas elevadas e baixa umidade do ar aumenta a preocupação com queimadas. A previsão indica índices de umidade relativa abaixo dos 30% em parte da região, cenário que favorece focos de incêndio.

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Além disso, os modelos meteorológicos não apontam previsão de chuva volumosa para os próximos 10 dias nessas áreas.

Chuva pode retornar com força na próxima semana

A tendência para a próxima semana é de retorno da chuva em áreas da Região Sul e também em parte do Sudeste e Centro-Oeste.

Os maiores volumes devem atingir Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em alguns pontos, os acumulados podem ultrapassar os 70 a 80 milímetros em apenas cinco dias, segundo a previsão apresentada pelo meteorologista do Canal Rural.

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Seapi adquire duas caminhonetes com cesto aéreo para coleta de sementes no RS

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) informou, nesta segunda-feira (11), a aquisição de duas caminhonetes equipadas com plataforma e cesto aéreo para reforçar a coleta de sementes de espécies florestais nativas no Rio Grande do Sul. O investimento foi de R$ 829 mil, com recursos próprios. Os veículos serão usados em ações de campo ligadas à pesquisa agropecuária, recuperação ambiental e projetos estratégicos da pasta.

Segundo a Seapi, os equipamentos serão destinados a atividades como marcação de árvores matrizes e coleta de sementes em campo, etapa técnica importante para a produção de sementes e mudas com origem identificada. Esse material é utilizado em iniciativas de recomposição vegetal, principalmente em áreas de mata ciliar e em regiões atingidas por enchentes.

De acordo com o engenheiro florestal da Seapi e coordenador do Plano ABC+RS, Jackson Brilhante, o uso do cesto aéreo amplia a capacidade operacional das equipes. “O cesto aéreo facilitará a coleta de sementes de árvores matrizes selecionadas e contribuirá significativamente para a recuperação ambiental”, afirmou.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

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A secretaria informou ainda que os veículos também deverão apoiar projetos voltados à descarbonização da agropecuária gaúcha. Nesse tipo de ação, a disponibilidade de sementes e mudas de espécies nativas é um insumo técnico para sistemas de restauração, recomposição de áreas degradadas e iniciativas associadas à sustentabilidade produtiva.

Para o secretário da Agricultura, Márcio Madalena, a aquisição reforça a estrutura de pesquisa e inovação da pasta. “Estamos qualificando a capacidade operacional da Seapi com equipamentos modernos que ampliam a eficiência do trabalho técnico em campo”, declarou.

A Seapi não detalhou, até o momento, especificações técnicas dos veículos, capacidade das plataformas ou cronograma de operação nas regiões atendidas.

Do ponto de vista operacional, a entrega dos veículos tende a ampliar a capacidade de coleta e apoio a projetos florestais e ambientais da secretaria. O efeito prático dependerá da definição das áreas prioritárias, da escala de uso dos equipamentos e da integração com as ações do Plano ABC+RS e de recuperação de áreas afetadas por eventos climáticos.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Embrapa participa da São Paulo Innovation Week com programação técnica e vitrine de tecnologias

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participará da primeira edição da São Paulo Innovation Week, entre terça-feira (13) e quinta-feira (15), no Mercado Livre Arena Pacaembu e na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. A estatal será parceira institucional do evento, integrará a programação técnica da trilha de agronegócios e manterá um estande para apresentar tecnologias voltadas à inovação no campo.

Segundo a Embrapa, a trilha de agronegócios abordará temas como agricultura digital, bioenergia, cooperativismo, sustentabilidade, segurança alimentar, comunicação do agro e inovação. No primeiro dia, a presidente da empresa, Silvia Massruhá, participará do painel “O ecossistema que está reinventando o agro tropical”. O debate também contará com Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global, e Alexandre Stephan, da SP Ventures.

Ainda na terça-feira (13), o pesquisador e chefe da Assessoria de Projetos Especiais da Embrapa, Daniel Trento, será palestrante no painel “Do solo ao token: Como o digital está impactando o agro”. A proposta é detalhar como a empresa vem atuando com startups e iniciativas de inovação aberta.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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No estande, a Embrapa apresentará soluções ligadas à agricultura digital e à gestão de risco. Entre elas estão o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), o portal AgroAPI, o sistema de monitoramento agrometeorológico Agritempo e a plataforma de rastreabilidade Embrapa Trace, que está em fase final de validação. Também serão exibidos bioinsumos, como o Hydratus, indicado como mitigador de estresse hídrico.

Outro destaque será o Radar Agtech Brasil, levantamento anual sobre o ecossistema de inovação do agro. De acordo com a empresa, a edição para América Latina e Caribe será lançada em junho. A Rede de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), parceria público-privada da qual a Embrapa faz parte, também estará no espaço com demonstrações em realidade virtual.

Fonte: embrapa.br

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