Business
Como diferenciar macaxeira de mandioca brava? Agrônoma explica

No Amazonas, a mandioca é mais que um alimento, ela é parte da cultura, da economia e da memória afetiva de quem vive na região. Especialistas e consumidores explicam as diferenças entre a macaxeira, também chamada de mandioca mansa, e a mandioca brava, muito presente nas casas de farinha e nas feiras do estado.
Em 2024, o Amazonas produziu mais de 183 mil toneladas da raiz, cultivada por cerca de 61 mil produtores. A mandioca movimenta renda, sustenta famílias e mantém vivas tradições que passam de geração em geração.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Saber popular
Entre feirantes e consumidores, a distinção parece simples, a macaxeira cozinha mais rápido e fica macia, já a mandioca brava exige mais cuidados.
“A macaxeira você pode comer cozida. A mandioca não, porque tem o tucupi dela, faz mal e a gente pode morrer”, explica a feirante, Vânia da Silva.
Dessa forma, entende-se que a macaxeira é a que dá para cozinhar e comer com manteiga no café da manhã e a mandioca é a que é utilizada para fazer a farinha de mandioca. Aliás, a farinha do uarini é um patrimônio cultural do estado da Amazonas.
A diferença está no ácido cianídrico
No Norte do Brasil, o conhecimento popular caminha lado a lado com a ciência. Pesquisadores que estudam a raiz destacam que a principal diferença entre a mandioca brava e a mandioca mansa, conhecida como macaxeira, é a concentração de ácido cianídrico.
“Quimicamente, ela tem que tá abaixo de 50 mg por kg, mas isso é uma percepção que é difícil fazer na prática. Então, os agricultores conseguem diferenciar através do paladar, a mandioca brava é mais amarga e a macaxeira é mais adocicada”, explica engenheira agrônoma Idam, Anecilene Buzzaglo.
Segundo Buzzaglo, a mandioca brava não pode ser consumida crua, a concentração de ácido cianídrico é tóxica para humanos e animais. Já a macaxeira, embora não deva ser consumida in natura, perde grande parte desse ácido quando cozida.
Esses processos de maceração, prensagem e calor fazem parte do trabalho das casas de farinha e garantem a eliminação do ácido. A partir da mandioca brava vem alguns dos produtos mais tradicionais da culinária regional, como a farinha, o tucupi, o beiju e o polvilho. Já da macaxeira surgem pratos mais domésticos como bolos, purês, salgados e pratos cozidos.
Como o agricultor sabe diferenciar?
Embora visualmente muito semelhantes, os agricultores diferenciam macaxeira e mandioca brava pelo paladar, pelo ciclo de cultivo e pela variedade plantada.
De acordo com Buzzaglo, no Amazonas, predominam etnovariedades (tipos selecionados e preservados pelas comunidades ao longo do tempo). A macaxeira costuma ter ciclo mais curto, mas tudo depende da variedade local.
Em rendimento, tanto a mansa quanto a brava podem alcançar de 30 a 40 toneladas por hectare, quando o manejo é adequado.
O post Como diferenciar macaxeira de mandioca brava? Agrônoma explica apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Avanço da terceira safra não é suficiente para reduzir preços do feijão, diz Cepea

Mesmo com o avanço da colheita da terceira safra do feijão carioca, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações do produto se mantiveram em alta nos últimos dias.
A sustentação dos preços está ligada principalmente à oferta disponível no mercado. Segundo o Cepea, produtores têm segurado parte da produção, já que muitos conseguiram fazer caixa com as vendas realizadas anteriormente. Com isso, a oferta imediata diminui e os agricultores ganham maior margem para negociar os valores com os compradores.
Além disso, a demanda pela mercadoria segue alta. Interessados continuam atrás de novos lotes, acompanhando as lavouras e tentando entender quanto feijão irá chegar ao mercado.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A expectativa dos pesquisadores é de uma produção maior na terceira safra em comparação com a temporada anterior. No entanto, a previsão ainda não aponta para uma oferta abundante neste momento. Dessa forma, o volume disponível não tem sido suficiente para pressionar as cotações para baixo.
No atual contexto, a qualidade dos grãos, o ritmo de comercialização e a quantidade que produtores estão dispostos a vender, são fatores que fazem a diferença na decisão do comprador.
*Sob supervisão de Beatriz Gunther
O post Avanço da terceira safra não é suficiente para reduzir preços do feijão, diz Cepea apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Colheita do algodão chega a quase 70% em Mato Grosso

A colheita do algodão 2025/26 em Mato Grosso alcançou 69,52% dos 1,375 milhão de hectares cultivados, superando os trabalhos no ciclo passado no mesmo período que se encontravam em 55,52%. A expectativa é que 6,51 milhões de toneladas de algodão em caroço sejam colhidos.
O saldo da colheita consta no relatório divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na última sexta-feira (21). Conforme o levantamento, a média das últimas cinco safras é de 71,98% da área colhida no período analisado.
A região mais adiantada com os trabalhos é a Nordeste com 88,08% da fibra colhida, seguida do Sudeste com 74,58%. No Médio-Norte do estado as máquinas já passaram por 70,81% da área semeada.
As regiões Oeste e Centro-Sul colheram 68,66% e 68,25% de suas respectivas áreas. Já o Noroeste do estado, conforme o Instituto, apenas 55,20% até o momento.
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
O post Colheita do algodão chega a quase 70% em Mato Grosso apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.
Business
Novo centro do Senar-SP leva tecnologia e inovação ao campo

Cerca de 5 mil pessoas participaram, no último sábado (22), da entrega das obras do Centro de Excelência em Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (Senar-SP), em São Roque (SP). A estrutura foi doada pelo Grupo Pró-Vida e terá capacidade para atender até 4 mil alunos por ano.
A unidade vai oferecer 24 cursos voltados à inovação aplicada ao setor agropecuário, incluindo formação técnica e cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC). Entre as áreas estão inteligência artificial, Big Data, florestas, operação de máquinas agrícolas, drones, agricultura de precisão, informática e artesanato.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O espaço também será sede de um novo centro voltado à bovinocultura de leite, desenvolvido em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A proposta é reunir pesquisa, inovação, fomento e validação de startups para levar novas tecnologias à produção leiteira.
Para o presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, a entrega representa uma oportunidade de formação profissional para milhares de jovens.
“Não é apenas mais uma inauguração. A entrega é da 17ª escola construída e doada desde 1995. São 17 oportunidades multiplicadas em milhares de vidas, transformadas pelo acesso à educação profissional”, afirmou.
Primeira escola voltada ao agro
O diretor do Grupo Pró-Vida, Felipe Salgado, destacou que a unidade de São Roque é a primeira escola do grupo direcionada ao setor agropecuário. Ao todo, a instituição já entregou 16 escolas no Brasil e uma na Argentina, principalmente para formação nas áreas de indústria, comércio e ensino técnico.
Segundo Salgado, o projeto da unidade de São Roque levou cerca de dois anos, desde a solicitação feita pelo Senar-SP até a conclusão e doação da estrutura.
“É mais uma escola que vai levar esperança e oportunidade para outras pessoas, jovens que buscam uma vida melhor e uma educação de qualidade”, disse.
O prédio tem cerca de 10 mil metros quadrados de área construída e conta com 12 salas de aula, auditório para 257 pessoas, refeitório, biblioteca, estúdio, laboratório de informática, laboratório de bioinsumos, quadra poliesportiva e áreas de paisagismo.
A estrutura também foi projetada com acessibilidade em todos os ambientes.
Centro de leite terá pesquisa e startups
O presidente do Instituto CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Amilcar Silveira, destacou a estrutura do centro e a presença de espaços como o laboratório de bioinsumos, área que, segundo ele, ganha importância principalmente para pequenos e médios produtores.
Silveira também ressaltou o projeto que será instalado na unidade para atender à pecuária leiteira.
A expectativa é que o novo centro seja um dos principais polos de pesquisa e inovação do país voltados à produção de leite, com desenvolvimento e fomento de startups.
“Será o mais moderno centro de pesquisa do setor no Brasil, com pesquisa e fomento de startups. Será um espaço de inovação e de conhecimento aplicado à produção do leite, levando mais qualidade e economicidade para os produtores, que já sofrem há anos com a diminuição das margens”, afirmou.
Segundo ele, a iniciativa pode contribuir para aumentar a eficiência da atividade e representa um avanço para a pecuária leiteira nacional.
Além dos cursos técnicos e de formação continuada, o Centro de Excelência em Tecnologia terá capacitações relacionadas a máquinas agrícolas, drones, agricultura de precisão, inteligência artificial, Big Data e outras tecnologias aplicadas ao campo.
O post Novo centro do Senar-SP leva tecnologia e inovação ao campo apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade21 horas agoPreços da soja se elevam e queda produtiva dos EUA pode gerar novas altas
Business21 horas agoEmbrapa identifica plantas resistentes à praga que pode comprometer até 100% da produção
Featured20 horas agoSem Lula, Flávio e Zema, debate da Band perde três candidatos antes mesmo de começar
Business5 horas agoPro Farmer estima safra menor de milho e maior de soja nos EUA ante o USDA
Business22 horas agoBNDES aprova R$ 42,8 milhões para ampliar armazenagem da Coasul no Paraná
Business7 horas agoSoja: demanda firme leva preços aos maiores patamares desde abril de 2023
Sustentabilidade5 horas agoMILHO/CEPEA: Retração vendedora e cenário externo sustentam preços – MAIS SOJA
Featured7 horas agoWilson Santos percorre Avenida das Torres e é reconhecido por obra que transformou Cuiabá

















