Sustentabilidade
Saiba como ficaram as cotações de soja em dia de relatório do USDA

O mercado brasileiro de soja operou praticamente zerado nesta terça-feira (9). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por ausência de ofertas e forte volatilidade entre Chicago e o câmbio.
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Segundo ele, o dólar chegou a subir forte e depois cedeu um pouco, enquanto a soja manteve movimento de queda. Silveira acrescenta que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não trouxe alterações para o quadro americano, e os prêmios subiram, segurando um pouco Chicago.
O comportamento geral foi de movimentos mistos, com algumas praças registrando indicações ligeiramente melhores, como no caso do Paraná, mas voltadas ao mercado interno, porém sem volume expressivo, mantendo a comercialização travada.
No mercado físico:
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 138,00 para R$ 136,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 139,00 para R$ 137,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 121,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 130,00 para R$ 126,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 143,00
Contratos futuros de soja
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira (9) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgar números sem novidades, o mercado se consolidou em território negativo, pressionado também pelas incertezas sobre as compras chinesas e pela situação favorável das lavouras na América do Sul.
O relatório do USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,253 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 115,74 milhões de toneladas, com produtividade de 53 bushels por acre. Não houve alterações sobre as estimativas de novembro.
Já os estoques finais estão projetados em 290 milhões de bushels ou 7,89 milhões de toneladas, repetindo a estimativa anterior, enquanto o mercado apostava em 309 milhões de bushels. O USDA também manteve o esmagamento em 2,555 bilhões de bushels e as exportações em 1,635 bilhão.
Para a temporada 2024/25, os estoques de passagem estão projetados em 316 milhões de bushels, com exportações de 1,882 bilhão e esmagamento de 2,445 bilhões de bushels.
Safra mundial USDA
O USDA projetou safra mundial de soja em 2025/26 em 422,54 milhões de toneladas, e 427,15 milhões de toneladas para 2024/25. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 122,37 milhões de toneladas, abaixo da expectativa de 122,8 milhões, enquanto para 2024/25 foram estimados em 123,24 milhões, contra expectativa de 123,4 milhões.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 6,50 centavos de dólar, ou 0,59%, a US$ 10,87 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,98 1/4 por bushel, com retração de 7,50 centavos de dólar ou 0,67%.
Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 5,00 ou 1,63% a US$ 301,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 51,02 centavos de dólar, com perda de 0,16 centavo ou 0,31%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,4377 para venda e a R$ 5,4357 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4185 e a máxima de R$ 5,4952.
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Sustentabilidade
Projeto ensina receitas com bebida de soja para comunidades do MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), realizou no dia 12 de março a primeira edição da Cozinha Experimental do Programa Agrosolidário. A estreia reuniu voluntários do Projeto Banco de Leite e da Pastoral da Criança da Diocese de Diamantino, que receberam a bebida de soja para um momento de aprendizado, troca de experiências e o preparo de diversas receitas. O evento de cozinha experimental ocorreu no núcleo de Nova Mutum.
A atividade teve o intuito mostrar as diferentes formas de utilizar a bebida de soja no dia a dia e instruir sobre o potencial nutritivo da oleaginosa. A ideia é que as famílias que participaram do preparo com orientação, possam levar para dentro de casa o aprendizado e espalhar para outras pessoas da comunidade.
Para a delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja MT, Daiana Costa Beber, a iniciativa tem importância no lado social e de defesa dos produtores da soja. “Além de atuar na defesa dos produtores de soja e milho, a entidade também tem esse braço social próximo das comunidades.”.
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Além disso, Daiana também comentou a relevância desses ensinamentos para a nutrição das crianças nas comunidades, visto que juntos, os projetos voluntários que participaram, hoje atendem cerca de 1.300 crianças.
O evento também contou com a nutricionista Jaqueline Oliveira, que apresentou quatro receitas diferentes com a bebida: pão de queijo de frigideira, almôndega saborizada com maracujá, pudim de chocolate e massa ao molho branco. A profissional destacou a função da soja na alimentação diária do brasileiro, já que o alimento é rico em nutrientes importantes para o corpo.
Por parte das instituições, a cozinha experimental fortaleceu o trabalho que é realizado junto às comunidades. “É de extrema importância ter esse tipo de capacitação, porque lidamos diretamente com as famílias e com as crianças. Muitas vezes há restrições alimentares ou dificuldades na alimentação, e com esse conhecimento conseguimos orientar melhor e levar essas informações para as famílias”, destacou a líder da Pastoral da Criança, Thais Nicknig.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
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