Sustentabilidade
Grãos em alta: soja e milho competem por espaço nos portos

As exportações de soja e milho aquecem a disputa por espaço nos portos brasileiros neste fim de ano. Juntos, os dois produtos já representam o segundo maior volume de embarques da história, impulsionados principalmente pela soja, que pode encerrar 2025 com exportações próximas de 108 milhões de toneladas. O tema foi destaque no quadro Agroexport desta terça-feira (9).
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Soja e milho são os dois principais produtos da balança comercial brasileira em volume, em safras passadas, já houve momentos em que o Brasil exportou cerca de 150 milhões de toneladas de soja e milho juntos, o equivalente a metade da safra nacional.

Analisando a série histórica dos últimos cinco anos, o recorde foi em 2023, com quase 102 milhões de toneladas de soja e 56 milhões de toneladas de milho, totalizando cerca de 158 milhões de toneladas exportadas.
Números de 2024
Em 2024, devido a questões de oferta e clima, as exportações foram racionalizadas: a soja registrou quase 99 milhões de toneladas e o milho cerca de 40 milhões, somando 138,5 milhões de toneladas.
Em relação a 2025, o volume já superou o total do ano anterior, com 106 milhões de toneladas de soja e 36,5 milhões de milho exportadas de janeiro a novembro, totalizando 142,3 milhões de toneladas.
Disputa entre soja e milho
A disputa nos portos brasileiros é reflexo da safra recorde de soja e milho. O desafio não está nos preços, que permanecem estáveis no mercado internacional, mas no volume excedente que precisa ser exportado antes da chegada da safra 2025/26. A combinação de safra histórica e demanda elevada gera intensa pressão logística nos terminais portuários, especialmente entre dezembro e janeiro.
Projeção para 2025
As projeções indicam que o Brasil deve fechar 2025 com exportações de soja entre 108 e 109 milhões de toneladas. O milho, por sua vez, deve superar o desempenho de 2024, atingindo entre 40 e 41 milhões de toneladas, contra 39 milhões no ano anterior.
As exportações de soja e milho no Brasil têm registrado números expressivos neste fim de ano, intensificando a disputa por espaço nos portos do país. Juntos, os dois produtos já representam o segundo maior volume de embarques da história, impulsionado principalmente pela soja, que pode encerrar 2025 com exportações próximas de 108 milhões de toneladas.
A soma das exportações de soja e milho já superou o volume total de 2024. De janeiro a novembro de 2025, foram embarcadas cerca de 106 milhões de toneladas de soja e 36,5 milhões de toneladas de milho, totalizando 142,3 milhões de toneladas, acima dos 138,5 milhões de toneladas registrados durante todo o ano de 2024.
“A disputa nos portos é intensa porque estamos lidando com uma safra recorde tanto de soja quanto de milho”, explica Ferreira. “Não se trata de preços — que continuam estáveis no mercado internacional —, mas do volume excedente que precisa ser exportado antes da chegada da safra 2025/26.”
O especialista estima que, ao final de 2025, o Brasil deve fechar o ano com exportações de soja entre 108 e 109 milhões de toneladas. Já o milho deve superar o desempenho de 2024, chegando a cerca de 40 a 41 milhões de toneladas, contra 39 milhões do ano passado.
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Sustentabilidade
Projeto ensina receitas com bebida de soja para comunidades do MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), realizou no dia 12 de março a primeira edição da Cozinha Experimental do Programa Agrosolidário. A estreia reuniu voluntários do Projeto Banco de Leite e da Pastoral da Criança da Diocese de Diamantino, que receberam a bebida de soja para um momento de aprendizado, troca de experiências e o preparo de diversas receitas. O evento de cozinha experimental ocorreu no núcleo de Nova Mutum.
A atividade teve o intuito mostrar as diferentes formas de utilizar a bebida de soja no dia a dia e instruir sobre o potencial nutritivo da oleaginosa. A ideia é que as famílias que participaram do preparo com orientação, possam levar para dentro de casa o aprendizado e espalhar para outras pessoas da comunidade.
Para a delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja MT, Daiana Costa Beber, a iniciativa tem importância no lado social e de defesa dos produtores da soja. “Além de atuar na defesa dos produtores de soja e milho, a entidade também tem esse braço social próximo das comunidades.”.
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Além disso, Daiana também comentou a relevância desses ensinamentos para a nutrição das crianças nas comunidades, visto que juntos, os projetos voluntários que participaram, hoje atendem cerca de 1.300 crianças.
O evento também contou com a nutricionista Jaqueline Oliveira, que apresentou quatro receitas diferentes com a bebida: pão de queijo de frigideira, almôndega saborizada com maracujá, pudim de chocolate e massa ao molho branco. A profissional destacou a função da soja na alimentação diária do brasileiro, já que o alimento é rico em nutrientes importantes para o corpo.
Por parte das instituições, a cozinha experimental fortaleceu o trabalho que é realizado junto às comunidades. “É de extrema importância ter esse tipo de capacitação, porque lidamos diretamente com as famílias e com as crianças. Muitas vezes há restrições alimentares ou dificuldades na alimentação, e com esse conhecimento conseguimos orientar melhor e levar essas informações para as famílias”, destacou a líder da Pastoral da Criança, Thais Nicknig.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
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