Sustentabilidade
Insegurança econômica freia plantio e encurta horizonte do arroz – MAIS SOJA

Refletindo um ambiente externo pouco favorável, com demanda pontual e estoques ainda pesando sobre a formação de preços, o mercado brasileiro de arroz segue em clara lateralidade. “As negociações continuam escassas, com liquidez baixa, preços majoritariamente nominais e ausência de fatores capazes de provocar reação consistente no curto prazo”, pontua o analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
“Compradores e vendedores mantêm postura defensiva, aguardando sinais mais claros de mudança no cenário econômico e produtivo”, explica o analista. Dentro desse quadro travado, Tocantins apresenta um movimento específico, mas ainda insuficiente para alterar a tendência geral.
A expectativa de corte de área maior que o inicialmente projetado, somada à forte retenção de oferta por parte dos produtores, gerou reações pontuais nos preços. “Esses avanços, contudo, têm caráter técnico e localizado, sustentados pela contração temporária da oferta e não por um fortalecimento consistente da demanda”, pondera. Portanto, não configuram, neste momento, uma reversão de tendência.
A situação em Tocantins expõe de forma clara a incerteza produtiva que hoje atinge a orizicultura fora do eixo Sul. “Muitos produtores, pressionados pela combinação de preços deprimidos e custos elevados, desistiram do plantio ou migraram para outras culturas de maior previsibilidade econômica”, relata Oliveira.
O cenário mais crítico está no arroz de terras altas (sequeiro), cujo colapso se consolida em nível nacional. “A redução de área pode superar 50%, permanecendo praticamente apenas o arroz irrigado em áreas de pivô, onde o risco é menor e o nível tecnológico mais elevado”, frisa.
O ciclo recente deixou forte trauma em produtores sem tradição na cultura, que, por falta de estrutura de secagem e armazenagem, perderam produto e foram obrigados a vender a qualquer preço. “No Tocantins, essa migração produtiva começa a ter um destino claro: o feijão-mungo-preto”, finaliza.
A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (4) cotada a R$ 52,87, queda de 0,95% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, a baixa era de 5,62%, enquanto, em relação a 2024, a desvalorização atingia 48,43%.
Fonte: Rodrigo Ramos/ Agência Safras News
Sustentabilidade
Preços da soja recuam com expectativa de safra recorde e real valorizado

Os preços da soja em grão encerraram o mês de janeiro em queda no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, o enfraquecimento das cotações está ligado às expectativas de uma oferta recorde no Brasil, à demanda doméstica limitada e à valorização do real frente ao dólar.
De acordo com o centro de pesquisas, o movimento cambial reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Com o real mais valorizado, parte dos compradores externos passou a priorizar a soja norte-americana, afastando demandantes do produto brasileiro.
Colheita avança, mas falta de umidade preocupa produtores do Sul
No campo, as atividades de colheita da soja avançam de forma gradual em diferentes regiões do país. No entanto, colaboradores consultados pelo Cepea indicam que os níveis de umidade do solo seguem abaixo do ideal em áreas do Sul do Brasil, principalmente em lavouras semeadas mais tardiamente.
Essa condição mantém os produtores em estado de alerta, diante do risco de impacto sobre o desenvolvimento das lavouras. As previsões climáticas apontam para chuvas mais abrangentes nos próximos dias, o que pode contribuir para a melhora do balanço hídrico e trazer alívio às áreas afetadas.
Mato Grosso lidera colheita da soja no país
Dados da Conab mostram que a colheita da soja alcançou 6,6% da área nacional até o dia 24 de janeiro. O percentual supera os 3,2% registrados no mesmo período da safra passada.
Mato Grosso segue à frente nos trabalhos de campo, com 19,7% da área colhida até a data, avanço expressivo em relação aos 3,6% observados no mesmo intervalo do ciclo anterior.
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Sustentabilidade
Sistema Farsul mantém negociações sobre royalties da soja – MAIS SOJA

As questões que envolvem a cobrança de royalties da soja no Rio Grande do Sul foram tema de reunião entre representantes do Sistema Farsul e da Bayer. As conversas giraram, especialmente, em torno do Termo de Compromisso do Programa Pré-Certifica RS, e sobre as dificuldades geradas pela alteração de compreensão das cargas a serem analisadas na entrega dos grãos e cerealistas e cooperativas. Além das medidas implementadas por empresas do grupo Cultive Biotec, a mudança nos padrões da multa de 7,5% na moega para produtores que não realizaram pagamento prévio de royalties na safra 2025/2026 também esteve em debate.
No encontro, o Sistema Farsul reiterou sua posição de respeito aos direitos de propriedade industrial. Entretanto, a entidade reforçou seu posicionamento de jamais ter anuído ou concordado com o percentual de 7,5%, que está sendo aplicado de forma unilateral pelas empresas de biotecnologia. A entidade também questiona a falta de clareza no Termo de Compromisso e do comunicado expedido que trazem insegurança ao produtor que assinar o documento.
A Federação aguarda para a próxima semana o anúncio de ajustes nos procedimentos das empresas e irá dar continuidade nas tratativas em relação a aplicação da multa e seu percentual.
Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Em queda, Indicador volta à casa dos R$ 65/sc – MAIS SOJA

No encerramento de janeiro, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa seguiu em queda e voltou a operar na casa dos R$ 65 por saca de 60 kg, patamar que não era verificado desde o final de outubro de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez esteve baixa no período, tendo em vista que compradores priorizaram o consumo de estoques negociados antecipadamente e realizaram aquisições apenas de forma pontual.
Do lado da oferta, parte dos produtores com receio de novas desvalorizações e com necessidade de liberação de armazéns esteve mais flexível nos valores. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, tipicamente, a colheita da soja e a maior demanda por fretes para a oleaginosa chegam a sustentar os valores de milho durante as primeiras semanas do ano.
No entanto, em 2026, um dos fatores que tem impedido reações nos preços é o fato de os estoques de milho estarem muito elevados – são estimados em 12 milhões de toneladas neste início de temporada, contra 1,8 milhão de toneladas em 2025, e acima da média das últimas cinco safras, de 9,2 milhões de toneladas.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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