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20 de maio de 2026

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Taxa paga ao Irga será direcionada para socorrer produtores de arroz

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A utilização dos recursos da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (Taxa CDO) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) para o financiamento, subvenção ou apoio a produtores do Rio Grande do Sul foi aprovada pela Assembleia Legislativa na terça-feira (2).

Assim, o Projeto de Lei 472/2025, enviado pelo governo do estado, altera a Lei 13.697/2011 e permite que os recursos da taxa, atualmente em cerca de R$ 38 milhões, repassada integralmente ao Irga desde 2025, possam ser utilizados para combater os desafios da cadeia orizícola, que tem convivido com estoques elevados, preços em queda e renda comprimida.

Desses quase R$ 40 milhões, o texto determina que cerca de R$ 20 milhões serão encaminhados para bonificações em vendas externas e escoamento, e aproximadamente R$ 18 milhões sejam voltados para o auxílio a produtores atingidos por eventos climáticos adversos.

A Taxa CDO, definida por saca de 50kg de arroz em casca, tendo o custo atual de R$ 0,89 por unidade, é paga pelos produtores de arroz para financiar ações de fomento, pesquisa e defesa da orizicultura do Rio Grande do Sul.

A nova legislação possibilita que alternativas relacionadas à comercialização, exportação e escoamento de excedentes de arroz contem com suporte financeiro, contribuindo para a estabilidade econômica da cadeia produtiva.

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O texto também determina que o governo fica autorizado a promover ajustes no Plano Plurianual para abrir créditos adicionais necessários para execução dessas ações.

Segurança jurídica

Para o presidente do Irga, Eduardo Bonotto, a aprovação do projeto de lei por unanimidade – 48 votos – traz maior clareza e segurança jurídica para a utilização dos recursos da Taxa CDO.

“A alteração garante maior transparência e reforça o alinhamento entre as ações do governo e os interesses dos produtores, contribuindo para políticas cada vez mais eficazes para a cadeia produtiva do arroz”, enfatiza.

Segundo ele, a iniciativa também representa um importante passo no fortalecimento da orizicultura gaúcha, no apoio à economia rural e no compromisso com a continuidade das ações que garantam competitividade ao agronegócio, responsável por movimentar em média 40% do PIB do Rio Grande do Sul.

Pressão sobre os produtores

A aprovação ocorre em um cenário de forte pressão econômica sobre os produtores. Os custos de produção da safra 2024/25 chegaram a R$ 95,04 por saca de 50 kg, enquanto o preço médio de mercado registrado em novembro de 2025 foi de R$ 55,42, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Irga).

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Essa defasagem impacta diretamente a renda dos produtores e reflete na estimativa de redução de 5,17% da área semeada para a safra 2025/2026.

Nesse contexto, a possibilidade de destinar recursos da Taxa CDO para ações estruturantes e emergenciais é vista pelo setor como fundamental para garantir mais equilíbrio ao mercado, apoiar os produtores e preservar a competitividade da cadeia. O Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz.

‘Pesquisa não será comprometida’

As atividades do Irga, mantidas com a arrecadação da Taxa CDO, são responsáveis pelo desenvolvimento genético de 65% do arroz produzido no Rio Grande do Sul. Além disso, 50% da produção do país utilizam cultivares desenvolvidas pelo Instituto.

Em depoimento enviado à reportagem, Bonotto garantiu que os recursos destinados à pesquisa, extensão e pagamento dos colaboradores do Irga estão assegurados porque o orçamento da instituição é aprovado anualmente pelo Conselho Deliberativo, prevendo esses dispêndios.

“A intenção desse PL é para que, obviamente, dentro das condições anuais de recursos que o Irga tenha e que possam ser utilizados respeitando essas atividades essenciais da instituição, se possa dar um retorno através dessa autorização legislativa para ações de fomendo, subsídio, programas e ações no sentido de apoiar a cadeia orizícola, sempre observando que os recursos que hoje mantém o Irga são oriundos da cobrança da Taxa CDO que vem do produtor, de cada saca de 50 kg de arroz, então essa é uma forma de apoiar e fomentar a cadeia orizícola”, afirma.

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Com a nova legislação, o uso desses valores passa a incluir também medidas emergenciais de apoio à iniciativas de apoio a comercialização e escoamento com o objetivo de garantir mais segurança e auxílio aos agricultores gaúchos.

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Produtores debatem uso do cajueiro em sistemas agroflorestais no Ceará

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Agricultores familiares de diversos municípios do Ceará participaram, no dia 14 de maio, de uma oficina sobre sistemas agroflorestais (SAFs) com uso do cajueiro como eixo central do modelo produtivo. O encontro reuniu também pesquisadores, técnicos da extensão rural, empreendedores e gestores públicos. A iniciativa foi realizada pela Sítio Zen Agropecuária, em parceria com a Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, com foco na construção de alternativas para uma cajucultura mais sustentável no Semiárido brasileiro.

Durante a oficina, os participantes discutiram avanços e desafios da adoção de SAFs com cajueiro, modelo que combina diferentes espécies vegetais no mesmo sistema de produção. Segundo as instituições envolvidas, a proposta é ampliar a diversificação produtiva e reduzir a dependência de sistemas baseados em monocultivo, em uma região marcada por restrições climáticas e elevada variabilidade hídrica.

Os resultados do encontro serão organizados em um documento técnico. A expectativa é que esse material sirva de base para a concessão de crédito rural por órgãos financiadores voltado à implantação de sistemas agroflorestais com cajueiro. O conteúdo também deverá reunir informações práticas e técnicas para apoiar decisões de produtores e agentes públicos. O texto original não informa valores de investimento, área potencial de adoção nem prazos para disponibilização do documento.

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De acordo com a Embrapa Agroindústria Tropical, o diálogo entre agricultores, pesquisadores e instituições busca formar uma rede de articulação para conectar produtores que hoje atuam de forma dispersa. O projeto também utiliza métodos da sociologia rural para transformar experiências de campo em registros técnicos e científicos acessíveis.

Na prática, esse tipo de sistematização pode apoiar a formulação de políticas públicas, a estruturação de indicadores financeiros e de sustentabilidade e a avaliação da viabilidade econômica e ecológica dos SAFs com cajueiro. Para a agricultura familiar do Semiárido, a discussão envolve manejo, diversificação de renda e organização produtiva.

O próximo passo é consolidar as contribuições da oficina em um documento técnico que permita avaliar, com base metodológica, a adoção dos sistemas agroflorestais com cajueiro. Até a conclusão desse material, ainda não há detalhamento público sobre critérios de financiamento, escala de implantação ou indicadores consolidados de desempenho produtivo.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa realiza workshop sobre cadeia produtiva do camu-camu em Roraima

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) promove nesta quinta-feira (21) e sexta-feira (22) o II Workshop Internacional do Camu-camu, em Boa Vista (RR). O encontro será realizado no auditório da Embrapa Roraima, no Distrito Industrial, com foco em agricultores, pequenos e médios produtores, extrativistas, comunidades tradicionais, assistência técnica, estudantes, pesquisadores e empreendedores rurais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até esta quarta-feira (20), pelo site da unidade.

Segundo a Embrapa, o objetivo do workshop é ampliar o intercâmbio técnico-científico e institucional para fortalecer a cadeia produtiva do camu-camu na Amazônia. A programação aborda manejo, tecnologias de produção, pós-colheita, beneficiamento e inclusão socioprodutiva, com enfoque na economia circular.

De acordo com Edvan Chagas, pesquisador da Embrapa responsável pelo evento, a proposta é integrar conhecimentos sobre cultivo e uso da fruta. O camu-camu é apresentado pela organização como uma espécie silvestre amazônica de interesse econômico e nutricional, com destaque para a alta concentração de vitamina C.

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No primeiro dia, a agenda começa às 7h30, com credenciamento dos participantes. Em seguida, haverá o lançamento do livro “Sabores da Amazônia, receitas de camu-camu, pitadas de vitamina C e antioxidantes”, de Maria Luiza Grigio, pesquisadora do Serviço de Fiscalização da Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Roraima. A programação inclui ainda exposições sobre cultivo e manejo da fruta, com pesquisadores do Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana, além de experiências socioprodutivas apresentadas pela Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento e Inovação de Roraima.

À tarde, uma mesa-redonda reunirá representantes da Universidade Federal de Roraima (UFRR), do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), de empresas privadas e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No segundo dia, os participantes farão visita técnica ao Banco Ativo de Germoplasma de Camu-camu, no campo experimental Serra da Prata, em Mucajaí, e acompanharão atividades práticas sobre pós-colheita e beneficiamento.

A programação indica foco em pesquisa, transferência de tecnologia e articulação entre instituições e setor produtivo. Mais informações e a agenda completa estão disponíveis no site da Embrapa Roraima, no menu “Cursos e eventos”.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa amplia presença em ranking internacional de cientistas mais citados

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) passou de 24 para 30 pesquisadores entre os mais citados do mundo no ranking da plataforma Research.com, um avanço de 25% em relação a 2025. O levantamento, divulgado com dados coletados em novembro de 2025, avaliou 175.448 cientistas de mais de 70 países em 26 disciplinas. A maior presença da estatal brasileira aparece em áreas diretamente ligadas ao agro, como Ciência de Plantas e Agronomia e Ciências Animais e Veterinárias.

De acordo com a Research.com, a classificação utiliza o Discipline H-index (D-index), indicador que considera o número de artigos publicados e a quantidade de citações recebidas em cada área específica. A seleção combinou bases bibliométricas como OpenAlex e CrossRef e incluiu apenas pesquisadores ativos, com publicações nos últimos cinco anos.

Na Embrapa, a área com maior participação foi Ciência de Plantas e Agronomia, com 15 nomes listados. Entre eles estão Mariangela Hungria, Robert Boddey, Segundo Urquiaga, Bruno José Rodrigues Alves e José Ivo Baldani. Mariangela Hungria também aparece em Microbiologia, enquanto Valeria Pacheco Batista Euclides é citada em Ciência de Plantas e Agronomia e em Ciências Animais e Veterinárias.

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Em Ciências Animais e Veterinárias, a empresa reúne oito pesquisadores no ranking, entre eles Luciana Regitano, Marcos Tavares Dias, Maurício Alencar e Ana Carolina Chagas. A lista ainda inclui três pesquisadores em Ecologia e Evolução, dois em Ciências Ambientais e um nome em cada uma das áreas de Ciência de Materiais, Biologia e Bioquímica e Engenharia e Tecnologia.

Para o setor agropecuário, o resultado indica presença relevante da pesquisa brasileira em frentes como melhoramento genético, microbiologia do solo, produção animal, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico. Essas áreas formam a base técnica de soluções aplicadas à produtividade, ao manejo e à adaptação dos sistemas de produção. O levantamento, no entanto, não detalha projetos específicos, impactos econômicos mensurados ou desdobramentos operacionais imediatos para produtores.

Segundo a própria Research.com, o objetivo do ranking é identificar especialistas de destaque por área e país, além de indicar temas de maior influência na ciência atual. No caso da Embrapa, a ampliação de presença em disciplinas ligadas ao agro reforça a visibilidade internacional da pesquisa pública brasileira, embora o estudo não apresente projeções sobre efeitos diretos no curto prazo sobre as cadeias produtivas.

Fonte: embrapa.br

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