Sustentabilidade
Chicago segue realização de lucros e fecha em baixa no milho – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais baixos. O mercado seguiu um movimento de realização de lucros, mesmo com os sinais de melhora na demanda de milho voltado a produção de etanol nos Estados Unidos. O quadro fundamental de ampla oferta global complementou o quadro negativo, enquanto a fraqueza do dólar frente a outras moedas ajudou a limitar os preços.
A produção de etanol de milho dos Estados Unidos avançou 1,16% na semana encerrada em 28 de novembro, atingindo 1,126 milhão de barris diários (*), ante 1,113 milhão barris na semana anterior (21), segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia).
Já os estoques de etanol dos Estados Unidos passaram de 22 milhões de barris para 22,5 milhões no mesmo período comparativo, alta de 2,3%. O país exportou ainda 170 mil barris de etanol nessa última semana, ante 122 mil, alta de 39%. (*) Cada barril equivale a 159 litros.
Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,50, com baixa de 6,50 centavos, ou 1,44%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,50 3/4 por bushel, recuo de 6,75 centavos de dólar, ou 1,47%, em relação ao fechamento anterior.
Fonte: Pedro Diniz Carneiro – Safras News
Sustentabilidade
Sugoy: Uma solução completa e robusta para o manejo da ferrugem-asiática em soja – MAIS SOJA

Considerada uma das doenças mais complexas de manejar na cultura da soja, a ferrugem-asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, apresenta ampla distribuição geográfica, rápida evolução e elevado potencial de danos à cultura. Em cultivares mais suscetíveis, as perdas de produtividade podem chegar a 90% (Godoy et al., 2025).
Os sintomas iniciais caracterizam-se pelo surgimento de pequenos pontos mais escuros que o tecido foliar, variando de coloração esverdeada a cinza-esverdeada, associados à formação de pequenas protuberâncias (urédias) na face inferior das folhas (Figura 1). Com a evolução da doença, as urédias se rompem por meio de minúsculos poros, liberando esporos hialinos (figura 2) que se acumulam ao redor dessas aberturas e são disseminados pelo vento, favorecendo a ocorrência de novos ciclos de infecção e a rápida propagação da doença na lavoura (Soares et al., 2023).
Figura 1. Sintomas iniciais do desenvolvimento da ferrugem-asiática em soja.
Figura 2. Esporos de Phakopsora pachyrhizi (ferrugem-asiática da soja) em microscópio óptico com diferentes aumentos. A – Fotos feitas com lamínula; B – Fotos feitas sem lamínula.

A ferrugem-asiática afeta principalmente as folhas, reduzindo a capacidade fotossintética da planta e consequentemente sua produção de fotoassimilados, translocação e acúmulo deles nos grãos. A doença pode ocorrer em qualquer estádio do desenvolvimento da soja, o que dificulta ainda mais seu controle. Atrelado a isso, o rápido progresso da doença sob condições ambientais adequadas (molhamento foliar e temperatura entre 18°C e 26,5°C), intensifica os danos. Conforme observado por Danelli; Reis; Boaretto (2015) para cada 1% de incidência foliolar, para a densidade de lesões variaram de 13,34 a 127,4 kg/ha/1 lesão/cm² e para densidade urédias variaram de 5,53 a 110,0 kg/ha/1 uredia/cm², tem-se a redução da produtividade de 3,41 a 9,02 kg/ha.
Figura 3. Escala diagramática para avaliação da severidade da ferrugem da soja.

Considerando o elevado impacto da ferrugem-asiática e a complexidade do seu manejo, a adoção de estratégias preventivas é fundamental para reduzir o desenvolvimento da doença e minimizar perdas produtivas. Conforme recomendações do Comitê de Ação à Resistência a Fungicidas (FRAC-BR), o manejo da ferrugem-asiática deve ser conduzido de forma preventiva, integrando o controle químico a práticas agronômicas como rotação de culturas, cumprimento do vazio sanitário, escolha e posicionamento adequados de cultivares e eliminação de plantas voluntárias de soja. Nesse contexto, o posicionamento inadequado dos fungicidas, seja em relação ao momento de aplicação, seja quanto à escolha dos produtos, pode comprometer significativamente a eficiência de controle e favorecer o avanço da doença na lavoura.
No que se refere especificamente ao controle químico, torna-se essencial adotar estratégias que aumentem a eficiência de controle da ferrugem-asiática e, simultaneamente, contribuam para o manejo da resistência do fungo aos fungicidas. Uma dessas estratégias é a associação de fungicidas multissítios a fungicidas sítio-específicos, ampliando o espectro de ação e prolongando o período de proteção das aplicações (FRAC-BR, s. d.).
Resultados de ensaios conduzidos pela Embrapa demonstram que a utilização de fungicidas multissítios em associação a fungicidas sítio-específicos, especialmente em formulações contendo mais de um ingrediente ativo, pode elevar em mais de 70% o nível de controle da ferrugem-asiática em comparação ao uso isolado de fungicidas sítio-específicos (Godoy et al., 2025).
Além de potencializar o controle da doença, pesquisas indicam que a utilização de misturas comerciais e/ou misturas em tanque entre fungicidas multissítios e fungicidas sítio-específicos de elevada performance contribui significativamente para retardar a evolução da resistência do patógeno, sobretudo quando inseridas em programas de manejo que contemplem a rotação de mecanismos de ação.
Em termos práticos, quanto maior o número de ingredientes ativos atuando em diferentes sítios metabólicos do fungo, maiores tendem a ser as chances de obtenção de um controle mais efetivo e duradouro da doença. Dessa forma, a associação entre fungicidas multissítios e sítio-específicos representa uma estratégia de elevada eficiência no manejo da ferrugem-asiática, sendo um ponto chave para o manejo da doença.
Como alternativa, a IHARA desenvolveu o SUGOY®, fungicida de ação tripla que reúne três ingredientes ativos em uma única formulação, incluindo o multissítio clorotalonil e dois fungicidas sítio-específicos pertencentes a diferentes grupos químicos. Desenvolvido para a cultura da soja, o fungicida apresenta elevada eficácia no manejo da ferrugem-asiática, posicionando-se como uma importante ferramenta para programas fitossanitários em ambientes de alta produtividade.
Sua formulação permite a associação de diferentes mecanismos de ação em um único produto, proporcionando maior praticidade operacional, eficiência de controle e proteção da cultura, além de contribuir de forma estratégica para o manejo da resistência do fungo aos fungicidas. A elevada performance do SUGOY® também permite maior flexibilidade no posicionamento dentro do programa fitossanitário, possibilitando aplicações em momentos estratégicos do desenvolvimento da soja para proteção das fases mais sensíveis à doença. Além disso, o SUGOY® apresenta eficiência no manejo de outras doenças importantes da cultura, como mancha-alvo, oídio, antracnose, podridão de grãos e mancha-parda, ampliando seu potencial de uso dentro do manejo fitossanitário integrado da soja.

Referências:
DANELLI, A. L. D.; REIS, E. M.; BORETTO, C. CRITICAL-POINT MODEL TO ESTIMATE YIELD LOSS CAUSED BY ASIAN SOYBEAN RUST. Summa Phytopathol., Botucatu, v. 41, n. 4, p. 262-269, 2015. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/sp/v41n4/0100-5405-sp-41-4-0262.pdf >, acesso em: 14/05/2026.
FRAC-BR. NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS EM SOJA. Comitê de Ação A Resistência a Fungicidas – Brasil, s. d. Disponível em: < https://www.frac-br.org/_files/ugd/6c1e70_5494e2a5f1204eafa26ec81bce3aec6f.pdf >, acesso em: 14/05/2026.
GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 2019, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1177349/1/Circ-Tec-219.pdf >, acesso em: 14/05/2026.
GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 2019, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1177349 >, acesso em: 14/05/2026.
SOARES, R. M. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE DOENÇAS DE SOJA. Embrapa Soja, Documentos, n. 256, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/1158639 >, acesso em: 14/05/2026.
Sustentabilidade
Milho/BR: Colheita da 1ª safra atinge 87,7% da área e segunda safra chega a 3% – MAIS SOJA

Milho 1ª Safra: 87,7% colhido. Em MG, a colheita se aproxima da finalização com boas produtividades. No RS, a colheita ainda ocorre nas áreas de agricultura familiar. Na BA, a colheita evolui lentamente.
No PI, a colheita avança no sudoeste do estado com produtividades superiores às alcançadas na última safra. No MA, a colheita já ocorre nas regiões sul, leste, centro e oeste do estado, devendo acelerar em meados de junho.
Milho 2ª Safra – 3,0% colhido.
Em MT, o tempo seco acelera a maturação e o avanço da colheita, com boas produtividades sendo obtidas. No PR, a colheita se aproxima do início e boa parte das lavouras se encontram em boas condições. Em MS, a redução da umidade no solo, no sudoeste, compromete o potencial produtivo das lavouras. Em GO, a persistente falta de precipitações continua a impor um estresse hídrico severo nas lavouras, além de acelerar o ciclo do cereal.
Em SP, a redução das chuvas compromete o potencial produtivo das lavouras, principalmente, no noroeste do estado. Em MG, o clima seco já comprometeu o potencial produtivo do cereal de forma irreversível.
No TO, a maioria das lavouras está em maturação. A colheita avança. No MA, a colheita foi iniciada no sudoeste do estado devendo acelerar no final de junho. No PI, a maioria das áreas apresenta bom desenvolvimento, porém algumas áreas já manifestam sintomas de deficit hídrico devido à redução das precipitações.
No PA, as lavouras dos polos de Santarém e Paragominas continuam se desenvolvendo em boas condições. Na BR-163 e Redenção, a colheita avança.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Algodão/BR: Colheita inicia em MT e GO sob bom desenvolvimento; restrição hídrica acende alerta em MS – MAIS SOJA

Algodão: 0,9% colhido, Em MT, predominou a insolação, com chuvas isoladas de baixo volume. As lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório, com manejo de reguladores de crescimento e controle fitossanitário conforme o planejado. Permanece a atenção para Spodoptera spp. e para o controle do bicudodo-algodoeiro.
Na BA, a colheita segue lentamente. No MA, nos Gerais de Balsas, as lavouras de primeira e segunda safra encontram-se majoritariamente em maturação e abertura de capulhos. As condições gerais são boas. Em MS, na região dos Chapadões, os cultivos seguem sob atenção quanto à disponibilidade hídrica, principalmente, nas áreas em florescimento.
Na região central, o armazenamento de água no solo permanece favorável e seguem os manejos preventivos. Em GO, as primeiras lavouras já foram colhidas na região sul do estado. O algodão de sequeiro encontra-se predominantemente em maturação, enquanto áreas em pré-colheita passam pelo processo de desfolha. As lavouras irrigadas de segunda safra seguem em boas condições.
Em MG, as áreas mais adiantadas já receberam aplicações de dessecantes e aguardam a queda das folhas para o início da colheita. No PI, as lavouras seguem com bom desenvolvimento, favorecidas pelas condições climáticas ao longo do ciclo. Em SP, a colheita avançou na região sudoeste, onde mais da metade das áreas já foi colhida.
Previsão Agrometeorológica (08/06/2026 a 15/06/2026)
N-NE: A previsão indica maiores volumes de chuva no Norte do país, especialmente, entre o AM, RR, AP e norte do PA, além de parte da faixa litorânea do Nordeste. No AC, centro-norte do PA e RO, as chuvas devem ocorrer de forma mais irregular. No TO e interior do NE, o tempo permanece firme e favorecerá a secagem natural do milho no Matopiba, mas deve persistir a restrição hídrica para as lavouras ainda em estádios reprodutivos. No Sealba, as condições seguirão favoráveis nas áreas próximas da costa, mas o armazenamento hídrico deve permanecer baixo nas áreas do interior.
CO: Há previsão de chuvas pontuais com baixos acumulados, principalmente, no noroeste de MT e centro-sul de MS. Em GO e DF, predomina o tempo mais firme. A condição será favorável para a secagem natural do milho segunda safra, mas, para as áreas ainda estádio reprodutivo, permanece a restrição hídrica.
SE: Há previsão de chuvas para todo o estado de SP, sul de MG e RJ, no final da semana, devido à passagem de uma frente fria. Nas demais regiões, a previsão é de tempo estável, com chances reduzidas de chuva. Na maioria das áreas, a umidade no solo será insuficiente para os cultivos de segunda safra e as lavouras de inverno não irrigadas em estádios mais avançados.
S: Há previsão de chuvas para toda região, no início da semana, com volumes significativos no noroeste do RS, Oeste de SC e Sul do PR. A passagem de uma frente fria instabilizará novamente o tempo, promovendo novos acumulados de chuva. As chuvas devem favorecer o incremento de umidade no solo e os cultivos de segunda safra e inverno. Pode ocorrer a suspensão da semeadura do trigo e da colheita do feijão devido às precipitações.
Fonte: Conab

Autor:Conab
Site: Conab
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