Connect with us

Sustentabilidade

Mercado de trigo fecha novembro em ritmo moderado e preços pressionados – MAIS SOJA

Published

on


O mercado brasileiro de trigo encerrou novembro com ritmo moderado de negócios, avaliou o analista de Safras & Mercado, Elcio Bento. Segundo ele, os moinhos já estão abastecidos para atender a demanda até os primeiros meses de 2026, o que mantém as compras restritas a oportunidades pontuais.

No Rio Grande do Sul, o produtor segue pressionado pela necessidade de caixa após um ciclo de custos elevados. “O produtor gaúcho busca liquidez imediata, e isso abre espaço para tradings, que acabam direcionando grande parte do trigo para exportação”, disse Bento. Ele estima que pouco mais de 1 milhão de toneladas já tenham sido comercializadas no estado, com mais de 60% destinadas ao mercado externo. Os line-ups somam 627.052 toneladas na temporada.

Mesmo com maior liquidez internacional, os preços no estado recuaram. “A paridade de exportação segue pressionando as cotações”, avaliou Bento. No Rio Grande do Sul, o trigo fechou o mês a R$ 1.025/t, queda de 0,5% ante outubro e de 11% na comparação anual. No Paraná, terminou a R$ 1.173/t, recuo de 1% em relação ao mês anterior e de 14% frente ao mesmo período de 2024.

Bento atribui a queda generalizada ao cenário internacional e cambial. “O trigo argentino segue competitivo e influencia diretamente o mercado brasileiro”, afirmou. O cereal do país vizinho fechou novembro a US$ 211/t, baixa de 4,1% sobre o mês anterior e sobre o mesmo período do ano passado.

Ele também destacou o impacto das novas projeções para a safra argentina. “A Bolsa de Buenos Aires revisou a produção para cima, para 25 milhões de toneladas, o que reforça a oferta regional e limita qualquer reação de preços”, comentou.

O câmbio também contribuiu para o ambiente de pressão. “Com o dólar perto de R$ 5,35 e queda anual de quase 10%, as importações ficam ainda mais atrativas”, disse Bento. Segundo ele, esse movimento adiciona mais pressão ao mercado interno e tende a manter os preços acomodados.

Fonte: Ritiele Rodrigues – Safras News



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Soja impulsiona processamento recorde de oleaginosas na Argentina em 2025

Published

on


Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação

A agroindústria da Argentina encerrou o ano de 2025 com um marco histórico, processando um volume recorde de 47,6 milhões de toneladas de oleaginosas. Segundo relatório divulgado pela Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), o desempenho foi impulsionado pela boa oferta de soja e girassol, resultando na menor capacidade ociosa do setor industrial desde 2011.

O mercado de milho vive um momento de forte dinamismo. A comercialização e a fixação de preços para a safra nova 2025/26 dispararam, motivadas pela competitividade do cereal argentino no mercado internacional.

De acordo com a BCR, o preço FOB do milho argentino posiciona-se como “o mais competitivo adiante”, o que tem tracionado a demanda no mercado local.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Em contrapartida, o cenário para a soja mostra-se diferente. As vendas antecipadas da oleaginosa estão estagnadas, mesmo diante de preços futuros que atingiram máximas recentes.

A entidade aponta que a depreciação do dólar tem dado suporte às cotações das commodities, mas isso ainda não foi suficiente para destravar a comercialização da soja no ritmo esperado.

O relatório também destaca que o Índice Composto Coincidente de Atividade Econômica da Argentina (ICA-ARG) apresentou uma leve alta de 0,01% em dezembro, sinalizando estabilidade na atividade econômica do país.

O post Soja impulsiona processamento recorde de oleaginosas na Argentina em 2025 apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve iniciar semana com negociações travadas – MAIS SOJA

Published

on


 O mercado brasileiro de milho deve iniciar a semana com negociações travadas, tendo em vista que os principais formadores de preço operam em direções opostas. Além disso, o avanço da oferta da safra de verão pressiona os preços. A Bolsa de Chicago opera em queda, enquanto o dólar sobe frente ao real.

O mercado brasileiro de milho apresentou preços de estáveis a mais baixos nesta quarta-feira. Segundo Safras & Mercado, a oferta com a colheita da safra de verão pesa sobre as cotações. A necessidade de caixa dos produtores e de espaço nos armazéns para a chegada da safra de soja pesa sobre os preços do milho.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 67,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 67,00/69,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 61,00/63,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 63,00/65,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 64,00/65,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 61,00/63,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 52,00/56,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em março de 2026 estão cotados a US$ 4,26 1/2 por bushel, baixa de 1,75 centavo de dólar, ou 0,40%, em relação ao fechamento anterior.

* O mercado estende perdas, acompanhando a queda acentuada do petróleo em Nova York, com recuo superior a 5%, em um movimento associado à redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que segue em diálogo com representantes do governo iraniano.

* Na Argentina, as chuvas registradas nas principais áreas agrícolas do oeste do país melhoraram a umidade do solo. Mesmo assim, segundo a Bolsa de Buenos Aires, as lavouras de milho ainda dependem de novas precipitações nas próximas semanas para evitar perdas de rendimento.

* Sexta-feira (30), os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,28 1/4, com baixa de 2,50 centavos, ou 0,58%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,35 3/4 por bushel, perda de 3,25 centavos de dólar, ou 0,74%, em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com alta de 0,29%, cotado a R$ 5,2617. O Dollar Index registra valorização de 0,39% a 97,37 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,47%. Frankfurt, +0,71%. Londres, + 0,63%.

* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços baixos. Xangai, -2,48%. Japão, -1,25%.

* O petróleo opera com baixa. Março do WTI em NY: US$ 61,77 o barril (-5,27%).

AGENDA

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 13h.

– Estimativa de safra de soja, milho e algodão do MT – Imea, 16h.

– Dados de esmagamento de soja dos EUA em janeiro – USDA, 17h.

– Uso de milho na produção de etanol dos EUA – USDA, 17h.

—-Terça-feira (3/02)

– EUA: A processadora de amido ADM publica seus resultados trimestrais.

– EUA: A pesquisadora em agro Corteva publica seus resultados trimestrais.

– EUA: A gigante alimentícia PepsiCo publica seus resultados trimestrais.

– O BC divulga, às 8h, a ata da última reunião do Copom.

– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, a Produção Industrial Mensal (PIM) referente a dezembro.

– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

—–Quarta-feira (4/02)

– O conglomerado de alimentos holandês Bunge publica seus resultados trimestrais.

– Eurozona: A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de janeiro será publicada às 7h pelo Eurostat.

– Eurozona: A leitura do índice de preços ao produtor de dezembro será publicada às 7h pelo Eurostat.

– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pela EIA.

—–Quinta-feira (5/02)

– A petrolífera britânica Shell publica seus resultados trimestrais.

– Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 9h pelo BOE.

– Eurozona: A decisão de política monetária será publicada às 10h15 pelo BCE.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os dados consolidados de janeiro, seguidos por coletiva de imprensa.

– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (6/02)

– Alemanha: A produção industrial de dezembro será publicada às 4h pelo Destatis.

– Alemanha: O saldo da balança comercial de dezembro será publicado às 4h pelo Destatis.

– A FGV divulga, às 8h, o IGP-DI referente a janeiro.

– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de janeiro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.

– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Autor/Fonte: Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Continue Reading

Sustentabilidade

Preços da soja recuam com expectativa de safra recorde e real valorizado

Published

on


Divulgação CNA

Os preços da soja em grão encerraram o mês de janeiro em queda no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, o enfraquecimento das cotações está ligado às expectativas de uma oferta recorde no Brasil, à demanda doméstica limitada e à valorização do real frente ao dólar.

De acordo com o centro de pesquisas, o movimento cambial reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Com o real mais valorizado, parte dos compradores externos passou a priorizar a soja norte-americana, afastando demandantes do produto brasileiro.

Colheita avança, mas falta de umidade preocupa produtores do Sul

No campo, as atividades de colheita da soja avançam de forma gradual em diferentes regiões do país. No entanto, colaboradores consultados pelo Cepea indicam que os níveis de umidade do solo seguem abaixo do ideal em áreas do Sul do Brasil, principalmente em lavouras semeadas mais tardiamente.

Essa condição mantém os produtores em estado de alerta, diante do risco de impacto sobre o desenvolvimento das lavouras. As previsões climáticas apontam para chuvas mais abrangentes nos próximos dias, o que pode contribuir para a melhora do balanço hídrico e trazer alívio às áreas afetadas.

Mato Grosso lidera colheita da soja no país

Dados da Conab mostram que a colheita da soja alcançou 6,6% da área nacional até o dia 24 de janeiro. O percentual supera os 3,2% registrados no mesmo período da safra passada.

Mato Grosso segue à frente nos trabalhos de campo, com 19,7% da área colhida até a data, avanço expressivo em relação aos 3,6% observados no mesmo intervalo do ciclo anterior.

O post Preços da soja recuam com expectativa de safra recorde e real valorizado apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Agro MT