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5 de maio de 2026

Sustentabilidade

Manejo sustentável impulsiona subvenção do seguro rural para até 35% na soja – MAIS SOJA

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O Zoneamento Agrícola de Risco Climático em Níveis de Manejo (ZarcNM) começou a ser operado pela primeira vez no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) do Ministério da Agricultura e Pecuária. A nova modalidade está em fase piloto, tendo como foco inicial a cultura da soja no Paraná. Vinte e nove áreas de produção, totalizando cerca de 2.400 hectares, aderiram à iniciativa e efetivaram a contratação de seguro rural, acessando percentuais diferenciados de subvenção nas apólices de acordo com o nível de manejo adotado na propriedade.

Photo: Gabriel Faria/Embrapa

O piloto usa a metodologia desenvolvida pela Embrapa que permite classificar talhões em quatro níveis de manejo (NM), baseada em indicadores objetivos, verificáveis e auditáveis. Juntamente com as avaliações de risco climático do ZarcNM, o produtor e demais interessados podem verificar o quanto a adoção de boas práticas pode reduzir os riscos potenciais de perdas da produção por seca. Quanto melhor o nível de manejo, maior a subvenção do seguro.

Da área total participante do projeto-piloto, cerca de 5% foi classificada com o nível quatro, o melhor da escala do ZarcNM e que resulta numa subvenção de 35% no valor do seguro rural. Do restante, 27% da área foi classificada no nível de manejo 3, com subvenção de 30%; 57% no nível 2, com 25% de subvenção da apólice; e 11% da área ficou com o nível 1, mantendo os 20% de subvenção padrão do PSR.

De acordo com Diego Almeida, Diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, este novo formato de subvenção deve se tornar perene. “Após a avaliação dos resultados desta primeira fase, planejamos expandir o programa para outros estados, iniciando com a soja e, posteriormente, incluindo a cultura do milho”, afirma.

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Aumento de produtividade e resiliência

A metodologia ZarcNM contribui para reduzir um problema recorrente do seguro rural que é a necessidade da quantificação mais individualizada do risco, por gleba ou talhão, conforme o manejo de cada área. Ao aplicar incentivos financeiros, a gestão do PSR coloca em prática um mecanismo de indução de boas práticas e adaptação da agricultura brasileira, tornando-a mais resiliente à variabilidade climática e aos crescentes riscos de seca.

O pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja (PR), afirma que essa atualização do ZarcNM é muito relevante porque quanto melhor o nível de manejo adotado, menor será o risco de perdas por déficit hídrico. De acordo com o pesquisador, a adoção de práticas conservacionistas é determinante para aumentar a infiltração de água e reduzir o escorrimento superficial, comuns durante chuvas intensas e em grandes volumes. Junto a outras práticas de manejo do solo, elas promovem maior disponibilidade de água às plantas. “O aprimoramento do manejo do solo leva a um aumento significativo na produtividade das culturas, à redução do risco de perdas causadas por condições de seca e ao aumento da fixação de carbono no solo. Além disso, promove a conservação tanto do solo quanto dos recursos hídricos”, destaca Farias.

Segundo o pesquisador, culturas não irrigadas, como a grande maioria da área com soja no Brasil, têm como fontes de água para atendimento de suas necessidades a água da chuva e aquela disponibilizada pelo solo. “As práticas de manejo que incrementam a capacidade do solo de disponibilizar mais água às plantas são essenciais para reduzir os riscos de perdas por seca, principalmente, quando se projetam cenários climáticos cada vez mais adversos à exploração agrícola”, ressalta Farias.

Modelo de operação

Neste modelo testado pela primeira vez são considerados seis indicadores: tempo sem revolvimento do solo, porcentagem de cobertura do solo em pré-semeadura (palhada), diversificação de cultura nos três últimos anos agrícolas, percentual de saturação por bases, teor de cálcio e percentual de saturação por alumínio. “Além dos indicadores quantitativos, alguns pré-requisitos precisam ser observados como, por exemplo, semeadura em contorno ou em nível”, explica Farias.

No piloto, os agricultores submetem seus projetos às seguradoras e agentes financeiros, indicando o talhão a ser analisado, repassando as informações solicitadas e as análises de solo feitas em laboratórios credenciados. Por meio de uma plataforma digital desenvolvida pela Embrapa Agricultura Digital (SP), o Sistema de Informações de Níveis de Manejo (SINM), os dados são cruzados com informações de sensoriamento remoto para cálculo e classificação dos níveis de manejo.

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O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital e coordenador da Rede Zarc de Pesquisa, Eduardo Monteiro, destaca a importância do sensoriamento remoto nesse processo. Ele exemplifica com uma das áreas aprovadas no Nível de Manejo 3 e que está ao lado de outra com sinais de erosão.

“Apesar de vizinhas, as classificações podem ser bem diferentes. A área erodida não obteria classificação maior que NM1. Isso mostra a importância de um sistema de verificação independente e bem estruturado para ser capaz de observar esses detalhes de forma automatizada à medida que ganha escala e o número de operações chega aos milhares”, afirma.

Recompensa ao agricultor

De acordo com o gerente executivo técnico da Coocamar Cooperativa Agroindustrial, Renato Watanabe, essa é uma demanda antiga. E é altamente positivo que o nível de manejo de solo venha beneficiar financeiramente os produtores.

“A gente encontra produtores nos solos arenosos com mais habilidade de produção do que os dos solos argilosos, muito em função do nível de manejo. São duas realidades. Onde se faz apenas a rotação soja e milho, é comum isto causar problemas físicos e biológicos para o solo, principalmente físicos, em função de as raízes ficarem concentradas somente a até 20 cm de profundidade. Com isso, as lavouras acabam sentindo mais um período de seca, mesmo de curta duração. Já quem faz um bom trabalho, seja em solos arenosos ou argilosos, mesmo em anos difíceis, tem conseguido manter a estabilidade da produção”, afirma.

Watanabe destaca ainda que o ZarcNM se conecta com outras frentes trabalhadas pela Cocamar, como soja baixo carbono e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

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O cooperado José Henrique Orsini, do município de Floresta (PR), é reconhecido por técnicos da Cocamar por  dedicar especial atenção ao solo, utilizando braquiária logo após a colheita da soja como forma de melhorar o solo e ter palhada em abundância para o plantio direto na safra de verão seguinte.

“Faltava um seguro assim para reconhecer o trabalho do produtor que faz um bom manejo do solo”, diz Orsini, explicando que, neste ano, por não ter feito o consórcio milho e braquiária conseguiu acessar o NM2 do seguro e terá direito a uma subvenção de 25%. Se tivesse feito o consórcio, chegaria ao nível 3 e a subvenção seria de 30%.

Já o produtor e cooperado José Rogério Volpato alcançou classificação NM3. “Importante diferenciar os produtores que investem no manejo sustentável do solo. É um reconhecimento que serve de incentivo para outros”, ressalta. Ele cultiva solos arenosos em Ourizona e em Presidente Castelo Branco (PR), onde implementa o programa de integração lavoura-pecuária (ILP) e o consórcio milho e braquiária como opção de inverno. Há mais de uma década, Volpato investe em práticas que asseguram a estabilidade das safras, mesmo quando há períodos de veranicos e altas temperaturas em momentos críticos da lavoura.

Entre outros benefícios, a braquiária, com seu enraizamento agressivo, rompe a camada de compactação e abre pequenos canais que propiciam a infiltração das águas das chuvas, evitando as enxurradas e contendo a erosão. Além de aumentar o volume de matéria orgânica, o capim cicla nutrientes das camadas mais profundas e, com sua palhada intensa, inibe o surgimento de ervas daninhas e mantém o solo úmido por mais tempo após uma chuva, criando um microclima que favorece o desenvolvimento da lavoura. A cobertura protege o solo, também, da incidência dos raios solares, mantendo uma temperatura mais suportável para as plantas.

Projeto-piloto

A Instrução Normativa nº 2 de 2025, que regulamenta o ZarcNM, foi publicada no Diário Oficial em 9 de julho, após a Resolução nº 107 do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural que aprovou as regras do projeto-piloto. Com isso, o manejo adotado entra no cálculo para avaliação do risco climático da cultura. Nesta fase inicial do projeto, o Mapa destinou R$ 8 milhões.

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Fonte: Gabriel Faria – Embrapa Agricultura Digital



 

FONTE

Autor:Gabriel Faria – Embrapa Agricultura Digital

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Milho em MT: Exportações da Safra 24/25 Crescem 5%, mas Ritmo de Embarques Sofre Ajuste – MAIS SOJA

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A exportação de milho da safra 24/25 foi projetada em 25,00 mi t, avanço de 5,04% em relação à safra 23/24. No entanto, na messma revisão de mai/26, o instituto reduziu a estimativa em 3,85% frente ao relatório anterior, refletindo a menor expectativa para o ritmo de embarques entre abril e junho.

Até o momento, o estado exportou 23,86 mi t, restando cerca de 1,14 mi t para o cumprimento da projeção. Isso é influenciado por fatores como a queda do dólar, menores preços do milho e questões externas, como o conflito no Irã, que impactam o volume escoado por MT. Para a safra 25/26, a Imea estima exportações de 25,90 mi t, volume 3,60% superior ao projetado para a temporada anterior. No mercado interno, o consumo da safra 24/25 está estimado em 18,91 mi t, alta de 15,93% em relação à safra anterior, motivado pela expansão da produção de etanol de milho e pela maior demanda da indústria de ração. Para a safra 25/26 o consumo deve somar 20,72 mi t, avanço de 9,54% frente à safra 23/24.

Confira os principais destaques do boletim:
  • POSITIVO: na última semana, o preço do milho na CME – Group apresentou variação positiva de 2,25%, e fechou o período na média de US$ 4,64/bu, motivada pela alta demanda do milho americano.
  • AUMENTO: o preço da paridade de exportação para o contrato de julho fechou a semana na média de R$ 36,05/sc. A alta de 2,46% é explicada pela volta da valorização do dólar na semana.
  • INCREMENTO: na semana do dia 27/04, o valor do dólar compra Ptax fechou com alta em seu comparativo semanal de 0,21%, e finalizou o período a R$ 4,98/US$.
Em mai/26 o Imea manteve a área de milho da safra 25/26 em MT, projetada em 7,39 mi de ha.

Assim, a estimativa de área de milho da atual temporada está 1,83% maior que a da safra passada. Para a produtividade, a projeção cresceu 1,81% em relação ao mês anterior, atingindo 118,71 sc/ha. O melhor desempenho projetado está ligado às boas condições das lavouras, favorecidas pelas chuvas dos últimos três meses, que vêm beneficiando principalmente as áreas das regiões Médio-Norte, Noroeste e Oeste do estado. Na região Sudeste, ainda são necessários maiores volumes de chuva, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente, mantendo o cenário regional indefinido.

Nesse contexto, de acordo com dados da NOAA, a perspectiva indica baixos índices hídricos nas próximas semanas nessas áreas, que se encontram em estágios iniciais de desenvolvimento. Por fim, diante da manutenção da área e do avanço na expectativa do rendimento obtido, a produção da safra 25/26 cresceu em MT, e ficou estimada em 52,65 mi de t.

Fonte: IMEA

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Sustentabilidade

Em tempos de nutrientes caros, usar calcário é uma das soluções mitigadoras, diz diretor do IAC – MAIS SOJA

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Os efeitos da guerra no Irã sobre o agronegócio brasileiro podem ser reduzidos. Uma das ações mitigadoras é a calagem, que, a partir do uso do calcário, amplia os efeitos dos fertilizantes, um dos principais meios de obtenção de nutrientes pelo solo.

A avaliação é do diretor da Divisão de Solos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Heitor Cantarella. Recentemente, o pesquisador utilizou o perfil do IAC no Youtube para apresentar alternativas para os agricultores brasileiros diante do encarecimento dos preços dos produtos que contêm nutrientes.

O Brasil tem jazidas abundantes de calcário na maioria dos estados. Cantarella lembrou ainda que o calcário não tem cotação em dólar e nem passa pelo Estreito de Ormuz, via marítima estratégica para o comércio global e que foi afetada pela guerra.

O diretor do IAC destaca ainda a análise de solo como ferramenta fundamental nesse período.

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Confira a apresentação de Heitor Cantarella.

Fonte: Abracal

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Sustentabilidade

IMEA: Safra 25/26 de algodão em MT tem queda na oferta e redução nos estoques finais – MAIS SOJA

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Em mai/26, o Imea divulgou a nova estimativa de Oferta e Demanda do algodão em pluma de Mato Grosso para a safra 25/26. Desse modo, a Oferta foi projetada em 3,45 milhões de
toneladas, redução de 3,92% em relação ao ciclo anterior. Parte desse decréscimo está vinculado à menor produção prevista, com queda de 15,91% no comparativo entre safras,
ficando estimada em 2,52 milhões de toneladas. Já a demanda foi projetada em 2,69 milhões de toneladas, incremento de 1,02% em relação à safra passada. Esse avanço está associado à maior estimativa de exportação para o ciclo, projetada em 2,04 milhões de toneladas.

Dessa maneira, os estoques finais ficaram projetados em 762,92 mil toneladas, retração de 18,07% ante a safra anterior. Por fim, desse total, estima-se que 743,42 mil toneladas já estejam vendidas, mas que devem ser escoadas somente no próximo ciclo.

Confira os principais destaques do boletim:

  • ALTA: o contrato jul/26 da Ice NY apresentou aumento de 0,62% em relação à última semana, sendo cotado na média de ¢ US$ 80,16/lp, impulsionado pela valorização do dólar.
  • APRECIAÇÃO: o preço pluma Cepea teve alta de 1,41% no comparativo semanal, acompanhando o mercado externo e a postura mais cautelosa dos vendedores no período de entressafra.
  • VALORIZAÇÃO: o preço do caroço de algodão em Mato Grosso registrou elevação de 1,26% frente à semana passada, ficando precificado na média de R$ 910,77/t.
Em mai/26, o Imea divulgou nova estimativa de safra para o algodão da temporada 25/26.

A área destinada à cotonicultura da safra 25/26 ficou projetada em 1,38 mi de hectares, representando redução de 3,33% em relação à estimativa anterior e 11,11% quando comparado ao consolidado do ciclo 24/25. Parte dessa redução está ligada às margens rentáveis da cultura apresentarem-se mais estreitas em relação aos anos anteriores, atrelada ao cenário de custos mais elevados.

Com isso, os cotonicultores tendem a reduzir a área de algodão, concentrando o cultivo nos melhores talhões e destinando os demais a outras culturas de segunda safra. Em relação à produtividade, houve incremento de 2,34% ante a estimativa passada, projetada em 297,69 @/ha, aumento relacionado às condições climáticas favoráveis, que têm proporcionado um melhor desenvolvimento vegetativo das lavouras. Por fim, a produção de algodão em caroço ficou prevista em 6,14 mi de t, redução de 16,04% em relação à safra passada.

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Fonte: IMEA



 

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