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5 de novembro de 2026

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Pecuarista Nando Conte é eleito presidente da Acrimat

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A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) tem nova diretoria eleita para o triênio 2026-2028. A chapa “Raízes da Pecuária – Compromisso com o Produtor”, encabeçada por Luís Fernando Amado Conte, o Nando Conte, foi escolhida nesta sexta-feira (7), em eleição realizada em todo o estado, com ampla participação dos associados.

O novo presidente destaca que a gestão terá como prioridade a proximidade com os produtores e a transparência nas ações. “Nosso compromisso é manter a Acrimat próxima de quem faz o agro acontecer. Vamos trabalhar com transparência, união e foco em resultados para o produtor”.

Representatividade estadual

A diretoria eleita é composta por nomes de diferentes regiões do estado, reforçando o compromisso com uma gestão participativa e plural. A diretoria executiva terá Agenor Vieira de Andrade Neto como 1º vice-presidente e Olimpio Risso de Brito como 2º vice-presidente. A tesouraria será conduzida por Marcelo Vendrame (1º diretor tesoureiro) e Amarildo Merotti (2º diretor tesoureiro).

Também integram o grupo Marcos Antônio Dias Jacinto e João Oliveira Gouveia Neto, na secretaria, e Ricardo Figueiredo de Arruda Neto, na diretoria de Relações Institucionais. O Conselho Fiscal é formado por Gilberto de Paula e Silva, José Flávio Andrioli e Eloisa Maria Alves El Hage, com suplência de Fabio José Marsango, Lucas Gaiva e Silva e Wilson Antonio Martinelli.

Os conselheiros regionais eleitos representam as diversas regiões de Mato Grosso e reforçam o propósito de aproximar a entidade das diferentes realidades da pecuária estadual. A posse da nova diretoria está prevista para o início de 2026, quando será apresentado o plano de ações e prioridades com foco em inovação e representatividade.

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Trajetória de Nando Conte

Natural de Presidente Venceslau (SP), Nando Conte nasceu em 1981 e chegou a Mato Grosso no ano seguinte, quando sua família se estabeleceu em Juara. Filho de João Alberto Conte, um dos pioneiros do município, cresceu envolvido com a atividade pecuária e, ainda jovem, passou a atuar na gestão da fazenda da família, voltada à seleção de rebanho Nelore Mocho PO.

Atualmente, é produtor rural com atuação em cria, recria, engorda e melhoramento genético de Nelore PO, com propriedades em Juara, Colniza e Guarantã do Norte. Na Acrivale, instituição fundada por seu pai, foi secretário, conselheiro, três vezes vice-presidente e presidente no biênio 2009/2010.

Na Acrimat, construiu uma trajetória sólida, tendo atuado como diretor regional do Vale do Arinos, diretor de Relações Institucionais, segundo vice-presidente em duas gestões e primeiro vice-presidente em outra. Também participou da diretoria do FESA e do antigo Fabov, reforçando seu histórico de engajamento com o fortalecimento da pecuária mato-grossense.


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CNA debate regras corporativas para emissões e metas climáticas em Brasília

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na quinta-feira (5), em Brasília, o Workshop sobre Contabilização de Emissões Corporativas de Gases de Efeito Estufa (GEEs) e Metas Climáticas. O encontro reuniu diferentes áreas do Sistema CNA/Senar para discutir metodologias e ferramentas usadas na elaboração de inventários de emissões e na definição de metas climáticas.

Segundo a CNA, a iniciativa buscou promover uma discussão sobre as principais referências internacionais de contabilização de emissões e de definição de metas de redução. A proposta, de acordo com a entidade, é fortalecer a atuação do setor agropecuário diante dos desafios e das oportunidades ligados à agenda climática e ao mercado de carbono.

A confederação defendeu que o setor agropecuário brasileiro integra as soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, destacou que os indicadores e critérios de contabilização das emissões de GEEs no país precisam considerar a realidade da produção agropecuária nacional.

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As discussões do workshop tiveram como base os indicadores internacionais GHG Protocol e SBTi FLAG. O consultor Fábio Marques apresentou os dois temas e abordou também critérios para permanência de créditos de carbono.

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O GHG Protocol estabelece padrões e diretrizes para a contabilização e o relato de emissões de gases de efeito estufa por organizações, servindo de referência para a elaboração de inventários corporativos. Já a SBTi FLAG é voltada à definição de metas de redução de emissões associadas aos setores florestal, de uso da terra e agropecuário.

O workshop realizado pela CNA concentrou o debate em referências internacionais para mensuração de emissões corporativas e definição de metas climáticas, com foco na aplicação desses critérios ao contexto da agropecuária brasileira.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Bancada do agro terá de transformar força política em resultados no Congresso

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O crescimento da representação ligada ao agronegócio no Congresso Nacional não garante, por si só, avanços para o setor. A capacidade de articulação das lideranças partidárias e a definição de uma agenda de prioridades serão determinantes para transformar a presença parlamentar em resultados concretos para a agropecuária brasileira.

Para o diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Moraes Rosa, a primeira tarefa é organizar as demandas do setor e construir uma pauta capaz de orientar a atuação das entidades e das frentes parlamentares. A renovação das presidências da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e do Instituto Pensar Agropecuária (IPA) também deve influenciar esse processo.

A definição dessa agenda passa pela escolha das prioridades que o setor pretende defender junto ao Executivo e ao Legislativo. Fabrício pontua que não basta ampliar a presença de representantes ligados ao agro: é necessário construir propostas e garantir capacidade de negociação para que elas avancem.

O dirigente destaca, em entrevista ao programa Direto ao Ponto, que a atuação parlamentar depende diretamente das decisões das lideranças partidárias. Mesmo com nomes expressivos na bancada, são os líderes que têm influência sobre a condução das pautas e a definição dos espaços de decisão no Congresso.

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Fabrício ressalta que a construção de uma agenda precisa considerar as mudanças mais importantes para a agropecuária brasileira. A partir dessa definição, as entidades poderão orientar a atuação dos representantes do setor nas negociações com o governo e o Congresso. “Quais são as realmente as mudanças mais importantes que a agropecuária brasileira precisa nesse momento?”, questiona.

Foto: Canal Rural Mato Grosso

Lideranças terão peso nas decisões

A escolha dos presidentes da Câmara e do Senado é um exemplo dessa influência. Fabrício considera que a manutenção de Hugo Motta e Davi Alcolumbre nos comandos das duas Casas pode significar a continuidade de um cenário em que as propostas do governo têm prioridade, enquanto as demandas do setor precisam enfrentar negociações mais difíceis.

“O Congresso Nacional não é uma casa de decisão direcionada pela base de parlamentares, mas sim pelas lideranças”, frisa. Segundo ele, a responsabilidade por eventuais mudanças na condução política está concentrada nos dirigentes partidários.

Nesse contexto, mesmo parlamentares com capacidade de articulação e conhecimento das pautas do agronegócio encontram limites quando não contam com o apoio das lideranças.

A dificuldade de avançar nas propostas também reforça, na avaliação dele, a necessidade de o setor organizar suas reivindicações e ampliar o diálogo político. A mobilização é importante, mas precisa considerar que a sociedade está dividida e que outras forças também podem se organizar contra as pautas defendidas pelo agro.

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Ajustes econômicos entram na agenda

Além da articulação no Congresso, a Aprosoja Brasil defende mudanças na condução das contas públicas para melhorar as condições de financiamento e investimento no país. Fabrício avalia que o crescimento das despesas sem aumento correspondente da arrecadação pressiona os juros e limita a capacidade do governo de direcionar recursos para áreas estratégicas.

“Primeira coisa, arrumar o orçamento. Eu não posso aumentar a despesa se eu não estou arrecadando mais”, pontua. De acordo com ele, elevar impostos como alternativa para cobrir o aumento dos gastos não resolve o problema estrutural das contas públicas.

O diretor executivo também considera que a agropecuária ainda não ocupa uma posição prioritária na definição das políticas públicas e na destinação de recursos. Na avaliação dele, o setor precisa ser reconhecido como uma infraestrutura essencial para o país, com políticas e investimentos compatíveis com sua importância econômica.

“Se no ponto de vista estrutural, a agropecuária, o agronegócio brasileiro é importante, tem que ter dinheiro”, defende durante o programa do Canal Rural Mato Grosso.

Apesar das dificuldades, Fabrício não considera que o setor deva adotar uma postura pessimista diante do novo cenário político. Ele lembra que a atuação da FPA e do IPA em governos anteriores permitiu aprovar legislações importantes e defende que o caminho agora é manter a mobilização e trabalhar pela construção de acordos.

“Não sou tão pessimista assim, acho que nós temos que arregaçar as mangas e trabalhar”, destaca. Para ele, há demandas que precisam ser resolvidas ao longo dos próximos quatro anos, sem esperar por uma nova mudança de governo.

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Chuva irregular obriga produtor a replantar soja duas vezes em Mato Grosso

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A irregularidade das chuvas tem comprometido o desenvolvimento da safra de soja em Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso. Em algumas propriedades, a falta de umidade no solo prejudicou a germinação e obrigou agricultores a replantar áreas até duas vezes. Além dos gastos extras com sementes, produtos e manejo, a preocupação é com as perdas de produtividade na colheita.

O problema persiste mesmo em lavouras nas quais o plantio foi realizado com planejamento para aproveitar as condições de umidade. Em uma das propriedades, uma área de 40 hectares precisou passar por dois replantios. O agricultor Maurício Antônio Gilioli estima que os prejuízos podem chegar a 15 ou 20 sacas por hectare, considerando os gastos com sementes, produtos e manejo.

A diferença no desenvolvimento das plantas é outro reflexo da situação. Como parte da lavoura não germinou no mesmo período, o crescimento ocorre de forma desigual, o que também pode comprometer o enchimento dos grãos. Gilioli explica que o plantio foi acelerado justamente para aproveitar a umidade disponível no solo, mas a chuva não veio. “Toda a precaução que a gente teve aqui não foi suficiente”, lamenta.

Nesta safra, Gilioli cultivou cerca de 1,2 mil hectares de soja em Campo Novo do Parecis. As dificuldades, porém, não se limitam à propriedade dele. O agricultor Marciano Martelli, que pretende cultivar 5,2 mil hectares no município, também enfrenta incertezas diante da irregularidade das chuvas e teme perdas na área já plantada.

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Martelli afirma que a decisão de plantar depende de condições adequadas de umidade, já que, sem chuva, as sementes podem não germinar. A preocupação também envolve a lavoura já implantada, que pode apresentar redução de produtividade. “O que está plantado estamos preocupados também, porque a partir de agora já começa ter queda de produções”, frisa em entrevista ao Patrulheiro Agro.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Falta de chuva afeta planejamento da safra

O cenário preocupa o setor produtivo porque a irregularidade das precipitações atingiu áreas que já estavam em fase de implantação. Mesmo em solos argilosos, que apresentam maior capacidade de retenção de umidade, a falta de chuva tem dificultado o estabelecimento das lavouras.

Em uma área próxima à sede de uma outra propriedade, foram registrados apenas 122 milímetros de chuva acumulada desde o início do plantio, em 17 de setembro. O volume é considerado insuficiente diante das necessidades da cultura.

O presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antônio Cezar Brólio, avalia que o comportamento das chuvas mudou a perspectiva que os produtores tinham no início da temporada. As precipitações registradas em setembro chegaram a indicar condições favoráveis, mas a sequência dos dias revelou outro cenário. Para ele, o fenômeno El Niño deve ter impacto significativo sobre a produção regional.

“Realmente o El Niño vai tirar um giro muito grande da região”, afirma Brólio. A estimativa do Sindicato Rural é de que aproximadamente 390 mil hectares sejam cultivados com soja em Campo Novo do Parecis nesta safra, dimensão que ajuda a mostrar o alcance que as condições climáticas podem ter sobre a atividade agrícola no município.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Cancelamento da Parecis SuperAgro

As dificuldades enfrentadas pelo setor também chegaram ao calendário de eventos do município. A próxima edição da Parecis SuperAgro, programada para abril de 2027, foi cancelada diante dos custos de organização e do momento econômico vivido por empresas e produtores.

A decisão considerou também a situação dos expositores, que enfrentam um mercado menos favorável, além de juros elevados e incertezas econômicas. Segundo Brólio, conversas com empresas que participam da feira indicaram que, embora houvesse disposição para manter a parceria, o momento não era adequado para novos investimentos. “Se a gente fosse fazer essa edição, eles estariam conosco pela parceria, mas não era o que eles queriam”, explica à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

O presidente pontua ainda que a realização do evento exige um investimento significativo da entidade e precisa oferecer condições comerciais para quem expõe. Por isso, o Sindicato Rural avaliou que não seria adequado manter a programação neste ano. “É um ano de tirar o pé, porque o mercado está muito ruim”, acrescenta.

Tradicional na região, a Parecis SuperAgro movimenta diferentes setores da economia local. O cancelamento deve ser sentido principalmente por pequenos e médios negócios que dependem do fluxo de visitantes e das oportunidades comerciais geradas durante o evento.

A intenção do Sindicato Rural é avaliar alternativas para os próximos anos e buscar uma nova estrutura para manter uma programação que contribua com a economia regional. Enquanto isso, os produtores seguem acompanhando o comportamento das chuvas e os reflexos sobre as lavouras, em uma temporada marcada pela incerteza quanto à produtividade e à rentabilidade.

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