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20 de maio de 2026

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cooperativas de Mato Grosso levam soluções sustentáveis e inovadoras ao debate climático global sustentabilida

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O cooperativismo de Mato Grosso conquistou reconhecimento global e marcará presença na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro de 2025. Três cooperativas do estado — Coopernova Agroindustrial, Central Sicredi Centro Norte e Sicredi Integração Mato Grosso, Amapá e Pará — foram selecionadas pelo Sistema OCB Nacional para representar o setor, levando projetos que unem inovação, sustentabilidade e desenvolvimento social.

De acordo com a gerente de Inteligência e Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/MT, Sâmyla Sousa, a escolha reforça o papel de protagonismo do modelo cooperativo.

“A participação na COP30 reforça o papel do cooperativismo mato-grossense como agente de transformação e de construção de soluções concretas para os desafios ambientais globais. É o reconhecimento de que o modelo cooperativo, além de promover desenvolvimento econômico e social, também impulsiona uma transição energética justa e sustentável e promove a conservação dos nossos recursos hídricos”.

Energia solar que transforma a produção de leite

Entre os destaques, a Coopernova Agroindustrial apresentará o projeto Energia Solar como alternativa para reduzir custos na produção leiteira, desenvolvido desde 2023. A iniciativa surgiu com a construção da primeira usina de energia solar e já beneficia 70 produtores. A cooperativa está finalizando a quarta usina, que juntas terão capacidade de gerar 42 mil kW/horas por mês.

O modelo coletivo foi pensado para atender pequenos e médios produtores, permitindo acesso à energia limpa com custos reduzidos.

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“O que apresentamos é uma inovação no cooperativismo de leite. Este formato de usinas coletivas foi pensado para o pequeno e médio produtor, aquele que não teria condições de investir em uma usina própria. Conseguimos resolver dois desafios de uma só vez: reduzimos o custo da energia e impulsionamos a transição energética na propriedade”, explica o diretor vice-presidente da Coopernova, Milton Dalmolin.

A economia é significativa: o custo da energia por litro de leite caiu de R$ 0,12 para R$ 0,08 e deve chegar a R$ 0,01 após a quitação do financiamento. Além do impacto financeiro, o projeto promove a descarbonização e reduz o uso de combustíveis fósseis em geradores e deslocamentos.

“O projeto também resolve um problema logístico e ambiental, pois, antes da usina, muitos produtores precisavam se deslocar, de caminhão, queimando combustível fóssil, para levar o leite a resfriadores comunitários. Agora, com a energia garantida a um custo bem mais baixo, eles podem ter resfriadores em casa, reduzindo o deslocamento e a emissão de CO₂”, acrescenta Dalmolin.

Recuperando nascentes e inspirando comunidades

Outro case mato-grossense na COP30 será o Recuperando Nascentes, do Sicredi Integração Mato Grosso, Amapá e Pará. Com mais de uma década de atuação, o projeto foca na revitalização de nascentes, reflorestamento e educação ambiental, beneficiando diretamente mais de 5 mil pessoas e impactando indiretamente outras 50 mil.

A iniciativa será apresentada em formato digital nos totens do evento e no portal Coop na COP30.

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“O Recuperando Nascentes é um projeto que traduz na prática o propósito do cooperativismo: gerar prosperidade de forma sustentável. Estar na COP30 é uma oportunidade de compartilhar uma iniciativa construída há mais de uma década, que já transformou territórios e continua inspirando outras ações em favor do meio ambiente e das comunidades”, afirma o presidente do Conselho de Administração do Sicredi Integração MT/AP/PA, Marco Túlio Soares.

Uma rede de energia limpa em três estados

O Complexo Solar Central Sicredi Centro Norte também será apresentado na COP30, durante um dos painéis do Sistema OCB na Agrizone. Com quatro usinas solares distribuídas entre Mato Grosso, Pará e Acre, o projeto beneficia diretamente a Central e outras nove cooperativas singulares.

Mais de R$ 70 milhões foram investidos na instalação de 30 mil painéis solares, que juntos geram mais de 22 gigawatts de energia. A economia anual é estimada em R$ 22 milhões, com a expectativa de evitar a emissão de 123 mil toneladas de CO₂ ao longo de 25 anos.

“A opção pela energia solar foi pautada pelo compromisso das nossas cooperativas com o desenvolvimento sustentável, sempre buscando maximizar os impactos socioambientais positivos da nossa atuação e mitigar eventuais impactos negativos. E essa medida já se reflete numa redução de 34% das nossas emissões de carbono relacionadas ao consumo de energia”, destaca o diretor executivo da Central Sicredi Centro Norte, Seneri Paludo.


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EarthDaily projeta safra de trigo de inverno dos EUA no menor nível em 25 anos

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A safra de trigo de inverno dos Estados Unidos em 2026 deve atingir o menor volume das últimas duas décadas, segundo levantamento divulgado pela EarthDaily nesta quarta-feira (20). A consultoria estima produção de 29,17 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta cerca de 28,5 milhões de toneladas. O cenário é atribuído à combinação entre seca em áreas produtoras e redução da área plantada.

De acordo com a EarthDaily, o mercado começou a precificar um quadro de oferta mais restrita no início de fevereiro. Se confirmada, a produção norte-americana ficará no menor patamar em 25 anos, em um contexto de perdas de produtividade e limitação climática nas principais áreas de cultivo.

A consultoria estima rendimento 9% abaixo da tendência histórica. Já o USDA trabalha com retração de 11%. Pelas duas referências, o resultado pode representar a maior perda de produtividade do trigo de inverno em duas décadas.

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Os déficits de umidade atingem áreas produtoras do Colorado, Texas, Oklahoma e Kansas durante fases de desenvolvimento das plantas. No sudoeste do Kansas, os volumes de chuva no inverno estão entre os menores observados nos últimos anos, segundo a análise.

A EarthDaily também informa que o índice de vegetação por diferença normalizada (NDVI) mostra enfraquecimento das lavouras, refletindo a redução da umidade do solo após meses de estiagem. Esse indicador é usado para monitorar o vigor da vegetação por sensoriamento remoto e, neste caso, reforça a leitura de estresse hídrico acumulado.

Do ponto de vista técnico, a combinação entre menor área semeada e produtividade reduzida limita a capacidade de recomposição da oferta. Como os Estados Unidos são um dos principais exportadores globais de trigo, revisões negativas na safra tendem a ser acompanhadas de perto por agentes do mercado internacional. O material disponível, no entanto, não detalha efeitos imediatos sobre preços ou fluxos de comércio.

A margem de recuperação da safra é considerada limitada pela EarthDaily devido ao estresse hídrico acumulado nas lavouras. Novas estimativas e o comportamento das chuvas nas próximas semanas serão determinantes para confirmar o tamanho da produção e os desdobramentos para o mercado de trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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ANP autoriza 3tentos a operar usina de etanol de milho em Mato Grosso

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A 3tentos iniciou oficialmente a operação de sua primeira indústria de etanol de milho em Porto Alegre do Norte, no Vale do Araguaia, em Mato Grosso, após obter autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A liberação foi formalizada pela SPC-ANP nº 253, de segunda-feira (19). Segundo comunicado da companhia divulgado nesta quarta-feira (20), a planta integra o ciclo de expansão anunciado no início de 2024.

De acordo com a empresa, a unidade tem capacidade para processar 2.800 toneladas de milho por dia. A produção estimada é de 1.275 metros cúbicos diários de etanol hidratado e 1.215 metros cúbicos por dia de etanol anidro. A planta também poderá gerar 785 toneladas diárias de DDGS, coproduto usado na alimentação animal, e 50 toneladas por dia de óleo de milho.

A indústria foi instalada em uma região com produção agrícola relevante e presença expressiva da pecuária. Segundo a 3tentos, a unidade também está apta a processar sorgo em composição com o milho, o que amplia a flexibilidade industrial conforme a oferta de matéria-prima.

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No comunicado, o presidente do conselho da companhia, Luiz Osório Dumoncel, informou que a produção começa de forma imediata e que o milho para os primeiros meses já está armazenado. A safra regional, segundo a empresa, começa em junho.

Para a cadeia agropecuária, a entrada em operação da planta adiciona demanda local por milho e amplia a oferta regional de DDGS, insumo usado em dietas animais. Esse movimento pode reforçar a integração entre agricultura, pecuária e biocombustíveis em uma área que, segundo a companhia, ainda não contava com usina de etanol de milho.

A 3tentos informou ainda que a operação deverá gerar cerca de 350 empregos diretos e mais de 500 indiretos. O comunicado não detalha o valor do investimento nem projeções de originação de milho por município ou raio logístico da nova unidade.

Do ponto de vista técnico, a nova usina amplia a capacidade de industrialização do milho no nordeste de Mato Grosso e cria nova oferta de coprodutos para a nutrição animal. O efeito sobre preços regionais do grão, logística e comercialização dependerá do ritmo de moagem, da entrada da safra e da estratégia de compra da empresa, pontos que ainda não foram detalhados publicamente.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Aldeia em Biguaçu recebe capacitação da Embrapa em saneamento e reúso agrícola

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A aldeia indígena Itanhaém, da etnia Mbyá Guarani, em Biguaçu (SC), receberá nos dias 26 e 27 de maio uma capacitação em saneamento básico com instalação de tecnologias desenvolvidas pela Embrapa Instrumentação. A ação inclui Fossa Séptica Biodigestora, Jardim Filtrante e Clorador Embrapa. O projeto busca reduzir vulnerabilidades sanitárias e apoiar o reúso seguro de água e nutrientes na agricultura da comunidade.

Segundo a Embrapa Instrumentação, de São Carlos (SP), a Fossa Séptica Biodigestora trata o esgoto do vaso sanitário, enquanto o Jardim Filtrante é destinado à água de pias e chuveiros. Já o Clorador Embrapa complementa o sistema de tratamento. As tecnologias serão implantadas na aldeia localizada no Morro da Palha, nos arredores de Biguaçu.

O pesquisador Wilson Tadeu Lopes da Silva, responsável técnico pelo projeto “Tecnologias consorciadas de saneamento básico com agricultura urbana e periurbana em Biguaçu (SC)”, afirma que os sistemas foram desenvolvidos para operar com poucos insumos externos e permitir resultados compatíveis com o reúso seguro na agricultura. De acordo com ele, o manejo ficará a cargo dos moradores da aldeia, que também participarão da capacitação.

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O projeto começou no fim de 2025 e tem execução prevista até 2027. Além da Embrapa, a iniciativa envolve o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), por meio da coordenação-geral de Agricultura Urbana e Periurbana e da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

A engenheira agrônoma Isadora Escosteguy, do Cepagro, destaca que a proposta inclui a comunidade e a escola local no processo de formação. O projeto também prevê a implantação de uma horta agroecológica na escola, com foco em práticas de agricultura sustentável e educação ambiental.

Na prática, a iniciativa conecta saneamento, produção de alimentos e segurança alimentar em uma área periurbana. A ausência de informações sobre volume de investimento e capacidade operacional dos sistemas limita, até o momento, uma estimativa quantitativa do alcance do projeto.

Com base nas informações divulgadas pelas instituições envolvidas, a expectativa é consolidar um modelo de saneamento de baixa complexidade operacional associado à agricultura urbana e periurbana. A replicação em outras localidades dependerá dos resultados técnicos da implantação, da adesão comunitária e da divulgação dos dados do projeto.

Fonte: embrapa.br

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