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21 de setembro de 2026

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avanço forte, mas chuva irregular gera alerta; confira previsão

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O plantio da soja em Mato Grosso continua avançando e se aproxima da reta final. Contudo, os 85,68% de lavouras semeadas sofrem com as chuvas irregulares observadas nas mais diversas regiões. Na última semana, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso) encaminhou um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) alertando para a crise hídrica e os riscos à produtividade da safra 2025/26 no estado.

A previsão é que 13 milhões de hectares de soja sejam cultivados em Mato Grosso nesta temporada, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na variação semanal, os trabalhos registram uma extensão de 9,55 pontos percentuais.

O relatório divulgado pelo Instituto na última sexta-feira (7) mostra que, pela segunda semana consecutiva, a semeadura está atrás do ritmo do ciclo 2024/25, quando 93,72% da área já estava cultivada. O mesmo ocorre em relação à média dos últimos cinco anos, de 90,64%.

Conforme o Imea, as regiões médio-norte (99,22%), noroeste (99,12%) e norte (97,70%) devem encerrar o plantio nesta semana, enquanto sudeste (69,41%) e nordeste (68,75%) ainda preocupam com o atraso.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Falta de chuva preocupa e afeta o desenvolvimento das lavouras

A Aprosoja Mato Grosso alerta que a falta de chuvas e o calor intenso vêm comprometendo o desenvolvimento da soja em diversas regiões, provocando germinação irregular, falhas de estande e necessidade de replantio. No documento enviado ao Mapa, a entidade pede que o Ministério e a Conab revisem as estimativas oficiais da safra, para refletir a real condição das lavouras no estado.

Na região leste, o vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso, Luiz Pedro Bier, relata que as precipitações continuam irregulares e que muitos produtores precisaram refazer áreas. “A deficiência hídrica é notória. Ainda não é possível contabilizar os prejuízos financeiros, mas sabemos que teremos algum prejuízo”, afirma ele, que é produtor na região.

Também no leste, o conselheiro consultivo e produtor Endrigo Dalcin conta que perdeu cerca de 10% da área plantada e avalia se fará o replantio, já que isso pode comprometer a janela para o milho. “O replantio das primeiras sojas plantadas lá no dia 13 e 14 de outubro ainda vai ser avaliado, mas acredito que cerca de 10% da área plantada deve precisar de replantio”, explica.

No norte, o delegado do Núcleo de Sorriso, Adalberto Grando, diz que há mais de 15 dias não chove e que o uso de pivôs tem sido a alternativa para tentar preservar o que foi semeado. “A perspectiva para a próxima safra é bem complicada, porque teremos uma redução na produtividade da soja e na área de milho da segunda safra”, lamenta, prevendo que a receita no final de 2026 vai ficar abaixo do esperado.

O cenário se repete no oeste. Segundo o vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso na região, Gilson Antunes de Melo, as lavouras estão mal implantadas e o potencial produtivo já é menor. “O produtor começou a safra em condições muito desfavoráveis, com lavouras mal nascidas. Sabemos que isso, lá na frente, resulta em perda de produtividade”, observa.

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No sul, o vice-presidente da região Fernando Ferri ressalta que há mais de dez dias não chove e que as plantas apresentam baixo desenvolvimento. “A maior preocupação é ter uma produtividade menor do que a esperada, com preços iguais ou até piores que os da safra passada”, frisa.

A Aprosoja Mato Grosso ressalta que segue monitorando a evolução da safra 2025/26 e defende que os produtores tenham acesso a crédito compatível com as dificuldades enfrentadas em meio à crise climática.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mayo Grosso

Previsão aponta chuva mais forte no sul e volumes baixos no norte

O meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, explica que o cenário de irregularidade nas chuvas deve continuar nos próximos dias em Mato Grosso.

“Nos próximos dias, a chuva ganha força principalmente no sul de Mato Grosso, onde se espera entre 30 e 50 milímetros em cinco dias. Já no centro-norte, as pancadas serão mais passageiras e não tão volumosas. Quando a gente olha para o período de 16 a 20 de novembro, chuvas mal distribuídas somam 20 e 30 mm no estado. Vai ser uma semana de tempo mais quente e seco”, detalha.

Em Água Boa, a previsão é de cerca de 30 milímetros entre esta segunda (10) e terça-feira (11), com tempo firme entre os dias 13 e 15 e o retorno das chuvas mais intensas na segunda quinzena de novembro, quando os acumulados podem ultrapassar de 80 a 90 milímetros.

Na região de Rondonópolis, Müller aponta que o volume mais expressivo deve ocorrer também a partir da segunda metade do mês, com acumulados próximos de 100 milímetros. “Até lá, as pancadas de chuva devem ficar entre 6 e 10 milímetros”, observa.

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Em Sorriso, principal município produtor de soja do estado, as precipitações seguem escassas nos próximos dias. “Temos chuvas nos próximos dias que mal somam 10 milímetros, mas a partir do dia 17 o acumulado pode ultrapassar os 200 milímetros”, completa o meteorologista.


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Minério crítico também é adubo

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Foto: AprosojaBR/divulgação

A Climate Week de Nova York reúne nesta semana governos, empresas e investidores em dezenas de encontros simultâneos pela cidade. Nesta segunda-feira (21), quando a agenda oficial ganha corpo, uma leitura atravessou as conversas sobre economia, energia e indústria: a geopolítica deixou de ser conjuntura e virou condição permanente das cadeias de valor.

Para quem olha esse cenário a partir do agro, isso coloca o Brasil numa posição rara. O país reúne um conjunto de ativos que ninguém consegue replicar: minerais críticos, terra agricultável, biocombustíveis e uma matriz elétrica limpa que permite produzir tudo isso com intensidade de carbono abaixo da média global.

Fertilizante também é mineral crítico

Quando se fala em minerais críticos, a conversa costuma começar por lítio, terras raras e baterias, e é essa corrida que colocou o tema no centro da agenda global. Para o agro, a mesma pauta tem um desdobramento tão estratégico quanto: o fertilizante.

Nos debates desta segunda em Nova York, Pablo Cesário, presidente do Ibram, entidade que representa as mineradoras, celebrou a ampla coalizão que aprovou a nova lei de minerais críticos no Congresso. É um tema que ele vem defendendo ao longo do ano: minerais estratégicos são vitais para a segurança alimentar, e o país tem risco de escassez em enxofre, fosfato e potássio, a base dos adubos.

A lei, sancionada na última quarta-feira (16), coloca os fertilizantes fosfatados, potássicos e nitrogenados entre as prioridades da nova política. Para o agro, isso se traduz em três ganhos. Projetos de mina e de fábrica de adubo entram numa fila preferencial de análise pelo governo. Ganham acesso mais fácil a garantias e a títulos para financiar a obra, o que reduz o risco de quem decide investir. E passam a contar com parte de um pacote de fundo garantidor e créditos fiscais que pode chegar a R$ 7 bilhões. O resultado esperado é mais adubo produzido dentro do país e menos exposição do produtor ao mercado internacional.

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A lei passou num Congresso polarizado porque é uma agenda sem opositores declarados. Agora, a bola está com o conselho nacional criado pelo texto, que vai escolher quais projetos saem na frente. O próximo passo é tirar essa prioridade do papel: abrir mina, erguer planta e entregar produto na porteira.
Sustentabilidade que não fecha a conta não se sustenta

Outro consenso do dia: segurança energética exige sinal de preço de longo prazo. Quem investe em geração, mineração ou combustível sustentável trabalha com ciclos de décadas e precisa enxergar como o preço vai se comportar ao longo desse horizonte.

A Alemanha foi lembrada como alerta. Ao perseguir metas ambientais sem olhar o custo, o país ficou exposto a energia cara e a dependência externa, a ponto de pressionar a competitividade da própria indústria. A lição é direta: sustentabilidade descolada da viabilidade econômica acaba perdendo as duas.

Os biocombustíveis brasileiros mostram o que sustentabilidade e resultado financeiro podem sim caminhar juntos. O etanol de cana nasceu como política de segurança energética e se consolidou porque é competitivo: é produzido em escala, abastece uma frota flex inteira e sai da mesma lavoura que gera açúcar e bioeletricidade. O biodiesel transforma óleo de soja e sebo, coprodutos do próprio agro, em combustível misturado a todo o diesel vendido no país. Nos dois casos, a redução de emissões vem acompanhada de renda no campo, emprego no interior e menor dependência de combustível importado. O Brasil provou que dá para ser sustentável e competitivo ao mesmo tempo.

Isso também desmonta, no caso brasileiro, o velho dilema entre comida e combustível. A usina de etanol de milho entrega, junto com o combustível, o DDG rico em proteína que volta para a ração do gado. No esmagamento da soja, o óleo que vira biodiesel sai junto com o farelo, principal produto do processo e base da nutrição animal no Brasil e no mundo. Mais biocombustível, nesse modelo, significa mais proteína disponível. O país ainda fala pouco disso em fóruns internacionais como os desta semana, onde o receio de competição com alimentos segue travando o debate. É uma narrativa que o Brasil precisa levar com mais voz.

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A inteligência artificial abriu a janela

A inteligência artificial foi tratada como fator de competição que esbarra em recursos físicos: energia, água e minério. É ela, junto com as baterias que sustentam a eletrificação e o armazenamento, que puxa a corrida global por minerais críticos. E o Brasil deve se consolidar como polo de data centers.
Essa onda já traz uma oportunidade para o campo. A nova regra de incentivo a data centers exige contratação integral de energia renovável ou de baixa emissão, com biomassa e biogás entre as fontes elegíveis. Palha e bagaço de cana, vinhaça e dejeto animal passam a ter um novo comprador.

O ganho mais relevante para o agro, porém, veio por carona. O país aproveitou uma agenda impulsionada pela tecnologia para incluir na mesma lei os minerais do fertilizante, uma vulnerabilidade histórica do setor que dificilmente ganharia prioridade política sozinha. Foi uma janela muito bem aproveitada, e o motivo fica claro quando se olha a conta da lavoura.

Em que linha do seu balanço isso entra?

No custo, e numa das maiores linhas dele. Segundo a Conab, os fertilizantes responderam em média por 23% dos custos totais das lavouras de soja, milho e algodão. Em Mato Grosso, o Imea estima que o insumo chegue a 46,7% do custeio da soja na safra 2026/27, ou seja, quase metade do dinheiro que o produtor mato-grossense coloca na lavoura antes de colher.

E quase todo esse adubo vem de fora. O Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes que consome e é o maior importador mundial do insumo. Em 2025, foram 45,5 milhões de toneladas, recorde da série histórica. Por isso, o custo da safra brasileira é decidido longe da porteira: no câmbio, no preço internacional, no frete marítimo e em crises geopolíticas como as tensões no Oriente Médio, que voltaram a pressionar os insumos neste ano.

Cada tonelada de potássio e fosfato produzida no Brasil é uma parcela do custeio que deixa de depender de decisões tomadas em outros continentes. Produzida com matriz elétrica limpa e perto da lavoura, ela tende ainda a chegar com menor pegada de carbono, atributo que o comprador internacional do grão brasileiro começa a cobrar. Por isso a lei de minerais críticos interessa diretamente a quem planta: ela mexe na margem da safra.

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*Filipe Alvarez é professor e executivo de sustentabilidade, governança e gestão de riscos, e está acompanhando a Semana do Clima de Nova York 2026 para o Canal Rural

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Oferta restrita mantém alta do feijão preto, aponta Cepea/CNA

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O mercado de feijão manteve trajetória de valorização na última semana, sustentado pela oferta mais ajustada e pela firmeza dos vendedores, segundo o Indicador Cepea/CNA divulgado em Brasília (DF) no dia 21 de setembro de 2026. O movimento foi mais intenso no feijão-preto, que registrou as maiores altas do período. A produção nacional da safra 2025/2026 está estimada em 2,95 milhões de toneladas, queda de 3,6%, com estoques finais projetados em 98,1 mil toneladas.

No curto prazo, o boletim indica que a menor disponibilidade sustenta as cotações. Ao mesmo tempo, a cautela dos compradores limita movimentos mais intensos, especialmente no feijão-carioca.

No feijão-carioca peneira 12 e nota 9 ou superior, predominaram valorizações entre 10 e 17 de setembro. No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, os preços avançaram 4,49%, apoiados pela firmeza dos vendedores. Na região da capital paulista, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, a R$ 342,91 no dia 16. Em Barreiras (BA), houve leve recuo de 0,16%, em um ambiente de diferença entre os valores pedidos pelos vendedores e as indicações dos compradores.

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Nos lotes de feijão-carioca de qualidade intermediária, notas 8,0 e 8,5, o Noroeste de Minas Gerais registrou alta de 4,99%, com destaque para grãos de coloração mais clara. Em Sorriso (MT), os preços caíram 1,46%. Segundo o boletim, a coloração dos lotes era boa, mas os níveis de umidade elevaram a resistência dos compradores aos valores pedidos.

No feijão-preto tipo 1, as maiores valorizações da semana foram registradas com atuação mais ativa dos compradores, principalmente no Paraná. Na Metade Sul e em Curitiba (PR), incluindo os Campos Gerais, as cotações subiram 10% entre 10 e 17 de setembro. No Oeste Catarinense, a alta foi de 4,51%, favorecida pela procura por grãos de melhor qualidade e pela baixa disponibilidade. Em Itapeva (SP), os preços avançaram 4,78%, em um cenário de chegada de ofertas às indústrias e avaliação da necessidade de recomposição de estoques.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional de feijão-preto caiu 38,0% na primeira safra e 42,9% na segunda safra de 2025/26, reduzindo a disponibilidade doméstica da variedade.

O mercado segue sustentado pela oferta restrita, com maior firmeza no feijão-preto e seletividade nas negociações de feijão-carioca, em que qualidade, coloração e umidade continuam relevantes para a formação dos preços e para a liquidez dos lotes.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Agro Mato Grosso

Entenda por que os combustíveis estão mais caros em Mato Grosso

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Quem abasteceu o carro nas últimas semanas percebeu que os combustíveis ficaram mais caros em Mato Grosso. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), a alta ocorre em meio à pressão sobre diferentes etapas da cadeia de abastecimento, influenciada pelo preço do petróleo, pelos custos do etanol e por dificuldades no fornecimento de diesel.

Os principais fatores apontados pelo setor são:

  • Disparada do barril de petróleo no mercado internacional, afetando diretamente os custos na origem;
  • Encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, aliado ao aumento do preço do açúcar no mercado externo, o que pressiona os custos do etanol;
  • Aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina A;
  • Redução drástica das importações de óleo diesel, gerando gargalos severos no suprimento nacional.

O movimento também aparece nos dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entre 13 e 19 de setembro, a média em Cuiabá do litro da gasolina comum chegou a R$ 6,97etanol ficou na média de R$ 4,17 na capital, enquanto o diesel S-10 pode ser encontrado por R$ 7,57.

Mas por que o preço aumenta nas bombas?

1. Alta do petróleo no mercado internacional

Segundo o sindicato, o preço do petróleo é um dos principais componentes da formação dos preços dos combustíveis. Quando as cotações internacionais sobem, os custos de aquisição e importação de derivados também podem aumentar.

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No caso do diesel, a pressão tem sido maior. Segundo dados divulgados pela ANP, o preço do produto avançou na última semana pesquisada para R$ 6,65 na média nacional.

2. Etanol mais caro pressiona a gasolina

Outro fator apontado pelo Sindipetróleo-MT é o preço do etanol. O biocombustível é utilizado na composição da gasolina vendida nos postos e, por isso, alterações no preço do etanol podem influenciar o custo da gasolina.

Desde 1º de agosto, a gasolina comercializada no país passou a ter 32% de etanol na mistura, contra 30% anteriormente. Em setembro, o governo autorizou o início dos testes para aumentar a mistura de etanol na gasolina comum, chegando a 35%

O sindicato também aponta o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste e a valorização do açúcar no mercado externo como fatores que pressionam os custos do etanol.

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3. Diesel e dificuldades de abastecimento

O Sindipetróleo-MT afirmou ainda que houve redução nas importações de óleo diesel, provocando dificuldades no suprimento e restrições no atendimento de pedidos às distribuidoras.

🔎 O diesel é especialmente importante para Mato Grosso, onde é utilizado em larga escala no transporte de cargas e nas atividades do agronegócio.

4. Quem define o preço na bomba?

preço pago pelo consumidor não é formado apenas pelo valor cobrado pelo produtor ou importador. A cadeia envolve diferentes etapas, como produção ou importação, refino, distribuição, transporte e revenda.

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O Sindipetróleo-MT apontou que os postos não são responsáveis pela formação dos preços e atuam como o último elo da cadeia, repassando os custos recebidos das distribuidoras.

5. O que diz o Sindipetróleo-MT?

Em nota divulgada nesta semana, o sindicato afirmou que os aumentos recebidos pelos postos são consequência de fatores que ocorrem antes da chegada do combustível à revenda.

A entidade também criticou cobranças direcionadas exclusivamente aos postos durante o período eleitoral e defendeu que eventuais fiscalizações sobre a formação de preços alcancem todos os elos da cadeia.

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Agro MT