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28 de julho de 2026

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avanço forte, mas chuva irregular gera alerta; confira previsão

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O plantio da soja em Mato Grosso continua avançando e se aproxima da reta final. Contudo, os 85,68% de lavouras semeadas sofrem com as chuvas irregulares observadas nas mais diversas regiões. Na última semana, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso) encaminhou um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) alertando para a crise hídrica e os riscos à produtividade da safra 2025/26 no estado.

A previsão é que 13 milhões de hectares de soja sejam cultivados em Mato Grosso nesta temporada, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na variação semanal, os trabalhos registram uma extensão de 9,55 pontos percentuais.

O relatório divulgado pelo Instituto na última sexta-feira (7) mostra que, pela segunda semana consecutiva, a semeadura está atrás do ritmo do ciclo 2024/25, quando 93,72% da área já estava cultivada. O mesmo ocorre em relação à média dos últimos cinco anos, de 90,64%.

Conforme o Imea, as regiões médio-norte (99,22%), noroeste (99,12%) e norte (97,70%) devem encerrar o plantio nesta semana, enquanto sudeste (69,41%) e nordeste (68,75%) ainda preocupam com o atraso.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Falta de chuva preocupa e afeta o desenvolvimento das lavouras

A Aprosoja Mato Grosso alerta que a falta de chuvas e o calor intenso vêm comprometendo o desenvolvimento da soja em diversas regiões, provocando germinação irregular, falhas de estande e necessidade de replantio. No documento enviado ao Mapa, a entidade pede que o Ministério e a Conab revisem as estimativas oficiais da safra, para refletir a real condição das lavouras no estado.

Na região leste, o vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso, Luiz Pedro Bier, relata que as precipitações continuam irregulares e que muitos produtores precisaram refazer áreas. “A deficiência hídrica é notória. Ainda não é possível contabilizar os prejuízos financeiros, mas sabemos que teremos algum prejuízo”, afirma ele, que é produtor na região.

Também no leste, o conselheiro consultivo e produtor Endrigo Dalcin conta que perdeu cerca de 10% da área plantada e avalia se fará o replantio, já que isso pode comprometer a janela para o milho. “O replantio das primeiras sojas plantadas lá no dia 13 e 14 de outubro ainda vai ser avaliado, mas acredito que cerca de 10% da área plantada deve precisar de replantio”, explica.

No norte, o delegado do Núcleo de Sorriso, Adalberto Grando, diz que há mais de 15 dias não chove e que o uso de pivôs tem sido a alternativa para tentar preservar o que foi semeado. “A perspectiva para a próxima safra é bem complicada, porque teremos uma redução na produtividade da soja e na área de milho da segunda safra”, lamenta, prevendo que a receita no final de 2026 vai ficar abaixo do esperado.

O cenário se repete no oeste. Segundo o vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso na região, Gilson Antunes de Melo, as lavouras estão mal implantadas e o potencial produtivo já é menor. “O produtor começou a safra em condições muito desfavoráveis, com lavouras mal nascidas. Sabemos que isso, lá na frente, resulta em perda de produtividade”, observa.

No sul, o vice-presidente da região Fernando Ferri ressalta que há mais de dez dias não chove e que as plantas apresentam baixo desenvolvimento. “A maior preocupação é ter uma produtividade menor do que a esperada, com preços iguais ou até piores que os da safra passada”, frisa.

A Aprosoja Mato Grosso ressalta que segue monitorando a evolução da safra 2025/26 e defende que os produtores tenham acesso a crédito compatível com as dificuldades enfrentadas em meio à crise climática.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mayo Grosso

Previsão aponta chuva mais forte no sul e volumes baixos no norte

O meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, explica que o cenário de irregularidade nas chuvas deve continuar nos próximos dias em Mato Grosso.

“Nos próximos dias, a chuva ganha força principalmente no sul de Mato Grosso, onde se espera entre 30 e 50 milímetros em cinco dias. Já no centro-norte, as pancadas serão mais passageiras e não tão volumosas. Quando a gente olha para o período de 16 a 20 de novembro, chuvas mal distribuídas somam 20 e 30 mm no estado. Vai ser uma semana de tempo mais quente e seco”, detalha.

Em Água Boa, a previsão é de cerca de 30 milímetros entre esta segunda (10) e terça-feira (11), com tempo firme entre os dias 13 e 15 e o retorno das chuvas mais intensas na segunda quinzena de novembro, quando os acumulados podem ultrapassar de 80 a 90 milímetros.

Na região de Rondonópolis, Müller aponta que o volume mais expressivo deve ocorrer também a partir da segunda metade do mês, com acumulados próximos de 100 milímetros. “Até lá, as pancadas de chuva devem ficar entre 6 e 10 milímetros”, observa.

Em Sorriso, principal município produtor de soja do estado, as precipitações seguem escassas nos próximos dias. “Temos chuvas nos próximos dias que mal somam 10 milímetros, mas a partir do dia 17 o acumulado pode ultrapassar os 200 milímetros”, completa o meteorologista.


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USDA aponta piora nas condições de milho e soja nos Estados Unidos

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta segunda-feira (27) que as condições das lavouras de milho e soja no país pioraram na comparação semanal. No milho, 63% da safra estava em condição boa ou excelente até o último domingo (26), queda de 4 pontos porcentuais. Na soja, o índice também ficou em 63%, com recuo de 3 pontos porcentuais.

No caso do milho, o percentual de lavouras em condição boa ou excelente ficou abaixo dos 73% registrados no mesmo período do ano passado. O USDA informou ainda que 78% da safra havia formado espiga, acima dos 73% de um ano antes e dos 74% da média dos cinco anos anteriores. Além disso, 25% das lavouras estavam na fase de formação de grãos, ante 24% no ano passado e 22% na média quinquenal.

Para a soja, o levantamento mostrou queda semanal de 3 pontos porcentuais na avaliação de boa ou excelente, para 63%. Há um ano, esse percentual era de 70%. O relatório também indicou que 80% da safra havia florescido, acima dos 74% observados no mesmo período do ano passado e também da média de cinco anos. Já a formação de vagens alcançou 47%, contra 39% no ano passado e na média histórica.

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No trigo de inverno, a colheita chegou a 81%, resultado superior aos 79% verificados há um ano e também acima da média de cinco anos, igualmente em 79%.

Em trigo de primavera, 53% da safra apresentava condição boa ou excelente, sem mudança em relação à semana anterior. Um ano antes, o percentual era de 49%. O USDA informou ainda que 92% da safra havia perfilhado, ante 91% no ano passado e 93% na média de cinco anos. A colheita atingia 2%, em linha com a média histórica e acima de 1% registrado no mesmo período de 2025.

Para o algodão, 46% da safra estava em condição boa ou excelente, avanço de 1 ponto porcentual na semana. No mesmo período do ano passado, a parcela era de 55%. Segundo o USDA, 81% das lavouras estavam florescendo, ante 79% há um ano e 81% na média quinquenal. A formação de maçãs alcançou 45%, frente a 42% no ano passado e em linha com a média dos cinco anos.

O relatório semanal do USDA mostrou piora nas condições de milho e soja nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que indicou avanço no desenvolvimento das lavouras e no ritmo da colheita do trigo de inverno.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Cerrado Mineiro mantém certificação de 420 mil sacas de café na safra 2025/26

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A Região do Cerrado Mineiro encerrou a safra de café 2025/26 com 419,9 mil sacas certificadas pela Denominação de Origem (DO), segundo a Federação dos Cafeicultores do Cerrado. O resultado mantém o nível alcançado em 2024/25, quando a certificação subiu para cerca de 420 mil sacas, após ciclos em que o volume girava em torno de 150 mil sacas até 2022/23.

Para a federação, o desempenho consolida uma nova escala para a certificação de origem na região. Em nota, o diretor executivo da entidade, Juliano Tarabal, afirmou que o avanço reflete o amadurecimento do sistema e o reconhecimento da origem como diferencial competitivo, além da confiança de produtores, cooperativas e compradores.

No mercado externo, a Europa recebeu 132,2 mil sacas na safra 2025/26 e respondeu por 68,5% do volume internacional. A América do Norte ficou com 22%, seguida por Ásia, com 3,8%, Oriente Médio, com 3,3%, e Oceania, com 2,4%. Itália, Estados Unidos, Polônia, Reino Unido e Espanha lideraram o ranking por país e concentraram 61,3% dos cafés certificados enviados ao exterior.

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A base de rastreabilidade registrou 279 compradores ao longo da safra. O maior deles respondeu por 7,7% do volume total, enquanto os 20 principais concentraram 68,5%. Segundo a federação, esse acompanhamento permite monitorar o percurso do café certificado ao longo da cadeia.

As cooperativas filiadas à Federação dos Cafeicultores do Cerrado concentraram a maior parte das certificações no período. Entre elas estão Expocacer, Carpec, monteCCer, Coopadap, Carmocer e Coocacer Araguari. Também integram o sistema exportadores credenciados como Cafebras, NKG Stockler, Sucafina, Volcafe, Nucoffee, Dreyfus e Veloso Green Coffee.

A conexão com o consumidor final também avançou, com cerca de 10 milhões de selos da Denominação de Origem aplicados em embalagens de café comercializadas no Brasil e no exterior, alcançando consumidores em mais de 50 países. A federação atribuiu esse resultado principalmente à parceria com a illycaffè.

Para a safra 2026/27, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado e as cooperativas filiadas estabeleceram a meta de certificar pelo menos 600 mil sacas com Denominação de Origem, volume 42,9% superior ao ciclo encerrado em junho. A Região do Cerrado Mineiro, primeira Denominação de Origem de cafés do Brasil, reúne cerca de 4.500 produtores em 55 municípios.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Lagarta que ataca soja pode ajudar a combater a poluição por isopor, aponta estudo

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Agência Fapesp

Uma das principais pragas da soja e do algodão pode se tornar uma aliada no combate à poluição plástica. Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), identificaram fungos presentes no intestino da lagarta Helicoverpa armigera com capacidade de degradar o poliestireno expandido (EPS), conhecido popularmente como isopor.

O estudo, publicado por cientistas do Laboratório de Biologia Molecular da UFSCar, é um dos primeiros do Brasil a demonstrar o potencial de fungos da microbiota intestinal de insetos na degradação desse tipo de plástico, derivado do petróleo e que praticamente não se decompõe naturalmente no ambiente.

Os pesquisadores explicam que decidiram focar no isopor porque, apesar de ser amplamente utilizado, ele ainda é pouco estudado. Além disso, sua reciclagem é limitada, já que cerca de 98% do material é composto por ar, tornando o processo economicamente pouco viável.

Para avaliar o comportamento dos microrganismos, as lagartas foram divididas em três grupos: um alimentado apenas com blocos de isopor, outro com uma dieta mista e um terceiro com alimentação convencional. A análise do intestino dos insetos mostrou que a presença do plástico alterou a composição da microbiota, favorecendo o crescimento de fungos dos gêneros Aspergillus, Talaromyces, Metarhizium e Trematosphaeria.

Na etapa seguinte, os cientistas isolaram quatro fungos da microbiota intestinal e os colocaram em contato com uma fina película de poliestireno durante 60 dias. Os testes mostraram que todos conseguiram crescer sobre o material e modificar sua superfície, indicando que utilizavam o plástico como fonte de carbono. Entre eles, Aspergillus e Talaromyces apresentaram maior eficiência na degradação.

Segundo o professor Flavio Henrique Silva, da UFSCar, os fungos são grandes produtores de enzimas capazes de quebrar polímeros complexos, característica que pode ser explorada no desenvolvimento de tecnologias para o tratamento de resíduos plásticos.

A equipe agora busca entender se os microrganismos degradam completamente o poliestireno ou apenas o transformam em micro e nanoplásticos. Paralelamente, os pesquisadores estudam os genes e proteínas envolvidos nesse processo para identificar enzimas ainda mais eficientes.

Além da Helicoverpa armigera, o grupo também investiga microrganismos presentes em outros insetos, como o bicudo-da-cana e o tenébrio gigante. O objetivo é desenvolver uma coleção de bactérias e fungos capazes de acelerar a degradação do poliestireno e, futuramente, ampliar o uso dessas soluções em aplicações biotecnológicas voltadas ao tratamento de resíduos plásticos.

Confira o artigo completo.

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