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AgriZone é vitrine para ativos digitais da Embrapa na COP30

A Embrapa Meio Ambiente anunciará três ativos digitais nas solenidades que ocorrem na AgriZone, espaço de tecnologias e iniciativas da Embrapa, localizado dentro da Unidade Amazônia Oriental em Belém, no Pará.
O espaço atua uma grande vitrine de tecnologias, ciência e cooperação internacional voltada à agricultura sustentável e ao combate à fome em um contexto de mudança do clima, e faz parte das iniciativas de participação da Embrapa na COP30. Aberto ao público o espaço funcionará entre os dias 10 e 21 de novembro, das 10h às 18h, com entrada gratuita mediante inscrição on-line ou no local.
Assim a AgriZone contará com mais de 350 eventos técnicos para divulgação de tecnologias de 20 Unidades de Pesquisa, dedicadas a minimizar os efeitos das mudanças climáticas.
Os ativos da Embrapa Meio Ambiente
AgroTag MFE – módulo temático do sistema AgroTag, desenvolvido para apoiar a identificação, qualificação e o compartilhamento de informações técnicas sobre as experiências de manejo e extrativismo no Bioma Amazônia
Criado a partir do sistema AgroTag, o módulo MFE (Manejo Florestal e Extrativismo) atende projetos estratégicos, como o MFE Amazon e o NewCast, novas Soluções Tecnológicas para a Cadeia da Castanha-da-Amazônia.
Pelo aplicativo, produtores e pesquisadores podem registrar informações detalhadas de cada etapa do processo, da pré-coleta ao pós-coleta, incluindo fotos, desenhos, coordenadas geográficas e descrições. Os dados são sincronizados com uma plataforma online que disponibiliza mapas interativos, relatórios e cruzamentos com imagens de satélite, permitindo análises sobre sustentabilidade, histórico de uso da terra e boas práticas adotadas.
O aplicativo gratuito e permite registrar e acompanhar práticas de manejo em tempo real, ampliando transparência e acesso a mercados internacionais. Desenvolvida pela Embrapa Meio Ambiente, a ferramenta promete mudar a forma como se acompanha a castanha-da-amazônia e outros produtos da sociobiodiversidade no país.
O AgroTag MFE é um módulo digital que possibilita rastrear todo o processo de manejo florestal em tempo real, por meio de um aplicativo gratuito de coleta de dados em campo. Assim a iniciativa busca agregar valor à cadeia produtiva da castanha e garantir mais transparência, fator decisivo para ampliar o acesso a mercados internacionais.
BRLUC 2.1 – (Brazilian Land Use Change) – Ferramenta para estimar mudanças de uso da terra
Uma nova versão da ferramenta BRLUC (Brazilian Land Use Change), lançada pela Embrapa, já está disponível para acesso gratuito no site, que passou por um processo de remodelagem. A ferramenta disponibiliza dados de estoques de carbono e emissões de dióxido de carbono (CO2) associadas à mudança de uso da terra na agropecuária. Essas informações são usadas em calculadoras e modelos de cálculos de emissões, assim como em políticas públicas de baixo carbono.
A versão 2.1. traz, como principal inovação, a disponibilização de dados de estoque de carbono médios e suas respectivas incertezas para 44 usos da terra, em cada município do Brasil.
Dessa forma o método também disponibiliza o balanço de CO2 e suas incertezas para 64 culturas agrícolas, pastagens e florestas plantadas, considerando as mudanças de uso da terra no período de 2000 a 2019, para os 5.569 municípios brasileiros.
ICVCalcWeb Embrapa – sistema web que organiza e processa dados para construir inventários de processos agrícolas, essenciais para a realização de estudos de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV)
A ICVCalcWeb Embrapa facilita a construção do inventário, a fase mais complexa de um estudo de ACV de produtos agrícolas, pois traz modelos ambientais adequados para a agricultura brasileira. Ela pode servir como ferramenta para gestão ambiental de empreendimentos agrícolas, assim concorrendo para o aumento da sustentabilidade da agricultura brasileira pois o inventário do processo agrícola traz a contabilidade das emissões de Gases de Efeito Estufa, informação crítica para o acesso a mercados de carbono.
O desenvolvimento da ferramenta resulta do trabalho da equipe temática de ACV da Embrapa Meio Ambiente, que buscou criar uma solução prática e adaptada à realidade da agricultura brasileira. Dessa forma, a expectativa é que a ICVCalc Embrapa contribua para ampliar o uso da ACV no campo, oferecendo informações detalhadas que podem embasar desde estudos acadêmicos até decisões de políticas públicas e estratégias empresariais mais sustentáveis.
*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo
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USDA aponta piora nas condições de milho e soja nos Estados Unidos

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta segunda-feira (27) que as condições das lavouras de milho e soja no país pioraram na comparação semanal. No milho, 63% da safra estava em condição boa ou excelente até o último domingo (26), queda de 4 pontos porcentuais. Na soja, o índice também ficou em 63%, com recuo de 3 pontos porcentuais.
No caso do milho, o percentual de lavouras em condição boa ou excelente ficou abaixo dos 73% registrados no mesmo período do ano passado. O USDA informou ainda que 78% da safra havia formado espiga, acima dos 73% de um ano antes e dos 74% da média dos cinco anos anteriores. Além disso, 25% das lavouras estavam na fase de formação de grãos, ante 24% no ano passado e 22% na média quinquenal.
Para a soja, o levantamento mostrou queda semanal de 3 pontos porcentuais na avaliação de boa ou excelente, para 63%. Há um ano, esse percentual era de 70%. O relatório também indicou que 80% da safra havia florescido, acima dos 74% observados no mesmo período do ano passado e também da média de cinco anos. Já a formação de vagens alcançou 47%, contra 39% no ano passado e na média histórica.
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No trigo de inverno, a colheita chegou a 81%, resultado superior aos 79% verificados há um ano e também acima da média de cinco anos, igualmente em 79%.
Em trigo de primavera, 53% da safra apresentava condição boa ou excelente, sem mudança em relação à semana anterior. Um ano antes, o percentual era de 49%. O USDA informou ainda que 92% da safra havia perfilhado, ante 91% no ano passado e 93% na média de cinco anos. A colheita atingia 2%, em linha com a média histórica e acima de 1% registrado no mesmo período de 2025.
Para o algodão, 46% da safra estava em condição boa ou excelente, avanço de 1 ponto porcentual na semana. No mesmo período do ano passado, a parcela era de 55%. Segundo o USDA, 81% das lavouras estavam florescendo, ante 79% há um ano e 81% na média quinquenal. A formação de maçãs alcançou 45%, frente a 42% no ano passado e em linha com a média dos cinco anos.
O relatório semanal do USDA mostrou piora nas condições de milho e soja nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que indicou avanço no desenvolvimento das lavouras e no ritmo da colheita do trigo de inverno.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Cerrado Mineiro mantém certificação de 420 mil sacas de café na safra 2025/26

A Região do Cerrado Mineiro encerrou a safra de café 2025/26 com 419,9 mil sacas certificadas pela Denominação de Origem (DO), segundo a Federação dos Cafeicultores do Cerrado. O resultado mantém o nível alcançado em 2024/25, quando a certificação subiu para cerca de 420 mil sacas, após ciclos em que o volume girava em torno de 150 mil sacas até 2022/23.
Para a federação, o desempenho consolida uma nova escala para a certificação de origem na região. Em nota, o diretor executivo da entidade, Juliano Tarabal, afirmou que o avanço reflete o amadurecimento do sistema e o reconhecimento da origem como diferencial competitivo, além da confiança de produtores, cooperativas e compradores.
No mercado externo, a Europa recebeu 132,2 mil sacas na safra 2025/26 e respondeu por 68,5% do volume internacional. A América do Norte ficou com 22%, seguida por Ásia, com 3,8%, Oriente Médio, com 3,3%, e Oceania, com 2,4%. Itália, Estados Unidos, Polônia, Reino Unido e Espanha lideraram o ranking por país e concentraram 61,3% dos cafés certificados enviados ao exterior.
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A base de rastreabilidade registrou 279 compradores ao longo da safra. O maior deles respondeu por 7,7% do volume total, enquanto os 20 principais concentraram 68,5%. Segundo a federação, esse acompanhamento permite monitorar o percurso do café certificado ao longo da cadeia.
As cooperativas filiadas à Federação dos Cafeicultores do Cerrado concentraram a maior parte das certificações no período. Entre elas estão Expocacer, Carpec, monteCCer, Coopadap, Carmocer e Coocacer Araguari. Também integram o sistema exportadores credenciados como Cafebras, NKG Stockler, Sucafina, Volcafe, Nucoffee, Dreyfus e Veloso Green Coffee.
A conexão com o consumidor final também avançou, com cerca de 10 milhões de selos da Denominação de Origem aplicados em embalagens de café comercializadas no Brasil e no exterior, alcançando consumidores em mais de 50 países. A federação atribuiu esse resultado principalmente à parceria com a illycaffè.
Para a safra 2026/27, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado e as cooperativas filiadas estabeleceram a meta de certificar pelo menos 600 mil sacas com Denominação de Origem, volume 42,9% superior ao ciclo encerrado em junho. A Região do Cerrado Mineiro, primeira Denominação de Origem de cafés do Brasil, reúne cerca de 4.500 produtores em 55 municípios.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Lagarta que ataca soja pode ajudar a combater a poluição por isopor, aponta estudo

Uma das principais pragas da soja e do algodão pode se tornar uma aliada no combate à poluição plástica. Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), identificaram fungos presentes no intestino da lagarta Helicoverpa armigera com capacidade de degradar o poliestireno expandido (EPS), conhecido popularmente como isopor.
O estudo, publicado por cientistas do Laboratório de Biologia Molecular da UFSCar, é um dos primeiros do Brasil a demonstrar o potencial de fungos da microbiota intestinal de insetos na degradação desse tipo de plástico, derivado do petróleo e que praticamente não se decompõe naturalmente no ambiente.
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Os pesquisadores explicam que decidiram focar no isopor porque, apesar de ser amplamente utilizado, ele ainda é pouco estudado. Além disso, sua reciclagem é limitada, já que cerca de 98% do material é composto por ar, tornando o processo economicamente pouco viável.
Para avaliar o comportamento dos microrganismos, as lagartas foram divididas em três grupos: um alimentado apenas com blocos de isopor, outro com uma dieta mista e um terceiro com alimentação convencional. A análise do intestino dos insetos mostrou que a presença do plástico alterou a composição da microbiota, favorecendo o crescimento de fungos dos gêneros Aspergillus, Talaromyces, Metarhizium e Trematosphaeria.
Na etapa seguinte, os cientistas isolaram quatro fungos da microbiota intestinal e os colocaram em contato com uma fina película de poliestireno durante 60 dias. Os testes mostraram que todos conseguiram crescer sobre o material e modificar sua superfície, indicando que utilizavam o plástico como fonte de carbono. Entre eles, Aspergillus e Talaromyces apresentaram maior eficiência na degradação.
Segundo o professor Flavio Henrique Silva, da UFSCar, os fungos são grandes produtores de enzimas capazes de quebrar polímeros complexos, característica que pode ser explorada no desenvolvimento de tecnologias para o tratamento de resíduos plásticos.
A equipe agora busca entender se os microrganismos degradam completamente o poliestireno ou apenas o transformam em micro e nanoplásticos. Paralelamente, os pesquisadores estudam os genes e proteínas envolvidos nesse processo para identificar enzimas ainda mais eficientes.
Além da Helicoverpa armigera, o grupo também investiga microrganismos presentes em outros insetos, como o bicudo-da-cana e o tenébrio gigante. O objetivo é desenvolver uma coleção de bactérias e fungos capazes de acelerar a degradação do poliestireno e, futuramente, ampliar o uso dessas soluções em aplicações biotecnológicas voltadas ao tratamento de resíduos plásticos.
Confira o artigo completo.
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