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Abrafrutas lança selo inédito de sustentabilidade para fruticultura brasileira

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) vai lançar, em 27 de novembro, o Selo Frutas do Brasil ESG, certificação que reconhece produtores e exportadores comprometidos com práticas sustentáveis, sociais e de governança. O anúncio será feito em Brasília, durante evento da entidade que reunirá autoridades, representantes do governo e do setor produtivo.
O selo é exclusivo para empresas associadas à Abrafrutas e tem como objetivo fortalecer a imagem da fruticultura nacional no mercado internacional, ao evidenciar que as frutas brasileiras são produzidas com responsabilidade ambiental, respeito às pessoas e boa gestão.
Reconhecimento e competitividade
Segundo o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, a iniciativa é um passo importante para consolidar o trabalho dos produtores que já seguem padrões internacionais de ESG ( sigla em inglês para Environmental, Social and Governance). “O selo mostra ao mundo que a fruticultura brasileira está comprometida com práticas responsáveis e com a melhoria contínua do setor”, afirma.
A proposta também busca tornar o Brasil mais competitivo e ético nas exportações de frutas, destacando a origem sustentável dos produtos. Para obter o selo, as empresas passarão por auditorias anuais e acompanhamento técnico, garantindo o alinhamento às normas ambientais e sociais em evolução no mercado global.
Responsabilidade e acompanhamento
Além da certificação, o programa prevê suporte técnico e capacitação contínua aos participantes. De acordo com Priscila Nasrallah, diretora de ESG da Abrafrutas, a entidade quer estimular uma cultura de responsabilidade e transparência. “Nosso papel é apoiar o produtor em cada etapa, reconhecendo quem atua de forma consciente e sustentável”, explica.
A iniciativa faz parte da estratégia da Abrafrutas de valorizar o trabalho dos produtores brasileiros e consolidar o país como referência em práticas sustentáveis no agronegócio. Para a associação, o selo representa mais do que um diferencial competitivo — é um marco na construção de uma fruticultura que alia desenvolvimento econômico e compromisso ambiental.
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Conflito entre EUA e Irã preocupa, mas impacto imediato deve ser limitado, avalia setor do milho

A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã acendeu um alerta no mercado internacional de grãos e passou a ser acompanhada com atenção pelo setor de milho brasileiro. O país do Oriente Médio é hoje o principal destino das exportações brasileiras do cereal, responsável por cerca de 20% dos embarques realizados em 2025.
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Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), o Irã importou 9,08 milhões de toneladas do grão brasileiro no ano passado, consolidando-se como um parceiro estratégico para o agronegócio nacional. Do lado iraniano, a dependência também é significativa: cerca de 80% de todo o milho importado pelo país tem origem no Brasil.
Apesar da preocupação inicial, a entidade avalia que o impacto direto sobre o comércio internacional do cereal tende a ser limitado no curto prazo.
Segurança alimentar reduz risco de interrupção
O presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, afirma que o conflito gera instabilidade nos mercados, mas ressalta que o milho é um produto ligado diretamente à segurança alimentar, o que tende a manter os fluxos comerciais.
“É óbvio que a preocupação com o conflito é grande. A gente vê como ele começa, mas não sabe quando e como termina. Isso traz instabilidade para todos os mercados, inclusive para o mercado brasileiro de grãos, em especial o milho”, afirma.
Ainda assim, ele acredita que os embarques não devem sofrer grandes interrupções.
“O Irã é um dos principais destinos do milho brasileiro e essa relação comercial é muito importante. Mas acreditamos que, por se tratar de um produto ligado à segurança alimentar, o milho não deve ser afetado diretamente pelo conflito.”
Bertolini lembra ainda que episódios semelhantes já ocorreram recentemente sem comprometer de forma relevante as exportações.
“No ano passado já houve um conflito armado envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel e naquela ocasião não houve uma interrupção significativa dos embarques de milho para o país”, destaca.
Exportações maiores ocorrem no segundo semestre
Outro fator que reduz o impacto imediato da crise é o calendário da produção brasileira. Neste período do ano, os embarques de milho ainda são relativamente baixos.
Isso ocorre porque o Brasil está no momento da colheita da primeira safra, que é predominantemente de soja, fazendo com que os portos estejam concentrados nas exportações do grão.
“As exportações de milho entram com volumes maiores apenas no segundo semestre”, explica Bertolini.
A primeira safra brasileira produz entre 26 milhões e 27 milhões de toneladas. No entanto, o consumo interno no primeiro semestre chega a cerca de 50 milhões de toneladas, o que faz o país utilizar estoques remanescentes da segunda safra do ano anterior.
Dessa forma, eventuais impactos mais relevantes sobre as exportações poderiam surgir apenas na segunda metade do ano.
“Por isso a maior preocupação seria um eventual impacto a partir do segundo semestre, quando os volumes embarcados aumentam”, afirma o presidente da Abramilho.
Brasil tem mais de 100 destinos para o milho
Mesmo com a importância do mercado iraniano, o setor avalia que o Brasil possui capacidade para redirecionar parte das exportações caso ocorram restrições comerciais.
Diferentemente da soja, que possui destinos mais concentrados, o milho brasileiro é exportado para uma grande variedade de mercados.
“O Brasil tem mais de 100 destinos para o nosso milho nos cinco continentes. Isso garante uma diversificação importante de mercados”, afirma Bertolini.
Segundo a Abramilho, essa característica reduz o risco de dependência excessiva de um único comprador e amplia as alternativas comerciais para o país.
Relação comercial de mão dupla
A relação comercial entre Brasil e Irã no agronegócio ocorre em via de mão dupla. O milho brasileiro é um dos principais produtos exportados para o país persa, enquanto fertilizantes fazem o caminho inverso.
Em 2025, o Brasil importou aproximadamente US$ 84 milhões em produtos iranianos, valor considerado relativamente pequeno quando comparado ao comércio com outros grandes fornecedores globais de fertilizantes.
Há ainda suspeitas no mercado de triangulação de cargas, com produtos iranianos chegando ao Brasil por meio de bandeiras de outros países, como Nigéria, Omã ou Catar, como forma de contornar sanções internacionais.
Cenário segue sob monitoramento
A Abramilho afirma que continuará acompanhando os desdobramentos do conflito internacional e seus possíveis efeitos sobre o comércio agrícola.
A avaliação inicial da entidade é que, desde que a escalada militar não comprometa portos ou rotas marítimas por questões humanitárias, o abastecimento interno e o fluxo comercial do milho brasileiro não devem sofrer impactos relevantes.
Ainda assim, o setor mantém atenção redobrada sobre a evolução do cenário geopolítico, especialmente com a aproximação do período de maior exportação do cereal no Brasil.
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Estoques de suco de laranja sobem 75,4% em 2025, aponta CitrusBR

Os estoques globais de suco de laranja brasileiro voltaram a crescer em 2025, após atingirem o menor patamar da série histórica no ano anterior.
Levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) mostra que, em 31 de dezembro de 2025, o volume totalizava 616.460 toneladas, convertidas em FCOJ equivalente (66° Brix), na posse das empresas associadas.
O número representa alta de 75,4% em relação às 351.483 toneladas registradas em 31 de dezembro de 2024 — até então, o nível mais baixo da série para o período.
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Demanda e preços
Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a recomposição está ligada ao comportamento do mercado internacional.
“O aumento dos estoques reflete, no agregado, a acomodação da demanda em mercados-chave após o período de preços elevados observado na safra anterior”, afirma.
Ele destaca que, desde os picos registrados em 2024, as cotações internacionais recuaram de forma expressiva. “Em cadeias globais, movimentos de preços podem levar algum tempo para se refletirem integralmente no varejo, por fatores como contratos, estoques e dinâmica de distribuição”, explica.
De acordo com Netto, à medida que esses ajustes avancem, pode haver recuperação ao menos parcial da demanda, a depender das condições de mercado.
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Sem embarques para o Irã, milho brasileiro corre risco de acumular no mercado interno

Os reflexos da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel tem se refletido em diversas frentes do agronegócio brasileiro, como na exportação de milho, uma vez que o mercado iraniano tem se consolidado, nos últimos anos, como um dos principais compradores do cereal nacional.
Em 2025, por exemplo, o país do Oriente Médio comprou em torno de 9 milhões de toneladas da commodity, sendo responsável por 22% dos embarques brasileiros do grão. Já no consolidado de janeiro deste ano, o Irã subiu ainda mais esse número, representando em torno de 30% de todo o milho exportado pelo Brasil.
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Segundo o analista de mercado de grãos da Datagro Gabriel Bastos, a dificuldade de exportação ao Irã tende a gerar sobreoferta dentro do Brasil em um cenário de colheita estimada em 141 milhões de toneladas, com cerca de 45 milhões de toneladas direcionadas à exportação. “Com essa sobreoferta, a tendência é que as cotações internas sofram um pouco e tenham um viés um pouco mais baixista”, diz.
De acordo com ele, o agravamento no conflito tende a impactar diretamente as cotações, o frete, as atividades portuárias e a logística da região, o que traz impactos diretos ao potencial exportador do Brasil.
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