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16 de setembro de 2026

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MT Produtivo vai investir US$ 100 milhões para transformar a agricultura familiar no estado

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O Governo de Mato Grosso lançou, nesta quinta-feira (6), o projeto MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, iniciativa que prevê investimentos de US$ 100 milhões, sendo US$ 80 milhões financiados pelo Banco Mundial (BIRD) e US$ 20 milhões de contrapartida do Estado, para impulsionar a cadeia de produção da agricultura familiar mato-grossense.

O programa será gerenciado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), entre 2025 e 2030, por meio de uma coordenadoria específica criada para atender o projeto. O objetivo é fortalecer a produção, aumentar a renda e promover a inclusão socioeconômica de cerca de 15 mil famílias de agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais em 61 municípios mato-grossenses.

Para o governador Mauro Mendes, o projeto representa um novo marco na história da agricultura familiar do Estado.

“Esse é o resultado de um trabalho iniciado lá em 2019, quando colocamos as contas do Estado em ordem e conquistamos o equilíbrio fiscal. Hoje, Mato Grosso é um Estado sólido, confiável e capaz de investir com responsabilidade. Esse projeto simboliza o nosso compromisso com quem produz, acredita e trabalha neste Estado. É mais uma demonstração de que governar com responsabilidade dá resultados e transforma a vida das pessoas”, afirmou o governador.

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Mauro Mendes também citou o exemplo do município de Colniza, considerado o maior produtor de café do Estado, com 50% da produção concentrada na região. “O avanço da produção de café em Colniza, que vem crescendo graças ao esforço conjunto do governo, das prefeituras e, principalmente, dos produtores locais, é um exemplo a ser seguido”, destacou Mauro Mendes.

O vice-governador Otaviano Pivetta ressaltou a atenção do Governo do Estado à agricultura familiar na atual gestão.

“Hoje, penso muito sobre como fomentar a agricultura familiar. Foram realizadas iniciativas importantes, como a busca por financiamento do Banco Mundial. Além disso, houve esforços em todos os municípios de Mato Grosso para melhorar a infraestrutura, incluindo estradas e o acesso ao escoamento da produção”, reforçou Pivetta.

O MT Produtivo também prevê apoio às associações e cooperativas de agricultores familiares, além de contar com parcerias da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e da Corregedoria Geral de Justiça.

“Mais do que números, este programa reflete a capacidade de transformar políticas públicas em resultados concretos, que chegam até a ponta. Essa é uma iniciativa técnica, sólida e humana, planejada com foco em resultados claros e no desenvolvimento das comunidades rurais”, ressaltou a secretária de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.

Segundo o gerente de Agricultura e Alimentos do Banco Mundial, Diego Arias, o MT Produtivo nasce com propósitos minuciosamente definidos. “Esse projeto vai levar conhecimento. Nós, do Banco Mundial, trazemos tanto conhecimento global quanto local em tecnologia e acesso a mercados, voltado especialmente para a agricultura familiar. O projeto integra as políticas do Estado em temas como regularização ambiental, acesso à terra e crédito, e busca estimular cadeias de valor sustentáveis”, pontuou.

O prefeito de Nova Bandeirantes, Rogério Souza, falou sobre a expectativa em relação à implantação do projeto. “Nossos produtores, especialmente os da agricultura familiar, têm muito a ganhar. Temos 66 agricultores familiares contemplados por esse programa, então esse recurso vai realmente fazer diferença, oferecendo todo o suporte necessário em favor dos nossos pequenos agricultores. Já fizemos todo um planejamento para isso. Estamos prontos para investir esse recurso de forma estratégica, garantindo que ele realmente traga resultados concretos e melhore a qualidade de vida dos pequenos agricultores do nosso município”, salientou.

A assistente de projetos da Associação Amigos da Terra de Sorriso, Andreia Souza, contou que ficou surpresa com o novo projeto de fomento à agricultura de pequena escala. A entidade trabalha há 23 anos com agricultura familiar.

“Receber a informação de que, em breve, será lançado o primeiro edital para contemplar associações foi uma grande surpresa para nós. Vejo isso como uma oportunidade muito importante, especialmente para quem trabalha com a agricultura familiar. Na nossa associação, atualmente contamos com 50 produtores. Esse projeto é mais uma prova de que o governo tem trabalhado por nós”, observou Andreia.

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A iniciativa investe na adoção de práticas agrícolas inteligentes em relação ao clima, na regularização fundiária e ambiental e no fortalecimento das cadeias produtivas da agricultura familiar, estimulando a geração de oportunidades, o empoderamento de mulheres e jovens e a valorização das comunidades tradicionais.

Desde 2019, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 720 milhões em equipamentos, máquinas, insumos, irrigação, melhoramento genético, entre outras ações, para o desenvolvimento da agricultura familiar no Estado.

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Campeões olímpicos Maurren Maggi e André Heller palestram em fórum esportivo na capital

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Evento reúne lideranças, clubes e associações para debater o legado esportivo e melhorias nas políticas do setor

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, participa da realização do Fórum de Formação Esportiva das Capitais 2026, que será realizado nesta quarta-feira (16), das 9h às 16h, na UniSENAI, localizada na Avenida XV de Novembro, nº 303, no bairro Porto.

O evento é promovido em parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), o Instituto Futsal Sem Drogas e a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), reunindo lideranças esportivas, federações, confederações, ligas nacionais, clubes, associações e institutos.

A programação tem como objetivo ampliar o diálogo sobre o desenvolvimento do esporte e o aperfeiçoamento das políticas esportivas, além de apresentar iniciativas voltadas à formação de atletas e ao fortalecimento das entidades esportivas.

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Entre os destaques está o painel “História, Conquistas e Legado do Esporte”, às 10h, com a participação dos campeões olímpicos e mundiais André Heller, do voleibol, e Maurren Maggi, do salto em distância. A mediação será feita por Emerson Appel, gerente de Esportes e Relações Institucionais do CBC.

Durante o período da tarde, os participantes também terão acesso a informações sobre o aperfeiçoamento das políticas de esporte para entidades públicas e privadas, programas e estrutura da UniSENAI-MT e o Programa de Formação de Atletas do CBC.

O fórum terá ainda a participação de Renata Jessica Nunes de Sousa, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva (IPIE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que abordará o aperfeiçoamento das políticas esportivas.

A programação começa às 8h, com recepção e credenciamento, seguida da abertura oficial às 9h. O encerramento está previsto para 15h30, com emissão dos certificados de participação e entrega dos kits aos participantes.

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Agro Mato Grosso

Semente Forte orienta produtores sobre cuidados para garantir boa implantação da soja

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Aprosoja MT reforça a importância de planejar cada etapa do plantio, desde o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo

Com a liberação do plantio em Mato Grosso, o produtor rural intensifica os preparativos para garantir uma boa implantação da lavoura. Antes mesmo de colocar a semente no solo, uma série de cuidados precisa ser observada, desde a escolha e o armazenamento do material até as condições de umidade e a operação de semeadura. Pequenas falhas nessas etapas podem comprometer o estande de plantas e impactar o desenvolvimento da lavoura ao longo da safra.

Por isso, a qualidade da semente é um dos primeiros pontos que devem ser observados pelo produtor. Por meio do programa Semente Forte, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) acompanha a qualidade das sementes adquiridas pelos produtores. A amostragem das sementes adquiridas comercialmente é realizada por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM), e as amostras são encaminhadas a laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), onde passam por análises para verificar sua qualidade.

Para o vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, o primeiro cuidado deve começar ainda na aquisição da semente. Ele orienta que o produtor procure empresas com experiência e procedência no mercado e confira os índices de germinação e vigor antes de realizar o plantio.

“O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado, né, que se certifique que essa sementa que ele adquiriu esteja com germinação boa e com vigor excelente para que ela possa já chegar com nível alto de qualidade e germinar bem na lavoura”, disse.

Depois de receber o material na propriedade, os cuidados precisam continuar. Gilson explica que a avaliação da qualidade antes do plantio, aliada ao tratamento adequado das sementes e à observação da umidade do solo, ajuda o produtor a reduzir os riscos de falhas na germinação e garantir uma melhor formação do estande.

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“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio. Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completou.

Em Jaciara, o produtor rural Alberto Chiapinotto também destaca que os cuidados realizados antes da semeadura são fundamentais para evitar problemas durante a implantação da lavoura. Segundo ele, testar a qualidade das sementes e armazená-las adequadamente são medidas que ajudam o produtor a identificar possíveis problemas antes de iniciar o plantio.

“Receber a semente e armazenar em câmara fria, realizar os testes em laboratório e também em canteiros antes do plantio para confirmar a qualidade são cuidados essenciais. Ao cuidar da qualidade da semente, o produtor está evitando que ocorra um erro no plantio. A qualidade da semente é essencial, pois é o início de toda sua safra, não apenas da soja, mas da segunda safra também. Pois se houver a necessidade do replantio, afetará todo o ciclo da produção da safra agrícola, comprometendo a rentabilidade do produtor”, salienta.

Além da qualidade da semente, Alberto chama atenção para as condições no momento da semeadura. A recomendação é que o produtor observe as condições do solo e ajuste a operação de acordo com a capacidade do equipamento, evitando comprometer a distribuição e a emergência das plantas.

“Tenha o máximo de capricho, faça o plantio nas condições ideais, velocidade adequada de acordo com a capacidade do equipamento e do solo para garantir um bom estande de plantas e ter uma colheita farta”, recomenda.

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Os cuidados com a semente e com a operação de plantio são importantes para garantir que a lavoura comece o ciclo produtivo com boas condições de desenvolvimento. Além de reduzir o risco de falhas e da necessidade de replantio, uma boa implantação contribui para o aproveitamento do potencial produtivo da cultura e para a rentabilidade do produtor.

Com a nova safra se aproximando, a Aprosoja MT reforça a importância de que o produtor planeje cada etapa do plantio, desde a escolha e o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo. A atenção aos detalhes antes e durante a semeadura pode fazer a diferença para alcançar um bom estande e iniciar a safra com mais segurança e produtividade.

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Agro Mato Grosso

Javalis avançam em áreas rurais e preocupam produtores em MT

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A presença de javalis e porcos selvagens em áreas rurais em todo o país, principalmente em Mato Grosso, foi tema de um fórum realizado nesta terça-feira (15). O evento focou a preocupação de produtores pelos danos que os animais podem provocar nas lavouras. Lucas do Rio Verde e Sorriso estão entre as cidades prejudicadas pela presença dos animais. Além dos prejuízos diretos à produção, a presença da espécie também representa um desafio para o manejo e a segurança sanitária das propriedades.

A preocupação com os impactos provocados pelos javalis foi tema do Fórum Javali – Impactos, Estratégias e Ação Coordenada de Sanidade, Produção, Meio Ambiente e Manejo em uma Estratégia Integrada, realizado nesta semana com a participação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), especialistas, pesquisadores e entidades do setor.

O avanço dos animais sobre áreas agrícolas pode resultar em perdas de plantas, danos ao solo e destruição de áreas cultivadas, especialmente quando os grupos invadem lavouras em busca de alimento. Em regiões de forte produção agrícola, como o médio-norte de Mato Grosso, o problema ganha dimensão ainda maior devido à extensão das áreas cultivadas e à dificuldade de monitoramento.

Um levantamento realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com 76 Sindicatos Rurais, mostra a dimensão do problema em outras regiões produtoras do país. Entre as entidades que participaram da pesquisa, 85,5% das regiões representadas registraram a presença de javalis nas lavouras.

Durante o fórum, o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, destacou que o controle da espécie precisa envolver diferentes setores e ser realizado de maneira contínua. Entre as medidas apontadas estão a simplificação de normas, capacitação para o manejo, treinamento em biossegurança e saúde animal, rastreabilidade, monitoramento e utilização de novas tecnologias.

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“O javali é uma ameaça à segurança do produtor rural e à produção. Precisamos investir nesse processo de manejo e controle de forma coletiva, com esforços reunidos em torno da sanidade animal e vegetal”, afirmou Meirelles.

Para o especialista da CNA Julio Daniel do Vale, o enfrentamento do problema não pode depender apenas da caça. Segundo ele, é necessário estabelecer estratégias de acordo com a realidade de cada região, levando em consideração a presença e a concentração dos animais, os impactos provocados e a capacidade de controle.

A orientação apresentada durante o encontro é que regiões onde a espécie ainda não está presente priorizem ações de prevenção. Em locais onde existem populações em baixa densidade, o objetivo deve ser a erradicação, enquanto áreas com maior concentração exigem medidas de contenção, monitoramento e avaliação dos prejuízos.

A preocupação também está relacionada à sanidade animal. A circulação de javalis entre propriedades pode ampliar riscos sanitários e exige atenção às medidas de biossegurança, principalmente em regiões onde há criação de animais e intensa movimentação de pessoas, máquinas e veículos entre propriedades rurais.

Em Mato Grosso, onde a agricultura ocupa extensas áreas e a produção de soja, milho e outras culturas tem forte participação na economia regional, o controle dos animais representa um desafio adicional para os produtores.

Javalis avançam em áreas rurais e preocupam produtores

Imagens aéreas mostram estrago feito pelos animais em lavoura de milho (Reprodução)

A proposta defendida no fórum é a construção de uma estratégia nacional de controle, combinando prevenção, monitoramento, manejo, tecnologia e rastreabilidade.

Para regiões produtoras como Lucas do Rio Verde e Sorriso, a discussão ganha importância justamente pela necessidade de evitar que a expansão da população de javalis resulte em novos prejuízos às lavouras e aumente os custos de produção para quem vive da atividade rural.

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Agro MT