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20 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa – 07/11/2025 – MAIS SOJA

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Destaque da Semana – China e EUA anunciam trégua de um ano na guerra comercial. Exportações do Brasil para a Índia em Outubro batem recorde. Apesar do shutdown recorde nos EUA, teremos relatório do USDA semana que vem.

Canal do Cotton Brazil – Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 06/nov cotado a 64,54 U$c/lp (-0,9% vs. 30/out). O contrato Dez/26 fechou em 68,20 U$c/lp (-0,7% vs. 30/out).

Basis Ásia – O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 685 pts para embarque Dez-25/Jan-26 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 06/nov/25.

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Altistas 1 – A trégua de um ano na guerra comercial entre China e EUA, anunciada esta semana, foi uma boa notícia, mas não ajuda o algodão americano no mercado Chinês, pois ainda persiste 10% de tarifa adicional sobre o algodão dos EUA.

Altistas 2 – Com a trégua anunciada, têxteis chineses nos EUA terão tarifa de 20%, mesmo nível de Vietnã e Bangladesh e muito similar a Paquistão, Indonésia e Camboja (19%), tornando os Chineses competitivos novamente.

Altistas 3 – Na China, os preços domésticos ampliaram a margem sobre a paridade internacional, aumentando a atratividade do algodão importado.

Altistas 4 – Semana que vem teremos relatórios do USDA em 14/nov. Estes dados, apesar de já estarem tendo a credibilidade questionada devido ao “shutdown”, devem trazer maior visibilidade de informações, reduzindo prêmio de incerteza.

Baixistas 1 – Incerteza macroeconômica — O ambiente global segue instável, com incertezas econômicas que reduzem o apetite dos fundos por commodities e limitam o fluxo de capital em direção às posições compradas.

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Baixistas 2 – Compras da “mão para a boca” persistem no mercado internacional, com fiações cobertas para 1-2 meses. Falta demanda consistente à frente para puxar novos embarques.

Baixistas 3 – O basis brasileiro se enfraqueceu esta semana, refletindo excesso de oferta e ritmo lento de fixações.

Baixistas 3 – A oferta abundante de Brasil, EUA, Austrália e África Ocidental continua sendo o principal obstáculo.

Índia 1 – Um grande destaque nos números da exportação de out/25 do Brasil foi a Índia, praticamente empatada com a China em 1o lugar, com mais de 67 mil tons embarcadas no mês.

Índia 2 – Esse grande volume se deve principalmente à isenção da tarifa de importação de algodão de 11% até 31/12.

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Acordo EUA-China 1 – EUA e China firmaram trégua comercial até 10/nov/26. Para o algodão: a China suspendeu sobretaxa de 15% sobre o produto americano, mas mantém tarifa base de 10%, mantendo a importação inviável.

Acordo EUA-China 2 – O acordo beneficia o algodão brasileiro ao manter têxteis chineses com tarifa competitiva nos EUA, enquanto prejudica o algodão americano que permanece com acesso inviável ao mercado chinês.

China 1 – A Cncotton.com manteve inalteradas as projeções para 2025/26: produção de 7,43 milhões tons, importações de 1,1 milhão, consumo de 8 milhões e estoques finais de 7,06 milhões tons (31/ago/26).

China 2 – A colheita de algodão em Xinjiang está na fase final com previsão de término na próxima semana. Mais de 2 milhões tons de pluma foram inspecionadas na região.

Turquia 1 – As importações de algodão da Turquia em set/25 foram de 53 mil tons (-32% vs ago, +23% vs 2024). Brasil foi o principal fornecedor (35%), seguido pelos EUA (32%). No acumulado da safra, totalizam 130 mil tons (+30%).

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Indonésia – O algodão brasileiro foi negociado na Indonésia a 73,75 cent/lb (Middling 1-5/32″) para entrega local. Fora isso, o mercado permanece fraco, sem recuperação no setor têxtil.

COP30 1 – A Abrapa participará da COP30 em Belém (12/nov) com o painel “Algodão como opção natural no mix têxtil”, apresentado pelo gerente de sustentabilidade Fábio Carneiro, focando no alerta da matrix têxtil global com majoritariamente utilização de produtos sintéticos, derivados do petróleo, e o algodão sendo uma opção confiável, com sustentabilidade e rastreabilidade.

COP30 2 – A associação integrará a delegação oficial do agro, defendendo os oito princípios para agricultura tropical sustentável e a expansão das fibras naturais, com base no documento “Agricultura Tropical Sustentável” do Fórum de Agricultura Tropical.

Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 293,9 mil tons em out/25, alta de 4,6% em relação a out/24.

Beneficiamento 2024/25 – Até o dia de ontem (06/11) foram beneficiados nos estados da BA (87%), GO (93,45%), MA (62%), MG (95%), MS (85%), MT (63,5%), PI (95,13%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 69,93%.

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Safra 2025/26 – A semeadura da nova safra já teve início nesta semana no estado de São Paulo.

Preços – Consulte tabela abaixo ⬇

Quadro de cotações para 06 -11

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil – cottonbrazil@cottonbrazil.com

Fonte: Abrapa

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FONTE

Autor:ABRAPA

Site: Abrapa

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Sustentabilidade

Aprosoja-GO e Faeg possibilitam antecipação do plantio de soja em Goiás

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Foto: Pedro Silvestre

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO) e A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) conseguiram a antecipação do calendário de semeadura da soja em Goiás para a safra 2026/2027. O pedido foi encaminhado à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), que autorizou, em caráter excepcional, o início da presença de plântulas de soja no campo a partir de 20 de setembro.

A autorização foi oficializada nesta quarta-feira (16), com a publicação da Instrução Normativa nº 5/2026, da Agrodefesa. Até então, o calendário estabelecia 25 de setembro como data inicial para a semeadura. A data limite permanece em 2 de janeiro de 2027.

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Segundo a Faeg, a solicitação levou em consideração avaliações técnicas e as condições climáticas previstas para o período. A análise identificou a possibilidade de ocorrência de janelas pontuais de umidade do solo em diferentes regiões produtoras do Estado.

“Na prática, uma janela de umidade é um período curto em que o solo apresenta condições adequadas de umidade, geralmente após chuvas, que podem favorecer o início da semeadura. Essas condições não ocorrem necessariamente ao mesmo tempo em todo o Estado e podem durar poucos dias. Por isso, a antecipação permite que o produtor aproveite uma oportunidade de plantio quando houver chuva e umidade suficientes em sua região, sem precisar esperar até 25 de setembro”, explica Edson Novaes, gerente de Estudos Técnicos da Faeg.

Outro aspecto considerado pelas entidades foi a diferença entre os calendários de Goiás e de estados vizinhos, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o período de vazio sanitário da soja termina antes. A antecipação pode aproximar os períodos de plantio entre as principais regiões produtoras do Centro-Oeste.

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A medida é excepcional e temporária e vale para a safra 2026/2027. Isso significa que não altera de forma permanente o calendário estabelecido pela Instrução Normativa Agrodefesa nº 6/2024.

Os produtores que realizarem a semeadura entre 20 e 24 de setembro deverão cumprir as obrigações fitossanitárias já estabelecidas, como o registro e a comunicação das áreas cultivadas e o monitoramento das lavouras.

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Sustentabilidade

Cuidados essenciais para o estabelecimento da lavoura de soja – MAIS SOJA

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O estabelecimento da lavoura de soja constitui uma das etapas mais decisivas para a obtenção de elevadas produtividades. Embora a premissa de que “uma boa lavoura começa com uma boa semente” seja amplamente reconhecida, o potencial das sementes depende também de condições adequadas para a germinação e a emergência das plântulas. Dessa forma, além da qualidade fisiológica das sementes, fatores relacionados à semeadura e às condições do ambiente são fundamentais para a formação de uma lavoura uniforme e com bom potencial produtivo.

Durante a instalação da lavoura, é definido um dos principais componentes do rendimento da soja: o número de plantas por unidade de área. Apesar da conhecida capacidade de plasticidade da cultura, que permite certo grau de compensação diante de falhas no estande, essa capacidade é limitada. Assim, falhas, plantas duplas ou distribuição inadequada podem comprometer a uniformidade da lavoura e, consequentemente, refletir negativamente sobre a produtividade.

Figura 1. Esquerda: resultado de semeadura de soja bem feita, com sementes de alta qualidade e vigor: plântulas com emergência uniforme, bem espaçadas e sem falhas; Direita: resultado de semeadura mal feita, resultando em falhas e aglomerados de plântulas.
Fonte: França-Neto et al. (2016).

Logo, além da utilização de sementes de alta qualidade, cuidados relacionados à semeadura, à plantabilidade e às exigências fisiológicas das sementes devem ser considerados para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, o planejamento da implantação da lavoura exerce importante influência sobre o potencial produtivo da soja, especialmente quanto à definição da época e da densidade de semeadura.

A época de semeadura da soja deve ser definida com base nas recomendações técnicas estabelecidas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que considera as características de solo e as condições ambientais de cada região de cultivo, buscando minimizar os riscos associados às adversidades climáticas. Além disso, é fundamental respeitar os períodos de vazio sanitário e os calendários de semeadura estabelecidos para as diferentes regiões produtoras do país.

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Tabela 1. Períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura para a cultura da soja na safra 2026/2027.
Fonte: MAPA (2026)

Já com relação a densidade de semeadura, além das recomendações técnicas para a cultivar, é preciso compreender que quando a lavoura é instalada com densidade de plantas acima da indicada para a cultivar, a região e a época de semeadura, há alta competição entre plantas. Nessa situação, a redução de produção de grãos por planta pode ser mais expressiva do que o aumento da quantidade de plantas por área, reduzindo a produtividade de grãos por hectare (Balbinot Junior et al.,2020). Logo, é fundamental trabalhar com densidades de semeadura dentro do estabelecido para a cultivar e região de cultivo.

Tabela 2. Densidade de plantas por hectare, de acordo com o espaçamento entre as fileiras e o número de plantas por metro linear.
Fonte: Balbinot Junior et al. (2020)

Após a definição da época e da densidade de semeadura, é fundamental atentar para as condições ambientais no momento da implantação da lavoura, de modo a garantir que as exigências fisiológicas das sementes sejam atendidas durante a germinação. Para que esse processo ocorra adequadamente, a semente de soja necessita de três fatores fundamentais: água, oxigênio e temperatura adequada. A semente precisa absorver, no mínimo, 50% do seu peso em água para assegurar uma boa germinação  (Farias; Neumaier; Nepomuceno, 2009).

Quando a quantidade de água absorvida é insuficiente, a semente pode até iniciar o processo germinativo, mas dificilmente consegue completar adequadamente suas três fases: absorção de água, ativação metabólica e crescimento. Além da disponibilidade hídrica, a temperatura exerce papel fundamental nesse processo. Para a soja, a faixa de temperatura do solo considerada adequada para a germinação situa-se entre 20 °C e 30 °C, enquanto temperaturas inferiores a 20 °C podem prejudicar a germinação e a emergência das plântulas (Neumaier et al., 2020).

Outro aspecto fundamental para o estabelecimento da lavoura é a regulagem da semeadora. O correto ajuste do equipamento, visando reduzir a ocorrência de falhas e plantas duplas, contribui para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, a regulagem da profundidade de deposição das sementes é essencial para favorecer a emergência das plântulas. Para a soja, recomenda-se posicionar as sementes, em condições adequadas, entre 3 e 5 cm de profundidade (Balbinot Junior et al., 2020).


Veja mais: Plantabilidade – Atenção com falhas e duplas


Referências:

BALBINOT JUNIOR, A. A. et al. INSTALAÇÃO DA LAVOURA. Embrapa Soja, Tecnologias de Produção de Soja, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 4, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

FARIAS, J. R. B.; NEUMAIER, N.; NEPOMUCENO, A. L. Agrometeorologia dos Cultivos: O fator meteorológico na produção agrícola: Soja. INMET, 2009. Disponível em: < https://www.embrapa.br/documents/1355291/37056285/Bases+climatol%C3%B3gicas_G.R.CUNHA_Livro_Agrometeorologia+dos+cultivos.pdf/13d616f5-cbd1-7261-b157-351eaa31188d?version=1.0 >, acesso em: 18/09/2026.

FRANÇA-NETO, J. B.; et al. TECNOLOGIAS DA PRODUÇÃO DE SEMENTES DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa Soja, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1057882/1/Documentos380OL1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

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MAPA. PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sda/mapa-n-1.579-de-9-de-abril-de-2026-698696654 >, acesso em: 18/09/2026.

NEUMAIER, N. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA. Tecnologias de Produção de Soja, cap. 2, Embrapa, Soja, Sistemas de Produção, n. 17, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

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Sustentabilidade

Com 88% da área em floração e enchimento de grãos, cultura de canola avança no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A cultura de canola avança para as fases finais do ciclo. Predominam lavouras em floração e enchimento de grãos (88%), e aumentam as áreas em maturação (9%). A colheita ainda se limita a pequenas extensões de implantação precoce (1%).

As condições de maior luminosidade, de temperaturas favoráveis e de menor umidade relativa do ar, observadas em parte do período, contribuíram para o avanço fenológico, para o desempenho das plantas e, nas áreas em floração, para maior atividade de polinizadores.

Eventos de geada atingiram as lavouras em diferentes estádios, provocando efeitos variáveis conforme o relevo e o desenvolvimento das plantas. Em lavouras que estavam em formação e enchimento de grãos, há possibilidade de comprometimento parcial do enchimento das síliquas e redução do peso de mil grãos, mas ainda sem quantificação definitiva das perdas.

O estado fitossanitário está, em geral, satisfatório, mas continua o monitoramento de pragas e doenças, sendo observada incidência de traça-das-crucíferas e de mofo-branco. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as primeiras lavoura simplantadas em abril alcançam a maturação: em São Borja (10% de 13.500 ha), em Maçambará (5% de 13.868 ha) e em Santa Margarida do Sul (10% de 600 ha). As condições ambientais favoreceram as áreas em floração devido à maior atividade de polinizadores e as lavouras em enchimento de grãos. Contudo, em Manoel Viana, a redução da umidade do solo em áreas de textura predominantemente arenosa aumentou a necessidade de reposição hídrica via precipitações.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório. Estão 2% em florescimento, 65% em enchimento de grãos, 25% em maturação e 8% colhidos. A produtividade atual está estimada em cerca de 2.000 kg/ha. Na de Ijuí, 80% dos cultivos estão em fase final de enchimento de grãos, e 10% em maturação. No Alto Jacuí, em Ibirubá, as primeiras lavouras colhidas apresentaram rendimentos entre 1.500 e 1.800 kg/ha. Nas áreas atingidas por geada, não foram observados sintomas externos de queimadura das síliquas, mas houve interrupção do desenvolvimento dos grãos na porção terminal.

Na de Passo Fundo, as lavouras estão nos estágios de formação de vagens e de enchimento de grãos, com boa condição sanitária. Os impactos causados pelos episódios de granizo em alguns municípios ainda dependem de avaliação nas áreas atingidas.

Na de Pelotas, as lavouras apresentam estande adequado. Estão 74% da área em florescimento e 26% em enchimento de grãos. Na de Santa Maria, em Tupanciretã, município com a maior área de canola no Estado, estimada em 29 mil hectares, 75% das lavouras estão em formação e enchimento de grãos e 25% em maturação. As geadas ocorridas não provocaram prejuízos significativos.

Na de Santa Rosa, a distribuição fenológica aponta 6% das lavouras em floração, 74% em enchimento de grãos, 19% em maturação e 1% colhido. As geadas, registradas no início do período, podem ter afetado o potencial produtivo, sobretudo em baixadas e áreas sujeitas ao acúmulo de ar frio. As lavouras apresentam bom desenvolvimento vegetativo e potencial
produtivo, mas há incidência de traça-das-crucíferas em diferentes áreas.

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Na de Soledade, as temperaturas e a radiação solar foram elevadas para a época, favorecendo a evolução do ciclo. Estão 2% da área em florescimento e formação de síliquas, e 98% em enchimento de grãos. As lavouras apresentam plantas vigorosas, bem ramificadas e com elevada densidade de síliquas. O monitoramento concentra-se em doenças e pragas, especialmente mofo-branco e traça-das-crucíferas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Ijuí é de R$ 134,00; na de Santa Maria, R$ 139,00; na de Santa Rosa, R$ 136,35; em Santana do Livramento, R$ 135,00.

Fonte: Emater/RS



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