Sustentabilidade
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa – 07/11/2025 – MAIS SOJA

Destaque da Semana – China e EUA anunciam trégua de um ano na guerra comercial. Exportações do Brasil para a Índia em Outubro batem recorde. Apesar do shutdown recorde nos EUA, teremos relatório do USDA semana que vem.
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Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 06/nov cotado a 64,54 U$c/lp (-0,9% vs. 30/out). O contrato Dez/26 fechou em 68,20 U$c/lp (-0,7% vs. 30/out).
Basis Ásia – O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 685 pts para embarque Dez-25/Jan-26 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 06/nov/25.
Altistas 1 – A trégua de um ano na guerra comercial entre China e EUA, anunciada esta semana, foi uma boa notícia, mas não ajuda o algodão americano no mercado Chinês, pois ainda persiste 10% de tarifa adicional sobre o algodão dos EUA.
Altistas 2 – Com a trégua anunciada, têxteis chineses nos EUA terão tarifa de 20%, mesmo nível de Vietnã e Bangladesh e muito similar a Paquistão, Indonésia e Camboja (19%), tornando os Chineses competitivos novamente.
Altistas 3 – Na China, os preços domésticos ampliaram a margem sobre a paridade internacional, aumentando a atratividade do algodão importado.
Altistas 4 – Semana que vem teremos relatórios do USDA em 14/nov. Estes dados, apesar de já estarem tendo a credibilidade questionada devido ao “shutdown”, devem trazer maior visibilidade de informações, reduzindo prêmio de incerteza.
Baixistas 1 – Incerteza macroeconômica — O ambiente global segue instável, com incertezas econômicas que reduzem o apetite dos fundos por commodities e limitam o fluxo de capital em direção às posições compradas.
Baixistas 2 – Compras da “mão para a boca” persistem no mercado internacional, com fiações cobertas para 1-2 meses. Falta demanda consistente à frente para puxar novos embarques.
Baixistas 3 – O basis brasileiro se enfraqueceu esta semana, refletindo excesso de oferta e ritmo lento de fixações.
Baixistas 3 – A oferta abundante de Brasil, EUA, Austrália e África Ocidental continua sendo o principal obstáculo.
Índia 1 – Um grande destaque nos números da exportação de out/25 do Brasil foi a Índia, praticamente empatada com a China em 1o lugar, com mais de 67 mil tons embarcadas no mês.
Índia 2 – Esse grande volume se deve principalmente à isenção da tarifa de importação de algodão de 11% até 31/12.
Acordo EUA-China 1 – EUA e China firmaram trégua comercial até 10/nov/26. Para o algodão: a China suspendeu sobretaxa de 15% sobre o produto americano, mas mantém tarifa base de 10%, mantendo a importação inviável.
Acordo EUA-China 2 – O acordo beneficia o algodão brasileiro ao manter têxteis chineses com tarifa competitiva nos EUA, enquanto prejudica o algodão americano que permanece com acesso inviável ao mercado chinês.
China 1 – A Cncotton.com manteve inalteradas as projeções para 2025/26: produção de 7,43 milhões tons, importações de 1,1 milhão, consumo de 8 milhões e estoques finais de 7,06 milhões tons (31/ago/26).
China 2 – A colheita de algodão em Xinjiang está na fase final com previsão de término na próxima semana. Mais de 2 milhões tons de pluma foram inspecionadas na região.
Turquia 1 – As importações de algodão da Turquia em set/25 foram de 53 mil tons (-32% vs ago, +23% vs 2024). Brasil foi o principal fornecedor (35%), seguido pelos EUA (32%). No acumulado da safra, totalizam 130 mil tons (+30%).
Indonésia – O algodão brasileiro foi negociado na Indonésia a 73,75 cent/lb (Middling 1-5/32″) para entrega local. Fora isso, o mercado permanece fraco, sem recuperação no setor têxtil.
COP30 1 – A Abrapa participará da COP30 em Belém (12/nov) com o painel “Algodão como opção natural no mix têxtil”, apresentado pelo gerente de sustentabilidade Fábio Carneiro, focando no alerta da matrix têxtil global com majoritariamente utilização de produtos sintéticos, derivados do petróleo, e o algodão sendo uma opção confiável, com sustentabilidade e rastreabilidade.
COP30 2 – A associação integrará a delegação oficial do agro, defendendo os oito princípios para agricultura tropical sustentável e a expansão das fibras naturais, com base no documento “Agricultura Tropical Sustentável” do Fórum de Agricultura Tropical.
Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 293,9 mil tons em out/25, alta de 4,6% em relação a out/24.
Beneficiamento 2024/25 – Até o dia de ontem (06/11) foram beneficiados nos estados da BA (87%), GO (93,45%), MA (62%), MG (95%), MS (85%), MT (63,5%), PI (95,13%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 69,93%.
Safra 2025/26 – A semeadura da nova safra já teve início nesta semana no estado de São Paulo.
Preços – Consulte tabela abaixo ⬇
Quadro de cotações para 06 -11
Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil – cottonbrazil@cottonbrazil.com
Fonte: Abrapa
Autor:ABRAPA
Site: Abrapa
Sustentabilidade
Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.
A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.
Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.
Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.
O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.
Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Sustentabilidade
Algodão/IMEA: Clima nos EUA eleva cotações em NY, mas avanço da colheita em MT pressiona preços locais – MAIS SOJA

As cotações da pluma na bolsa de Nova York registraram alta ao longo da última semana (20/07 a 24/07), refletindo em valorização de 0,56% na média semanal do contrato de jul/27, que encerrou o período cotado a ¢ US$ 82,56/lb. Na comparação com o mesmo período de jun/26, o avanço foi de 3,56%.
O movimento de alta foi sustentado, principalmente, pelas incertezas quanto à safra norteamericana, em decorrência das condições climáticas adversas no país. Além disso, as tensões geopolíticas envolvendo a região do Mar Negro e o Oriente Médio também contribuíram para sustentar as cotações internacionais. No entanto, os preços permanecem sensíveis à evolução desses fatores, uma vez que parte da valorização reflete a percepção de risco do mercado. Assim, o mercado seguirá atento às condições climáticas nos Estados Unidos e às perspectivas para a produção, que continuarão influenciando o comportamento das cotações nas próximas semanas.
Confira os principais destaques do boletim:
- RETRAÇÃO: o preço da pluma em Mato Grosso registrou queda de 0,28% na última semana, pressionada pelo avanço da colheita, que tem ampliado a oferta da fibra no mercado.
- BAIXA: a cotação do caroço de algodão disponível exibiu retração de 3,16% na comparação semanal, em função da maior oferta, decorrente do avanço do beneficiamento.
- RECUO: a paridade de dez/26 registrou recuo de 0,70% em relação à semana passada, pressionado pela desvalorização do contrato futuro de dólar com vencimento em dez/26.
A colheita do algodão da safra 25/26 avançou 4,75 p.p. na última semana.
Com isso, até a última sexta-feira (24/07), 13,11% da área estimada para a safra em MT havia sido colhida, 7,86 p.p. inferior à média dos últimos cinco anos. Esse atraso reflete, principalmente, a postergação do início dos trabalhos em campo em decorrência das chuvas registradas em meados de jun/26. Entre as regiões, o Nordeste e o Sudeste apresentam o maior avanço, com 46,80% e 22,12% das áreas colhidas, respectivamente.
Cabe destacar que, embora as chuvas de jun/26 não tenham comprometido de forma significativa a produtividade da pluma, houve relatos de perdas na qualidade da fibra, fator que tem gerado preocupação entre os cotonicultores. Por fim, a expectativa é de intensificação da colheita nas próximas duas semanas, com o avanço dos trabalhos nas áreas de segunda safra, que representam mais de 85,00% da área cultivada com algodão no estado.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.
A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.
Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.
Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.
O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.
Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.
Fonte: Estadão Conteúdo
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