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9 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Análise mensal do mercado do trigo – MAIS SOJA

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As chuvas que atingiram regiões produtoras de trigo do Sul do Brasil em outubro geraram certa preocupação entre agricultores. Apesar da leve melhora no clima no encerramento do mês, a retomada das precipitações pode atrapalhar as lavouras – boa parte já está em fase de maturação.

Apesar do cenário altista, os preços do trigo continuaram em queda, refletindo a maior competitividade do cereal importado. Além de o dólar operar na casa dos R$ 5,30 e de a safra mundial poder ser recorde, os estoques de passagem nacionais são expressivos, mantendo a atual oferta elevada e deixando pouca margem para aumento das cotações.

Em outubro, a média do trigo negociado no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.138,41/t, recuo de 9,6% em relação a setembro e de 11,7% sobre outubro/24, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI). No Paraná, as baixas foram de respectivos 9,7% e 15,6%, à média de R$ 1.216,53/t, a menor desde outubro/23. Em São Paulo, a média, de R$ 1.161,58/t, caiu 7,5% no mês e 24,9% no ano, ao menor patamar real desde novembro/16.

Em Santa Catarina, houve quedas de 7% no comparativo mensal e de 13,4% no anual, para média de R$ 1.263,26/t – a mais baixa desde abril/18. O dólar médio mensal apresentou leve valorização de 0,36% frente ao Real, a R$ 5,387 em outubro.

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SAFRA BRASILEIRA 2025 – Em relatório divulgado em outubro, a Conab aumentou a estimativa de produção e de produtividade brasileira para 2025, impulsionada pelo maior rendimento em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

A safra agora é projetada em 7,698 milhões de toneladas, 2,2% acima do previsto em setembro, mas 2,4% menor que a de 2024. Quanto à produtividade, houve incremento de 2,1% frente ao relatório passado e de 21,8% sobre a temporada anterior, a 3,142 t/ha. A área deve somar 2,45 milhões de hectares, estável em relação ao relatório anterior, mas 19,9% abaixo da de 2024.

O consumo interno permanece estável, em 11,81 milhões de toneladas (de agosto/25 a julho/26). As importações previstas cresceram 3,6% frente ao relatório passado, a 6,632 milhões de toneladas de trigo. Com isso, os aumentos na produção e na importação fizeram com que os suprimentos internos ficassem em 15,7 milhões de toneladas, 2,6% superiores aos estimados em setembro/25. As exportações aumentaram 1,9%, em 2,037 milhões de toneladas, fazendo com que os estoques finais sejam de 1,857 milhão de toneladas em julho/26 – os maiores desde 2020.

Ainda segundo a Conab, até 1º de novembro, a colheita de trigo no Brasil totalizava 50,9% da área cultivada. Dentre os estados, as atividades atingiram 100% da área de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia e São Paulo, 83% do Paraná, 17% do Rio Grande do Sul e 8,5% de Santa Catarina.

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Segundo a Emater/RS (30/out), as produtividades no Rio Grande do Sul variam de 2,1 a 4,2 toneladas/hectare, dependendo do volume de chuvas e do nível tecnológico de cada propriedade. A colheita tem avançado rapidamente, favorecida pelo tempo mais seco e pela ocorrência de ventos, que contribuem para reduzir a umidade dos grãos e melhorar o desempenho das máquinas. Até 30 de outubro, 27% da área sul-rio-grandense havia sido colhida; e das lavouras ainda em campo, 42% estão em maturação, 28%, em enchimento de grãos e 3%, em floração.

No Paraná, informações divulgadas pela Seab/Deral no dia 4 de novembro mostram que 88% da safra já foi colhida. As produtividades variam conforme a região e o impacto da seca no início do ciclo e do excesso de umidade na fase de maturação. Mas, no contexto estadual, a temporada deve se encerrar de forma positiva.

ARGENTINA – Na principal fornecedora de trigo do Brasil, o excesso de chuvas atingiu boa parte das áreas de cultivo, segundo dados do dia 30 de outubro da Bolsa de Cereales. Aproximadamente 23,4% das lavouras apresentam excesso hídrico temporário, com a colheita correspondendo a 8,4% da área cultivada.

Apesar do clima adverso na Argentina, os preços mantêm trajetória de queda no país vizinho, diante das expectativas de safra volumosa e com bons rendimentos. A média mensal de outubro foi de US$ 218,45/t, 3,6% abaixo da de setembro e 9,8% inferior à de outubro/24, sendo, ainda, a menor desde dezembro/19.

DERIVADOS DE TRIGO – Boa parte dos moinhos reduziu os preços em outubro, pressionados por compradores que, diante da queda na matéria-prima, buscaram repassar a desvalorização às moageiras.

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De setembro para outubro, a média do farelo recuou 2,9% (granel) e 2,17% (ensacado). As cotações médias das farinhas caíram 3,4% (massas em geral), 3% (panificação), 2,7% (bolacha doce), 2,6% (massas frescas), 2,6% (bolacha salgada), 2,2% (farinha integral) e 1,21% (pré-mistura).

IMPORTAÇÕES – De acordo com dados da Secex, foram importadas 533,76 mil toneladas de trigo em outubro, 6,1% a menos que no mês anterior e 3,4% abaixo do observado no mesmo período de 2024. Na parcial de 2025, as compras somam 5,781 milhões de toneladas, 1,4% acima do volume verificado em igual intervalo do ano passado (5,7 milhões de toneladas) – de janeiro a outubro, o total acumulado é o maior desde 2013. O preço médio em outubro foi de US$ 227,36/t (ou R$ 1.224,78/t – considerando o dólar médio de R$ 5,387), o menor valor desde novembro/20.

MERCADO EXTERNO – Em outubro, as cotações seguiram pressionadas pela oferta ampla no Hemisfério Norte e pelo avanço da colheita no Hemisfério Sul. Em outubro, o primeiro vencimento do Soft Red Winter na Bolsa de Chicago (CME Group) teve média de US$ 5,1099/bushel (US$ 187,76/t), queda de 0,7% em relação a setembro e de 12,7% sobre outubro/24. Na Bolsa de Kansas, o primeiro vencimento do Hard Winter caiu respectivos 0,6% e 15,8%, à média de US$ 4,9751/bushel (US$ 182,80/t).

Confira o Agromensal outubro/2025 do Trigo completo, clicando aqui!

Fonte: CEPEA

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FONTE

Autor:AGROMENSAIS OUTUBRO/2025

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Clima nos EUA e ajuste de posições pressionam milho em Chicago, que fecha em baixa – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços baixos. O cereal foi pressionado por um movimento de ajuste de posições antes do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para sexta-feira, enquanto o clima favorável à colheita no país também pesou sobre as cotações.

O mercado esperou, em relação ao relatório de sexta-feira, uma redução na produção e nos estoques dos Estados Unidos na safra 2026/27, além de queda nos estoques globais da mesma temporada. O avanço do petróleo em Nova York e os sinais de demanda pelo produto dos EUA seguiram limitando as perdas durante todo o pregão.

O clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos deve permanecer predominantemente mais quente e seco nas próximas semanas, reduzindo os riscos de atrasos na colheita e de geadas. Segundo o USDA, 5% da área de milho havia sido colhida até 6 de setembro, ante 4% no mesmo período do ano passado e média de 3% nos últimos cinco anos. Entre as lavouras, 56% estavam em condições boas ou excelentes, 27% em situação regular e 17% entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 57%, 26% e 17%, respectivamente.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 182.880 toneladas de milho ao México, a serem entregues na safra 2026/27. Toda operação envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100.000 toneladas do grão, feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.

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Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,27 3/4, baixa de 5,75 centavos, ou 1,07% relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 5,43 1/4, recuo de 5,75 centavos, ou 1,04% por bushel em relação ao fechamento anterior.

 

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Sustentabilidade

Clima nos EUA e ajuste de posições pressionam milho em Chicago, que fecha em baixa – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços baixos. O cereal foi pressionado por um movimento de ajuste de posições antes do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para sexta-feira, enquanto o clima favorável à colheita no país também pesou sobre as cotações.

O mercado esperou, em relação ao relatório de sexta-feira, uma redução na produção e nos estoques dos Estados Unidos na safra 2026/27, além de queda nos estoques globais da mesma temporada. O avanço do petróleo em Nova York e os sinais de demanda pelo produto dos EUA seguiram limitando as perdas durante todo o pregão.

O clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos deve permanecer predominantemente mais quente e seco nas próximas semanas, reduzindo os riscos de atrasos na colheita e de geadas. Segundo o USDA, 5% da área de milho havia sido colhida até 6 de setembro, ante 4% no mesmo período do ano passado e média de 3% nos últimos cinco anos. Entre as lavouras, 56% estavam em condições boas ou excelentes, 27% em situação regular e 17% entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 57%, 26% e 17%, respectivamente.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 182.880 toneladas de milho ao México, a serem entregues na safra 2026/27. Toda operação envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100.000 toneladas do grão, feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.

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Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,27 3/4, baixa de 5,75 centavos, ou 1,07% relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 5,43 1/4, recuo de 5,75 centavos, ou 1,04% por bushel em relação ao fechamento anterior.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

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Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de biológicos projeta crescimento de dois dígitos para a próxima safra – MAIS SOJA

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Foi dada a largada para a Safra 26/27. Mesmo em meio às incertezas climáticas, mudanças políticas e redução no crédito agrícola, o setor prevê expansão no mercado, em especial no mercado de soluções biológicas. Tal otimismo se deve aos dados divulgados recentemente pelo CropData, portal da CropLife Brasil, que mostraram um crescimento de 15% na área tratada com bioinsumos durante a entressafra — período historicamente mais fraco para vendas.

Para a safra 2026/2027, a Koppert, líder global em soluções biológicas para o agro, projeta mais um salto: expansão de mais de 20%, puxada pela substituição de tratamentos químicos e pelo aumento da adoção de bioinsumos por parte dos agricultores brasileiros.

Segundo o CEO da Koppert Brasil, Gustavo Herrmann, o movimento é parte de uma transformação mais ampla. “O produtor rural vem incorporando novas soluções ao manejo fitossanitário, não apenas por razões ambientais ou regulatórias, mas principalmente porque busca eficiência econômica. Em um contexto de margens mais apertadas, tecnologias capazes de elevar produtividade e reduzir riscos ganham relevância estratégica”, afirma.

O levantamento da CropLife Brasil reforça essa trajetória: no primeiro quadrimestre de 2026, a área tratada com biológicos somou 31 milhões de hectares no país, sinalizando que o avanço do setor é estrutural, não conjuntural. Ou seja, o biológico já não é mais uma “alternativa complementar” no manejo, mas parte essencial no pacote tecnológico das principais culturas do país.

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Segmentos em destaque

Os bioinseticidas são apontados como o principal vetor para o crescimento do setor, impulsionados pelo controle de pragas na safrinha de milho. Para o Gerente de Marketing Estratégico da Koppert, Christian Menegatti, o segmento de inseticidas contra lagartas em cereais deve crescer acima de 60% na próxima safra.

Outra categoria que deve despontar é a de biofungicidas, com índice superior a 40%. “Esses movimentos se devem ao aumento da adoção e também à substituição de alguns tratamentos químicos por soluções biológicas em diversas culturas”, explica Menegatti.

Para responder a essas oportunidades, a Koppert tem reforçado seu portfólio. Nos últimos 12 meses, a empresa lançou o Buick Evo® (SfMNPV) e o Macan® (Bacillus velezensis CECT8237), bioinseticida e fungicida voltados ao controle biológico de pragas e doenças, e Trichodermil® FS (Trichoderma asperelloides 1306), que amplia a atuação da empresa no segmento de tratamento de sementes (TS).

Expansão internacional

As expectativas ganham um fôlego a mais com o projeto Renera, que visa promover a tecnologia e o conhecimento brasileiros em bioinsumos agrícolas aos demais países da América Latina. O programa, uma iniciativa em parceria com a CropLife Brasil e a ApexBrasil, foi apresentado pela primeira vez ao público argentino no final de agosto, durante o evento Missão Brasil-Argentina que reuniu representantes do governo, produtores e especialistas dos dois países, em Buenos Aires.

Presente no Brasil desde 2011, a Koppert exerce papel central na disseminação de tecnologias biológicas no campo brasileiro. O reconhecimento transcende o setor: a empresa está entre as dez empresas mais inovadoras do agronegócio brasileiro, segundo o Prêmio Valor Inovação, uma das premiações empresariais mais prestigiadas do país.

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Com mais de 30 subsidiárias no mundo, a Koppert mantém seu compromisso com produtos que integram eficiência econômica e sustentabilidade ao manejo fitossanitário.


A KOPPERT BRASIL

 A Koppert, líder mundial em controle biológico, trabalha para agricultores em todo o mundo desde 1967, promovendo a sustentabilidade e a rentabilidade de cultivos, preservando a biodiversidade na agricultura, e contribuindo para sistemas alimentares mais seguros.

Está presente no Brasil desde 2011 e, atualmente, conta com três modernas unidades de produção: a de microbiológicos, localizada na cidade de Piracicaba, e as unidades de formulações e de macrobiológicos, que ficam na vizinha Charqueada, todas no estado de São Paulo.

A empresa possui infraestrutura completa para atender à crescente demanda do mercado agrícola por defensivos biológicos, tornando a agricultura brasileira mais sustentável, saudável, regenerativa e em harmonia com a natureza. Com processos produtivos padronizados, seguros e altamente tecnificados, garante confiabilidade e qualidade ao seu completo portfólio de produtos, além da aplicação de macrobiológicos via drones, por meio da Natutec® by Koppert.

A empresa conta ainda com departamento próprio de Pesquisa & Desenvolvimento para aperfeiçoamento de tecnologias de controle biológico para a agricultura tropical, e é parceira do SparcBIO (São Paulo Advanced Research Center for Biological Control) e do Gazebo, primeiro hub de inovação do agronegócio especializado em tecnologias voltadas para o controle biológico do país.

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Fonte: Assessoria de imprensa



 

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