Sustentabilidade
Análise mensal do mercado do trigo – MAIS SOJA

As chuvas que atingiram regiões produtoras de trigo do Sul do Brasil em outubro geraram certa preocupação entre agricultores. Apesar da leve melhora no clima no encerramento do mês, a retomada das precipitações pode atrapalhar as lavouras – boa parte já está em fase de maturação.
Apesar do cenário altista, os preços do trigo continuaram em queda, refletindo a maior competitividade do cereal importado. Além de o dólar operar na casa dos R$ 5,30 e de a safra mundial poder ser recorde, os estoques de passagem nacionais são expressivos, mantendo a atual oferta elevada e deixando pouca margem para aumento das cotações.
Em outubro, a média do trigo negociado no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.138,41/t, recuo de 9,6% em relação a setembro e de 11,7% sobre outubro/24, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI). No Paraná, as baixas foram de respectivos 9,7% e 15,6%, à média de R$ 1.216,53/t, a menor desde outubro/23. Em São Paulo, a média, de R$ 1.161,58/t, caiu 7,5% no mês e 24,9% no ano, ao menor patamar real desde novembro/16.
Em Santa Catarina, houve quedas de 7% no comparativo mensal e de 13,4% no anual, para média de R$ 1.263,26/t – a mais baixa desde abril/18. O dólar médio mensal apresentou leve valorização de 0,36% frente ao Real, a R$ 5,387 em outubro.
SAFRA BRASILEIRA 2025 – Em relatório divulgado em outubro, a Conab aumentou a estimativa de produção e de produtividade brasileira para 2025, impulsionada pelo maior rendimento em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
A safra agora é projetada em 7,698 milhões de toneladas, 2,2% acima do previsto em setembro, mas 2,4% menor que a de 2024. Quanto à produtividade, houve incremento de 2,1% frente ao relatório passado e de 21,8% sobre a temporada anterior, a 3,142 t/ha. A área deve somar 2,45 milhões de hectares, estável em relação ao relatório anterior, mas 19,9% abaixo da de 2024.
O consumo interno permanece estável, em 11,81 milhões de toneladas (de agosto/25 a julho/26). As importações previstas cresceram 3,6% frente ao relatório passado, a 6,632 milhões de toneladas de trigo. Com isso, os aumentos na produção e na importação fizeram com que os suprimentos internos ficassem em 15,7 milhões de toneladas, 2,6% superiores aos estimados em setembro/25. As exportações aumentaram 1,9%, em 2,037 milhões de toneladas, fazendo com que os estoques finais sejam de 1,857 milhão de toneladas em julho/26 – os maiores desde 2020.
Ainda segundo a Conab, até 1º de novembro, a colheita de trigo no Brasil totalizava 50,9% da área cultivada. Dentre os estados, as atividades atingiram 100% da área de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia e São Paulo, 83% do Paraná, 17% do Rio Grande do Sul e 8,5% de Santa Catarina.
Segundo a Emater/RS (30/out), as produtividades no Rio Grande do Sul variam de 2,1 a 4,2 toneladas/hectare, dependendo do volume de chuvas e do nível tecnológico de cada propriedade. A colheita tem avançado rapidamente, favorecida pelo tempo mais seco e pela ocorrência de ventos, que contribuem para reduzir a umidade dos grãos e melhorar o desempenho das máquinas. Até 30 de outubro, 27% da área sul-rio-grandense havia sido colhida; e das lavouras ainda em campo, 42% estão em maturação, 28%, em enchimento de grãos e 3%, em floração.
No Paraná, informações divulgadas pela Seab/Deral no dia 4 de novembro mostram que 88% da safra já foi colhida. As produtividades variam conforme a região e o impacto da seca no início do ciclo e do excesso de umidade na fase de maturação. Mas, no contexto estadual, a temporada deve se encerrar de forma positiva.
ARGENTINA – Na principal fornecedora de trigo do Brasil, o excesso de chuvas atingiu boa parte das áreas de cultivo, segundo dados do dia 30 de outubro da Bolsa de Cereales. Aproximadamente 23,4% das lavouras apresentam excesso hídrico temporário, com a colheita correspondendo a 8,4% da área cultivada.
Apesar do clima adverso na Argentina, os preços mantêm trajetória de queda no país vizinho, diante das expectativas de safra volumosa e com bons rendimentos. A média mensal de outubro foi de US$ 218,45/t, 3,6% abaixo da de setembro e 9,8% inferior à de outubro/24, sendo, ainda, a menor desde dezembro/19.
DERIVADOS DE TRIGO – Boa parte dos moinhos reduziu os preços em outubro, pressionados por compradores que, diante da queda na matéria-prima, buscaram repassar a desvalorização às moageiras.
De setembro para outubro, a média do farelo recuou 2,9% (granel) e 2,17% (ensacado). As cotações médias das farinhas caíram 3,4% (massas em geral), 3% (panificação), 2,7% (bolacha doce), 2,6% (massas frescas), 2,6% (bolacha salgada), 2,2% (farinha integral) e 1,21% (pré-mistura).
IMPORTAÇÕES – De acordo com dados da Secex, foram importadas 533,76 mil toneladas de trigo em outubro, 6,1% a menos que no mês anterior e 3,4% abaixo do observado no mesmo período de 2024. Na parcial de 2025, as compras somam 5,781 milhões de toneladas, 1,4% acima do volume verificado em igual intervalo do ano passado (5,7 milhões de toneladas) – de janeiro a outubro, o total acumulado é o maior desde 2013. O preço médio em outubro foi de US$ 227,36/t (ou R$ 1.224,78/t – considerando o dólar médio de R$ 5,387), o menor valor desde novembro/20.
MERCADO EXTERNO – Em outubro, as cotações seguiram pressionadas pela oferta ampla no Hemisfério Norte e pelo avanço da colheita no Hemisfério Sul. Em outubro, o primeiro vencimento do Soft Red Winter na Bolsa de Chicago (CME Group) teve média de US$ 5,1099/bushel (US$ 187,76/t), queda de 0,7% em relação a setembro e de 12,7% sobre outubro/24. Na Bolsa de Kansas, o primeiro vencimento do Hard Winter caiu respectivos 0,6% e 15,8%, à média de US$ 4,9751/bushel (US$ 182,80/t).
Confira o Agromensal outubro/2025 do Trigo completo, clicando aqui!
Fonte: CEPEA

Autor:AGROMENSAIS OUTUBRO/2025
Site: CEPEA
Sustentabilidade
Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.
A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.
Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.
Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.
O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.
Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Sustentabilidade
Algodão/IMEA: Clima nos EUA eleva cotações em NY, mas avanço da colheita em MT pressiona preços locais – MAIS SOJA

As cotações da pluma na bolsa de Nova York registraram alta ao longo da última semana (20/07 a 24/07), refletindo em valorização de 0,56% na média semanal do contrato de jul/27, que encerrou o período cotado a ¢ US$ 82,56/lb. Na comparação com o mesmo período de jun/26, o avanço foi de 3,56%.
O movimento de alta foi sustentado, principalmente, pelas incertezas quanto à safra norteamericana, em decorrência das condições climáticas adversas no país. Além disso, as tensões geopolíticas envolvendo a região do Mar Negro e o Oriente Médio também contribuíram para sustentar as cotações internacionais. No entanto, os preços permanecem sensíveis à evolução desses fatores, uma vez que parte da valorização reflete a percepção de risco do mercado. Assim, o mercado seguirá atento às condições climáticas nos Estados Unidos e às perspectivas para a produção, que continuarão influenciando o comportamento das cotações nas próximas semanas.
Confira os principais destaques do boletim:
- RETRAÇÃO: o preço da pluma em Mato Grosso registrou queda de 0,28% na última semana, pressionada pelo avanço da colheita, que tem ampliado a oferta da fibra no mercado.
- BAIXA: a cotação do caroço de algodão disponível exibiu retração de 3,16% na comparação semanal, em função da maior oferta, decorrente do avanço do beneficiamento.
- RECUO: a paridade de dez/26 registrou recuo de 0,70% em relação à semana passada, pressionado pela desvalorização do contrato futuro de dólar com vencimento em dez/26.
A colheita do algodão da safra 25/26 avançou 4,75 p.p. na última semana.
Com isso, até a última sexta-feira (24/07), 13,11% da área estimada para a safra em MT havia sido colhida, 7,86 p.p. inferior à média dos últimos cinco anos. Esse atraso reflete, principalmente, a postergação do início dos trabalhos em campo em decorrência das chuvas registradas em meados de jun/26. Entre as regiões, o Nordeste e o Sudeste apresentam o maior avanço, com 46,80% e 22,12% das áreas colhidas, respectivamente.
Cabe destacar que, embora as chuvas de jun/26 não tenham comprometido de forma significativa a produtividade da pluma, houve relatos de perdas na qualidade da fibra, fator que tem gerado preocupação entre os cotonicultores. Por fim, a expectativa é de intensificação da colheita nas próximas duas semanas, com o avanço dos trabalhos nas áreas de segunda safra, que representam mais de 85,00% da área cultivada com algodão no estado.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.
A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.
Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.
Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.
O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.
Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.
Fonte: Estadão Conteúdo
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