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Retração produtora sustenta cotações do milho no interior

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Os preços do milho no interior brasileiro se mantêm firmes. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O suporte vem sobretudo da retração de produtores, que seguem focados na semeadura da safra verão 2025/26. Nos portos, conforme o instituto, os valores do cereal avançam, refletindo as valorizações do dólar e do mercado internacional. 

Pesquisadores destacam que o aumento nos preços nos portos tende a impulsionar também as cotações no interior do país, à medida que esse contexto eleva a paridade de exportação. 

No campo, a semeadura da safra 2025/26 está adiantada na maior parte das regiões produtoras, somando, até o dia 11 de outubro, 31,2% da área nacional, avanço semanal de 2,1 p.p. e acima dos 30,7% da média dos últimos cinco anos, segundo a Conab. 

Relatório divulgado nesta semana pela Companhia aponta que a produção agregada de milho para 2025/26 pode ser de 138,6 milhões de toneladas. Caso atingido o valor representa queda de 1,8% em relação ao volume de 2024/25.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Sem flores, sem abelhas? Entenda a relação que sustenta a agricultura

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Foto: Crédito: Arquivo/A.B.E.L.H.A.

As abelhas são responsáveis pela polinização de cerca de 75% das culturas agrícolas no mundo, contribuindo não apenas para o aumento da produtividade, mas também para a melhoria da qualidade de alimentos, inclusive de culturas que não dependem exclusivamente da polinização.

Além do papel central na produção de alimentos, as abelhas são importantes agentes de manutenção da biodiversidade vegetal. A sua presença ou ausência em ambientes naturais e agrícolas é reconhecida como um bioindicador da qualidade ambiental, refletindo o nível de conservação dos ecossistemas e a adoção de práticas agrícolas sustentáveis.

Polinização

Curiosamente, a polinização não é uma atividade planejada pelas colmeias, ela ocorre como uma consequência direta do trabalho das abelhas operárias campeiras ou forrageiras, responsáveis pela coleta de pólen, néctar, resinas e água para a sobrevivência da colônia.

Ao visitarem flores em busca desses recursos, as abelhas promovem, de forma involuntária, a transferência de pólen entre plantas, viabilizando a reprodução vegetal.

No entanto, muitas plantas atrativas para as abelhas florescem apenas em determinados períodos do ano ou têm sua ocorrência reduzida em função do desmatamento, da fragmentação de habitats e da perda de biodiversidade nos diferentes biomas.

A escassez de flores compromete o desenvolvimento das colônias e, consequentemente, a eficiência da polinização.

Pasto apícola

Para ajudar a manter colônias saudáveis e populosas, é importante oferecer pasto apícola para as abelhas durante o ano inteiro. “Plantar para as abelhas deve ser um cuidado permanente”, afirma a bióloga e CEO da Mais Abelhas Consultoria Ambiental e coordenadora executiva do Observatório de Abelhas do Brasil, Betina Blochtein.

Betina Blochtein recomenda o cultivo de plantas ornamentais ou cercas vivas, que possam oferecer flores e nutrientes para as abelhas. Também é importante cultivar plantas com ciclo anual e que contribuem para a melhoria da qualidade do solo, como trevo e leguminosas.

“Algumas plantas são muito boas para as abelhas, como a canola e o girassol, que oferecem muitos recursos nutricionais. A canola fortalece as abelhas no inverno, quando a floração de outras espécies já terminou”, destaca a bióloga.

Ela destaca, ainda, que o eucalipto, oferece néctar para as abelhas e madeira para o produtor, podendo integrar sistemas agroflorestais. Essas e outras espécies, como a lavanda e a calêndula, podem ser plantadas nas bordas da lavoura, atraindo e mantendo os polinizadores próximos da cultura principal.

Açaí, biodiversidade e mel o ano inteiro

A região Norte do Brasil abriga grande parte da biodiversidade de abelhas do país. No estado do Pará se encontram cerca de 50% das abelhas nativas e sem ferrão. Dentre as 240 espécies de abelhas sociais do Brasil, 220 estão na Amazônia, sendo 120 no Pará.

Por isso, cada vez mais produtores de açaí têm apostado na diversificação da flora nos açaizais como forma de conservação das abelhas nativas, resultando em aumento da produtividade e garantia da segurança alimentar.

“Os produtores passaram a conservar outras plantas da mata nativa que não dão resultado econômico diretamente, mas que servem para as abelhas fazerem ninhos ou oferecem nutrição fora do período de floração da cultura principal”, relata o engenheiro agrônomo, Doutor em Ciência Animal e pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental.

De acordo com o pesquisador, plantas como o mucajá, taperebá, pracaxi e o ingá oferecem frutos, ajudam na incorporação de nutrientes no solo e geram impacto econômico na região, além de oferecer recursos nutricionais para as abelhas.

Hortas e jardins urbanos

A conservação das abelhas não depende apenas de grandes áreas rurais, ambientes urbanos também desempenham um papel relevante.

A criação e manutenção de áreas verdes nas cidades, como praças, parques, jardins e hortas urbanas beneficiam as abelhas e outros animais polinizadores. Plantas utilizadas como tempero na culinária, como manjericão, tomilho, alecrim, sálvia, hortelã, coentro e orégano são excelentes para atrair e nutrir diversas espécies de abelhas.

Quem dispõe de um pouco mais de espaço pode investir em árvores frutíferas. As espécies vegetais e as abelhas atraídas variam conforme o clima e a região, mas os polinizadores estão presentes em todo o território nacional.

Abelhas mais comuns por região

Na região Sul, de clima temperado, são comuns pomares de maçã, morango e pêssego, que atraem abelhas como a Mandaçaia (Melipona quadrifasciata) e a Iraí (Nannotrigona testaceicornes).

As regiões Sudeste e Centro-Oeste favorecem o crescimento de pitangueiras, jabuticabeiras e amoreiras, que recebem visitas das abelhas Jataí (Tetragonisca angustula) e a Bugia (Melipona mondury), entre outras.

Já no Nordeste, espécies como caju, aroeira, umbu e carnaúba são opções abundantes e muito atrativas para as abelhas da região, como a Jandaíra (Melipona subnitida), espécies de abelhas sem ferrão dos gêneros Scaptotrigona, Trigona e Frieseomelitta, além de abelhas solitárias do gênero Centris (conhecidas como abelhas coletoras de óleos).

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Novo painel do Zarc moderniza consulta às janelas de plantio

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Foto: Embrapa Soja

A Embrapa atualizou o Painel de Indicação de Riscos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para uma interface mais moderna, navegação intuitiva e maior velocidade de resposta.

De acordo com a instituição, a nova versão foi desenvolvida com foco na experiência do usuário, tornando a consulta aos resultados do Zarc mais ágil e eficiente.

“O layout renovado, com organização visual mais clara, contribui para uma melhor compreensão dos dados e reduz o tempo necessário para localizar informações essenciais para o planejamento agrícola”, diz a Embrapa, em nota.

O painel é a principal ferramenta de consulta às indicações de risco publicadas nas portarias do Zarc. Atualmente, os normativos divulgados no Diário Oficial da União fazem referência direta ao sistema, no qual o usuário pode visualizar os municípios indicados ao plantio e as janelas de semeadura.

Como usar

Para acessar o mapa e a tábua de riscos, o usuário deve preencher os seguintes campos: Safra, Cultura, Outros manejos, Clima, Grupo de cultivar, Tipo de solo e Unidade da Federação.

Após preencher os filtros, basta clicar em “Aplicar Filtros”. O sistema exibirá o mapa com os municípios indicados para o plantio. Para visualizar o risco em cada decêndio (períodos de 10 dias), o usuário deve selecionar a opção “Tábua de Risco”.

A Embrapa destaca que a atualização do painel faz parte da estratégia de modernização das ferramentas de divulgação do Zarc, que também inclui o aplicativo Zarc Plantio Certo. A plataforma permite ao produtor consultar, de forma simples, o que plantar, quando plantar e onde plantar, com base nas indicações de menor risco climático.

30 anos de Zarc

Em 2026, o Zarc completa 30 anos de utilização como instrumento oficial da política agrícola brasileira.

O primeiro zoneamento foi publicado em 1996, para a cultura do trigo, e, desde então, o sistema passou a abranger mais de 40 culturas em todas as regiões do país, com recomendações técnicas divulgadas por meio de portarias do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Ferramenta de gestão de riscos climáticos baseada em estudos agrometeorológicos, o Zoneamento cruza dados de clima, solo e ciclo das culturas para indicar, em cada município, as épocas de plantio com menor probabilidade de perdas.

Tais informações orientam o planejamento da produção e servem de base para políticas públicas como o crédito rural, o Proagro e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Evolução metodológica

Além das melhorias nos sistemas de consulta, o Zarc também passa por avanços metodológicos. Um dos principais destaques é o Zarc Níveis de Manejo (Zarc NM), que incorpora variáveis de manejo e tecnologia empregadas na lavoura para refinar a avaliação de riscos.

Neste ano, o projeto piloto entra na fase 2 para a cultura da soja no Paraná, com expansão para os estados de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com recursos exclusivos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural.

A iniciativa busca aprimorar a avaliação de risco por meio de dados de manejo, imagens de satélite e análises de solo, ampliando a precisão das recomendações e a eficiência das políticas de gestão de riscos.

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Escolha do armazém pode evitar prejuízos ao produtor, alertam especialistas

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Foto: Gilberto Marques/A2img

A armazenagem de grãos é uma etapa decisiva para a preservação da qualidade da produção e para a segurança financeira do produtor rural. Problemas de estrutura, gestão ou controle operacional do armazém pode gerar perdas e comprometer a comercialização da safra, especialmente em regiões com forte atividade agrícola.

Especialistas do setor apontam que transparência nos processos, aferição de equipamentos e condições adequadas de infraestrutura devem ser considerados na escolha de unidades armazenadoras. Em algumas regiões produtoras, falhas nesses pontos já resultaram em prejuízos relevantes aos agricultores.

Critérios na armazenagem

Entre os procedimentos recomendados estão a classificação dos grãos no momento do descarregamento, com possibilidade de acompanhamento pelo produtor, a aferição periódica das balanças por empresa especializada e o uso de medidores de umidade calibrados regularmente.

Essas medidas ajudam a reduzir divergências na avaliação da qualidade e do peso da produção entregue.

O produtor rural Weverley Aparecido Rizieri, de Cássia (MG), afirma que a previsibilidade nos processos de armazenagem é um fator importante na decisão de onde entregar a safra. “A classificação feita de forma clara e a aferição criteriosa das balanças trazem segurança ao produtor, que sabe que o produto está sendo avaliado corretamente”, diz.

Infraestrutura e segurança operacional

Além do controle técnico, a infraestrutura da unidade armazenadora também influencia a operação durante o período de safra. Estruturas com áreas de apoio, como refeitórios, banheiros, bebedouros e chuveiros para motoristas, contribuem para melhorar a logística de entrega e reduzir transtornos em momentos de maior movimento.

Segundo Rizieri, experiências anteriores na região mostram o impacto que problemas de gestão ou estrutura podem causar ao setor produtivo. “Nossa região já passou por momentos difíceis com armazéns sem organização adequada, o que gerou prejuízos aos produtores. Ter uma estrutura confiável faz diferença para a estabilidade do agronegócio local”, afirma.

A avaliação criteriosa da unidade armazenadora, segundo especialistas, deve considerar não apenas a capacidade de estocagem, mas também a qualidade dos processos operacionais e a confiabilidade das medições realizadas ao longo do recebimento dos grãos.

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