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26 de junho de 2026

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Vassoura-de-bruxa da mandioca atinge 10 municípios no Amapá

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As medidas de controle e enfrentamento da vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá somaram R$ 2,2 milhões em convênios e investimentos para o custeio da defesa agropecuária no estado, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em nota.

Segundo a pasta, a doença, causada pelo fungo Ceratobasidium theobromae, atinge dez municípios do estado. A praga quarentenária é considerada “altamente destrutiva” para as lavouras de mandioca.

Combate à vassoura-de-bruxa é prioridade

Em reunião com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o enfrentamento da praga é prioridade da pasta com ações de apoio aos produtores e para garantia do abastecimento local.

“Essa emergência sanitária está recebendo total atenção. Já estão sendo implementados no Amapá, no valor de R$ 2,2 milhões. Caso sejam necessários mais recursos, estaremos prontos para disponibilizá-los”, assegurou o ministro.

O ministério cita ainda, entre as medidas adotadas pela pasta, a autorização do comércio da “mandioca braba (utilizada na produção de farinha)” e da macaxeira (mandioca de mesa)”, visando garantir renda aos produtores e o fornecimento contínuo de alimentos à população local.

“Essas medidas atendem à demanda dos produtores, que podem manter sua renda, e dos consumidores, que continuam tendo acesso a um alimento essencial para os amapaenses”, explicou Favaro. Ele mencionou a existência de pesquisas pela Embrapa para o desenvolvimento de variedades de mandioca tolerantes ou resistentes à doença.

Além do Amapá, o Pará também já registrou casos da vassoura-de-bruxa. Ambas as regiões estão em emergência fitossanitária para o surto da praga, estado máximo de alerta.

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Morre o engenheiro agrônomo Erikson Camargo Chandoha

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O engenheiro agrônomo Erikson Camargo Chandoha morreu, conforme nota divulgada nesta sexta-feira (26). Formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), ele teve atuação em funções públicas ligadas à agricultura e ao abastecimento, com passagem pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná e pelo Ministério da Agricultura.

Chandoha ocupou o cargo de secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná em 2010. No ano seguinte, atuou como secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura.

A trajetória profissional dele foi associada ao desenvolvimento técnico e sustentável da agricultura brasileira. Entre os trabalhos citados na nota está a coordenação de projetos considerados estratégicos para o setor, como o Plano ABC, voltado à Agricultura de Baixa Emissão de Carbono.

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O texto também destaca a atuação de Chandoha na valorização técnica dos engenheiros agrônomos na estruturação de políticas agrícolas. A nota o classifica como uma das lideranças do agronegócio paranaense e nacional.

A morte de Erikson Camargo Chandoha foi comunicada em nota de pesar, que ressaltou a atuação dele em cargos públicos da agricultura e sua participação em iniciativas voltadas à sustentabilidade no campo.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Concurso em Maringá mostra redução de perdas na colheita da soja

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Os resultados do 21º Concurso Regional de Qualidade na Colheita da Soja, divulgados na quinta-feira (25) em Maringá, indicaram perdas bem menores entre os operadores avaliados na safra 2024/2025. Enquanto a média regional ficou em 1,75 saca por hectare, os participantes do concurso registraram 0,43 saca por hectare. O levantamento reforça o papel da assistência técnica, da capacitação profissional e das boas práticas de colheita na redução de desperdícios no campo.

Promovido pelo Sistema Seagri, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná), o concurso avaliou 173 colheitadeiras em 16 municípios da região de Maringá. A cerimônia de divulgação dos vencedores foi realizada no Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro.

Segundo o IDR-Paraná, a iniciativa se consolidou como uma das mais tradicionais ações de extensão rural da região. Ao longo de mais de duas décadas, o concurso tem sido usado para difusão de tecnologias, aperfeiçoamento técnico dos operadores e redução das perdas na colheita da soja.

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O primeiro lugar ficou com Rodrigo Aguiar Mori, de Ivatuba, com perda de 7,30 kg/ha. Na sequência apareceram Luiz Carlos Teixeira Lampagnani, de Lobato, com 7,62 kg/ha; Kleber Henrique dos Santos, de Itambé, com 8,18 kg/ha; Aldemir Flauzino Figueredo, de Ângulo, com 8,57 kg/ha; e Maurício Ponzio, também de Ângulo, com 8,62 kg/ha.

Os dados do concurso indicam que a regulagem correta das colhedoras, a manutenção preventiva dos equipamentos e a qualificação dos operadores estão associadas à redução das perdas. Considerando os cerca de 300 mil hectares cultivados com soja na região de Maringá, a diferença entre a média regional e a média dos participantes representa potencial de preservação de 396 mil sacas de soja, o equivalente a aproximadamente 23,8 mil toneladas ou R$ 53,46 milhões na economia regional.

De acordo com a organização, a redução das perdas amplia a eficiência produtiva e reforça o aproveitamento da produção, com reflexos sobre propriedades rurais, cooperativas, oficinas, transportadores, armazéns e outros segmentos ligados à cadeia da soja.

O 21º Concurso Regional de Qualidade na Colheita da Soja foi realizado pelo Sistema Seagri, por meio do IDR-Paraná, com apoio da Embrapa Soja, Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Cocari, Cooperativa Integrada, Sociedade Rural de Maringá, Sindicato Rural de Maringá, Sicredi, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Unicesumar e Uningá.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Mosca-da-raiz (Delia sanctijacobi) tem primeiro registro em soja no Brasil

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Presença do inseto causando danos significativos em lavouras comerciais acende alerta sobre manejo de praga emergente

A mosca-da-raiz (Delia sanctijacobi) foi registrada pela primeira vez em soja no Brasil. A ocorrência envolveu lavouras comerciais no Rio Grande do Sul, com danos em raízes, cotilédones e hastes de plântulas. O ataque reduziu o estande de plantas e chegou a cerca de 30% em áreas de Saldanha Marinho e Cruz Alta (DOI: 10.37486/2675-1305.ec08019).

Os pesquisadores Glauber R. Stürmer, Delmar B. dos Santos, Nayane S. França, Henrique Pozebon e Jonas A. Arnemann relataram a presença da praga em soja durante o início da safra de verão 2025/2026. Os exemplares usados na confirmação vieram de lavouras em Saldanha Marinho e Cruz Alta. As áreas haviam recebido semeadura entre 9 e 11 de outubro, após cultivos de aveia-preta, Avena strigosa, e ervilhaca, Vicia sativa.

Os sintomas compatíveis com danos de mosca-da-raiz apareceram em várias lavouras comerciais no Rio Grande do Sul. Os cientistas informam sobre observações em lavouras de soja em Passo Fundo, Carazinho, Saldanha Marinho e Cruz Alta. Também houve registro em melancia em Santa Maria. Nas lavouras de soja, os pesquisadores observaram consumo de cotilédones durante a emergência. Esse dano provocou falhas no estabelecimento inicial da cultura.

Identificação da espécie

A identificação da espécie ocorreu por caracteres morfológicos e por sequenciamento de DNA. As amostras permaneceram em etanol a 96% até a identificação e a extração de DNA. O Laboratório Agronômica de Diagnóstico Fitossanitário, em Porto Alegre, realizou as análises moleculares. Duas sequências nucleotídicas obtidas de larvas apresentaram mais de 99,82% de similaridade com Delia sanctijacobi em comparação no banco NCBI. As sequências de Saldanha Marinho e Cruz Alta foram depositadas no GenBank sob os números PX963737 e PX963848.

A larva causa o dano principal. Ela alimenta-se de sementes, raízes e plântulas. Depois do ataque inicial às raízes, a larva abre galerias em estruturas vegetativas, como bulbos e hastes de plântulas. No caso da soja, o estudo registrou dano em raízes, perfuração de haste e redução de estande.

Hábito polífago

Delia sanctijacobi possui hábito polífago. A espécie já tinha associação com várias culturas comerciais, entre elas milho, feijão, melão, abóbora, trigo, linho, cebola, alho, berinjela, alfafa, girassol e couve-flor. O inseto ocorre na América do Sul e aparece com maior frequência em regiões frias do continente, incluindo Argentina, Chile, Peru e Uruguai.

No Brasil, a primeira ocorrência de Delia sanctijacobi havia sido relatada em brócolis, na Região Sul. Depois, a espécie recebeu registro em tomateiro. Não havia registro da praga causando danos em soja no país.

Diferença de dano

Os pesquisadores não observaram diferença de dano entre lavouras Bt e não Bt. Esse ponto indica a necessidade de estudos específicos sobre manejo da praga na cultura. Os cientistas destacam a dificuldade de identificação de espécies do gênero Delia. As espécies apresentam semelhança morfológica, e a diferenciação exige avaliação detalhada. O uso de marcadores moleculares pode melhorar a detecção e apoiar decisões de manejo.

Dificuldade no manejo

O manejo tende a apresentar dificuldade. A larva alimenta-se de raízes ou cotilédones e depois penetra na haste da planta. Nessa posição, ela fica fora do alcance de muitas pulverizações. Os pesquisadores informam a existência de 192 ingredientes ativos e 2.032 inseticidas comerciais registrados para uso em soja no Brasil, mas nenhum deles com recomendação específica para o controle da mosca-da-raiz.

Neonicotinoides, piretroides, carbamatos e organofosforados usados contra pragas primárias da soja podem ter efeito sobre a espécie, principalmente quando a aplicação atinge a base da haste. Ainda assim, os cientistas apontam a necessidade de novos estudos para avaliar a eficiência de controle. Há também a possibilidade de uso de nematoides entomopatogênicos como alternativa descrita para espécies de Delia. Práticas culturais, como a variação do período de preparo do solo, também podem afetar o tamanho da população infestante.

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