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Vassoura-de-bruxa da mandioca atinge 10 municípios no Amapá

As medidas de controle e enfrentamento da vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá somaram R$ 2,2 milhões em convênios e investimentos para o custeio da defesa agropecuária no estado, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em nota.
Segundo a pasta, a doença, causada pelo fungo Ceratobasidium theobromae, atinge dez municípios do estado. A praga quarentenária é considerada “altamente destrutiva” para as lavouras de mandioca.
Combate à vassoura-de-bruxa é prioridade
Em reunião com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o enfrentamento da praga é prioridade da pasta com ações de apoio aos produtores e para garantia do abastecimento local.
“Essa emergência sanitária está recebendo total atenção. Já estão sendo implementados no Amapá, no valor de R$ 2,2 milhões. Caso sejam necessários mais recursos, estaremos prontos para disponibilizá-los”, assegurou o ministro.
O ministério cita ainda, entre as medidas adotadas pela pasta, a autorização do comércio da “mandioca braba (utilizada na produção de farinha)” e da macaxeira (mandioca de mesa)”, visando garantir renda aos produtores e o fornecimento contínuo de alimentos à população local.
“Essas medidas atendem à demanda dos produtores, que podem manter sua renda, e dos consumidores, que continuam tendo acesso a um alimento essencial para os amapaenses”, explicou Favaro. Ele mencionou a existência de pesquisas pela Embrapa para o desenvolvimento de variedades de mandioca tolerantes ou resistentes à doença.
Além do Amapá, o Pará também já registrou casos da vassoura-de-bruxa. Ambas as regiões estão em emergência fitossanitária para o surto da praga, estado máximo de alerta.
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Cidade do interior de SP se destaca como polo produtor de goiaba

A produção de goiaba segue em expansão em São Paulo e consolida o estado como principal polo nacional da fruta. Dados do levantamento de safra 2025 do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) mostram avanço tanto no cultivo destinado à indústria quanto na produção de goiaba de mesa, com destaque para a região de Jaboticabal, no interior paulista.
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Segundo o levantamento, a goiaba voltada para a indústria soma 953,4 mil pés em produção no estado, além de 215,2 mil novos pés plantados. A estimativa é de uma colheia de 83 mil toneladas.
Já a goiaba de mesa contabiliza 579,5 mil pés produtivos e 28,9 mil novos pés, com previsão de produção de 45,5 mil toneladas.
Jaboticabal lidera os dois segmentos e se mantém como principal polo produtor paulista da fruta. Na produção de goiaba de mesa, a região registrou mais de 24 mil toneladas neste ano. Já na produção destinada à indústria, usada na fabricação de doces, sucos e polpas, o volume ultrapassou 75 mil toneladas.
O desempenho coloca Jaboticabal em posição de destaque no estado, com produção até 15 vezes superior à da segunda regional mais forte na goiaba para indústria, Araraquara.
De acordo com o técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em Jaboticabal, Francisco Maruca, a combinação entre condições climáticas favoráveis, estrutura agroindustrial e agricultura familiar ajuda a explicar a força da cultura na região.
“Jaboticabal e região consolidam-se como referência na produção de goiaba, unindo condições naturais privilegiadas a um parque industrial moderno e idôneo”, afirmou.
A CATI realiza acompanhamento técnico das propriedades, com orientação sobre manejo do solo, adubação, irrigação, poda e controle de pragas e doenças. Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o suporte técnico tem contribuído para elevar a produtividade e a qualidade dos frutos.
Dados do Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária (Lupa) apontam que a regional de Jaboticabal possui 549 propriedades dedicadas ao cultivo de goiaba.
Produtor da fruta há mais de 30 anos em Cândido Rodrigues, José Donizete de Grande afirma que a cultura se tornou uma importante fonte de renda na região.
“Sempre vi nessa cultura uma boa fonte de renda, pois frutos de qualidade sempre encontram mercado”, disse.
Ele destacou ainda a importância da assistência técnica para o desenvolvimento da produção. Segundo o produtor, a introdução da variedade tailandesa Suprema, apresentada pela CATI em 2009, ajudou a ampliar a qualidade e a competitividade da lavoura.
Com o avanço da produção e da estrutura de apoio técnico, o setor segue fortalecendo a cadeia da goiaba paulista, que ganha espaço tanto no mercado in natura quanto na indústria de alimentos.
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Dia das Mães: após nascimento da filha, empresária encontrou no campo um novo propósito

No campo, a maternidade também transforma trajetórias. No Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, a história da produtora rural e empresária Miriam Santiago Krindges reúne coragem, mudança de vida e valorização das origens em uma propriedade que une vinho, cultura e turismo.
Advogada de formação, Miriam Santiago deixou a carreira na cidade para se dedicar à vida no campo ao lado do marido, Irani, descendente de alemães. A decisão ganhou ainda mais força após o nascimento da filha, Dandara, que motivou a produtora a buscar uma rotina mais próxima da família e da criação da criança.
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Hoje, a pequena propriedade localizada em Poço das Antas, no Vale do Taquari, produz uvas e outras frutas utilizadas na fabricação artesanal de bebidas. O espaço também se tornou referência em experiências ligadas ao vinho e ao afroturismo, promovendo atividades culturais como rodas de samba e eventos gastronômicos.
Segundo Miriam Santiago, o empreendedorismo surgiu de forma gradual, a partir da necessidade de agregar valor à produção da família. Para isso, ela buscou qualificação em cursos voltados ao turismo e ao desenvolvimento do negócio.
“Eu precisei me qualificar. Entrei num programa para acelerar o turismo e comecei a fazer cursos. Conforme fomos empreendendo, eu fui sentindo a necessidade do mercado. Já fazíamos vinho de forma artesanal e eu criei uma experiência ligada ao vinho para agregar valor ao que produzíamos”, conta Miriam Santiago.
Amor de mãe e filha
Paulista, Miriam Santiago construiu a família no Rio Grande do Sul ao lado do marido, Irani, descendente de alemães. Desse amor nasceu Dandara, filha do casal e principal inspiração para a mudança de vida da empreendedora.
“Eu acredito que a maternidade tem um poder muito transformador na vida da mulher. E depois que a minha filha nasceu, eu queria estar próxima a ela, acompanhar o crescimento dela”, conta Miriam Santiago.
Segundo ela, foi a maternidade que levou Miriam Santiago a trocar a carreira na cidade pela rotina no campo. “Trabalhando na propriedade junto com o meu marido, eu entendia que eu estaria mais próxima da minha filha e poderia acompanhar o crescimento dela”, destaca.
A troca entre mãe e filha que também envolve o campo. Esse amor é ensinado no dia a dia, nas brincadeiras e no contato com a terra.
Referência
Hoje, além da produção de uvas e outras frutas utilizadas na fabricação das bebidas, a família também se tornou referência em iniciativas voltadas ao afroturismo, com visitas na propriedade e atividades culturais como a pisa e rodas de samba.
A empresária, que já levou o projeto da vinícola para fora do país, diz que o maior aprendizado está justamente em construir exemplos para o futuro da filha, mostrando que dedicação, identidade cultural e afeto também fazem parte da vida no campo.
“Eu acho que passar esses valores de trabalho, de honestidade, de fazer as coisas corretamente e de que é importante a gente manter as nossas raízes, as nossas origens. A nossa dedicação é um exemplo para os nossos filhos de como a gente sempre faz tudo pensando no que é melhor para eles e no futuro deles”, completa Miriam Santiago.
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Pesquisa inédita avalia adaptação do lúpulo às condições da região serrana do Espírito Santo

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) está desenvolvendo um projeto inédito de pesquisa com cultivo de lúpulo, uma das principais matérias-primas das cervejas, no Espírito Santo.
Implantado na Fazenda Experimental Mendes da Fonseca, do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Serrano (CPDI Serrano), em Domingos Martins, o estudo busca avaliar o desempenho agronômico, fitoquímico e fitossanitário de variedades da planta cultivadas em condições de altitude na região serrana capixaba.
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Coordenado pela pesquisadora do Incaper Alessandra de Lima Machado, o projeto teve início em outubro de 2025 e representa o primeiro experimento científico conduzido pela instituição com a cultura no estado.
Estão sendo avaliadas, inicialmente, as variedades Cascade, Comet e Chinook, conhecidas pelo uso frequente na produção de cervejas artesanais devido às características de aroma e amargor.
“O principal objetivo do projeto é identificar variedades de lúpulo mais adaptadas às condições de clima e solo do Espírito Santo, além de gerar informações técnicas sobre manejo, produtividade, fitossanidade e qualidade química”, explica.
O lúpulo é uma planta perene estratégica para a cadeia produtiva da cerveja. Suas flores femininas, chamadas cones, concentram glândulas de lupulina, estruturas ricas em compostos bioativos, como alfa e beta-ácidos e óleos essenciais, responsáveis pelo aroma, sabor, amargor e estabilidade da bebida.
Cenário nacional
Apesar de o Brasil ocupar posição de destaque na produção mundial de cerveja, praticamente todo o lúpulo utilizado pela indústria nacional ainda é importado. Esse cenário tem impulsionado pesquisas voltadas à adaptação da cultura às condições brasileiras, especialmente em regiões de clima tropical e subtropical.
“O cultivo de lúpulo no Brasil ainda é relativamente recente e existem muitos desafios relacionados ao manejo da cultura em condições tropicais, principalmente em relação ao fotoperíodo e à suplementação luminosa. Por isso, é importante desenvolver pesquisas adaptadas à realidade de cada região”, destaca a pesquisadora.
Segundo Alessandra de Lima Machado, o crescimento do mercado de cervejas artesanais e o interesse de produtores rurais motivaram o desenvolvimento do estudo no Espírito Santo.
“O estado tem um setor cervejeiro bastante dinâmico e é o terceiro em número de cervejarias artesanais por habitante do país. Isso cria uma demanda importante por matérias-primas e abre oportunidades para diversificação da produção agrícola”, afirma.
Alternativa
Além do potencial de abastecimento da cadeia cervejeira, o lúpulo também se apresenta como alternativa promissora para a agricultura familiar e para iniciativas ligadas ao agroturismo.
“É uma cultura de alto valor agregado, que pode ser cultivada em pequenas áreas e que, em condições adequadas, pode apresentar mais de uma safra por ano. Isso permite otimizar o uso da propriedade e criar novas possibilidades de geração de renda no meio rural”, observa Alessandra.
O cultivo do lúpulo também chama atenção pela estrutura característica da lavoura. Por ser uma planta trepadeira, a cultura necessita de sistemas de condução com treliças ou caramanchões que podem atingir entre cinco e sete metros de altura, formando corredores verdes semelhantes a vinhedos verticais, um aspecto que também favorece experiências ligadas ao turismo rural.
Experimento
No experimento conduzido pelo Incaper, é utilizado o sistema de condução em “V”, que favorece a entrada de luz solar e a circulação de ar entre as plantas, contribuindo para maior produtividade e redução da incidência de doenças. A estrutura também organiza o crescimento da cultura e facilita o manejo e a colheita dos cones.
As pesquisas avaliam tanto o desenvolvimento das plantas em campo quanto a qualidade química dos cones produzidos. Entre os aspectos estudados estão produtividade, manejo nutricional, fitossanidade, poda, adaptação das variedades e composição química relacionada à produção cervejeira.
As análises laboratoriais são realizadas em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) – Campus Venda Nova do Imigrante. O projeto também conta com apoio da Biohope, da Brazuca Lúpulos e de pesquisadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
“A ideia é gerar conhecimento técnico que possa reduzir riscos para os produtores interessados na cultura e contribuir para a construção de uma cadeia produtiva do lúpulo no Espírito Santo”, destaca a pesquisadora.
Expectativa
A expectativa é que os resultados obtidos futuramente contribuam para fortalecer a produção rural, estimular o turismo de experiência ligado às cervejarias artesanais e impulsionar o desenvolvimento de produtos com identidade regional.
“Existe um potencial muito interessante para integrar produção agrícola, cerveja artesanal e agroturismo. No futuro, isso pode até contribuir para o desenvolvimento de cervejas associadas ao terroir capixaba”, pontua Alessandra de Lima Machado.
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