Business
Escolha do armazém pode evitar prejuízos ao produtor, alertam especialistas

A armazenagem de grãos é uma etapa decisiva para a preservação da qualidade da produção e para a segurança financeira do produtor rural. Problemas de estrutura, gestão ou controle operacional do armazém pode gerar perdas e comprometer a comercialização da safra, especialmente em regiões com forte atividade agrícola.
Especialistas do setor apontam que transparência nos processos, aferição de equipamentos e condições adequadas de infraestrutura devem ser considerados na escolha de unidades armazenadoras. Em algumas regiões produtoras, falhas nesses pontos já resultaram em prejuízos relevantes aos agricultores.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Critérios na armazenagem
Entre os procedimentos recomendados estão a classificação dos grãos no momento do descarregamento, com possibilidade de acompanhamento pelo produtor, a aferição periódica das balanças por empresa especializada e o uso de medidores de umidade calibrados regularmente.
Essas medidas ajudam a reduzir divergências na avaliação da qualidade e do peso da produção entregue.
O produtor rural Weverley Aparecido Rizieri, de Cássia (MG), afirma que a previsibilidade nos processos de armazenagem é um fator importante na decisão de onde entregar a safra. “A classificação feita de forma clara e a aferição criteriosa das balanças trazem segurança ao produtor, que sabe que o produto está sendo avaliado corretamente”, diz.
Infraestrutura e segurança operacional
Além do controle técnico, a infraestrutura da unidade armazenadora também influencia a operação durante o período de safra. Estruturas com áreas de apoio, como refeitórios, banheiros, bebedouros e chuveiros para motoristas, contribuem para melhorar a logística de entrega e reduzir transtornos em momentos de maior movimento.
Segundo Rizieri, experiências anteriores na região mostram o impacto que problemas de gestão ou estrutura podem causar ao setor produtivo. “Nossa região já passou por momentos difíceis com armazéns sem organização adequada, o que gerou prejuízos aos produtores. Ter uma estrutura confiável faz diferença para a estabilidade do agronegócio local”, afirma.
A avaliação criteriosa da unidade armazenadora, segundo especialistas, deve considerar não apenas a capacidade de estocagem, mas também a qualidade dos processos operacionais e a confiabilidade das medições realizadas ao longo do recebimento dos grãos.
O post Escolha do armazém pode evitar prejuízos ao produtor, alertam especialistas apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Prova piloto do 12º Censo Agro visita comunidade rural em Corumbá

A segunda prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola teve continuidade nesta quarta-feira (13), em Corumbá (MS), com deslocamento de recenseadores para áreas da zona rural, entre elas a Comunidade Antônio Maria Coelho. A atividade integra a etapa de testes operacionais do levantamento e inclui revisão diária da logística, dos procedimentos de coleta e das respostas a dificuldades técnicas registradas em campo.
No período da manhã, as equipes realizaram uma reunião de avaliação para ajustar o andamento das visitas e alinhar procedimentos diante de possíveis problemas no preenchimento dos questionários. A orientação repassada aos recenseadores foi manter a aplicação normalmente e, em caso de travamento do sistema, interromper a entrevista e informar aos moradores sobre uma tentativa de retorno posterior.
Uma das frentes de trabalho seguiu para a Comunidade Antônio Maria Coelho. Parte dos domicílios visitados estava vazia no momento da coleta, o que pode exigir novas tentativas de abordagem para completar o levantamento. Ainda assim, as entrevistas feitas com os moradores encontrados foram concluídas com sucesso, segundo o relato divulgado sobre a operação.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A etapa piloto é usada para testar fluxo de coleta, deslocamento das equipes, funcionamento dos questionários e capacidade de adaptação a situações de campo em uma região com características logísticas específicas, como o Pantanal. Esse tipo de procedimento antecede a realização ampla do censo e permite corrigir falhas operacionais antes da aplicação em escala maior.
Não há, no material divulgado até o momento, detalhamento oficial sobre o número de domicílios visitados, entrevistas concluídas ou percentual de cobertura nesta frente de trabalho em Corumbá.
A continuidade da prova piloto deve servir para consolidar ajustes técnicos e operacionais do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola nos próximos dias, especialmente em áreas rurais com maior complexidade de acesso.
Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br
O post Prova piloto do 12º Censo Agro visita comunidade rural em Corumbá apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Consultoria estima produção superior a 40 bilhões de litros de etanol em 2026/27

A moagem de cana no Brasil é estimada pela consultoria Datagro em 698 milhões de toneladas, com produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol. A projeção foi anunciada nesta quarta-feira (13), em evento em Nova York.
Os números levantados pela empresa para a safra 2026/27 levam em consideração uma produção de 642,2 milhões de toneladas de cana, 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol de cana e milho no Centro Sul, complementada pelo desempenho sucroalcooleiro do Nordeste.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A Datagro também estima que o mercado mundial de açúcar encerrará o ano-safra 2025/26, de outubro a setembro, com um pequeno superávit de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto, e déficit de 3,17 milhões de toneladas em valor bruto em 2026/27, também de outubro a setembro.
De acordo com a consultoria, os principais vetores das estimativas são:
- O mix de produção do Centro-Sul do Brasil mais orientado ao etanol, ao menos durante os primeiros meses da safra atual;
- Os potenciais impactos da anomalia El Niño na Índia e na Indonésia; e
- As reduções de área na Europa e na Tailândia.
A Datagro aponta que em meio ao predomínio das preocupações geopolíticas na agenda global, o renovado interesse por biocombustíveis abriu espaço para novas oportunidades de mercado nos transportes marítimo e aéreo, além da expansão de iniciativas de mistura em diversos países.
A consultoria ressalta que, provavelmente, o mercado novo mais promissor é o uso de biocombustíveis — etanol, metanol verde e biodiesel — como substitutos do combustível marítimo, o que pode levar a um aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas de biocombustíveis por ano até 2029, e de até 72 milhões de toneladas até 2050.
O post Consultoria estima produção superior a 40 bilhões de litros de etanol em 2026/27 apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Agro digital: jovens produtores transformam rotina no campo em negócio nas redes sociais

A comunicação digital deixou de ser apenas uma ferramenta de marketing e passou a ocupar um papel estratégico dentro do agronegócio. A avaliação foi compartilhada por participantes do programa Entre Gerações, do Canal Rural, que discutiram como as redes sociais têm ajudado produtores rurais, entidades e marcas do setor a ampliar vendas, fortalecer posicionamento e criar conexão direta com os consumidores.
Entre os convidados estava o produtor de café e triatleta Arthur Rosseto, representante da sexta geração de uma família produtora de café em Mandaguari, no Paraná. Ex-atleta profissional de futebol, ele decidiu retornar ao campo há cerca de dois anos e meio para investir na propriedade da família e usar a internet como ferramenta de negócios.
Segundo Rosseto, um dos maiores desafios foi convencer familiares de mais idade sobre o potencial das redes sociais para impulsionar a marca e ampliar as vendas.
“O maior desafio foi mostrar para a família que existia uma ferramenta nova nas nossas mãos, capaz de expandir as vendas e fortalecer o trabalho construído por gerações”, afirmou.
Rotina simples pode virar conteúdo
Durante o programa, Rosseto destacou que muitos jovens produtores acreditam que precisam de equipamentos profissionais ou produções sofisticadas para começar a criar conteúdo. Para ele, a chave está justamente em mostrar a rotina real do campo.
“Mostra o seu dia normal no sítio, na produção. As pessoas gostam de ver isso”, afirmou o produtor.
Rosseto explicou que o crescimento da marca da família esteve ligado ao fortalecimento da identidade visual e à comunicação direta nas redes sociais.
“Hoje todo mundo tem internet e um celular na mão. O controle do que mostrar está com o produtor”, disse Arthur Rosseto.
Segundo dados citados no programa, 41% das vendas diretas atualmente acontecem pelas redes sociais, enquanto marketplaces representam 10% e plataformas próprias, 8%.
Redes sociais ampliam consumo da carne suína
O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, afirmou que a entidade também usa as redes sociais para aproximar o consumidor da produção de carne suína e ampliar o consumo interno.
“O mundo já reconhece a qualidade da carne suína brasileira. As redes sociais ajudam a mostrar como é a produção e as oportunidades do setor”, afirmou.
Segundo ele, o consumo per capita de carne suína no Brasil saltou de 13 kg para 20 kg nos últimos anos.
Marketing do agro exige autenticidade
O especialista em marketing do agro José Luiz Tejon afirmou que o conteúdo precisa estar conectado à realidade do produtor e alertou para os riscos da desinformação.
“O mundo da mídia revela realidades. Se essas realidades não existirem, o que se fala é falso”, afirmou Tejon.
Segundo ele, o consumidor atual quer saber a origem dos produtos, como eles foram produzidos e quais valores estão envolvidos na cadeia produtiva.
“O consumidor quer saber quem fez, como fez e com quais valores produziu”, destacou.
Nova geração encontra oportunidades no agro
Ao falar sobre o papel dos jovens no agronegócio, Arthur Rosseto incentivou produtores a valorizarem o potencial das propriedades rurais da família.
“Você tem uma mina de ouro na mão, só precisa vender esse ouro”, afirmou.
O produtor também destacou que o agro não deve ser visto como sinônimo de atraso e afirmou que encontrou no campo um caminho profissional mais sólido do que imaginava durante a carreira no futebol.
“Hoje eu sou produtor de café e vendo café para o Brasil inteiro”, disse.
Para Tejon, o agronegócio oferece oportunidades cada vez maiores para as novas gerações.
“O mundo hoje é muito mais amplo. O jovem precisa enxergar as oportunidades dentro do agronegócio e entender que alimento é sinônimo de saúde”, concluiu.
O post Agro digital: jovens produtores transformam rotina no campo em negócio nas redes sociais apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso16 horas agoMáquinas agrícolas podem ficar mais caras com nova regra de emissões
Featured19 horas agoEscolas estaduais de MT têm até 12 de junho para concorrer ao Prêmio Liga STEAM 2026
Featured17 horas agoEduardo Bolsonaro ignora candidatura de Wellington Fagundes e reforça resistência ao senador
Agro Mato Grosso17 horas agoExportações recorde e sustentam alta do algodão no mercado em MT
Business16 horas agoEnsaio aponta cultivares de trigo com maior produtividade no Sul na safra 2025
Sustentabilidade19 horas agoColheita da soja é concluída e milho mantém boas condições no campo
Sustentabilidade13 horas agoPreços do milho recuam em abril com demanda cautelosa e pressão da oferta – MAIS SOJA
Featured9 horas agoGoverno de MT aperta o cerco e define prazo final para conclusão de primeiro ramal do BRT


















