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3 de julho de 2026

Business

Preços recuam, mas suinocultura de MT mantém otimismo com 2026

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Depois de um longo período de aperto financeiro, a suinocultura de Mato Grosso voltou a respirar em 2025. O ano foi marcado por exportações recordes, maior estabilidade nos custos de produção e preços médios que permitiram ao produtor organizar as contas, reduzir passivos e retomar investimentos nas granjas.

Segundo o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, o resultado positivo ajudou a apagar, ao menos em parte, a memória recente de um dos períodos mais difíceis da atividade. “2025 foi um ano positivo. Os números mostram isso e o suinocultor sentiu isso na pele, tirando um pouco daquela memória negativa que foi 2021, 2022, até meados de 2023, onde foi muito sofrido para o produtor de suínos”, afirma ao programa Estúdio Rural.

Ele pondera que o bom desempenho não significou lucro elevado, mas sim fôlego para reorganizar a atividade. “Foi um ano bom para pagar algum passivo que já se vinha carregando e também para renovar a granja, renovar plantel, melhorar a produção que você deixou sucatear em momentos difíceis”, explica.

Entre os principais fatores que sustentaram esse cenário estão o recorde de exportações, tanto no Brasil quanto em Mato Grosso, e a diversificação dos mercados compradores. “Hoje a China já não tem tanto protagonismo e entram outros países como Filipinas, México, Chile, entre outros, o que pulveriza o risco e deixa o cenário mais positivo para as exportações”, salienta Tannure.

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Exportações e novos mercados no radar

Apesar de a suinocultura mato-grossense ter forte vocação para o mercado interno, as vendas externas ganharam peso estratégico. De acordo com o presidente da Acrismat, a entidade atua junto ao Ministério da Agricultura e ao Indea-MT para ampliar o acesso a novos destinos. “Estamos trabalhando para a abertura do Chile como mais um cliente para Mato Grosso. É um trabalho técnico, de governo a governo, mas que começa com a provocação da cadeia produtiva”, destaca em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

No mercado interno, o início de 2026 trouxe um movimento já esperado de retração nos preços. O valor pago pelo quilo do suíno vivo caiu de R$ 8 para R$ 6,70. A redução, embora significativa, é tratada como sazonal. “Com festas de fim de ano, férias, indústrias desacelerando e até férias coletivas em frigoríficos, o mercado como um todo esfria e começa a sobrar suíno nas granjas”, explica.

Conforme Tannure, esse cenário gera sobreoferta momentânea e pressiona os preços, já que a suinocultura não permite interrupções na produção. “O produtor não pode esperar o momento ficar bom para vender. Se ele segura, o animal passa do peso ideal e perde valor para a indústria”.

A avaliação mais recente da bolsa semanal acompanhada pela Acrismat, no entanto, indica que a queda perdeu força. “Chegamos a um platô. Esse movimento de queda se estancou e esperamos agora um período de estabilidade”. Mesmo com fatores como Carnaval e Quaresma, que historicamente limitam altas mais expressivas, a expectativa é de equilíbrio. “A exportação está muito forte e deve absorver qualquer excedente que possa surgir”, ressalta.

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Foto: Acrismat/Reprodução

Produção, custos e recomposição do plantel

O atual patamar de preços ainda cobre os custos de produção, embora com margem apertada. “Estamos num limite para não chegar no empate entre custo e preço de venda. Se a queda continuasse, chegaríamos a um ponto crítico, mas felizmente isso se estancou num momento ainda favorável”, avalia o presidente da Acrismat.

O bom desempenho de 2025 também estimulou a recomposição dos plantéis, reduzidos durante a crise. Em Mato Grosso, o número de matrizes caiu de um pico entre 140 mil e 145 mil para cerca de 125 mil no auge das dificuldades. Hoje, segundo a Acrismat, o estado já opera entre 130 mil e 135 mil matrizes. “Com essa melhora no cenário, o produtor volta a fazer duas coisas: primeiro volta a colocar mais peso no seu suíno e ele volta a recompor o seu rebanho, as suas matrizes”, pontua.

Esse movimento contribuiu para um crescimento da produção acima do inicialmente previsto. “A expectativa era de 2% a 3%, mas ultrapassamos 5% de aumento na oferta de carne suína em 2025. Ainda assim, tudo foi absorvido pelas exportações e pelo consumo interno, que cresce de forma gradual”, ressalta.

Acrismat na Granja e fortalecimento da cadeia

Além do acompanhamento de mercado, a Acrismat mantém ações contínuas de apoio técnico e institucional aos produtores. Uma das principais é o projeto Acrismat na Granja, que leva equipes da associação diretamente às propriedades. “A gente vai até o produtor levando informações técnicas, sanidade, questões ambientais e tudo o que envolve a suinocultura”.

Segundo ele, a iniciativa atende tanto produtores mais estruturados quanto aqueles que ainda têm dificuldade de acesso à informação. “O produtor é multitarefa. Ele precisa entender de meio ambiente, questões trabalhistas, fiscais, sanitárias. No dia a dia, algo pode passar despercebido, e a Acrismat chega justamente para reforçar esses pontos”, afirma.

Paralelamente, a entidade atua na promoção do consumo de carne suína, com ações educativas, participação em feiras, treinamentos de açougueiros e projetos em parceria com a Secretaria de Educação, incentivando a inserção do produto na merenda escolar. “É um trabalho de longo prazo, de desmistificação. Quando você ensina desde criança, esse hábito acompanha a pessoa por toda a vida”.

Mesmo diante de um início de ano com preços mais baixos, a avaliação do setor é de cautela, mas com confiança. Sustentada por exportações firmes, custos mais controlados e uma cadeia mais organizada, a suinocultura mato-grossense entra em 2026 com otimismo renovado.

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Cientistas criam ‘perfume’ natural que transforma o milho em aliado contra pragas

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Foto: Paulo Pereira/Embrapa Trigo

Pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) descobriram que a aplicação de um fungo benéfico nas folhas do milho modifica as substâncias aromáticas liberadas pela planta.

Esse novo “perfume” atrai uma vespa parasitoide que elimina os ovos do percevejo-barriga-verde, uma das principais pragas do milho e de outras culturas de importância socioeconômica no Brasil. O mecanismo biológico favorece o controle natural do inseto na lavoura e reduz a dependência de defensivos químicos.

Os maiores prejuízos causados pelo percevejo-barriga-verde ocorrem em áreas de Sistema Plantio Direto com rotação entre soja e milho. O inseto migra da soja colhida e passa a se alimentar das plantas jovens de milho na primeira e na segunda semanas após o início da germinação.

Esse ataque precoce compromete o desenvolvimento das plantas e pode causar perdas de até 30% na produtividade da cultura.

Segundo a pesquisadora Maria Carolina Blassioli Moraes, para solucionar esse problema crônico sem depender exclusivamente de defensivos químicos tradicionais, a equipe coordenada por ela desenvolveu um estudo detalhado ao longo de cinco anos.

A estratégia central consistiu em integrar duas tecnologias ecológicas distintas: o uso do fungo Beauveria bassiana e a ação da vespinha Telenomus podisi, que parasita ovos do percevejo causador do dano.

Os resultados estão publicados no artigo Association of Beauveria bassiana with maize alters volatile organic compounds and enhances attraction of the egg parasitoid Telenomus podisi no periódico científico internacional Journal of Pest Science.

A dinâmica da pesquisa baseou-se na seleção de uma linhagem específica do fungo, denominada CG 1105, oriunda do banco de microrganismos mantido pelo laboratório de micologia da Embrapa. Inicialmente, as plantas de milho foram pulverizadas com o fungo para gerar um impacto direto de mortalidade do percevejo.

No entanto, o experimento revelou uma reação indireta muito mais surpreendente do ponto de vista da ecologia química, área da ciência voltada ao entendimento das mensagens e sinais químicos trocados entre seres vivos para a comunicação.

Blassioli (foto abaixo) conta que, passados cinco dias da pulverização foliar, a equipe observou que o fungo colonizou a planta de maneira benéfica e alterou substancialmente a sua composição de compostos voláteis, que são os odores característicos emanados pela vegetação.

O microrganismo provocou o aumento expressivo na produção de uma substância chamada salicilato de metila, elemento já reconhecido na literatura científica por sua capacidade de atração de inimigos naturais de pragas. Simultaneamente, o processo reduziu a emissão de outro composto, o alfa-farneseno (conhecido pelo seu aroma doce e amadeirado, é amplamente utilizado nas indústrias de aromas e fragrâncias).

A pesquisadora comenta que essa modificação molecular no buquê de aromas do milho serve como um aviso biológico atrativo para a vespinha Telenomus podisi. Ao detectar a mudança no odor vegetal, o inseto consegue localizar com precisão a área afetada e realiza o parasitismo dos ovos depositados pelo percevejo-barriga-verde.

A vespa insere seus próprios ovos no interior dos ovos do percevejo, impedindo o nascimento de novos indivíduos da praga. Assim, controla o crescimento populacional do percevejo de forma sustentável.

Protocolo de manejo integrado de pragas

Até o momento, todos os bioensaios e análises foram conduzidos em ambiente controlado de laboratório. No entanto, Blassioli diz que a intenção é expandir as avaliações para testes práticos diretamente no campo nos próximos meses.

Caso as respostas nas lavouras confirmem os índices laboratoriais, os produtores rurais do País passarão a dispor de um protocolo inédito de Manejo Integrado de Pragas (MIP). Essa metodologia associa múltiplas frentes de controle biológico que atuam em harmonia, otimizando a proteção e reduzindo drasticamente custos e impactos ambientais.

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Seapi pede US$ 19,9 milhões para recuperar áreas rurais afetadas por enchentes no RS

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) apresentou, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), um pedido de financiamento de US$ 19,9 milhões ao Fundo de Resposta a Perdas e Danos (FRLD) para recuperar ecossistemas ripários e sistemas agrícolas atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024. A proposta está em análise, com resultado previsto até o fim de julho.

O projeto foi estruturado para atender áreas impactadas pelo evento climático que atingiu o estado e provocou prejuízos superiores a R$ 8,5 bilhões à agropecuária gaúcha. As enchentes também afetaram mais de 2,3 milhões de pessoas em 470 municípios e causaram erosão do solo, perda de biodiversidade e degradação de áreas estratégicas para a regulação hídrica.

A proposta, intitulada "Recuperação de Matas Ciliares e Sistemas Agrícolas após Enchentes Extremas no Rio Grande do Sul", foi elaborada pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com apoio técnico da Seapi. Se houver aprovação, a execução ficará a cargo do IICA e da Seapi, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Emater/RS-Ascar.

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Entre as ações previstas estão a restauração de 3.240 hectares de matas ciliares, a recuperação de 3 mil hectares de solos agrícolas degradados, a restauração de 500 hectares de pomares de citros no Vale do Caí e a capacitação de 2 mil produtores em agricultura climaticamente inteligente e gestão de riscos. A iniciativa beneficiará dez municípios localizados nas bacias dos rios Taquari e Caí.

Segundo o secretário da Agricultura, Márcio Madalena, a captação de recursos para acelerar a recuperação do setor é prioridade. O diretor de Projetos do IICA, Fernando Schwanke, afirmou que a instituição apresentou ao fundo uma proposta voltada ao Rio Grande do Sul e outra para o Caribe, relacionada aos impactos de furacões.

O pedido apresentado ao FRLD reúne medidas de recuperação ambiental e produtiva em áreas rurais atingidas pelas enchentes e complementa ações dos governos federal e estadual, com foco na reconstrução de sistemas agrícolas e no fortalecimento da resiliência das comunidades rurais.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Exportações de soja do Brasil somam 14,5 milhões de toneladas em junho, aponta Secex

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Foto: Codesp/Divulgação
As exportações brasileiras de soja em grão somaram US$ 6,258 bilhões em junho, considerando os 21 dias úteis do mês, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Ao longo do período, o Brasil embarcou 14,5 milhões de toneladas de soja, com média diária de 690,461 mil toneladas. A receita média diária alcançou US$ 298,016 milhões, enquanto o preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 431,60.

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Na comparação com junho de 2025, o desempenho foi positivo em todos os principais indicadores. A receita média diária aumentou 17,3%, impulsionada pelo avanço de 8% no volume embarcado e pela alta de 8,5% no preço médio da tonelada.

Os números reforçam o bom desempenho das exportações brasileiras de soja, sustentadas pela combinação de maior volume comercializado e valorização dos preços no mercado internacional durante o período.

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