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Vereadora Paula Calil disputará novo mandato na Mesa Diretora

Secretário de Governo negou que decisão tem a ver com a tentativa do prefeito Abilio Brunini de assumir a articulação da eleição interna na Câmara
O presidente do PL em Mato Grosso e secretário de Governo de Cuiabá, Ananias Filho, disse que a presidente da Câmara dos Vereadores, Paula Calil (PL), já anunciou ao grupo político que pretende disputar a reeleição para Mesa Diretora.
Ela deve começar a se articular para conseguir a quantidade mínima de 18 votos dos fvereadores para se manter no cargo. O anúncio ocorreu ainda sob o efeito da declaração do prefeito Abilio Brunini de conversar com a base de apoio a ele para reeleger Paula.
“A Paula já declarou ao Governo [secretaria comandada por Ananias] que é pré-candidata à reeleição [para presidente da Câmara], se conseguir os 18 votos. Aí, com os vereadores. O prefeito Abilio já declarou de público que não ficará interferindo”, disse Ananias.
Abilio disse há algumas semanas que conversaria com seu líder na Câmara, Dilemário Alencar (União Brasil), e com o seu apoiador vereador Ilde Taques (Pode), ambos pré-candidatos, para abrirem espaço para outra candidatura de Paula Calil.
Poucos dias mais tarde, ele voltou atrás e disse que estava deixando a articulação. A mudança ocorreu após Dilemário e Ildes Taques reagirem mal à tentativa do prefeito de assumir os rumos da eleição da Mesa Diretora.
Em 2024, aconteceu algo semelhante. Abilio, antes de assumir o cargo de prefeito, se articulou e incentivou a montagem de uma chapa de mulheres para comandar a Câmara dos Vereadores. Desta vez, ele disse que tentaria manter a estratégia por causa do ano eleitoral.
Na prática, os vereadores devem mexer no regimento interno da Câmara para permitir a eleição de Paula Calil. A regra em vigor impede que vereadores se reelejam na mesma legislatura para os mesmos cargos da Mesa Diretora.
Agro Mato Grosso
Milho bate recorde e supera 369 sacas por hectare

Resultado do Getap Verão 2026 confirma avanço tecnológico e eleva teto produtivo da cultura
Os resultados do Concurso Getap Verão 2026 confirmaram, mais uma vez, o avanço da tecnologia e da gestão agrícola na cultura do milho brasileiro. Com produtividades recordes e participação crescente de produtores de diferentes regiões, a edição deste ano consolidou o potencial produtivo do país e evidenciou a disseminação de conhecimento técnico e inovação no campo.
Segundo Gustavo Capanema, coordenador técnico do Grupo Tático de Produtividade do Milho (Getap), o desempenho obtido nesta safra reforça a evolução contínua do grão em diferentes ambientes produtivos. “Em resumo, o Getap Verão deste ano foi um grande sucesso em termos de resultados, adesão, tecnologias e desempenho geral. Tivemos recordes quebrados e a tendência é manter esse crescimento. Cada ano traz um desafio diferente, seja em relação ao clima, à pressão de pragas ou a outras intempéries. Ainda assim, o produtor mostra que está sempre preparado para enfrentá-los”, destaca.
Resultados regionais
Na Região Oeste, onde a área destinada ao milho verão é menor em comparação a outras áreas produtoras, o concurso demonstrou que o potencial produtivo continua elevado. O primeiro lugar na categoria sequeiro ficou com Thomas David Peixoto, de Costa Rica (MS), que alcançou produtividade de 208,28 sacas por hectare.
Já na Região Norte, a Bahia voltou a se destacar nacionalmente. Marcelino Flores de Oliveira, de Formosa do Rio Preto, liderou a categoria sequeiro, com 315,37 sacas por hectare. Na sequência, aparece João Antônio Gorgen, também de Formosa do Rio Preto, com duas marcas: 274,25 e 272,44 sc/ha. Completam a lista de vencedores o agricultor Johnny Alberto Quesinski, de Luís Eduardo Magalhães (258,91 sc/ha), Olmiro Flores de Oliveira, de Riachão das Neves (257,51 sc/ha), e Eduardo Faccioni, de Correntina (234,05 sc/ha).
Conforme analisa Capanema, o Norte deu sequência ao desempenho registrado no ano passado, com resultados surpreendentes, também acima de 300 sc/ha. “Isso demonstra a força baiana e de outras regiões. Ao observarmos o top 5 da Bahia no sequeiro, vemos produtividades elevadas, o que ficou muito positivo”, ressalta.
A força de Minas Gerais ficou evidente nos resultados da Região Centro. Na categoria irrigado, a liderança foi da Fazenda Nacional AgroFarm, de São Gonçalo do Sapucaí, com 289,55 sc/ha. Também figuraram entre os destaques Olindo Cesar Corso, de Bambuí (287,64 sc/ha), Alexandre Avelar, de Três Corações (280,89 sc/ha), Antônio Roberto Bergamasco, de Perdizes (267,01 sc/ha), e Matheus Miaki, de Patrocínio, com dois resultados entre os seis melhores colocados, alcançando 261,69 e 237,54 sc/ha.
No Centro, categoria sequeiro, Marcelo Sanfelice, de Ibiá (MG), conquistou o primeiro lugar, com 307,71 sc/ha. Diego Vettori, de Campanha, ficou em segundo, com 299,13 sc/ha, seguido por Marcus Veiga e Carlos Fábio Rivelli, ambos de São João del Rei, com 282,73 e 281,81 sc/ha, respectivamente. José Marcio Piassa e Família, de Araguari, registrou 279,36 sc/ha, enquanto Vander Andrade, de Luminárias, fechou o ranking dos seis melhores com 278,79 sc/ha.
“Na Região Centro, tanto no sequeiro quanto no irrigado, os resultados mostraram mais uma vez que não apenas o Sul do estado se destacou, mas também o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba. Foram produtividades acima de 300 sacas e médias próximas desse patamar nas duas categorias, números realmente impressionantes, que reforçam a importância da regionalização”, afirma o coordenador técnico.
Maiores médias
Os maiores números do concurso, entretanto, vieram da Região Sul. Na categoria irrigado, a Agrícola Binsfeld, de Palmeira das Missões (RS), liderou com 359,61 sc/ha. Também integraram o ranking Thailo Bevilaqua, de Santa Bárbara do Sul (357,63 sc/ha), Avelino Menegaz, de Jacutinga (338,34 sc/ha), Valdir Fantini, de Vila Lângaro (334,07 sc/ha), Thales Antônio Scalco, de Campo Novo (331,09 sc/ha), e Raul von Mühlen, de Dois Irmãos das Missões (319,22 sc/ha).
No Sul nacional, na categoria sequeiro, Eduardo Pletz (na foto), de Guarapuava (PR), alcançou o maior resultado de todo o concurso, com expressivas 369,92 sc/ha. O ranking foi completado pelo Grupo Reinhofer, de Reserva do Iguaçu (362,82 sc/ha), Agro Mallon, de Canoinhas (360,55 sc/ha), Karl Eduard Milla, de Pinhão (354,62 sc/ha), Ralf Karly, de Candói (353,23 sc/ha), e Ricardo Arthur Leh, de Guarapuava (348,97 sc/ha). “Na Região Sul, como já divulgado anteriormente, tivemos recordes expressivos, com o top 10 das categorias superando os resultados do ano passado e alcançando médias excelentes”, diz Capanema.
Para o coordenador técnico, os resultados obtidos em todas as regiões demonstram que o acesso à informação e às tecnologias de produção está cada vez mais democratizado no agronegócio brasileiro. “Temos milho sendo produzido praticamente em todo o Brasil, com tetos produtivos altíssimos. Isso mostra que a tecnologia das empresas, dos técnicos, dos pesquisadores e de todos os profissionais envolvidos está sendo propagada e disseminada por todo o país”, cita o coordenador.
Além disso, para ele, independentemente da região em que o produtor esteja, é possível ter acesso a informações e ferramentas que permitem alcançar excelentes colheitas. “O produtor colheu os louros do seu trabalho e já começa a se preparar para o próximo ano, mais uma vez buscando produtividades cada vez mais elevadas”, conclui.
Agro Mato Grosso
Fendt 900 Vario chega a 50 mil unidades em 2026

Série completa 30 anos e ganha edição limitada de 300 tratores com acabamento inspirado na Design Line de 2005
A série Fendt 900 Vario atingirá a marca de 50 mil unidades produzidas em julho de 2026. Também completará 30 anos de uso mundial. Para marcar as duas datas, a Fendt lançará uma edição especial limitada a 300 unidades.
A edição comemorativa terá pintura inspirada na Fendt Design Line de 2005. O pacote também incluirá elementos cromados. Os compradores poderão escolher entre as cores Black, Steel Blue, Fir Green, Black Red e Nature Green. O trator trará soleira gravada, tapete bordado com logotipo do aniversário, emblema no capô e banco SuperComfort em couro Titanium, com encosto de cabeça bordado.
A Fendt exibirá o modelo em feiras e eventos nos próximos meses. Uma das apresentações ocorrerá na EIMA, feira de máquinas agrícolas em Bolonha, na Itália, de 11 a 14 de novembro.
Início da série
A trajetória da série começou em 1996, com o Fendt Favorit 926 Vario. O trator introduziu a transmissão Vario, continuamente variável e com divisão de potência. A solução eliminou relações fixas de marcha. O operador passou a controlar a rotação do motor e a transmissão pelo mesmo conjunto de comando. No teste da DLG, o modelo registrou consumo abaixo de 200 gramas por quilowatt-hora na tomada de potência, em potência máxima.
Em 1999, a linha recebeu novo desenho externo e incorporou injeção eletrônica de combustível. A atualização também trouxe o primeiro Vario Terminal. O sistema Variotronic permitiu controlar funções como válvulas hidráulicas e memória de velocidade. O joystick passou a ter quatro botões para funções automáticas do levante e da tomada de potência. A Fendt informa que esse conjunto de botões permanece presente nos tratores da marca.
A segunda geração chegou em 2003 com o Tractor Management System. O TMS conecta motor e transmissão por controle eletrônico. O sistema ajusta a rotação conforme a demanda de potência. O operador passou a comandar transmissão Vario e motor pelo drive lever. A geração também introduziu o Variotronic Teach-In, recurso para programar até 16 etapas de trabalho em manobras de cabeceira.
Terceira geração
Em 2005, a Fendt apresentou o Fendt 936 Vario na Agritechnica. O modelo passou a usar motor Deutz de 360 cavalos. Também recebeu suspensão independente nas rodas, nova cabine e pacotes Power e Profi. A versão alcançava velocidade máxima de 60 quilômetros por hora. No mesmo evento, a marca mostrou um Fendt 900 Vario preto, depois chamado pelo setor de “Black Madonna”. A apresentação marcou o início da Design Line.
A quarta geração, de 2010, elevou a potência máxima para 390 cavalos no Fendt 939 Vario, com motor Deutz de 7,8 litros. A linha recebeu o VarioGrip, sistema integrado de controle da pressão dos pneus. No campo, a pressão menor reduz compactação e amplia a área de contato com o solo. Na estrada, a pressão maior reduz resistência ao rolamento, consumo de combustível e desgaste dos pneus. A geração também incorporou ABS para tratores.
Em 2013, a quinta geração recebeu novo motor Deutz, pistões de aço, dois turbocompressores e intercooler adicional. A Fendt também redesenhou o sistema de arrefecimento do motor e da transmissão. Um ventilador reversível passou a constar como opção. O limpador de para-brisa de 300 graus ampliou a visibilidade do operador.
Sexta geração
A sexta geração apareceu em 2019 com o VarioDrive. O trem de força eliminou a necessidade de alternar modos de condução para campo e estrada. O conjunto combinou transmissão Fendt Vario TA 300 com motor MAN. No Fendt 942 Vario, o motor de 9,0 litros entrega potência máxima de 415 cavalos. A Fendt também ampliou o diâmetro máximo dos pneus traseiros para 2,20 metros.
A linha recebeu o FendtONE em 2021. A plataforma integrou escritório e cabine. O gestor pode planejar operações no computador e enviar tarefas ao trator sem fio. A documentação sai com acionamento por botão. Na cabine, o joystick 3L permite atribuir até 27 funções em três níveis, inclusive para implementos compatíveis com ISOBUS. O Tractor-Implement Management ajusta a velocidade conforme a carga do implemento.
A Fendt informa que a série 900 Vario serviu como base para tecnologias como Vario Terminal, VarioGrip e ABS para tratores. A empresa também destaca resultados da linha em testes DLG PowerMix e sua participação no crescimento da marca nos Estados Unidos, na Austrália e na Nova Zelândia.
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Facção lavava dinheiro de drogas em supermercado de MT; polícia bloqueia R$ 9,3 milhões

Operação deflagrada nesta quinta (25) cumpre mandados em três estados. Investigação da Draco revelou que lucro do tráfico era enviado para o Rio de Janeiro
com foco no combate à atuação de uma facção criminosa com ramificações interestaduais, voltada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Os mandados foram deferidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop, com base na terceira fase de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) do município.
Ao todo são cumpridos 13 mandados de prisão, 19 de busca e apreensão, além de 58 medidas judiciais diversas com foco no avanço das investigações e desarticulação patrimonial e financeira do grupo criminoso.
As ordens judiciais são cumpridas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Em Mato Grosso, os mandados são cumpridos nos municípios de Sinop, Cláudia, Rondonópolis, Várzea Grande e Cuiabá.
Entre os alvos, estão três lideranças do grupo criminoso, apontadas como responsáveis pela coordenação das atividades ilícitas e pela gestão financeira do grupo. Ao todo, são investigadas 31 pessoas físicas e duas pessoas jurídicas, suspeitas de participação direta ou indireta nas atividades criminosas.
Com foco na descapitalização da facção criminosa, foi determinado o bloqueio de ativos financeiros dos investigados, na soma que alcança R$ 9,3 milhões.
Lavagem de dinheiro
As investigações conduzidas pela Draco de Sinop identificaram que integrantes de uma facção criminosa utilizavam empresas formalmente constituídas para ocultar e conferir aparência lícita aos recursos provenientes do tráfico de drogas.
Entre os estabelecimentos investigados está um supermercado localizado no município de Cláudia, que, seria utilizado para promover a troca de dinheiro oriundo da atividade criminosa por recursos aparentemente legais, inserindo os valores ilícitos no sistema financeiro formal.
As apurações também revelaram que parte dos valores arrecadados com a venda de drogas em Mato Grosso era encaminhada ao estado do Rio de Janeiro, sendo evidenciada a existência de uma rede estruturada para movimentação financeira e distribuição dos recursos da facção criminosa.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Eugênio Rudy Junior, o grupo desenvolveu um esquema de lavagem de capitais destinado a dificultar a identificação da origem dos recursos provenientes da comercialização de entorpecentes.
“As investigações demonstraram que a facção criminosa utilizava empresas legalmente constituídas para mascarar a origem ilícita dos valores obtidos com o tráfico de drogas. O objetivo era conferir aparência de legalidade ao dinheiro e permitir sua circulação no mercado formal, dificultando a atuação dos órgãos de persecução criminal”, destacou o delegado.
Fases anteriores
A Operação Fluxo Oculto representa a terceira fase de uma investigação iniciada em 2025, quando equipes da Draco de Sinop realizaram a prisão em flagrante de dois integrantes da facção criminosa no município de Cláudia. Com o avanço das investigações, foi possível identificar a estrutura operacional do grupo, seus integrantes e os mecanismos utilizados para ocultar os lucros obtidos com o tráfico de drogas.
Em março de 2026, foi deflagrada a Operação Aurora Fronteiriça, ocasião em que a Draco de Sinop apreendeu 525 quilos de cocaína e pasta base de cocaína, pertencentes ao mesmo grupo criminoso, representando uma das maiores apreensões de entorpecentes já realizadas no âmbito da investigação.
Na sequência, em maio de 2026, foi deflagrada a segunda fase da operação, denominada Operação Vinculum Sanguinis, que resultou na apreensão de 25 quilos de pasta base de cocaína, R$ 169 mil em dinheiro, na prisão em flagrante de três pessoas ligadas à organização criminosa e no sequestro judicial de mais de R$ 3 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados.
Com o avanço das diligências, a Draco identificou que o grupo criminoso não se limitava ao tráfico de drogas em larga escala, mas mantinha uma complexa estrutura financeira destinada à ocultação e dissimulação dos recursos ilícitos obtidos com a atividade criminosa.
A descoberta desse esquema deu origem à terceira fase da investigação, denominada Operação Fluxo Oculto, voltada especificamente à identificação dos responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, ao rastreamento dos valores e à descapitalização do grupo.
As investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e dos dados obtidos a partir das medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Com Assessoria
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