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11 de maio de 2026

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Sem flores, sem abelhas? Entenda a relação que sustenta a agricultura

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Foto: Crédito: Arquivo/A.B.E.L.H.A.

As abelhas são responsáveis pela polinização de cerca de 75% das culturas agrícolas no mundo, contribuindo não apenas para o aumento da produtividade, mas também para a melhoria da qualidade de alimentos, inclusive de culturas que não dependem exclusivamente da polinização.

Além do papel central na produção de alimentos, as abelhas são importantes agentes de manutenção da biodiversidade vegetal. A sua presença ou ausência em ambientes naturais e agrícolas é reconhecida como um bioindicador da qualidade ambiental, refletindo o nível de conservação dos ecossistemas e a adoção de práticas agrícolas sustentáveis.

Polinização

Curiosamente, a polinização não é uma atividade planejada pelas colmeias, ela ocorre como uma consequência direta do trabalho das abelhas operárias campeiras ou forrageiras, responsáveis pela coleta de pólen, néctar, resinas e água para a sobrevivência da colônia.

Ao visitarem flores em busca desses recursos, as abelhas promovem, de forma involuntária, a transferência de pólen entre plantas, viabilizando a reprodução vegetal.

No entanto, muitas plantas atrativas para as abelhas florescem apenas em determinados períodos do ano ou têm sua ocorrência reduzida em função do desmatamento, da fragmentação de habitats e da perda de biodiversidade nos diferentes biomas.

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A escassez de flores compromete o desenvolvimento das colônias e, consequentemente, a eficiência da polinização.

Pasto apícola

Para ajudar a manter colônias saudáveis e populosas, é importante oferecer pasto apícola para as abelhas durante o ano inteiro. “Plantar para as abelhas deve ser um cuidado permanente”, afirma a bióloga e CEO da Mais Abelhas Consultoria Ambiental e coordenadora executiva do Observatório de Abelhas do Brasil, Betina Blochtein.

Betina Blochtein recomenda o cultivo de plantas ornamentais ou cercas vivas, que possam oferecer flores e nutrientes para as abelhas. Também é importante cultivar plantas com ciclo anual e que contribuem para a melhoria da qualidade do solo, como trevo e leguminosas.

“Algumas plantas são muito boas para as abelhas, como a canola e o girassol, que oferecem muitos recursos nutricionais. A canola fortalece as abelhas no inverno, quando a floração de outras espécies já terminou”, destaca a bióloga.

Ela destaca, ainda, que o eucalipto, oferece néctar para as abelhas e madeira para o produtor, podendo integrar sistemas agroflorestais. Essas e outras espécies, como a lavanda e a calêndula, podem ser plantadas nas bordas da lavoura, atraindo e mantendo os polinizadores próximos da cultura principal.

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Açaí, biodiversidade e mel o ano inteiro

A região Norte do Brasil abriga grande parte da biodiversidade de abelhas do país. No estado do Pará se encontram cerca de 50% das abelhas nativas e sem ferrão. Dentre as 240 espécies de abelhas sociais do Brasil, 220 estão na Amazônia, sendo 120 no Pará.

Por isso, cada vez mais produtores de açaí têm apostado na diversificação da flora nos açaizais como forma de conservação das abelhas nativas, resultando em aumento da produtividade e garantia da segurança alimentar.

“Os produtores passaram a conservar outras plantas da mata nativa que não dão resultado econômico diretamente, mas que servem para as abelhas fazerem ninhos ou oferecem nutrição fora do período de floração da cultura principal”, relata o engenheiro agrônomo, Doutor em Ciência Animal e pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental.

De acordo com o pesquisador, plantas como o mucajá, taperebá, pracaxi e o ingá oferecem frutos, ajudam na incorporação de nutrientes no solo e geram impacto econômico na região, além de oferecer recursos nutricionais para as abelhas.

Hortas e jardins urbanos

A conservação das abelhas não depende apenas de grandes áreas rurais, ambientes urbanos também desempenham um papel relevante.

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A criação e manutenção de áreas verdes nas cidades, como praças, parques, jardins e hortas urbanas beneficiam as abelhas e outros animais polinizadores. Plantas utilizadas como tempero na culinária, como manjericão, tomilho, alecrim, sálvia, hortelã, coentro e orégano são excelentes para atrair e nutrir diversas espécies de abelhas.

Quem dispõe de um pouco mais de espaço pode investir em árvores frutíferas. As espécies vegetais e as abelhas atraídas variam conforme o clima e a região, mas os polinizadores estão presentes em todo o território nacional.

Abelhas mais comuns por região

Na região Sul, de clima temperado, são comuns pomares de maçã, morango e pêssego, que atraem abelhas como a Mandaçaia (Melipona quadrifasciata) e a Iraí (Nannotrigona testaceicornes).

As regiões Sudeste e Centro-Oeste favorecem o crescimento de pitangueiras, jabuticabeiras e amoreiras, que recebem visitas das abelhas Jataí (Tetragonisca angustula) e a Bugia (Melipona mondury), entre outras.

Já no Nordeste, espécies como caju, aroeira, umbu e carnaúba são opções abundantes e muito atrativas para as abelhas da região, como a Jandaíra (Melipona subnitida), espécies de abelhas sem ferrão dos gêneros Scaptotrigona, Trigona e Frieseomelitta, além de abelhas solitárias do gênero Centris (conhecidas como abelhas coletoras de óleos).

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Imea estima 48,8 mi/t de soja na safra 26/27; milho é a maior preocupação

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A safra 2026/27 de soja em Mato Grosso deve registrar uma produção de 48,882 milhões de toneladas. É o que estima a primeira projeção para o ciclo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A cautela na oleaginosa aponta um volume 5,19% menor que o colhido no ciclo 2025/26, influenciada pelas incertezas climáticas e, principalmente, com os custos operacionais diante dos preços dos insumos, visto as tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz. Fatores, inclusive, que preocupam em relação ao milho segunda safra, segundo o setor produtivo.

De acordo com o Imea, a área da safra futura deve crescer 0,25% e ficar em 13,046 milhões de hectares, “configurando como o possível menor crescimento dos últimos anos”, o que reflete um ambiente mais desafiador para o produtor rural.

Em relação a produtividade, a projeção aponta 62,44 sacas por hectare, decréscimo de quatro sacas por hectare em comparação às últimas duas safras, que registraram patamares recordes próximos a 66 sacas por hectare. O Instituto explica que a “redução está associada, principalmente, à mudança no padrão climático, com a transição de um cenário de La Niña, que favoreceu o desempenho recente das lavouras, para um ambiente com maior influência de El Niño, historicamente relacionado à impactos negativos no desenvolvimento da soja no estado”.

Milho é a maior preocupação

A perspectiva anunciada pelo Imea, na avaliação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, “é um número mais realistas” para o momento vivido. Conforme ele, além da questão do diesel, os fosfatados também passam pela região do Estreito de Ormuz.

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Beber afirma que são grandes as preocupações dos produtores rurais mato-grossenses com o ciclo 2026/27 diante das tensões geopolíticas, em especial com o milho.

“Nós temos uma forte preocupação, já que o milho tem segurado um pouco da rentabilidade do produtor rural. Nós já temos o conflito da Rússia com a Ucrânia e temos agora esse conflito no Irã, que é um grande fornecedor de nitrogenados aqui para o país e um grande importador de milho”, pontua em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

O presidente da Aprosoja-MT frisa que a tendência para o próximo ciclo é uma redução de investimento em tecnologia, visando uma diminuição dos custos para que o produtor rural “consiga ter uma rentabilidade razoável”.


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Pesquisadores defendem bioinsumos e controle biológico diante de riscos climáticos no campo

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O avanço das mudanças climáticas tem ampliado a pressão sobre os sistemas produtivos, com aumento de temperatura, secas mais prolongadas e eventos extremos. Durante o BioSummit 2026, realizado entre terça-feira (6) e quarta-feira (7), em Campinas (SP), pesquisadores defenderam o uso de bioinsumos e do controle biológico como ferramentas para elevar a resiliência da agricultura e reduzir a dependência de insumos químicos.

Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Meio Ambiente (Embrapa Meio Ambiente), Wagner Bettiol afirmou que a preservação da biodiversidade microbiana é parte central desse processo. Segundo ele, microrganismos benéficos contribuem para o equilíbrio dos sistemas agrícolas, melhoram o aproveitamento de água pelas plantas e reduzem impactos ambientais.

Bettiol também destacou que o aquecimento global pode intensificar doenças causadas por vírus e molicutes transmitidos por vetores. De acordo com o pesquisador, temperaturas mais altas tendem a encurtar o ciclo de vida desses organismos, elevar sua atividade e aumentar a disseminação de patógenos, como já observado em casos de enfezamento do milho.

No aspecto ambiental, o pesquisador apresentou uma comparação entre insumos. Segundo ele, a produção de 1 quilo de defensivo químico pode emitir de 20 a 25 quilos de CO2 equivalente, enquanto 1 quilo de bioinsumo gera de 3 a 5 quilos de CO2 equivalente. Bettiol acrescentou que o Brasil tem 277 produtos biológicos registrados com uso de apenas duas cepas de microrganismos, o que, segundo ele, indica espaço para ampliar o uso da biodiversidade microbiana nacional.

Professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Carlos Alexandre Cruciol afirmou que agentes de biocontrole atuam além do combate a doenças. Segundo ele, bactérias como Bacillus ajudam plantas a enfrentar estresses abióticos, enquanto fungos do gênero Trichoderma apresentam melhor resposta em condições de déficit hírico.

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No evento, a jornalista especializada em agro Renata Maron informou que a área potencial tratada com bioinsumos no Brasil alcançou cerca de 194 milhões de hectares em 2025. No mesmo período, a taxa de adoção passou de 22% para 47% em cinco anos.

Fonte: embrapa.br

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Preço do milho cai com avanço da colheita e pressão nos armazéns

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De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.

Os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), pressionados pelo avanço da colheita da safra de verão e pelo elevado volume de estoques remanescentes da temporada 2024/25.

Segundo o Cepea, a maior disponibilidade do cereal no mercado tem ampliado a oferta e favorecido os compradores, que relatam facilidade para fechar negócios e aguardam novas desvalorizações nas próximas semanas.

No mercado spot, parte dos vendedores também tem demonstrado maior flexibilidade nas negociações. O movimento ocorre em meio à necessidade de liberar espaço nos armazéns, atualmente ocupados pela chegada de novos lotes de soja e milho da safra de verão, além dos estoques ainda remanescentes da temporada anterior.

Além da pressão logística, produtores buscam reforçar o caixa, o que contribui para aumentar o volume disponível para comercialização.

Clima limita quedas mais intensas

Apesar do cenário de ampla oferta, o Cepea destaca que as quedas nos preços não foram ainda mais acentuadas devido às preocupações climáticas envolvendo a segunda safra de milho.

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Algumas regiões produtoras enfrentam falta de chuva e temperaturas elevadas, condição que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras. Além disso, previsões de avanço de frentes frias voltaram ao radar do mercado e aumentam a atenção dos agentes sobre possíveis impactos no potencial produtivo.

Caso o cenário climático adverso se confirme, a produtividade da segunda safra poderá ser reduzida.

Atualmente, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de 109,11 milhões de toneladas de milho na segunda safra brasileira.

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