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Produtores de soja se retraem e preços sobem

Os preços domésticos da soja subiram na última semana de acordo com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O impulso veio sobretudo da retração de produtores para vendas envolvendo grandes volumes. Sojicultores estão atentos à valorização do dólar, que torna a commodity brasileira mais atrativa frente ao grão norte-americano. A maior demanda externa e as novas tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos à China, que entram em vigor em novembro, também podem ampliar ainda mais as vendas do Brasil.
No entanto, pesquisadores explicam que esse cenário pressionou as cotações futuras da soja nos Estados Unidos. Por sua vez, as desvalorizações externas limitaram as altas no mercado brasileiro.
Quanto à safra brasileira 2025/26, dados da Conab indicam aumento de área em 3,6%, para um recorde de 49,07 milhões de hectares, o que se deve à substituição do cultivo de arroz por soja. A produção está estimada em 177,6 milhões de toneladas.
*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo
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El Niño vai comprometer a safra de soja? Meteorologista explica os riscos para o próximo ciclo

O retorno do El Niño deve marcar o ciclo da soja 2026/27 no Brasil. De acordo com o boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), o fenômeno tem potencial para se estabelecer nos próximos meses, podendo permanecer até o verão e início do outono de 2027. Assista à previsão completa no Soja Brasil desta semana.
A previsão indica um evento de forte intensidade, com possibilidade de evoluir para um super El Niño no fim de 2026. Caso o cenário se confirme, os impactos devem ser sentidos principalmente durante a implantação da próxima safra de soja.
No inverno, a expectativa é de temperaturas acima da média no Centro-Oeste e no interior da região do Matopiba. O calor e a baixa umidade aumentam o risco de queimadas e deixam o solo mais seco às vésperas do plantio.
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Com esse cenário, a recomendação é de que os produtores, especialmente das regiões Centro-Oeste e Sudeste, evitem antecipar a semeadura. A tendência é que a janela mais favorável ocorra entre o fim de outubro e o início de novembro, quando as chuvas devem se tornar mais regulares.
Enquanto isso, no Norte e no Nordeste, a atuação do El Niño deve reduzir o volume de chuvas. Além de dificultar o início da semeadura em algumas áreas, o cenário pode afetar a logística de escoamento da produção pelos portos do Arco Norte.
No Sul do país, a situação será oposta. A previsão aponta chuvas acima da média no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná durante a primavera e o verão, condição que pode provocar atrasos na implantação da safra e exigir maior atenção no manejo das lavouras.
De forma geral, após o plantio, a tendência é de boa disponibilidade de chuva para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Já no Norte e Nordeste, as precipitações devem permanecer abaixo da média tanto na primavera quanto no verão, mantendo um cenário de maior preocupação para os produtores dessas regiões.
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Índice de vegetação do trigo avança nas áreas monitoradas pela Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou nesta quinta-feira (25) que as lavouras de trigo registraram crescimento do índice de vegetação (IV) em todas as regiões analisadas no ciclo 2025/26, em comparação com a safra passada. O resultado consta na 6ª edição do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), que também indica condições satisfatórias para o desenvolvimento do milho segunda safra na maior parte das áreas acompanhadas entre 1º e 21 de junho.
Segundo a Conab, o trigo apresenta IV acima do registrado na última safra, com boa condição da vegetação de cobertura. O cereal alcançou 74,3% da área semeada, enquanto 55,1% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. As condições adequadas de umidade e as temperaturas mais baixas favoreceram o cultivo, especialmente na região Sul. No Rio Grande do Sul, a semeadura avançou em todas as regiões, e no Paraná, a floração teve início.
Para o milho segunda safra, 60,7% das lavouras estão em maturação. O boletim mostra que o IV evoluiu próximo ao da safra anterior em praticamente todas as regiões monitoradas. Em Mato Grosso, o tempo seco favoreceu a maturação e o avanço da colheita nas primeiras áreas semeadas, com produtividade acima das estimativas iniciais. Em Goiás e Minas Gerais, a falta de chuvas em abril e maio interferiu no período reprodutivo.
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No Norte, os maiores volumes de chuva ocorreram no noroeste do Amazonas, em Roraima e no norte do Amapá. No Pará, a umidade do solo foi suficiente para o milho segunda safra. No Sealba, a condição também favoreceu o feijão e o milho terceira safra nas áreas próximas à costa.
No Sudeste e no Centro-Oeste, o predomínio de tempo seco, com chuvas atípicas, ajudou na recuperação do armazenamento hídrico do solo e beneficiou parte dos cultivos mais tardios de milho segunda safra e sorgo. Por outro lado, lavouras de algodão e milho segunda safra em maturação tiveram impacto sobre a qualidade do produto e atraso no início da colheita. No Sul, o volume de chuvas favoreceu o trigo e a evolução do milho segunda safra, enquanto parte do feijão segunda safra em Santa Catarina e no Paraná teve desempenho prejudicado pelos índices pluviométricos.
Produzido em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), o boletim reúne imagens de satélite e dados de campo para acompanhar as condições agrometeorológicas e espectrais das principais regiões produtoras do país.
Fonte: gov.br
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Colheita de soja na Argentina chega a 98%, e milho avança para 51,2%

A colheita de soja na Argentina alcançou 98% da área apta na última semana, avanço de 0,8 ponto porcentual em relação à semana anterior, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, nesta quinta-feira (25). No milho, os trabalhos chegaram a 51,2% da área apta, com avanço semanal de 3 pontos porcentuais. A entidade também informou progresso no plantio de trigo da safra 2026/27.
Na soja, os trabalhos seguem mais concentrados nas regiões centro e sul da província de Buenos Aires, onde as condições do solo continuam limitando a entrada das máquinas nas lavouras. A produtividade média nacional está em 3,16 toneladas por hectare, enquanto a estimativa de produção foi mantida em 50,1 milhões de toneladas.
No milho, a colheita avançou para 51,2% da área apta. De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o ritmo mais lento dos trabalhos está relacionado à elevada umidade, tanto nos grãos quanto nas áreas cultivadas. O rendimento médio nacional está em 8,14 toneladas por hectare, e a projeção de produção permaneceu em 64 milhões de toneladas.
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A entidade também atualizou o andamento do plantio de trigo da safra 2026/27. Na última semana, os trabalhos avançaram 8,2 pontos porcentuais e atingiram 65,8% da área prevista de 6,5 milhões de hectares. Em relação à média dos últimos cinco anos, o plantio está 5,9 pontos porcentuais atrasado.
Segundo a bolsa, as baixas temperaturas e a elevada umidade do ambiente seguem dificultando a secagem do solo, o que impede a entrada das máquinas em parte das áreas de cultivo.
Com isso, a Argentina encerra a colheita de soja perto da conclusão, mantém o avanço gradual da retirada do milho e segue com o plantio de trigo em ritmo abaixo da média histórica, sob influência das condições de umidade e temperatura no campo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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