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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

Trigo/RS: Cultura avançou expressivamente, lavouras apresentam boa uniformidade – MAIS SOJA

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A cultura de trigo avançou expressivamente, com predomínio das fases de enchimento de grãos(50%) e de maturação (30%). As lavouras apresentam boa uniformidade como reflexo da semeadura dentro das janelas recomendadas pelo zoneamento agrícola.

No período, as condições meteorológicas — redução das precipitações, adequada luminosidade e temperaturas amenas — foram favoráveis para o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo das lavouras, bem como para a manutenção da sanidade foliar e do potencial produtivo. Alguns cultivos no Centro-Oeste do Estado foram atingidos por ventos fortes, que causaram apenas danos pontuais.

Nas áreas semeadas no período inicial — principalmente no Noroeste, Planalto e na Fronteira Oeste —, a colheita alcançou 2% da área cultivada no Estado. Há expectativa positiva em relação ao potencial produtivo para o fechamento da safra. No entanto, as chuvas ocorridas durante as fases de floração e de início do enchimento de grãos, principalmente nas regiões Norte e Noroeste, provocaram alguns danos pontuais.

O estado fitossanitário das lavouras está, de modo geral, satisfatório em razão das condições de tempo seco, que reduziram a pressão de doenças fúngicas. Contudo, ainda se mantém a atenção em relação à giberela, doença de infecção floral, que preocupa especialmente nas regiões de maior altitude e nas lavouras em plena floração.

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Nesta fase final do ciclo, os produtores fazem uso de dessecantes para a uniformização da maturação e monitoram os índices de umidade do solo para permitir o ingresso seguro de máquinas colhedoras. Em algumas localidades, como no Oeste e na Campanha, ainda há restrição operacional em áreas encharcadas, o que pode atrasar pontualmente o cronograma de colheita.

Conforme a nova estimativa da Safra 2025, realizada pela Emater/RS-Ascar com dados da primeira quinzena de outubro, a área cultivada de trigo totaliza 1.141.224 hectares implantados, o que representa redução de 14,26% em relação a 1.331.013 hectares cultivados em 2024 (IBGE). A produtividade projetada no início do plantio era de 2.997 kg/ha, e a estimativa atual, com o desempenho favorável das lavouras, aponta para 3.261 kg/ha, sendo 8,81% superior à estimada inicial. Em relação à produtividade da safra anterior, o aumento é de 17,26% em relação aos 2.781 kg/ha obtidos no ciclo anterior (IBGE). A estimativa de produção é de 3.721.653 toneladas do cereal, o que representa um aumento de 3,63%, em relação a 5.591.330 toneladas estimadas no momento do plantio, e 0,57% superior a 3.700.521 toneladas colhidas em 2024 (IBGE).

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a sequência de dias sem precipitação favoreceu o início da colheita em Itacurubi, Maçambará, Santa Margarida do Sul e São Borja. Em São Gabriel, cerca de 12% da área foi colhida. O desenvolvimento geral das lavouras está adequado, mas há registros pontuais de acamamento e danos causados por ventos fortes e granizo. Em Itaqui, a elevada umidade do solo dificultou o acesso de máquinas.

Na de Caxias do Sul, as condições ambientais foram ideais para a fase de floração, que é a mais sensível à ocorrência de doenças da espiga. São realizadas pulverizações regulares de fungicidas, o que tem garantido boa sanidade e coloração uniforme às plantas. As lavouras estão com excelente aspecto nutricional e fitossanitário, e a expectativa de rendimento está elevada, com produtividade projetada acima da média histórica regional.

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Na de Erechim, os cultivos se encontram em fase de formação de panículas e início de maturação. Algumas áreas precoces estão em colheita, apresentando produtividades médias de 3.300 kg/ha. O estado geral está apropriado, mas há preocupação em relação ao eventual excesso de umidade na fase de maturação, o que pode afetar o peso e a qualidade dos grãos.

Na de Frederico Westphalen, a cultura está distribuída entre os estádios de floração, enchimento e maturação. As condições meteorológicas até o momento favoreceram o desenvolvimento, resultando em potencial produtivo estimado de 3.300 kg/ha. Contudo, observa-se aumento da pressão de doenças de final de ciclo.

Na de Ijuí, 78% dos cultivos estão em estádio reprodutivo e 21% em maturação. O potencial produtivo está elevado, embora haja registro de bacteriose em áreas sem rotação de culturas e de giberela em lavouras mais tardias. Apenas 1% da área foi colhida. Em Catuípe, os primeiros rendimentos variaram entre 3.000 e 4.200 kg/ha e peso hectolitro entre 78 e 80, refletindo bom padrão de qualidade.

Na de Passo Fundo, as lavouras estão em floração e enchimento de grãos, com adequado potencial produtivo e sanidade.

Na de Pelotas, 79% dos cultivos estão em enchimento de grãos; 9% em floração; 7% em maturação; e 5% colhidos. As condições climáticas do período contribuíram para o desenvolvimento das plantas. A expectativa é de manutenção da produtividade dentro da normalidade histórica.

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Na de Santa Maria, a colheita iniciou, mas a maior parte das lavouras se encontra nas fases de enchimento e maturação. A cultura apresenta bom desempenho, e a produtividade está estimada em cerca de 3.000 kg/ha. O avanço da colheita depende da manutenção do tempo seco, que garantirá qualidade, evitando perdas por germinação na espiga.

Na de Santa Rosa, 3% estão em floração; 48% em enchimento de grãos; 44% em maturação; e 5% colhidos. As produtividades iniciais variam entre 3.000 e 4.200 kg/ha. Na maior parte da região, o PH varia entre 78 e 80. Porém, as chuvas durante a floração e o enchimento reduziram o peso hectolitro em parte das áreas (PH em torno de 73), o que poderá levar à demanda de PROAGRO, em função de perdas localizadas e de o valor obtido não cobrir custos da produção.

Na de Soledade, 35% estão em floração; 60% em enchimento de grãos; e 5% em maturação. As áreas conduzidas com alto nível tecnológico apresentam produtividades estimadas acima de 3.900 kg/ha. De modo geral, a cultura está com excelente sanidade e potencial produtivo elevado.

Comercialização (saca de 60 quilos) O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, decresceu 1,90% quando comparado à semana anterior, passando de R$ 64,14 para R$ 62,92.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1889 completo, clicando aqui!

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Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1889

Site: Emater/RS

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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com pouca movimentação e negócios limitados. As cotações no físico ficaram entre estáveis e levemente mais altas, acompanhando uma melhora moderada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o ambiente segue de cautela entre os agentes, especialmente diante da expectativa pelos dados do relatório do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta terça-feira (12).
"Foi um início de semana com poucas movimentações nos preços. Tivemos uma bolsa melhor, mas sem variações expressivas, enquanto o dólar segue estabilizado e os prêmios não mudam o cenário atual", afirmou.

Segundo o analista, o volume de negociações permaneceu reduzido, refletindo a postura retraída dos produtores e spreads mais elevados nas indicações de compra e venda. Silveira acrescentou que os produtores seguem afastados das negociações, o que mantém o mercado pouco ofertado neste começo de semana.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 123
  • Santa Rosa (RS): R$ 124
  • Cascavel (PR): subiram de R$ 118,50 para R$ 119
  • Rondonópolis (MT): R$ 108,50
  • Dourados (MS): passaram de R$ 111,50 para R$ 112
  • Rio Verde (GO): R$ 110
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 128,50 para R$ 129
  • Rio Grande (RS): R$ 129

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ainda que abaixo das máximas do dia.

Na véspera do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a alta do petróleo – puxada pela falta de acordo entre EUA e Irã sobre o conflito no Oriente Médio – e a expectativa positiva por aumento na demanda chinesa pela soja americana sustentaram as cotações.

O mercado aposta que o USDA deverá indicar produção e estoques de passagem de soja norte-americanos em 2026/27 maiores que os indicados na temporada anterior. Este será o primeiro relatório com números para a atual temporada.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels (121,1 milhões de toneladas). No ano anterior, a produção foi de 4,262 bilhões, segundo a mais recente projeção do USDA.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 353 milhões de bushels. Para 2025/26, a previsão de que o Departamento reduza seu número de 350 milhões para 347 milhões de bushels.

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Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 126,3 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.

O USDA, na avaliação do mercado, deverá elevar a sua estimativa para a safra brasileira, de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser elevada de 48 milhões para 48,5 milhões de toneladas.

Além do USDA, o mercado volta suas atenções para o encontro entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, em Pequim, a partir da quarta-feira (13). O mercado aposta em algum acordo entre os dois países que envolva a retomada das aquisições de soja dos EUA pelos chineses.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 5,00 centavos de dólar, ou 0,41%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,08 por bushel, com elevação de 5,25 centavos de dólar ou 0,43%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 5,40 ou 1,68% a US$ 325,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,74 centavos de dólar, com perda de 0,58 centavo ou 0,78%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,06%, sendo negociado a R$ 4,8918 para venda e a R$ 4,8898 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8857 e a máxima de R$ 4,9042.

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Sustentabilidade

34% dos produtores rurais sabem o que é crédito de carbono, mostra pesquisa da ABMRA – MAIS SOJA

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Um terço dos produtores rurais brasileiros afirma conhecer o crédito de carbono, segundo a 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural. Esta fatia representa 34% dos entrevistados, indicando que o tema ainda está em processo de evolução no campo. Dentro desse grupo, 33% declaram possuir algum nível de conhecimento, enquanto a participação em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono alcança 24% desses produtores.

Entre aqueles que estão inseridos nessas iniciativas, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%. Outras práticas incluem a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis (42%) e ações de reflorestamento (34%).

Para o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, os dados indicam espaço para avançar na comunicação sobre sustentabilidade no campo. “Há uma oportunidade clara para as marcas ampliarem a comunicação e levarem conhecimento para o produtor sobre o que já é feito e como essas práticas se conectam a novas agendas, como o crédito de carbono. Tornar essa relação mais visível pode contribuir para acelerar o entendimento e a adoção no campo”, afirma.

Entre os produtores rurais que adotam iniciativas relacionadas ao crédito de carbono, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%

O levantamento também aponta que 86% dos produtores rurais dizem acreditar que as mudanças climáticas irão interferir na produção agrícola. Ao mesmo tempo, apenas 31% classificam como altas ou muito altas as barreiras para adoção de técnicas sustentáveis, indicando um cenário em que a percepção de impacto convive com desafios para avançar na implementação. Entre as dificuldades estão a falta de informação clara e apoio técnico, acesso limitado a recursos ou medo de que a adoção dessas novas práticas não traga benefícios suficientes.

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Nesse contexto, o executivo destaca o papel da comunicação na valorização das práticas já existentes. “A conservação de áreas naturais aparece como principal iniciativa entre os produtores que já estão inseridos nesse contexto. Comunicar esse dado de forma mais consistente é fundamental para dar visibilidade à atuação do produtor rural e qualificar a percepção sobre o setor”.

Perfil do produtor combina tradição e avanço técnico

O estudo também traça o perfil do produtor rural brasileiro. Atualmente, a faixa etária do produtor brasileiro é de 48 anos, e 61% declaram ser produtores por seguirem a tradição de família.

O nível de conhecimento técnico apresentou crescimento no período analisado, passando de 24% em 2021 para 43% em 2025. Outro dado apontado é a percepção sobre a gestão em que 98% dos produtores consideram a participação da mulher como vital ou muito importante na condução da propriedade rural.

Para Ricardo Nicodemos, esses dados ajudam a entender o momento atual do setor e o desafio das marcas criarem estratégias de comunicação alinhadas com o perfil do produtor. “Os dados evidenciam um campo heterogêneo, com diferentes níveis de formação e experiência. Para as marcas, isso torna essencial um entendimento aprofundado do perfil do produtor, já que a efetividade da comunicação no agro depende de estratégias segmentadas, alinhadas à realidade e ao contexto de cada público”.

A Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural é considerado o maior levantamento sobre o perfil do produtor rural brasileiro. Foram realizadas 3.100 entrevistas presenciais em 16 estados, abrangendo 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas.

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Sobre a ABMRA

A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) é a única entidade voltada exclusivamente ao marketing e à comunicação do Agro. Há quase 50 anos, fortalece o marketing disseminando as boas práticas e contribuindo com todos que participam da cadeia produtiva do setor a se comunicarem melhor. Congrega todo o ecossistema da comunicação, tendo como Associados as indústrias (anunciantes), agências e veículos de mídia.

A ABMRA se posiciona como a “Casa do Marketing e da Comunicação do Agro”.

Fonte: Assessoria


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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo podem variar de acordo com a cultura – MAIS SOJA

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A qualidade do solo, é um dos fatores relacionados ao bom crescimento, desenvolvimento e produtividade das culturas agrícolas. Além de boa fertilidade, solos de boa qualidade devem apresentar bons atributos químicos, biológicos e físicos, que atendam as necessidades da planta e estimulem o crescimento e desenvolvimento vegetal.

Embora a qualidade química do solo, especialmente relacionada ao seu pH e disponibilidade de alumínio na solução do solo sejam o foco de muitos manejo, a qualidade física também deve ser analisada com cuidado, visando intervir para sua melhoria quando necessário. Estudos demonstram que a compactação do solo, mensurada muitas vezes pela resistência do solo à penetração (RP), é um dos principais fatores limitantes do crescimento vegetal, com impacto real na produtividade final da cultura.

É consenso que as raízes são os órgãos mais afetados pela compactação do solo. De acordo com Savioli et al. (2021), solos compactados tendem a restringir o crescimento e desenvolvimento radicular, limitando a faixa de solo explorado pela planta, e consequentemente o acesso a recursos como água e nutrientes.

Pesquisas demonstram que em alguns casos, a partir 0,85 Mpa de RP já é possível observara perda de produtividade na soja (Beulter & Centurion, 2004). Sobretudo, em termos gerais, pode-se dizer que valores de densidade do solo a partir 1,3 g cm-3 ou superiores, podem limitaram o desenvolvimento geral da cultura  (Savioli et al., 2021).

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Mesmo que o impacto direto da compactação seja observado principalmente no crescimento radicular das plantas, indiretamente a parte aérea das plantas é afetada pela compactação do solo. A restrição a expansão do sistema radicular tende a limitar o crescimento da parte aérea das plantas, afetando inclusive a formação de componentes de produtividade.

A altura da planta é uma das principais variáveis afetadas negativamente pela, compactação do solo. Conforme analisado por Silva, Maia e Bianchini (2006), com o aumento da densidade do solo tem-se a redução da altura das plantas, variando de acordo com a cultura agrícola.

Figura 1. Altura relativa observada (■) e estimada pelo modelo (□) para plantas de algodão, Brachiaria brizantha, milho e soja, considerando a compactação em Latossolo Vermelho-Escuro distrófico.
Fonte: Silva, Maia e Bianchini (2006)

Os autores destacam que a sensibilidade aos efeitos da compactação do solo pode variar de acordo com a cultura agrícola, sendo o algodoeiro uma das espécies com maior susceptibilidade aos efeitos da compactação do solo. Enquanto as gramíneas apresentam maior tolerância aos efeitos da compactação do solo, soja e algodão são mais afetadas pelo adensamento do solo.

No entanto, os resultados obtidos por Silva, Maia e Bianchini (2006) demonstram que o maior crescimento vegetal nem sempre ocorre em solos com menor densidade. Em algumas culturas, a densidade de 1,2 Mg ha⁻¹ proporcionou respostas positivas, como observado para a soja, que apresentou incremento de 31,92% na massa seca relativa de frutificação em relação à densidade de referência. Já o milho apresentou aumento mais discreto, de 4,17%, enquanto o algodoeiro registrou pequena redução, da ordem de 4,92%, na massa seca relativa total da parte aérea nessa mesma condição de densidade do solo.



Figura 2. Massa seca relativa de frutificação (MSRF), área foliar relativa (AFR) e massa seca relativa total da parte aérea (MSRAT) de plantas de soja (●), milho (□), algodoeiro (∆) e Brachiaria brizantha (■), considerando a compactação em Latossolo Vermelho-Escuro distrófico.
Fonte: Silva, Maia e Bianchini (2006)

Isso indica que as culturas respondem de maneira distinta à compactação do solo, sendo algumas mais sensíveis que outras. Essa variabilidade dificulta a definição de um valor único de densidade do solo como parâmetro universal para quantificar os efeitos da compactação sobre o desenvolvimento vegetal. Embora sejam necessários mais estudos para estabelecer limites mais precisos, os resultados obtidos por Silva, Maia e Bianchini (2006) evidenciam que culturas como soja e algodão tendem a ser mais sensíveis à compactação em comparação a gramíneas, como milho e braquiária. Além disso, o estudo demonstra que densidades do solo a partir de 1,5 Mg m⁻³ comprometem significativamente o crescimento da parte aérea das plantas.

Confira o estudo completo desenvolvido por Silva, Maia e Bianchini (2006) clicando aqui!

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Referências:

BEULTER, A. N.; CENTURION, J. F. COMPACTAÇÃO DO SOLO NO DESENVOLVIMENTO RADICULAR E NA PRODUTIVIDADE DA SOJA. Pesq. agropec. bras., Brasília, v.39, n.6, p.581-588, jun. 2004. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/pab/v39n6/v39n6a10.pdf >, acesso em: 11/05/2026.

SAVIOLI, M. R. et al. COMPONENTES DE PRODUÇÃO DA SOJA SOB NÍVEIS DE COMPACTAÇÃO DO SOLO. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312/17560 >, acesso em: 11/05/2026.

SILVA, G. J.; MAIA, J. C. S.; BIANCHINI, A. CRESCIMENTO DA PARTE AÉREA DE PLANTAS CULTIVADAS EM VASO, SUBMETIDAS À IRRIGAÇÃO SUBSUPERFICIAL E A DIFERENTES GRAUS DE COMPACTAÇÃO DE UM LATOSSOLO VERMELHO-ESCURO DISTRÓFICO. R. Bras. Ci. Solo, 2006. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/rbcs/a/LSb8SHtqvgHwgtpyTxySxvn/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 11/05/2026.

Foto de capa: Henrique Debiasi.

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