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Chuvas favorecem plantio da soja 25/26 em várias regiões; saiba quais

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O plantio da soja está dentro da média histórica e mais avançado que no ano passado. Segundo o relatório de progresso de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura atingiu 3,5% da área até o dia 27 de setembro. No mesmo período de 2024, esse percentual estava em 2,1%. O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, avalia que o avanço foi impulsionado por condições climáticas favoráveis.

“Em 2024, o país enfrentou um El Niño intenso, que elevou as temperaturas e provocou replantios em diversas regiões. Este ano, o cenário é de neutralidade climática, com chuvas regulares”, diz. Müller destaca o centro-norte de Mato Grosso, onde produtores já iniciaram os trabalhos em campo com boas condições de solo.

Por outro lado, em regiões como o centro-sul de MT, em Mato Grosso do Sul e em Goiás, a chuva ainda é irregular, o que limita o avanço do plantio. A partir da segunda da quinzena de outubro, a expectativa é que a precipitação aumente, permitindo progresso mais acelerado nas lavouras.

Panorama nos principais estados produtores

De acordo com os dados da Conab, Mato Grosso é o estado mais avançado até o momento. Em Mato Grosso do Sul e Goiás, a semeadura também está em andamento, mas ainda depende de chuvas mais volumosas. São Paulo começou o plantio na porção sul, enquanto o interior do estado sofre com altas temperaturas, acima de 38°C, e déficit hídrico.

No Paraná, o plantio avança nas regiões centro, sul e oeste, enquanto o norte do estado enfrenta calor intenso e solo seco. Em Santa Catarina, a chuva frequente atrasa o trabalho com máquinas, e no Rio Grande do Sul, o meteorologista destaca que as operações ainda não começaram.

Previsão para os próximos dias

Para a próxima semana, a expectativa é de chuvas entre 50 e 100 mm em até dez dias nas principais áreas produtoras, incluindo Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, centro-sul de Minas e norte do Paraná. “Essa precipitação, junto com temperaturas menores, favorece a germinação da soja e reduz riscos de perda de produtividade devido ao calor intenso no solo”, diz Müller.

No Matopiba e em parte do Nordeste, o plantio deve ganhar ritmo entre o final de outubro e início de novembro. A previsão para dezembro e janeiro do ano que vem indica boas condições para todo o país.

No Sudeste e Centro-Oeste, entretanto, são esperadas chuvas acima da média no fim da primavera e início do verão. Porém, o plantio da soja deve seguir sem problemas. “Com um possível La Niña no fim do ano, mesmo que mais fraco, esse cenário deve ter impacto limitado sobre as lavouras”, conclui.

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Pragas e custos elevam risco da produção no campo e transformam a ciência em estratégia de sobrevivência

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A lavoura virou um campo de vigilância permanente. Entre pragas que se multiplicam e custos que não param de subir, o produtor de soja precisa antecipar riscos para proteger a rentabilidade da atividade. Em uma das safras mais caras da história, a ciência passa a ocupar papel central na estratégia de sobrevivência no campo.

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o custo médio para implantar a lavoura de soja nesta safra ficou entre R$ 6 mil e R$ 7 mil por hectare. Desse total, cerca de 30% estão concentrados nos defensivos agrícolas, pressionados pela necessidade de controle de insetos já conhecidos e de novas pragas que surgem a cada ciclo.

Para o agricultor Paulo Adriano Gai Cervo, que cultiva 2,1 mil hectares de soja em Comodoro, no oeste de Mato Grosso, o cenário exige atenção constante. “Os fatores de risco são inúmeros. É uma indústria a céu aberto e a gente tem que estar muito atento, procurando se antecipar ao surgimento de pragas. São gargalos que colocam a nossa atividade sempre em alerta. É um bando de escoteiro no campo”.

Nesta safra, a principal preocupação atende pelo nome de mosca-da-larva-minadora, inseto que reduz a área foliar da planta, antecipa o ciclo da soja e compromete o enchimento dos grãos, elevando o risco de perdas produtivas.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Pragas emergentes ampliam o desafio no manejo

O produtor observa que a praga tem mostrado comportamento diferente do registrado em anos anteriores. “É a larva de uma pequena mosca que ataca uma série de cultivares comestíveis no planeta e ataca também a soja. Ela deposita os ovos na folha, a larvinha entra no limbo foliar e vai criando galerias dentro da planta, que depois secam e diminuem a área para fotossíntese”, relata ao Canal Rural Mato Grosso.

O que mais chama a atenção, conforme ele, é a mudança de posição da praga dentro da lavoura. “A gente identificava sempre no terço inferior, nos baixeiros. Este ano, ela subiu para o terço médio e já aparece nos ponteiros”, conta.

O engenheiro agrônomo Victor Souza Lima aponta que a intensificação da larva-minadora vem sendo observada desde a safra 2023/24 na região. “Estamos em uma região muito baixa, quente e úmida, praticamente uma estufa, o que proporciona um ambiente favorável. Ano após ano ela vem deixando de ser uma praga secundária para se tornar uma praga de importância econômica”, avalia.

A perda de área foliar, conforme destaca o agrônomo, afeta diretamente a eficiência no enchimento de grãos. “Se perde o baixeiro, já há impacto. Quando ela sobe para o terço médio, a eficiência cai ainda mais”, reforça.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A ameaça invisível no solo

Mas, nem todo prejuízo, no entanto, aparece na superfície. Falhas em reboleiras podem indicar um problema que está abaixo do solo: os nematoides, vermes microscópicos que atacam as raízes das plantas e provocam perdas significativas de produtividade e rentabilidade.

Marcelo Batistella, vice-presidente Brasil da BASF, destaca que o impacto econômico é expressivo. “Existe uma estimativa da Associação Brasileira de Nematologia de que, somando todos os cultivos de uma safra no Brasil, o impacto dos nematoides pode chegar a até R$ 36 bilhões. Só na soja, a estimativa é em torno de R$ 16 bilhões por safra”, pontua em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

Na avaliação de José Gomes, líder de sementes de soja e biotecnologia da empresa, o manejo é um dos grandes desafios do produtor. “Nematoide talvez seja o grande problema hoje. Temos nematoide de cisto, de galha, Rotylenchulus, mas o mais encontrado em Mato Grosso é o Pratylenchus. Ele tira produtividade não só da soja, mas também do algodão e do milho”, detalha.

De acordo com ele, a dificuldade está no fato de o problema não ser visível a olho nu. “É mais difícil de manejar, mais caro e o agricultor tem dificuldade de saber quando e como agir. Acaba sendo uma grande dor de cabeça”, acrescenta.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Pesquisa e inovação como estratégia de sobrevivência

Há sete anos, a multinacional desenvolve uma cultivar de soja inédita com resistência aos principais nematoides da cultura. Já foram realizados 160 testes de campo no Brasil, e a expectativa é que a biotecnologia, ainda em fase de aprovação regulatória, esteja disponível comercialmente nos próximos dois anos.

“É uma biotecnologia resistente ao Pratylenchus e ao nematoide de cisto, que reduz praticamente a zero a população desses nematoides”, explica José Gomes. Conforme o especialista, o benefício vai além da soja. “Ela ajuda também nas culturas subsequentes, como algodão, milho e até trigo, porque o solo fica muito mais limpo”.

A tecnologia, como ele destaca, resulta em plantas com sistema radicular mais agressivo, melhor absorção de nutrientes e maior resistência ao estresse hídrico, além de reduzir a entrada de outras doenças. “É uma grande ferramenta para o agricultor”, resume.

Além da biotecnologia, o portfólio de lançamentos inclui um novo inseticida e um fungicida, ambos em fase final de testes, com foco em ampliar as ferramentas de manejo tanto na soja quanto no algodão.

Patrícia Smirmaul, líder de proteção de cultivos soja da BASF, ressalta que a estratégia busca proteger a lavoura ao longo de todo o ciclo. “O Escudo Verde posiciona tecnologias do início ao fim, com um novo fungicida que traz mais segurança no controle de mancha-alvo e cercospora”, afirma. Conforme ela, os resultados médios apontam ganhos de pelo menos três sacas a mais na soja e de cinco a 15 arrobas no algodão.

Já o novo inseticida, como explica Warley Palota, líder de cultivo algodão da empresa, traz inovação por pertencer a um novo grupo químico. “Entrega mais eficiência no controle das lagartas, em todos os estágios”, observa.

Para Marcelo Batistella, em um sistema de agricultura tropical intensiva como o brasileiro, a inovação se torna ainda mais necessária. “Agricultura não existe sem inovação. Em ciclos desafiadores como o que estamos vivendo, aumenta a nossa responsabilidade de trazer tecnologias que ajudem o produtor a produzir mais”, afirma. Conforme ele, é justamente nos momentos de dificuldade que a ciência se mostra decisiva para atravessar crises e preparar o produtor para os próximos ciclos.


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Estudo revela impacto bilionário da cigarrinha na cultura do milho

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Entre as safras 2020/21 e 2023/24, as perdas associadas à cigarrinha do milho somam US$ 25,8 bilhões no Brasil. No período, a praga provocou uma redução média de 22,7% da produção nacional, o equivalente a 31,8 milhões de toneladas por ano.

Os dados integram um estudo desenvolvido a partir do Projeto Campo Futuro, iniciativa do Sistema CNA/Senar que reúne produtores, técnicos e especialistas para analisar custos de produção e perdas no campo. O levantamento considerou informações de 34 municípios representativos das principais regiões produtoras do país.

Para estimar os impactos da cigarrinha e do complexo de enfezamentos transmitidos pelo inseto, os pesquisadores utilizam metodologias da Embrapa e da Epagri, o que permite mensurar, de forma precisa, os efeitos da praga sobre produtividade, custos e receita dos produtores.

Queda de produtividade e aumento de custos

Em quase 80% dos municípios avaliados, a cigarrinha aparece como fator relevante na redução da produtividade do milho. Além da perda em volume colhido e faturamento, o estudo identificou aumento médio de 19% nos custos de controle, com gasto superior a US$ 9 por hectare em aplicações de inseticidas.

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

O levantamento aponta que o problema deixou de ser pontual e passou a ter caráter sistêmico. O complexo de enfezamentos não possui tratamento curativo e, em condições severas, pode levar à perda total da lavoura, o que amplia o risco econômico para o produtor.

As conclusões foram publicadas na revista científica internacional Crop Protection e reforçam a importância do monitoramento constante, do manejo integrado de pragas e da tomada de decisões técnicas baseadas em dados, como forma de reduzir perdas, preservar a rentabilidade no campo e garantir a estabilidade da produção nacional.

Esforço conjunto para controle da praga

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) avalia que os prejuízos provocados pela cigarrinha exigem articulação entre entidades privadas e públicas, instituições de pesquisa e o poder público. Para o diretor-executivo da entidade, Glauber Silveira, os danos causados pela praga expõem fragilidades no posicionamento de algumas variedades no mercado.

“Foi uma praga que causou grandes danos, tanto que nós como Abramilho fizemos um trabalho muito árduo, difícil, de cobrar, principalmente com relação as variedades, porque muitas delas falavam que eram resistentes, que tinham tolerantes e isso não era uma realidade”, diz ao projeto Mais Milho.

Segundo ele, o enfrentamento passa pelo diálogo técnico e pela construção de estratégias conjuntas. “Foi uma fase de muito trabalho, a gente conversando com a Epagri, com a Embrapa, com a Aprosoja, todo mundo montando um modelo de assistência, de discussão”.

Silveira destaca ainda a importância do manejo adequado e lembra a contribuição de Paulo Garollo, engenheiro agrônomo e pesquisador, para o debate técnico. “Ele falava que era possível sim conviver com essa praga desde que tivesse um bom manejo, o uso adequado, fazendo tudo aquilo que precisava ser feito, de não deixar culturas na entressafra como se fosse um vazio, usar os defensivos na hora certa, de modo certo, olhar para as variedades adequadas”, ressalta ao Canal Rural Mato Grosso.

De acordo com o diretor-executivo da Abramilho, houve cobrança direta das empresas e do Ministério da Agricultura para melhor posicionamento dos híbridos disponíveis. “Graças a Deus esse prejuízo só não é maior porque foi feito todo um trabalho e hoje o produtor já sabe como manejar, como aplicar. Nós temos biológicos, nós temos outros produtos. Foi tirado o milho tiguera, que era um grande problema”.

Mesmo com os avanços, ele reconhece que as perdas ainda existem. “O prejuízo continua. Não tem como não ter prejuízo, mas com certeza é um prejuízo controlável. Não é algo que realmente vai quebrar o produtor”, afirma. Conforme Silveira, o conjunto de ações evitou que os danos ultrapassem os US$ 25 bilhões estimados pelo estudo.

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Colheita de soja avança para 14% da área no Paraná, aponta Deral

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Foto: Pixabay

A colheita da primeira safra de soja 2025/26 no Paraná avançou para 14% da área, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

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De acordo com o levantamento, 89% das lavouras estão classificadas como boas, enquanto 10% apresentam condição média e 1% é considerada ruim. A área plantada soma 5,778 milhões de hectares, praticamente estável em relação aos 5,771 milhões de hectares da safra 2024/25.

Desenvolvimento das lavouras

Em relação às fases de desenvolvimento, 59% estão em de fase frutificação, 34% em maturação e 7% em floração.

Na semana anterior, encerrada em 26 de janeiro, a colheita atingia 5% da área. Naquele momento, as lavouras também apresentavam 89% em condição boa, 10% média e 1% ruim, distribuídas entre as fases de crescimento vegetativo (1%), floração (15%), frutificação (60%) e maturação (24%).

Números do Paraná

Para a safra 2025/26, a produção de soja no Paraná está estimada em 22,042 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação às 21,188 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. A produtividade média foi projetada em 3.815 quilos por hectare, acima dos 3.672 quilos por hectare registrados na safra anterior.

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