Sustentabilidade
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa – 03/10/2025 – MAIS SOJA

Destaque da Semana – O contrato Dez/25 na ICE tocou nova mínima do ciclo em 65,50 c/lp em 29/set e recuperou levemente, estimulando fixações e uma demanda pontual de importação em vários destinos. Ao mesmo tempo, o governo dos EUA entrou em shutdown em 01/out, o que pode atrasar dados oficiais e aumentar incertezas macro no curto prazo. Semana de feriado nacional na China até o dia 08/10.
Canal do Cotton Brazil – Para acessar as novidades do mercado de algodão no mundo, entre no nosso canal, por aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.
Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 02/out cotado a 65,09 U$c/lp (-1,8% vs. 25/set). O contrato Dez/26 fechou em 68,65 U$c/lp (-1,0% vs. 25/set).
Basis Ásia – O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 766 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 02/out/25.
Altistas 1 – Preços mais baixos motivaram fixações de fiações e alguma recomposição de estoques. A queda abaixo de 66 c/lp abriu janelas táticas de compra.
Altistas 2 – Índia voltou às importações com foco em cargas que podem chegar ainda em 2025, antes do retorno do imposto em 01/jan. A Austrália tem sido a origem mais beneficiada devido à proximidade e tempo curto de trânsito.
Altistas 3 – Índia: chuvas acima da média em set/out elevam risco de perdas de qualidade e atraso na colheita. Volatilidade climática eleva incerteza de oferta local.
Altistas 4 – Em Bangladesh, negócios com Brasil e África ocorreram apesar dos entraves financeiros, indicando demanda de oportunidade. Fixações ajudam a “baratear” estoque caro.
Altistas 5 – No Paquistão, firmeza recente nos preços domésticos pode redirecionar parte da demanda para algodão importado. Isso tende a elevar interesse por Brasil e EUA.
Altistas 6 – China: prêmio do CC Index sobre o A Index segue elevado, preservando a competitividade do importado ajustado, especialmente em janelas pós-feriado.
Baixistas 1 – Shutdown nos EUA paralisa relatórios, inclusive do USDA, e adiciona ruído macro, com estimativas de impacto na economia. A incerteza pesa no sentimento de risco.
Baixistas 2 – Ofertas na Ásia para várias origens recuaram na semana. O A Index caiu para 76,95 c/lp, espelhando fraqueza no mercado.
Baixistas 3 – Os fundos expandiram posições líquida vendidas, gerando pressão no mercado. A ausência de novidades altistas limita reação.
Baixistas 4 – Bangladesh: dificuldades bancárias/Lcs persistem e parte dos fios é vendido abaixo do break-even. Margens comprimidas limitam novas compras.
Baixistas 5 – Sinais de safra dos EUA ligeiramente maiores vs. relatório de setembro do USDA adicionam oferta potencial, mas Georgia e Delta seguem como pontos de atenção.
Baixistas 6 – Panorama global: probabilidade de aumento de estoques finais em cerca de 2 milhões tons não é construtiva para preços. Ausência de drivers de demanda mantém viés lateral/baixista.
Evento Comercial – Nos dias 8 e 9/out, em Dubai, será realizado o Dubai 2025 – The Future of Cotton, congresso da International Cotton Association, e o Cotton Brazil estará presente com um evento para convidados.
EUA 1 – O governo federal dos EUA entrou em shutdown em 1º/out devido à falta de acordo orçamentário no Congresso. Relatórios do USDA serão suspensos até novo aviso.
EUA 2 – A colheita do algodão nos EUA atingiu 16% em 28/set (+ 4 pontos semanais), equiparando-se à média histórica para o período, de acordo com o relatório mais recente do USDA.
EUA 3 – A condição da safra americana foi reportada nesta semana em 5% muito ruim (-1 p.p. vs semana anterior), 12% ruim (estável), 36% regular (+1 p.p.), 37% boa (estável) e 10% excelente (estável).
China – A China Cotton Association prevê para a safra 2025/26 uma produção chinesa de 7,22 milhões tons (+8,4%), com importações de 1,1 milhão de tons, consumo de 8,1 milhões (+3,8%) e estoques finais de 10,05 milhões (+2%).
Turquia – Compradores têm apresentado lances de forma frequente, porém em níveis considerados muito baixos pelos vendedores. As exportações de vestuário em agosto recuaram na comparação anual, e as importações de algodão seguem de caráter oportunístico, ocorrendo apenas quando os preços se ajustam às necessidades imediatas das fiações.
Paquistão – Nos últimos dias, Paquistão registrou demanda modesta por algodão brasileiro safra 2025, com Middling 36 G5 negociado a 700-725 pts sobre dezembro e Middling 1-3/32″ a 600-625 pts.
Vietnã – O Vietnã confirmou negócios na semana com algodão brasileiro safra 2025 (SM 1-5/32″) a 74,00 cent/lb para outubro, e algodão americano (Midd 1-5/32″) a 76,20 cent/lb para nov/dez.
Argentina – O plantio de algodão na Argentina ainda está em fase inicial, com a intenção de semeadura mantida entre 450 mil e 475 mil ha.
Grécia – Observadores locais estimam a produção de algodão da Grécia entre 220 mil e 230 mil tons nesta safra, mas condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento da cultura podem resultar em uma produção ainda maior.
Exportações – Até o fechamento deste boletim, os dados ainda não haviam sido divulgados.
Colheita 2024/25 – Até 02/10, somente o estado da Bahia apresenta áreas remanescentes de colheita (99,7%). Nos demais estados, a operação de colheita já foi concluída. Total Brasil: 99,95%
Beneficiamento 2024/25 – Até o dia de ontem (02/10) foram beneficiados nos estados da BA (68%), GO (79,2%), MA (42%), MG (74%), MS (68%), MT (43%), PI (76,23%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 50,03%.
Preços – Consulte tabela abaixo
Quadro de cotações para 02-10
Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil – cottonbrazil@cottonbrazil.com
Fonte: Abrapa

Autor:ABRAPA
Site: Abrapa
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Valor Bruto da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,39 tri em 2026 – MAIS SOJA

O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da agropecuária, deve atingir R$ 1,39 trilhão, queda de 4,8% em relação a 2025, segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Esse resultado reflete a combinação da redução dos preços reais e, em menor medida, de variações na produção.
Para a agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 903,5 bilhões, redução de 5,9% na comparação com 2025. A soja, que tem maior participação no VBP agrícola, deve ter queda de apenas 0,5% no VBP, mesmo com aumento da produção (3,71%).
Para o milho, a previsão é de queda de 6,9% no VBP, devido à redução dos preços (-4,9%) e da produção (-2,05%). Já a cana-de-açúcar deve registrar diminuição de 5,6% no faturamento, em razão da queda nos preços (-5,2%), apesar da leve alta na produção (0,37%).
Por outro lado, o café arábica terá desempenho positivo, com crescimento de 10,4% no VBP, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo da produção (23,29%), apesar da redução esperada nos preços (10,5%).
Para a pecuária, por sua vez, o VBP estimado é de R$ 485,3 bilhões, queda de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina foi o único produto com projeção de faturamento (7,6%). Para os demais produtos do segmento, a previsão é de queda, reflexo de menores preços reais recebidos pelos produtores.
Neste contexto, as reduções de receitas projetadas são de 19,1% para o leite, 13,3% para os ovos, 10,2% para a carne suína e de 5,8% para a carne de frango.
Veja o Comunicado Técnico do VBP
Fonte: CNA
Autor:CNA
Site: CNA
Sustentabilidade
Colheita de soja em MT se aproxima do fim e ultrapassa 99%

A colheita da safra de soja 2025/26 no Mato Grosso atingiu 99,06% da área cultivada até o dia 20 de março, conforme boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
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O avanço em relação à semana anterior, quando o índice era de 96,42%, indica a reta final dos trabalhos no principal estado produtor do país.
Na comparação anual, o ritmo está levemente abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando a colheita alcançava 99,48% da área. Ainda assim, os números mostram que os trabalhos seguem praticamente concluídos no estado.
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