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Nova solução da BASF apoia gestão de múltiplas fazendas

Empresa lança Xarvio Field Manager For AgBusiness no Brasil e na Argentina
A BASF anunciou o lançamento do Xarvio Field Manager For AgBusiness no Brasil e na Argentina. A plataforma digital será disponibilizada ainda em 2025. O sistema foi projetado para atender consultores agrícolas e empresas que gerenciam diversas fazendas e operações complexas.
A ferramenta digital oferece recomendações agronômicas específicas para cada talhão, desde a semeadura até a colheita. A tecnologia analisa o desenvolvimento das plantas, além de indicar riscos de pragas e doenças. Gráficos, mapas e tabelas ajudam na tomada de decisão. Os dados são adaptados às condições locais da lavoura.
Principais culturas
O sistema trabalha com as principais culturas dos dois países, como soja, milho, trigo, cana-de-açúcar, algodão e canola. A BASF afirma que a plataforma promove decisões mais precisas, aumenta a produtividade e reduz o uso de insumos. A proposta também inclui mais sustentabilidade nas práticas agrícolas.
A funcionalidade “Scouting Trips” permite priorizar visitas técnicas com base em avaliações de risco. Consultores podem navegar por GPS até áreas específicas, registrar observações, adicionar notas e gerar relatórios. As informações podem ser compartilhadas com produtores e gerentes. O recurso pode ser usado offline.
A plataforma pode ser acessada por computador, tablet ou celular. Ela adapta-se às necessidades de cada empresa e permite integração com estruturas já existentes. Os usuários recebem treinamento e suporte das equipes da Xarvio Digital Farming Solutions e da BASF.
Locais de testes
A solução já foi testada na França e Alemanha. A BASF planeja lançá-la comercialmente nesses países a partir de 2026. A ferramenta está disponível no Canadá e nos Estados Unidos desde o início de 2025.
Konstantin Kretschun, líder global da BASF Digital Farming, afirmou que a tecnologia oferece vantagem competitiva. Segundo ele, o sistema foi criado para atender à complexidade do agronegócio moderno, com dados avançados e recursos intuitivos.
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Novo Marco das Garantias pode ampliar crédito e reduzir custos de financiamento no campo

A execução extrajudicial da hipoteca representa uma das mais profundas mudanças no sistema brasileiro de garantias das últimas décadas e pode contribuir para reduzir os gargalos provocados pela morosidade do Poder Judiciário.
A avaliação foi feita pelo desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Humberto Theodoro Júnior, durante palestra no VIII Congresso de Reestruturação e Recuperação Empresarial de Mato Grosso, ao analisar os impactos da Lei 14.711/2023, conhecida como Marco Legal das Garantias. O evento é realizado nesta quinta-feira (17.06) e na sexta-feira (18), em Cuiabá.
Segundo ele, a nova legislação consolida um movimento cada vez mais forte de desjudicialização das execuções e busca oferecer maior segurança para a recuperação de créditos, especialmente em setores dependentes de financiamento, como o agronegócio.
Autor de mais de 40 obras jurídicas, Humberto Theodoro Junior contextualizou a nova legislação dentro de um problema histórico do sistema judicial brasileiro: a incapacidade de dar respostas rápidas às execuções. Para ele, o congestionamento processual afeta diretamente a efetividade da tutela jurisdicional e compromete a confiança dos agentes econômicos nos instrumentos de garantia.
“Mais da metade dos processos em tramitação no Brasil são processos de execução. A garantia constitucional não é apenas obter uma sentença, mas alcançar a satisfação efetiva do direito reconhecido em prazo razoável”, afirmou.
Na avaliação do jurista, a execução é o verdadeiro ponto crítico da prestação jurisdicional contemporânea. Para ele, pouco adianta ao credor obter o reconhecimento judicial de seu direito se o sistema não consegue assegurar a recuperação efetiva do crédito.
Foi justamente para enfrentar essa realidade que, segundo Theodoro, o legislador passou a adotar mecanismos de desjudicialização em diferentes áreas do direito, transferindo determinadas etapas da execução para procedimentos extrajudiciais sem eliminar o controle posterior do Poder Judiciário.
O palestrante lembrou que esse movimento não é novo. Citou como exemplos a alienação fiduciária em garantia e o Sistema Financeiro da Habitação, instrumentos que, ao permitirem a recuperação mais rápida dos créditos, contribuíram para ampliar o financiamento de diversos setores da economia brasileira.
“O que se busca agora é aproximar a hipoteca da eficiência já alcançada pela alienação fiduciária, permitindo que a garantia cumpra efetivamente sua função econômica”, explicou.
Ao abordar os fundamentos teóricos da nova legislação, Theodoro destacou que o Marco Legal das Garantias incorpora conceitos amplamente utilizados em sistemas jurídicos europeus e norte-americanos, nos quais a execução patrimonial não depende necessariamente de uma ação judicial tradicional. Ele apontou que a legislação brasileira passou a admitir mecanismos de autotutela executiva, por meio dos quais as próprias partes convencionam, no momento da contratação, formas de realização da garantia em caso de inadimplência.
“O credor não se apropria livremente do bem. O que a lei permite é a realização da garantia de forma mais eficiente, preservando o controle judicial sempre que houver alegação de abuso ou ilegalidade”, observou.
O jurista destacou que a constitucionalidade desse modelo já foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal em discussões envolvendo a alienação fiduciária e outros mecanismos de execução extrajudicial. Segundo ele, a atuação judicial não desaparece, mas passa a ocorrer de forma subsidiária, quando houver necessidade de controle ou correção de eventuais irregularidades.
Pela nova legislação, contratos hipotecários poderão prever que, diante da inadimplência, o credor promova diretamente a execução da garantia por meio de procedimento administrativo realizado perante o cartório de registro de imóveis. Após a notificação do devedor e o cumprimento das etapas previstas em lei, o imóvel poderá ser levado à venda sem a necessidade de uma sentença judicial específica.
“Quanto maior a segurança para recuperação do capital emprestado, maior a disposição dos agentes financeiros para conceder crédito e menores tendem a ser os custos dessas operações”, afirmou.
O tema ganha relevância especial para o agronegócio, setor fortemente dependente de financiamento para aquisição de terras, máquinas, insumos e tecnologias de produção. Segundo o jurista, a ampliação da eficiência das garantias pode contribuir para aumentar a oferta de recursos e melhorar as condições de financiamento.
Apesar disso, Theodoro demonstrou preocupação com um ponto específico da legislação: a exclusão de determinadas operações diretamente ligadas ao financiamento da produção rural do alcance da execução extrajudicial hipotecária. Na avaliação dele, a restrição contraria parte da lógica que orientou a criação do próprio Marco Legal das Garantias, concebido justamente para ampliar a segurança das operações e reduzir o custo do crédito.
“O objetivo era proporcionar maior liquidez ao sistema financeiro e, em consequência, ampliar a disponibilidade de recursos para os setores produtivos. A exclusão de parte das operações rurais acaba limitando esse alcance”, afirmou.
Mesmo com a ressalva, o jurista classificou a nova legislação como um avanço importante para o ambiente econômico brasileiro. Segundo ele, a tendência internacional aponta para modelos cada vez mais eficientes de recuperação de garantias, capazes de reduzir a dependência do Judiciário e fortalecer a circulação de crédito.
A palestra foi presidida pela advogada Aline Barini Néspoli e contou com a participação de Vinícius Tanaka e Alexandre Arruda.
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Fogo atinge caixa de energia de apartamento em MT e vizinho usa extintor de carro para evitar tragédia

Caso ocorreu em Primavera do Leste. Bombeiros orientaram o desligamento da chave geral pelo telefone e fizeram a dispersão da fumaça no local
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, na quarta-feira (17.6), um princípio de incêndio em um apartamento localizado em um edifício residencial no município de Primavera do Leste (a 245km de Cuiabá).
A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada por volta das 16h22. De acordo com as informações repassadas, o fogo teve início em uma caixa de energia, também conhecida como quadro de distribuição elétrica.
Durante o contato telefônico inicial, os bombeiros orientaram o morador do apartamento atingido a desligar a chave geral de energia do imóvel, interrompendo o fornecimento elétrico e reduzindo os riscos de propagação das chamas.
Ao chegar no local, a equipe constatou que o incêndio havia sido controlado por um morador do edifício, que utilizou um extintor de incêndio que mantinha em seu veículo.
Em seguida, os militares realizaram uma inspeção na área afetada para verificar a existência de possíveis focos residuais. Como medida de segurança, também promoveram a ventilação do ambiente para dispersar a fumaça acumulada no apartamento.
O morador foi orientado a não permanecer no imóvel até a completa renovação do ar e a não restabelecer o fornecimento de energia elétrica antes da avaliação e liberação por um profissional eletricista habilitado. Não houve registro de feridos.
Com Assessoria
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‘Quem produz sabe que nenhuma safra é igual. Lidamos com desafios, mas o sojicultor se une com a resiliência, diz presidente da Aprosoja MS

É dia de conhecer os vencedores do Personagem Soja Brasil 25/26. O evento, realizado em Campo Grande (MS), marca a celebração da 14ª temporada do Projeto Soja Brasil, com uma programação que destaca temas que movimentam o agronegócio, como política agrícola, mercado, tecnologia, meteorologia e análises de especialistas.
A edição também marca um momento especial, já que o Projeto Soja Brasil completa 15 anos em 2026, enquanto o Canal Rural celebra 30 anos de história, levando informação, conhecimento e conexão ao campo.
Durante o evento, lideranças do setor reforçaram a importância da comunicação no agro, do reconhecimento aos produtores e da união de todos os elos da cadeia produtiva.
O presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, destacou a trajetória do projeto e a importância da aproximação com os produtores. “Estamos aqui em Campo Grande para mostrar como o agro é importante e conversar sobre comunicação no agro. O projeto surgiu para aproximar os produtores e, depois, passou a ser também uma forma de celebrar. É isso que estamos apresentando aqui, revelar os heróis da safra, aqueles que se destacaram e merecem toda a reverência”, disse.
O presidente licenciado da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, ressaltou o reconhecimento aos produtores após uma temporada marcada por dificuldades. “É muito importante este momento junto ao Canal Rural e toda essa equipe que acompanha o projeto durante o ano. A todos os produtores que participaram e a todos que votaram. Foi um ano desafiador, começamos com falta de chuva, depois tivemos uma safra difícil para colher, excesso de chuvas e problemas de qualidade de grãos. O produtor precisou se reinventar em um cenário de preços muito abaixo do necessário”, pontuou.
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O presidente da Aprosoja MS, Jorge Michelc, reforçou a importância do reconhecimento para o estado e destacou a realidade enfrentada pelos produtores. “Parabenizo os produtores. Para Mato Grosso do Sul, esse reconhecimento tem um significado especial. O trabalho realizado no estado, no coração do Brasil, tem impacto muito além das porteiras. Conheço de perto, como produtor rural, os desafios da atividade. Nenhuma safra é igual à outra, temos chuvas, excesso de chuvas, seca e situações que muitas vezes fogem do nosso controle. Mas o sojicultor se une pela resiliência”, comentou.
Michelc também destacou o compromisso dos vencedores com uma produção sustentável e a contribuição do projeto para o futuro do agro. “Parabenizo todos os vencedores desta edição pelo compromisso com a produção sustentável de alimentos. Que essa premiação continue ajudando produtores e pesquisadores a construírem cada vez mais uma trajetória de transformação no agro.”
A chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Soja, Carina Rufino, destacou a conexão criada pelo projeto entre os diferentes segmentos do setor: “O papel do Canal Rural é conectar os elos entre cada segmento. Essa é uma grande marca da transformação que tem servido de exemplo. É uma noite de festa e celebração, mas principalmente de olhar para os nossos homenageados, produtores e pesquisadores que trazem todos os anos histórias de vida e transformação.”
O pesquisador do Cepea/Esalq-USP, Mauro Osaki, analisou o cenário econômico e os próximos desafios para a cadeia produtiva da soja. “A boa safra trouxe um preço muito comprimido, parecido com os anos anteriores, reduzindo bastante as margens e trazendo dificuldade para pagar compromissos passados. Isso acende um alerta para toda a cadeia produtiva.”
Segundo Osaki, o milho também enfrenta desafios, principalmente relacionados ao armazenamento, e a próxima temporada exige atenção dos produtores. “2026/27 será um ano desafiador. Dependendo da taxa de câmbio, podemos ter uma margem bastante apertada, juros elevados, crédito mais escasso e um clima que pode trazer uma safra difícil. A lição de casa é trabalhar o solo para reduzir problemas, proteger a margem e continuar sendo sustentável.”
A realização do evento conta com o apoio dos parceiros e patrocinadores Aprosoja Brasil, Mitsubishi, Ihara, Intacta 2 Xtend, Profarm, Embrapa, Safras & Mercado e Climatempo.
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