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3 de agosto de 2026

Aprosoja MT

Programa da Aprosoja MT atesta qualidade de sementes e promove segurança ao produtor

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Iniciativa realiza análise de sementes para assegurar que produtores recebam matéria-prima dentro dos padrões da Legislação Brasileira de Sementes

Garantir que o produtor rural inicie sua safra com sementes de qualidade é o principal objetivo do programa Semente Forte, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). Criado em 2017, o programa realiza coletas de sementes e análises em laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), visando assegurar que os lotes adquiridos por seus associados estejam dentro dos padrões estabelecidos pela legislação.

As sementes são a base de toda a produção agrícola. Taxas de germinação, vigor e sanidade influenciam diretamente no desempenho das lavouras. Por isso, o acompanhamento técnico da Aprosoja MT tem se mostrado uma ferramenta essencial para os associados. Conforme o vice-presidente Oeste e vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, o objetivo da entidade é proporcionar mais segurança aos associados.

“Hoje nós temos um valor agregado muito alto na semente e se você não tem uma garantia de que essa semente tem qualidade, que vai nascer com vigor excelente, com certeza vai trazer prejuízo lá na frente. Quando você tem um número menor ou maior de plantas por hectare, isso acaba afetando a produtividade. No momento em que a entidade realiza a coleta e análise dos lotes de sementes em laboratório credenciado, isso traz maior segurança ao produtor, pois, as empresas sabem que lá no campo a qualidade está sendo monitorada por alguém”, afirma.

Os produtores que entram em contato com o Canal do Produtor e solicitam a abertura de uma Ordem de Serviço (O.S.), que são atendidas pelo supervisor de campo responsável pelo núcleo onde o produtor associado possui propriedade. A atuação dos supervisores da entidade como amostradores oficiais, certificados pelo Ministério da Agricultura, garante confiabilidade no processo. A coleta é realizada de forma padronizada e a análise é feita em laboratórios credenciados. Os resultados permitem que os produtores tomem decisões mais precisas sobre a densidade da semeadura.

O delegado do núcleo de Sorriso, Edgard Gomes Silva, conta que já recebeu sementes que não estavam dentro dos padrões exigidos. Através da coleta de amostragem pelo programa ele pôde fazer o ajuste da população de sementes para estabelecer a densidade de plantas desejada. “A gente sabe que se começar errado, vai terminar errado. Se fizer o estabelecimento de estande de uma forma que não atenda a necessidade da cultura, gasta dinheiro e ainda corre o risco dessa soja acamar, o milho não entregar a performance almejada e também tem o risco de ter redução de produção e ter invasão de plantas daninhas. Por isso, é muito importante ter a entidade sempre apoiando o agricultor a ter as melhores escolhas, atestando a qualidade, seja da semente ou do fertilizante. Isso dá muita segurança e faz com que nós, agricultores, possamos entrar num cultivo com maior confiança”, ressalta.

A avaliação correta das sementes impacta não apenas na produtividade e rentabilidade, mas também na sustentabilidade da agricultura. Sementes de boa qualidade contribuem para maior resistência a doenças, melhor adaptação às condições climáticas e maior eficiência no uso de insumos, reduzindo o desperdício. Para o delegado coordenador do núcleo de Nova Xavantina, Bruno Tolotti, o programa é indispensável para a boa gestão da produção. “Devido ao alto valor de investimento, é de fundamental importância ter garantia e confiança de que a gente está colocando no solo uma semente de qualidade, que é o que vai viabilizar a produção e dar o resultado final. Na nossa região os lotes de sementes costumam vir bem em cima da hora, temos uma janela de plantio um pouco mais curta, mas ter essa opção que a entidade vai até a propriedade coletar amostras e fazer a análise em laboratório, tanto da semente quanto do adubo, faz toda a diferença”, conta.

Além da análise de qualidade, a entidade orienta os produtores sobre a importância de verificar a integridade das embalagens e a presença de documentos obrigatórios, como a Nota Fiscal, o Boletim Oficial de Análise e o Certificado ou Termo de Conformidade. Por meio do programa Semente Forte, a Aprosoja Mato Grosso reforça seu compromisso com a qualidade, transparência, apoio e defesa do produtor rural, promovendo uma agricultura mais eficiente e segura.

Vitória Kehl Araujo

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Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta e exige planejamento para safra 2026/27

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Agro Mato Grosso

Apro360 debate prevenção às queimadas e reforça importância da preservação MT

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O episódio completo está disponível nos canais oficiais da Aprosoja MT no YouTube e no Spotify

O Apro360, podcast da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), recebeu nesta quinta-feira (30.07), o coronel da reserva do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), Aluísio Metelo Junior, para um bate-papo sobre os desafios do período de estiagem, as ações de prevenção aos incêndios florestais e os impactos que o fogo provoca no campo.

Ao longo do episódio, o especialista chamou atenção para um dos efeitos mais preocupantes dos incêndios: os danos à qualidade do solo. Segundo ele, embora esse prejuízo nem sempre seja percebido imediatamente, a perda da capacidade produtiva pode comprometer a rentabilidade da propriedade por vários anos, exigindo investimentos elevados para a recuperação da área atingida.

“Quando a gente fala sobre o fogo, que passa pela terra dele, pela palhada, é importante dizer que a perda de produtividade do solo é um prejuízo invisível. O solo, até ele chegar em um nível novamente de corrigir o solo, ele gasta cinco anos, então é um investimento muito alto e a sua produtividade reduz nesse período. Por isso, ele só vai conseguir produzir novamente o que ele produzia por hectare após mais cinco anos, ou seja, são 10 anos de prejuízo após uma passagem de fogo em sua lavoura”, explicou.

Ao abordar a relação entre produção agrícola e preservação ambiental, o coronel destacou que o produtor rural exerce papel fundamental na conservação dos recursos naturais e, ao mesmo tempo, é um dos maiores prejudicados quando ocorrem incêndios florestais.

“Como eu disse, o produtor já faz e em Mato Grosso nós plantamos em 38% e preservamos 62%. Dessa porcentagem que está sendo preservado, 42% está dentro de uma propriedade. Então o produtor é muito parceiro nesse sentido. Só que o maior problema dele não está dentro da sua propriedade. Por mais que sua maior responsabilidade seja a área legal, mas o maior prejuízo econômico e onde há maior ocorrência de incêndios está dentro desses 38% de áreas produzidas. Ele tem uma responsabilidade muito alta, porque tem que cuidar dos 38% de área cultivada e, ainda, mais 42% das reservas do nosso estado. Então o produtor é muito parceiro e ele já faz, mas precisa provar isso para o estado antes que o incêndio aconteça”, ressaltou o coronel.

Aluísio Metelo Junior também reforçou que a prevenção começa antes mesmo do período mais crítico da estiagem. Para ele, a adoção de medidas preventivas, aliada à capacitação das equipes e à disseminação de informações atualizadas, é essencial para reduzir a ocorrência de incêndios e fortalecer a resposta das propriedades diante de possíveis emergências.

“As campanhas educativas são fundamentais e precisam acontecer continuamente. As novas gerações vão aprendendo e, ao mesmo tempo, as mais antigas também assimilam novas práticas, substituindo costumes tradicionais que já não são adequados. Para a grande maioria dos produtores rurais, no entanto, não há interesse em utilizar fogo na propriedade. Por isso, nos meses que antecedem o período crítico, é necessário intensificar a orientação dos colaboradores e, quando houver famílias morando na propriedade, conscientizá-las para que não utilizem fogo em nenhuma situação. Além de reforçar constantemente a conscientização, as campanhas educativas são importantes porque a legislação está em constante atualização. Por isso, iniciativas como as campanhas da Aprosoja Mato Grosso são fundamentais, pois, além de promoverem a prevenção, também levam aos produtores informações atualizadas sobre as normas e exigências legais”, salientou.

O episódio integra as ações da campanha de prevenção às queimadas desenvolvida pela Aprosoja MT, que busca orientar os produtores rurais sobre boas práticas de prevenção, manejo integrado do fogo e preservação ambiental durante o período de estiagem. O episódio completo está disponível nos canais oficiais da Aprosoja MT no YouTube e no Spotify.

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