Connect with us
24 de junho de 2026

Sustentabilidade

Projeções climáticas para o Brasil para os meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2025 – MAIS SOJA

Published

on


ANÁLISE CLIMÁTICA DE SETEMBRO

Em setembro de 2025, os maiores acumulados de chuva ocorreram no oeste da Região Norte e em parte da Região Sul, com volumes que ultrapassaram 120 mm, contribuindo para a manutenção da umidade do solo nessas áreas. Já no interior da Região Nordeste e parte central do país, menores acumulados de chuvas foram observados, reduzindo os níveis de umidade do solo.

Na Região Norte, os maiores volumes de chuva foram superiores a 150 mm sobre o sudoeste e sul do Amazonas e no oeste do Acre. Volumes entre 40 mm e 100 mm, ocorreram em grande parte do Amazonas, norte de Rondônia, além do sul de Roraima e do Pará. Já o norte de Roraima, Amapá, norte do Pará, Tocantins e sul de Rondônia apresentaram volumes abaixo de 40 mm e em algumas localidades não houve registro de chuva, reduzindo a umidade do solo nestas áreas.

Na Região Nordeste, diversas áreas do interior tiveram acumulados de chuva abaixo de 50 mm, reduzindo os níveis de umidade do solo, principalmente na parte centro-oeste da Bahia, Piauí, Ceará, oeste dos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, além do leste do Maranhão. Volumes mais significativos ocorreram na costa leste, desde o litoral do Rio Grande do Norte até o nordeste da Bahia, com volumes acima dos 50 mm. De forma geral, as condições foram favoráveis para a maturação e colheita do milho terceira safra na região do Sealba.

Em grande parte da Região Centro-Oeste, os volumes de chuva ficaram abaixo de 30 mm, restringindo os cultivos de sequeiro. Por outro lado, no centro de Goiás, sul de Mato Grosso do Sul e noroeste de Mato Grosso, os totais de chuva ultrapassaram 50 mm, contribuindo para a elevação dos níveis de umidade no solo e a semeadura da soja.

Na Região Sudeste, os acumulados de chuva ficaram abaixo de 40 mm, com exceção do Espírito Santo, Rio de Janeiro e leste de São Paulo, onde algumas localidades apresentaram volumes acima dos 50 mm. Contudo, o cenário na região seguiu com umidade no solo insuficiente para a semeadura dos cultivos não irrigados, na maior parte de São Paulo e Minas Gerais.

Na Região Sul, os volumes de chuva foram acima de 150 mm no Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina. Na maior parte do Paraná e centro-leste de Santa Catarina, os acumulados variaram entre 40 mm e 100 mm, exceto no extremo-norte do Paraná, onde as chuvas foram mais escassas. No geral, os volumes de chuva garantiram níveis de armazenamento de água no solo satisfatórios, favorecendo o manejo e o desenvolvimento das lavouras.

Em setembro, as temperaturas máximas foram acima de 30 °C nas Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, além do oeste da Região Sudeste e norte do Paraná. Em áreas da costa da Região Sudeste e na maior parte da Região Sul, os valores permaneceram abaixo de 28 °C. Quanto às temperaturas mínimas, os valores superaram os 22 °C na Região Norte, centro-norte da Região Nordeste e parte de Mato Grosso. Já no leste da Região Centro-Oeste, sul da Bahia, além das regiões Sul e Sudeste, as temperaturas foram inferiores a 20 °C. Ressalta-se que, no primeiro decêndio de setembro, foram registradas temperaturas mais baixas em algumas localidades do Rio Grande do Sul, com valores inferiores a 1,5 °C, com episódios de geadas de fraca intensidade, como por exemplo no município de São Luiz Gonzaga (RS), nos dias 3 e 8 de setembro.

CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIAS

Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) entre os dias 16 e 30 de setembro de 2025. Nesse período, registraram-se valores entre -1 °C e -2 °C ao longo da faixa longitudinal, compreendida entre 120°W e a linha de data, indicando a área de maior resfriamento das águas. Em contraste, nas proximidades da costa oeste da América do Sul, as temperaturas permaneceram ligeiramente acima da média. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4 (delimitada entre 170°W e 120°W), verificaram-se valores variando entre -1 °C e -0,5 °C durante setembro. Esse comportamento indica um resfriamento significativo da região, configurando uma condição inicial para a formação do fenômeno La Niña no Pacífico Equatorial, caracterizado por desvios de TSM inferiores a -0,5 °C.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), indica o início do fenômeno La Niña, durante o trimestre outubro, novembro e dezembro de 2025, com probabilidade de 60% e persistência destas condições no próximo trimestre (novembro, dezembro e janeiro de 2025/26), com probabilidade de 59%.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO OUTUBRO, NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 2025

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas próximas ou acima da média em áreas do norte da Região Norte, oeste da Região Nordeste, leste da Região Centro-Oeste e centro-norte da Região Sudeste. Nas demais localidades, são previstas chuvas abaixo da média, especialmente na divisa entre o sudoeste do Pará e nordeste de Mato Grosso, bem como em grande parte da Região Sul. Ressalta-se que as chuvas devem apresentar maior irregularidade na parte central do país, com retorno gradual, sobretudo em novembro, favorecendo a recomposição da disponibilidade hídrica nesses locais.

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média no Amapá, Roraima, leste e noroeste do Pará, centro do Amazonas e sul de Tocantins. Nas demais áreas, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média, com destaque para o sudoeste do Pará. Embora o armazenamento de água no solo ainda se mantenha elevado na porção norte da região, e a parte sul com baixos níveis de umidade do solo, este padrão deve se inverter a partir de novembro.

Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas acima da média no centrooeste da região e redução dos volumes na faixa leste, especialmente entre novembro e dezembro. Os níveis de umidade do solo tendem a se recuperar ao longo de dezembro, principalmente no sul do Maranhão e do Piauí, além das porções oeste e sul da Bahia.

Em grande parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, o modelo do Inmet indica o retorno gradual das chuvas, com volumes próximos e acima da média, exceto em áreas do centro-leste de Mato Grosso, São Paulo, como na divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde as chuvas podem ficar abaixo da média. Este cenário favorece a elevação dos níveis de umidade do solo ao longo dos próximos meses.

Em grande parte da Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média, enquanto que a porção mais a leste, são previstas chuvas próximas ou acima da média. No geral, os níveis de umidade do solo não deverão sofrer grande redução nos próximos meses, exceto na região centro-sul do Rio Grande do Sul, onde o armazenamento poderá ser mais baixo.

Quanto às temperaturas, elas devem permanecer próximas ou acima da média histórica no centro-norte do país, com temperaturas acima de 25°C. Nas Regiões Norte e Nordeste, as temperaturas podem superar os 28 °C. Em parte da Região Sudeste e Região Sul, as temperaturas devem ser mais amenas, com valores menores que 22 °C.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet (https://portal. inmet.gov.br).

Confira o Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos/Safra 2025/26 1° Levantamento completo, clicando aqui!

Fonte: CONAB



 

FONTE

Autor:Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2025/2026 – 1° Levantamento

Site: Conab

Continue Reading

Sustentabilidade

Trapoeraba: características, desafios de controle e estratégias de manejo. – MAIS SOJA

Published

on


Em função de suas características morfológicas e fisiológicas, a trapoeraba (Commelina benghalensis) tem se destacado como uma das plantas daninhas de maior complexidade nos sistemas de produção agrícola. A expansão das áreas infestadas, associada às características reprodutivas da espécie, tem dificultado o controle eficiente, favorecendo a persistência e a manutenção das populações em áreas agrícolas.

Até o momento, não há relatos de resistência de Commelina benghalensis a herbicidas no Brasil (Heap, 2026). Entretanto, em algumas regiões, observa-se tolerância da espécie a determinados herbicidas, reduzindo a eficiência do controle químico e aumentando os desafios no manejo. Originária do Sul e Sudeste Asiático, a trapoeraba apresenta ampla distribuição mundial, estando presente em diferentes ambientes agrícolas e competindo com diversas culturas (Figura 1).

Figura 1. Distribuição de países com infestações de Commelina benghalensis.
Fonte: GBIF (2026)

Dentre as características mais marcantes da trapoeraba, destaca-se a produção de sementes da parte aérea e sementes subterrâneas, que contribuem significativamente para a sobrevivência da espécie e manutenção das populações daninhas, além disso, a planta ainda pode se reproduzir por meio do caule. A maior parte das sementes provém da parte aérea, onde de 73 a 79% são consideradas pequenas, 19 a 22% são consideradas sementes grandes, e as sementes subterrâneas representam de 1 a 3% do total (Borion et al., 2026).

Figura 2. Sistema radicular da trapoeraba com sementes subterrâneas.
Foto: Eric Prostko, University of Georgiam

Além de dificultar o controle eficiente da espécie, essa característica contribui para a ampliação dos fluxos de emergência da trapoeraba. Como consequência, tem sido cada vez mais frequente a ocorrência de áreas infestadas ao final do ciclo de culturas como milho e/ou soja safrinha, comprometendo o estabelecimento e o desenvolvimento da cultura sucessora.

Nesse contexto, o manejo da trapoeraba ao final do ciclo das culturas agrícolas torna-se uma prática essencial para reduzir a pressão de infestação nas áreas de cultivo, mesmo quando realizado no período outonal. Nessa estratégia, o controle de plantas jovens após o rebrote (preferencialmente com até quatro folhas), associado ao uso de misturas de herbicidas em vez da aplicação de moléculas isoladas, constitui uma das principais ferramentas para limitar a expansão da espécie nos sistemas agrícolas.



Além disso, a utilização de herbicidas com ação sistêmica, associada ao emprego de herbicidas pré-emergentes, é fundamental para reduzir a sobrevivência de plantas remanescentes e minimizar novos fluxos de emergência da trapoeraba. A ausência de um manejo integrado, preventivo e eficiente pode resultar em perdas expressivas de produtividade nas culturas subsequentes, com reduções estimadas entre 20% e 80% na soja (Supra Pesquisa, s.d.).

Conforme observado por Bianchi; Sturmer; Somavilla (2018), no manejo químico pós-emergente da trapoeraba, aplicações sequenciais de herbicidas apresentam maior eficiência de controle. Os autores verificaram que estratégias envolvendo uma primeira aplicação com glifosato + 2,4-D, seguida por uma segunda aplicação com glufosinato de amônio ou diquat, apresentam potencial para reduzir significativamente as infestações da espécie, constituindo uma alternativa tecnicamente consistente para o manejo da planta daninha.

Referências:

BIANCHI, M. A.; STURMER, H.; SOMAVILLA, J. C. ESTRATÉGIAS DE CONTROLE PARA TRAPOERABA. CCGL. Boletim Técnica, n. 65, 2018. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/boletim_t%C3%A9cnico_65.pdf >, acesso em: 23/06/2026.

BORION, J. H. R. et al. Commelina benghalensis: ASPECTOS DE BIOLOGIA E MANEJO. Revista Caderno Pedagógico, 2026. Disponível em: < https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/cadped/article/view/22965/12756 >, acesso em: 23/06/2026.

GBIF. Commelina benghalensis L. GBIF, 2026. Disponível em: < https://www.gbif.org/taxon/5ZSD4#map >, acesso em: 23/06/2026.

HEAP, I.  THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTANT WEED DATABASE, 2026. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 23/06/2026.

SUPRA PESQUISA. Supra Pesquisa. Instagram, [s.d.]. Disponível em: https://www.instagram.com/suprapesquisa/. Acesso em: 23/06/2026.



Continue Reading

Sustentabilidade

A nova geração do agro e o verdadeiro foco do investimento em biotecnologia – MAIS SOJA

Published

on


O agronegócio é a principal locomotiva econômica do Brasil e já provou sua capacidade de produzir em escala, ocupar mercados globais e transformar tecnologia em produtividade. Mas o próximo salto do setor não virá da abertura de novas áreas. Esse ciclo encontrou limites ecológicos, legais e de mercado. A disputa agora está em outro lugar: produzir mais, com mais eficiência, no mesmo hectare. E, para isso, não basta avançar da porteira para dentro; é preciso enfrentar a vulnerabilidade que ainda pesa sobre a base produtiva do país.

A maior delas é a dependência extrema de insumos importados. O Brasil compra no exterior cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Isso significa que uma parte relevante do custo da lavoura está exposta ao câmbio, ao frete internacional, a crises geopolíticas e a decisões tomadas longe da realidade do produtor brasileiro. Na prática, o custo de produção fica refém de produtos dolarizados, o que comprime severamente a relação de troca e reduz a previsibilidade agrícola. A resposta para diminuir essa fragilidade econômica já é tratada pelo governo como uma questão de soberania nacional e exige um investimento robusto em biotecnologia.

Mas reconhecer a biotecnologia como resposta não basta. O desafio é transformá-la em escala. Hoje, mesmo se todas as empresas nacionais do setor operassem em capacidade máxima, a indústria brasileira conseguiria atender a apenas cerca de 15% da demanda atual. Esse dado mostra que a autonomia do país nessa área ainda depende de um avanço decisivo: ampliar a capacidade de transformar conhecimento científico em produção industrial viável.

Quando se fala em ciência biológica no agro, o senso comum ainda aponta para a bioprospecção, ou seja, o isolamento de microrganismos na natureza. Esse trabalho é fundamental e pode levar anos até a identificação de um ativo com potencial agronômico. Mas, para quem quer competir nesse mercado, ele já se tornou ponto de partida. A partir daí, o foco da pesquisa precisa avançar para a etapa seguinte: processos mais eficientes, produtos mais estáveis, custos menores e escala para chegar ao campo.

O diferencial que sustenta a competitividade hoje é o investimento em pesquisas para a otimização de processos. Trabalhar em tecnologias de fermentação capazes de reduzir ciclos de dias para apenas algumas horas é a verdadeira linha de corte. Essa inteligência permite multiplicar a capacidade produtiva usando a mesma estrutura, sem elevar os custos operacionais. É essa eficiência industrial contínua que viabiliza economicamente a tecnologia e faz a inovação chegar de forma acessível ao campo. z

Essa mesma eficiência de fábrica é o que tangibiliza a nova economia verde. Nos processos biotecnológicos de ponta, a pesquisa permite enriquecer formulações e aproveitar integralmente os compostos gerados na produção, reduzindo desperdícios e eliminando descartes. Nesse contexto, sustentabilidade deixa de ser discurso e passa a ser eficiência produtiva, com impacto direto em rentabilidade, competitividade e atração de capital.

Reduzir a dependência do agronegócio brasileiro no longo prazo exige confiança e investimento contínuo em pesquisa aplicada. A biotecnologia escalável não serve apenas para substituir gradativamente parte dos insumos convencionais, mas para construir um modelo produtivo mais independente, eficiente e competitivo. Quando a ciência sai do laboratório, ganha escala industrial e chega à lavoura, ela deixa de ser promessa e passa a ser estratégia para o futuro do agro brasileiro.

Sobre o autor: William Marcusso, engenheiro agrônomo e diretor de Projetos e Inovação da Síntese Agro Science

 

Fonte: Assessoria de imprensa


undefined


Continue Reading

Sustentabilidade

Escudo biológico blinda a produtividade da soja contra mudanças climáticas e falta de chuva – MAIS SOJA

Published

on


As crescentes anomalias climáticas provocadas pelo fenômeno El Niño têm acendido o alerta máximo nos principais cinturões agrícolas do país. O impacto do clima severo vai além da simples escassez de chuva: a falta de água desregula o metabolismo da soja em sua fase crítica de formação, desencadeando veranicos intensos que historicamente prejudicam as lavouras. Para combater esse cenário, pesquisadores da Síntese Agro Science, empresa brasileira de biotecnologia aplicada ao agronegócio, desenvolveram uma solução biológica inovadora capaz de atuar preventivamente na fisiologia vegetal, criando uma espécie de “escudo bioquímico” que protege o potencial produtivo das plantas.

A eficácia da tecnologia foi chancelada pela comunidade científica internacional e publicada na prestigiada revista científica Journal of Crop Science and Biotechnology em maio de 2026. O estudo mapeou os efeitos práticos da aplicação foliar do Domínio®, um bioestimulante organomineral formulado a partir do extrato da alga marinha Ascophyllum nodosum. Aplicado estrategicamente no estádio fenológico V4, fase inicial de crescimento e desenvolvimento vegetativo da cultura, o produto provou ser um divisor de águas na capacidade de resiliência da planta.

Os testes laboratoriais e de estufa revelaram respostas fisiológicas positivas sob condições de restrição hídrica induzida. Apenas sete dias após o tratamento, as plantas que receberam o bioestimulante apresentaram um aumento expressivo de 60% na concentração de clorofila total em comparação ao grupo-controle. Essa resposta otimiza a capacidade fotossintética da soja, mesmo em cenários de alta radiação e escassez de água.

Além disso, o uso do composto ativou fortemente o sistema enzimático de autodefesa da cultura, induzindo um incremento na atividade de enzimas antioxidantes fundamentais. A atividade da catalase saltou 17,3%, a da superóxido dismutase cresceu 33,9%, e a peroxidase registrou a maior alta, com 47,4%. “Juntas, essas enzimas neutralizam os radicais livres que destroem as células vegetais durante períodos de estresse hídrico, conferindo uma tolerância superior contra o estresse oxidativo”, afirma William Marcusso, diretor de projetos e inovação da Síntese Agro Science.

A análise foliar realizada após a aplicação demonstrou também que o produto atua diretamente como um modulador na absorção de nutrientes essenciais. Foi observado um enriquecimento significativo nos níveis de cálcio (Ca), manganês (Mn), níquel (Ni) e zinco (Zn), elementos fundamentais na estruturação da parede celular, sinalização metabólica e eficiência fotossintética.

Resultados expressivos no campo

Para testar os limites da tecnologia fora do ambiente controlado, o estudo submeteu a lavoura a um teste de campo, no qual as plantas enfrentaram um período de déficit hídrico natural de aproximadamente 15 dias, um cenário clássico e temido de veranico. Mesmo sob as limitações impostas pelo ambiente, o lote tratado manteve o vigor vegetativo de forma visível e protegeu a formação dos grãos sem abortar o desenvolvimento.

O resultado econômico e produtivo consolidou a viabilidade técnica da intervenção biológica. A área protegida pelo escudo biológico alcançou uma produtividade final de 3.387,0 kg/ha, em comparação com 3073.6 kg/ha das plantas não tratadas, resultando em um incremento direto de 10,2% na colheita final.

Os dados consolidados indicam que a utilização de bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum deixa de ser apenas uma alternativa complementar e passa a figurar como ferramenta estratégica indispensável para o manejo de mitigação de riscos climáticos. Diante de um clima cada vez mais imprevisível, a biotecnologia nacional entrega ao produtor uma blindagem real para assegurar a rentabilidade e a segurança alimentar do mercado de grãos. “A intervenção preventiva, feita na fase inicial de crescimento, atua fisiologicamente para criar um escudo bioquímico, garantindo que a planta suporte as janelas de seca e as altas temperaturas sem abortar o desenvolvimento”, conclui William Marcusso.


Sobre a Síntese Agro Science

Fundada em 2018, a Síntese Agro Science é uma empresa brasileira de biotecnologia aplicada no agro, com atuação nacional, dedicada ao desenvolvimento de soluções que ampliam a eficiência produtiva com menor impacto ambiental.

 A empresa desenvolve tecnologias para nutrição vegetal, bioestimulação e aplicação agrícola, transformando pesquisas em soluções práticas que aumentam a produtividade no campo com mais previsibilidade e eficiência. Suas soluções não deixam resíduos tóxicos nos grãos e nas culturas tratadas, atendendo e superando os principais protocolos internacionais de exportação na Europa, Ásia e América do Norte, alinhadas a práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) e desenvolvidas com foco na biodiversidade e na saúde humana e animal.

Com base em biotecnologia de nova geração, a Síntese Agro Science investe em pesquisa e estrutura laboratorial para desenvolver soluções a partir de microrganismos e processos biológicos controlados, antecipando, em ambiente industrial, respostas que tradicionalmente ocorreriam no campo.

A companhia tem como objetivo contribuir para a evolução do modelo produtivo do agro, integrando biotecnologia ao manejo agrícola para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e ampliar a competitividade do produtor brasileiro.

Fonte: Assessoria de imprensa

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT