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28 de setembro de 2026

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Preços da batata sobem nos atacados

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As cotações da batata subiram na última semana, conforme aponta levantamento do Hortifrúti/Cepea.

De 6 a 10 de outubro, a média da batata especial tipo ágata foi de R$ 46/sc de 25 kg no atacado de São Paulo, aumento de 22,2% em relação ao período anterior. Nos atacados do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, as valorizações foram ainda maiores, de 38,5% e 31,6%, para R$ 52/sc e R$ 45/sc, respectivamente.

Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, o setor já esperava o movimento de alta e está atrelado à desaceleração da safra de inverno, com a colheita em Vargem Grande do Sul (SP) na reta final. 

Atacadistas declaram que o Cerrado Mineiro e o Sudeste Paulista são atualmente as principais regiões que abastecem as centrais. Conforme o Hortifrúti/Cepea, para as próximas semanas, a expectativa é que os tubérculos se valorizem ainda mais, com a finalização da safra de Vargem Grande do Sul e a desaceleração em outras praças.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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USDA deve indicar estoques menores de soja e maiores de milho nos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve estimar na próxima quarta-feira (30) que os estoques domésticos de soja em 1º de setembro de 2026 ficaram levemente abaixo do registrado um ano antes. A média das projeções de analistas consultados pelo Wall Street Journal aponta 323 milhões de bushels, ou 8,79 milhões de toneladas, ante 325 milhões de bushels, ou 8,85 milhões de toneladas, em igual data de 2025.

Para soja e milho, os números de 1º de setembro correspondem aos estoques finais da safra 2025/26. No relatório de oferta e demanda de setembro, o USDA estimou os estoques finais de soja em 325 milhões de bushels, equivalentes a 8,85 milhões de toneladas.

No caso do milho, a expectativa é de aumento das reservas. A média das estimativas indica estoques de 1,924 bilhão de bushels, ou 48,87 milhões de toneladas, no começo de setembro. Em 1º de setembro de 2025, o volume era de 1,551 bilhão de bushels, ou 39,4 milhões de toneladas.

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A projeção dos analistas para o milho fica próxima da estimativa mais recente do próprio USDA para os estoques finais de 2025/26, de 1,922 bilhão de bushels, equivalentes a 48,82 milhões de toneladas.

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Para o trigo, o relatório trimestral deve trazer estoques de 1,849 bilhão de bushels, ou 50,33 milhões de toneladas, em 1º de setembro deste ano. No mesmo período do ano passado, as reservas eram de 2,134 bilhões de bushels, ou 58,08 milhões de toneladas.

As projeções reunidas antes da divulgação do USDA apontam, portanto, para leve recuo dos estoques de soja, avanço no milho e queda nas reservas de trigo na comparação anual, com base nos volumes existentes em 1º de setembro nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Tecnologia e genética transformam áreas sombreadas em motores de produtividade na pecuária

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A intensificação da pecuária em bases sustentáveis e a expansão de sistemas integrados de produção exigem soluções tecnológicas capazes de superar gargalos históricos do campo.

Nas regiões tropicais, mais de 90% da carne bovina é produzida a partir do pasto. No entanto, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que cerca de 70% dessas pastagens apresentam algum grau de degradação. Esse cenário é provocado por gramíneas inadequadas às condições locais, manejo incorreto e falta de fertilidade do solo. Cerca de 70% das áreas utilizam uma única variedade lançada há quatro décadas.

Para reverter esse quadro, o avanço do melhoramento genético de forrageiras surge como uma ferramenta decisiva. A seleção de novos híbridos permite aos pecuaristas maximizar a produção por hectare sem a necessidade de expandir a fronteira agrícola. Além de restaurar a produtividade, a tecnologia assegura a rentabilidade e a preservação ambiental.

A Papalotla atua no desenvolvimento de híbridos gerados por ferramentas avançadas de melhoramento genético em parceria com a Aliança Bioversity-CIAT (Centro Internacional de Agricultura Tropical), localizado na Colômbia, possui o mais avançado programa de melhoramento de pastagens tropicais do mundo. A empresa produz sementes no México, na Tailândia e no Brasil para atender produtores de mais de 60 países. “Toda a nossa energia está em entregar ao pecuarista tropical uma forrageira que produza mais e melhor, enquanto ajuda na preservação do meio ambiente”, destaca o diretor global de pesquisa e desenvolvimento da Papalotla, Adriano Alves da Silva.

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A variabilidade genética gerada no cruzamento de espécies distintas do gênero Brachiaria possibilita reunir em uma só planta características antes separadas. Essa tecnologia permite selecionar materiais específicos para diferentes ambientes do campo. “Nossos híbridos permitem endereçar dores dos pecuaristas de forma mais assertiva, aumentando a produtividade e rentabilidade da fazenda de forma sustentável”, pontua Silva.

Antes de chegarem ao mercado, os materiais passam por rigorosa validação no centro de pesquisa da Papalotla Sementes, o Centro de Investigação de Pastagens Tropicais – CIPAT, que mantém mais de 300 híbridos sob avaliação constante. Além disso, a empresa acompanha o desempenho técnico em condições reais em mais de 100 propriedades rurais brasileiras. “Este resultado ajuda o pecuarista a enxergar e perceber os benefícios de uma pastagem melhorada, o retorno sobre o investimento. Por isso hoje, 3 em cada 4 pecuaristas que experimentam nossos híbridos, voltam para comprar mais”, reforça o diretor.

Foto: Papalotla Sementes/Divulgação

Manejo e potencial nutricional no campo

O desenvolvimento de materiais voltados para ambientes sombreados viabiliza a manutenção do rendimento de forragem mesmo em áreas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e silvipastoris. O híbrido OKAPI® alcança até 17% de proteína bruta e 68% de digestibilidade, combinando elevado valor nutricional com resiliência de produção. Nos ensaios comparativos com o Marandu, o OKAPI® produziu cerca de 20 toneladas de matéria seca por hectare/ano sob 25% de sombra contra 15 toneladas, e atingiu 13 toneladas sob 50% de sombreamento ante 9 toneladas da variedade tradicional.

A arquitetura do pasto é marcada pelo hábito de crescimento decumbente e estolonífero, favorecendo o fechamento rápido e uniforme do solo. Essa estrutura reduz o solo descoberto, combate a emergência de plantas invasoras e auxilia na estruturação do solo, protegendo a área contra processos erosivos e auxiliando na ciclagem de nutrientes.

De acordo com a especialista em desenvolvimento de produto da empresa, Úrsula Bianchi Valença, a condução da pastagem exige planejamento do nível de luminosidade desde o plantio. “Para uma boa formação, o OKAPI® deve ser implantado a pleno sol ou em áreas com, no máximo, 25% de sombreamento. Essa condição favorece o estabelecimento rápido antes do fechamento do dossel”, explica Úrsula.

A especialista ressalta a capacidade de adaptação do material após o período inicial de estabelecimento da planta na área. “Depois de bem estabelecido, o híbrido tolera até 50% de sombra, mantendo boa produção de forragem, além da qualidade nutricional”, complementa a especialista em desenvolvimento de produto.

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Para o manejo de pastejo rotacionado, a orientação técnica estabelece a entrada dos animais quando o pasto atinge entre 50 cm e 55 cm, com saída entre 20 cm e 25 cm. No manejo contínuo, a orientação é manter a altura média em cerca de 40 cm, utilizando a taxa de semeadura de 8 kg por hectare. O OKAPI® demonstra resiliência em solos bem drenados com pH entre 5 e 8 e fertilidade média a alta, mantendo o rendimento durante a seca e respondendo com vigor ao retorno das chuvas.

Foto: Papalotla Sementes/Divulgação
Foto: Papalotla Sementes/Divulgação

Ganho animal e resultado econômico

O desempenho em ganho de peso e capacidade de suporte reflete a eficiência na conversão da massa de forragem em produto final. Em acompanhamentos técnicos conduzidos em condições reais de produção, foram registrados ganhos médios diários de 650 g a 778 g por animal. As taxas de lotação mantidas nas áreas avaliadas variaram entre 2,2 UA/ha e 3,7 UA/ha sob diferentes níveis de sombreamento.

A oferta de forragem com alto teor de proteína e digestibilidade fornece nitrogênio aos microrganismos do rúmen e melhora o aproveitamento energético. Essa combinação favorece maior ganho diário individual, encurta o tempo necessário para o término do lote e eleva o total de arrobas produzidas por hectare.

Os dados obtidos nas avaliações de campo são traduzidos em fichas técnicas objetivas sobre adubação, palatabilidade, capacidade de suporte e velocidade de rebrota. Esse trabalho orienta a escolha correta do híbrido para cada tipo de solo e sistema de produção.

O diretor ressalta a importância de auxiliar o produtor a mensurar o retorno sobre o investimento realizado no pasto. “Esta informação é muito importante porque nós vendemos pasto e o pecuarista vende carne, leite, não é a mesma ‘moeda’. Precisamos ajudá-los nesta conversão”, argumenta Adriano Alves da Silva.

A ampliação do rendimento por hectare estimula a continuidade dos investimentos no manejo e na reforma das áreas rurais. “Quando o pecuarista investe corretamente, a rentabilidade aumenta e, com ela, vem o reinvestimento, criando um ciclo virtuoso”, conclui Silva.

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CNA debate uso do bisturi canavieiro para revitalizar canaviais

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A Comissão Nacional de Cana-de-açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na quinta-feira (24), em Maceió (AL), para discutir o uso do chamado bisturi canavieiro. A tecnologia foi apresentada como alternativa para revitalizar e regenerar canaviais em idade avançada ou improdutivos, com aplicação localizada na cultura.

O encontro ocorreu na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal). Segundo a CNA, um estudo encomendado ao Pecege Consultoria e Projetos mostrou ganhos econômicos com o uso do bisturi canavieiro.

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Cana-de-açúcar, Nelson Perez Júnior, o levantamento foi baseado em dados de produtores e usinas que utilizam a tecnologia em suas áreas. Ele afirmou que, mesmo em situações adversas, a ferramenta se mostrou uma alternativa viável.

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O vice-presidente da comissão, Edilson Maia, que desenvolveu a tecnologia, disse que o bisturi canavieiro contribui para uma produção mais sustentável de cana e para melhores condições de produção e rentabilidade aos produtores. A tecnologia foi lançada neste ano durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

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Na reunião, a assessora técnica da comissão, Eduarda Lee, apresentou o JoIA, ferramenta de inteligência artificial do Sistema CNA/Senar lançada há um mês. Segundo a CNA, a plataforma foi desenvolvida para levar inovação, tecnologia e dados confiáveis ao produtor rural na tomada de decisões. Pelo celular, via WhatsApp, o usuário pode acessar orientações para a gestão da propriedade.

Os participantes também discutiram temas ligados ao Renovabio e aos biocombustíveis. Na sexta-feira (25), em São Miguel dos Campos (AL), os membros da comissão participaram do 3º Cana Show Inovação.

Na abertura do evento, o presidente da Faeal, Álvaro Arthur Lopes de Almeida, e Nelson Perez Júnior destacaram a importância do encontro para apresentar novas formas de tecnologia e inovação ao setor. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), Mário Borba, também participou.

Fonte: cnabrasil.org.br

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