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Carne de Mato Grosso marca presença no Peru e reforça estratégia internacional

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O sabor da carne bovina produzida em Mato Grosso conquistou os peruanos em uma noite de churrasco realizada durante a Expoalimentaria, a maior feira da indústria alimentícia da América Latina, em Lima. O evento, promovido na quarta-feira (24), apresentou cortes nobres do estado e reforçou o compromisso com a produção sustentável.

“Queremos promover a carne mato-grossense e nada melhor que poder provar da qualidade da nossa proteína”, afirma o diretor administrativo financeiro do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Henrique Prado Olvido de Miranda.

Mato Grosso lidera a produção de carne bovina no Brasil, com rebanho superior a 32 milhões de cabeças. O estado responde por 17% da proteína bovina nacional e abastece mercados exigentes como China, Chile, União Europeia e Oriente Médio, consolidando-se como referência mundial no setor.

Foto: Divulgação/Imac

Gastronomia como vitrine e conexão direta

A escolha de Lima para a ação teve como pano de fundo o peso da capital peruana na alta gastronomia da América Latina. “Nesse evento temos a oportunidade de tornar a carne de Mato Grosso conhecida pela alta gastronomia. Temos um corte exclusivo do estado, que é o MT Steak, que resume essa qualidade que pode atender aos paladares mais exigentes”, pontua Henrique.

Além da degustação, o Imac participou na quinta-feira (25) do evento “Negócios de Fronteira”, que reuniu estados brasileiros para estreitar relações comerciais e atrair parceiros.

Entre as iniciativas em estudo está a implantação de um voo internacional entre Cuiabá e Lima. “Estamos trabalhando muito aqui e não paramos de conversar com todos os atores peruanos para tentar colocar um voo internacional. É um trabalho sério, de união, que é feito por todos os órgãos de Mato Grosso, por toda a sociedade civil”, destaca o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), Cesar Miranda.

“Para o Imac é muito importante participar da Expoalimentaria, junto com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e o Invest MT, para levar os dados técnicos da produção da carne bovina, a qualidade e o nosso sistema, que é um dos mais sustentáveis do mundo, mostrando a capacidade do nosso estado e suas potencialidades para investimento”, complementa Henrique.


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Preços do feijão caem com demanda fraca e avanço da colheita no Brasil, aponta Cepea

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Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

O mercado de feijão segue enfrentando um cenário de demanda enfraquecida no Brasil, o que tem pressionado os preços do grão em diversas regiões. De acordo com levantamentos do Cepea, a menor necessidade de reposição por parte das indústrias, que já se encontram abastecidas, resultou em novas quedas nas cotações ao longo da última semana.

Mesmo com esse movimento de baixa recente, os preços médios de março — até o dia 19 — ainda se mantêm acima dos registrados em fevereiro, indicando que o mercado segue ajustando os valores após um período de maior sustentação.

Feijão carioca recua com colheita e pressão por caixa

No caso do feijão carioca de melhor qualidade, com notas 9 ou superiores, os preços também apresentaram recuo, influenciados principalmente pelo avanço da colheita na região Sul do país, que aumenta a oferta no mercado. Em outras praças, a necessidade de “fazer caixa” levou produtores a anteciparem vendas, o que reforçou a pressão baixista.

Já para os grãos de qualidade intermediária, com notas entre 8 e 8,5, o fator decisivo tem sido o escurecimento dos grãos. Diante do risco de perda de qualidade, muitos produtores optam por priorizar a liquidez e acelerar a comercialização antes de possíveis desvalorizações mais intensas.

Feijão preto também registra quedas

O mercado de feijão preto segue a mesma tendência. Segundo o Cepea, o desequilíbrio entre oferta e demanda resultou em quedas generalizadas nos preços ao longo da semana nas principais praças acompanhadas.

Colheita avança, mas ainda abaixo da média

No campo, dados da Conab indicam que a colheita da primeira safra de feijão já alcança 65% da área nacional. O índice supera os 61,8% registrados no mesmo período do ano passado, mas ainda está ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, de 67,7%.

O avanço da colheita, aliado à demanda enfraquecida, reforça o cenário de pressão sobre os preços no curto prazo, enquanto produtores ajustam suas estratégias diante das condições de mercado.

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E se a madeira durasse muito mais? Cientistas brasileiros já estão trabalhando nisso

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Foto: Freepik

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) vem ampliando as pesquisas sobre modificação da madeira com foco em aumentar a resistência do material à biodeterioração, um dos principais desafios para o uso mais amplo da madeira na construção civil e na indústria.

Vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais (PPGCFL), no campus de Alegre, no sul capixaba, o grupo de pesquisa Modificação da Madeira concentra os estudos em espécies de grande relevância econômica, como o eucalipto, além de madeiras tropicais da Amazônia brasileira.

O principal alvo das investigações tem sido a madeira de eucalipto, oriunda de plantios de rápido crescimento e rotações curtas, característica que amplia seu potencial de uso em escala. O grupo também pesquisa a madeira de tauari, espécie amazônica indicada para pisos, móveis, portas e painéis, mas que ainda ocupa espaço reduzido no mercado nacional.

A proposta é gerar conhecimento científico sobre matérias-primas brasileiras e ampliar as possibilidades de aplicação de madeiras com maior valor agregado.

Novas frentes de pesquisa com madeira

A modificação da madeira, subárea da proteção da madeira, já é amplamente desenvolvida em termos científicos e industriais em países da Europa, mas ainda avança de forma mais tímida no Brasil. Nesse cenário, o trabalho desenvolvido pela Ufes busca fortalecer a produção de conhecimento técnico, orientar o setor produtivo e estimular novas frentes de pesquisa sobre um tema estratégico para a indústria florestal e para a construção civil.

As pesquisas conduzidas pelo grupo contam com uma rede de cooperação formada por
universidades e instituições do Brasil e do exterior. No país, estão entre as parceiras instituições como as universidades federais do Paraná, Lavras (MG), Mato Grosso, do Oeste do Pará e Rural do Rio de Janeiro, além do Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).

No cenário internacional, a articulação inclui universidades da Alemanha e da Espanha, além de um centro francês de pesquisa agrícola, o que reforça o alcance técnico e científico das investigações.

Uma das frentes de estudo envolve a modificação térmica da madeira de Eucalyptus
grandis
em sistemas fechado e aberto. A linha de pesquisa busca compreender como diferentes condições de tratamento influenciam a composição química do material, sua resistência a fungos apodrecedores e sua capacidade de absorver umidade do ambiente.

A proposta é avaliar alternativas que aumentem a durabilidade da madeira sem recorrer ao uso de produtos tóxicos, o que amplia o interesse da técnica do ponto de vista ambiental e industrial.

Esse tipo de tecnologia pode contribuir para prolongar a vida útil da madeira, reduzir perdas por descarte precoce e tornar mais eficiente o aproveitamento de recursos florestais plantados. Ao mesmo tempo, os resultados ajudam a agregar valor ao eucalipto, hoje a principal essência florestal cultivada no Brasil, abrindo caminho para aplicações em produtos mais sofisticados e de maior retorno econômico.

Outra linha de investigação analisa a proteção da madeira contra fungos, cupins e problemas associados à umidade, com potencial de aplicação direta na construção civil. As pesquisas mostram que ampliar a durabilidade da madeira também pode reduzir custos com falhas, retrabalho e soluções corretivas, além de oferecer ao setor ferramentas mais precisas para tomada de decisão técnica.

Em um país onde a adoção da madeira na construção civil ainda encontra barreiras relacionadas à manutenção e à percepção de risco, esse avanço científico ganha relevância ainda maior.

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‘Mudança global exige reposicionamento estratégico do agro’, diz Tereza Cristina

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Foto: Renato Medeiros

Em um cenário de forte integração global, o agronegócio brasileiro amplia sua participação no abastecimento mundial de alimentos. Ao mesmo tempo, as transformações na ordem geopolítica elevam o nível de exigência sobre o setor, que passa a demandar ajustes estratégicos tanto no campo econômico quanto diplomático.

Diante desse contexto, São Paulo sediou, nesta segunda-feira (23), o evento “A geopolítica do agronegócio”. O encontro reuniu lideranças do setor, juristas, parlamentares e empresários para discutir os reflexos do cenário internacional sobre a produção e o comércio agrícola.

Na abertura, a senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) destacou que o mundo passa por uma reconfiguração dos referenciais políticos e econômicos, com perda de centralidade de polos tradicionais do Ocidente.

Segundo ela, esse movimento reposiciona o agronegócio no cenário global. “O agro assume uma nova centralidade. Energia e alimento deixam de ser apenas mercadorias e passam a ser fundamentos de poder”, afirmou.

A discussão ocorre em um momento sensível no mundo, com a guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã em curso. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o preço do petróleo disparou e trouxe incertezas quanto ao desdobramento e os impactos energéticos em nível global.

Agro no centro da disputa

Nesse ambiente mais incerto e competitivo, o agronegócio passa a ocupar posição estratégica. De acordo com a senadora, a mudança de cenário reposiciona alimentos e energia no sistema internacional.

“Quando as estruturas que organizavam o mundo entram em transformação, elementos como energia e alimento deixam de ser apenas mercadorias e passam a ser fundamentos de poder”, disse.

A avaliação, segundo ela, exige uma nova leitura do cenário global. Como resposta, propôs um conjunto de dez diretrizes interconectadas para orientar a atuação do setor na chamada nova geopolítica do agro.

“Não se trata de um exercício teórico, mas de vetores práticos para navegar um ambiente mais complexo, mais disputado e mais exigente”, afirmou.

Multilateralismo em xeque

Entre os pontos destacados está a crise do multilateralismo. Segundo Tereza Cristina, o sistema construído no pós-guerra perdeu efetividade, com destaque para a paralisia da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Na prática, afirmou, países passaram a buscar alternativas fora desse modelo, ampliando acordos regionais e setoriais. O resultado é um ambiente mais fragmentado, com regras sobrepostas e, muitas vezes, contraditórias.

Comércio mais político

A senadora também destacou a mudança na natureza do protecionismo. Embora não seja um fenômeno novo, ela avalia que passou a assumir caráter político e estratégico.

“Tarifas, subsídios e barreiras sanitárias deixam de ser apenas instrumentos técnicos e passam a integrar estratégias de política externa”, disse.

Ela citou como exemplo a crescente utilização de exigências ambientais como mecanismo de reorganização de mercados, especialmente em grandes economias. Nesse cenário, o desafio é manter padrões elevados sem transformar regras em barreiras disfarçadas ao comércio.

Segurança alimentar e insumos

Outro ponto central é a revalorização da segurança alimentar como prioridade de Estado. A pandemia e a guerra na Ucrânia, segundo a parlamentar, evidenciaram a vulnerabilidade de cadeias globais concentradas.

“A interdependência pode rapidamente se transformar em ruptura em momentos de crise”, afirmou.

No caso brasileiro, a dependência de insumos estratégicos, como fertilizantes, amplia essa exposição. O país importa a maior parte desses produtos, muitos deles provenientes de regiões sujeitas a tensões geopolíticas.

“Quando um elo dessa cadeia é tensionado, os efeitos se propagam rapidamente”, disse.

Diante disso, defendeu a diversificação de fornecedores, o fortalecimento da produção doméstica e maior atenção à segurança das cadeias de suprimento.

Disputa entre potências

A senadora também destacou a rivalidade entre Estados Unidos e China como eixo estruturante da geopolítica atual. Segundo ela, a disputa vai além do comércio e envolve tecnologia, influência política e segurança estratégica.

No agro, esse movimento se reflete na estratégia chinesa de diversificar fornecedores, o que abre espaço para o Brasil, mas também exige cautela.

“O desafio não é apenas aproveitar oportunidades, mas fazê-lo sem comprometer relações e sem criar dependências excessivas”, afirmou.

Papel do Brasil

Para Tereza Cristina, o Brasil ocupa uma posição singular nesse cenário, com capacidade de ampliar a produção de forma sustentável.

No entanto, destacou que o país precisa avançar na sua inserção internacional. “Não basta produzir mais. É preciso participar da definição das regras do jogo”, disse.

A avaliação é de que, em um ambiente mais fragmentado, previsibilidade, articulação e estratégia de longo prazo serão determinantes para manter e ampliar mercados.

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