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23 de outubro de 2026

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Taxa zero de exportação da soja argentina pressiona preços e acirra disputa pela China

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O governo da Argentina anunciou na segunda-feira (22) a suspensão dos impostos de exportação sobre grãos e derivados até 31 de outubro. A medida reduz de 26% para zero a taxação sobre o complexo soja (grão, óleo e farelo), além de milho, trigo e carnes. O objetivo do presidente Javier Milei é aumentar a entrada de dólares no país, mas a decisão deve mexer diretamente com os preços internacionais da soja e trazer reflexos imediatos para o Brasil.

Segundo Alessandro de Lara, consultor em agronegócios, o impacto ocorre porque o produtor argentino, antes desestimulado pela carga tributária e pela volatilidade do câmbio, agora tende a liberar estoques represados. “Com a redução do imposto, o produtor vai colocar mais grãos no mercado. Isso aumenta a oferta e pressiona tanto os preços dos derivativos na Bolsa de Chicago quanto os prêmios de exportação na Argentina e no Brasil”, explica.

China antecipa compras na Argentina

A consequência prática já apareceu no mercado internacional. Rumores apontam que, somente na segunda-feira (22), a China teria reservado mais de 650 mil toneladas de soja argentina. O movimento ocorre porque, neste momento, os preços nos portos argentinos estão mais competitivos que nos brasileiros.

“Essa diferença pesa principalmente nos contratos spot. A China ganha maior tranquilidade no abastecimento para o fim de 2025 e início de 2026, sem precisar recorrer tanto aos Estados Unidos. Isso prolonga a guerra tarifária entre Pequim e Washington e muda o jogo no curto prazo”, afirma Lara.

Concorrência e reflexos para o Brasil

Embora o Brasil não deva perder espaço nas exportações à China, já que o país asiático precisa dividir suas compras entre diferentes fornecedores, a concorrência com a Argentina pressiona margens brasileiras. “O Brasil continuará vendendo, mas a entrada da Argentina neste momento reduz prêmios de exportação e aperta o mercado interno. A disputa é mais prejudicial aos EUA, mas o produtor brasileiro sente o impacto nos preços”, avalia o consultor.

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Captação de dólares

A decisão de Milei está ligada à necessidade urgente de reforçar as reservas internacionais. “O peso não é uma moeda conversível, assim como o real. Como o governo precisou intervir para conter a escalada do câmbio, suspender os impostos de exportação é uma forma de acelerar a entrada de dólares no Banco Central argentino. É um alívio de curto prazo para a economia do país”, explica Lara.

Gargalos do Brasil aumentam a pressão

Para Lara, a medida argentina expõe ainda mais a fragilidade da infraestrutura brasileira. “O Brasil tem problemas logísticos graves. A limitação dos portos impede embarques acima de 16 milhões de toneladas por mês, mesmo quando há demanda maior. Além disso, as estradas são precárias em regiões como Mato Grosso e a malha ferroviária é insuficiente”, aponta.

Ele lembra ainda que, sem políticas públicas consistentes, o setor perde competitividade. “O plano safra deste ano não atendeu à necessidade de crédito do produtor, que está endividado. Precisamos de medidas de curto e longo prazo para reduzir custos logísticos e dar mais rentabilidade ao agronegócio brasileiro.”

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Polícia Civil prende mãe em flagrante após agressão contra filha de 11 anos em Paranatinga

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Menina procurou a delegacia acompanhada da avó materna; policiais constataram escoriações no pescoço da vítima

A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (22.10), uma mulher de 28 anos suspeita de agredir a própria filha, de 11 anos, durante uma discussão doméstica em Paranatinga.

A vítima foi à delegacia acompanhada da avó materna, que confirmou as agressões.

Em depoimento ao delegado do caso, a menina relatou que a mãe a atacou no pescoço. A equipe policial constatou marcas e escoriações na região mencionada pela menor.

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Diante dos fatos, foi determinada a prisão em flagrante pelo crime de lesão corporal praticado no contexto de violência doméstica e familiar contra a criança.

Após a denúncia, a mãe se apresentou na Delegacia de Polícia de Paranatinga. Como a denúncia já estava em andamento, ela foi detida e autuada em flagrante delito pelo crime.

Com a finalização do auto de prisão em flagrante, a suspeita foi encaminhada para a audiência de custódia e permanece à disposição do Poder Judiciário.

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Agro Mato Grosso

STF autoriza concessão de rodovias estaduais de MT após disputa judicial

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O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o andamento da concessão de rodovias estaduais de Mato Grosso que integram o Lote 1 do Programa de Concessões Rodoviárias do estado. A decisão dada pelo ministro André Mendonça na quarta-feira (21) atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

O lote prevê manutenção em 237 quilômetros de rodovias da Rota do Arinos, que abrange cinco municípios. O investimento privado estimado é de R$ 2,6 bilhões ao longo de 30 anos.

Segundo o governo do estado, a disputa judicial começou após o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) suspender a contratação da concessão. Na sequência, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) entendeu que o governo estadual havia adotado as medidas necessárias e derrubou a decisão do órgão de controle.

O TCE-MT recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu uma liminar para suspender novamente a formalização do contrato. Diante disso, a PGE recorreu ao STF, sob o argumento de que houve invasão de competência.

Ao analisar o pedido, André Mendonça reconheceu os argumentos apresentados pelo governo estadual e destacou que cabe ao Supremo analisar controvérsias que envolvam questões constitucionais. O ministro autorizou o prosseguimento da concessão e determinou o envio do pedido de suspensão para análise da Presidência do STF.

O lote inclui trechos de quatro rodovias estaduais: MT-160, MT-220, MT-242 e MT-338. As obras abrangem os municípios de Juara, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Itanhangá e Tapurah.

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Assinatura para concessões

Em setembro do ano passado o governo assinou três lotes para a concessões de 964,5 quilômetros de rodovias estaduais, incluindo o trecho acima, e o Lote 2 – Rota da Produção, que corresponde a 418,5 km das MTs 160/235/249/480 e o Lote 5- Rodovia da Integração, que corresponde a 308,3 km das MTs 020/326.

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Central de MT inova no SUS com reconstrução mamária e patologia em tempo real

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Unidade administrada pelo Einstein é a primeira da rede pública estadual a realizar congelação intraoperatória; pacientes saem do centro cirúrgico sem o tumor e com a mama reconstruída

Pacientes que passam por cirurgias de mastologia para retirada de tumor no Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso terminam o procedimento já com a reconstrução e a simetrização da mama, além do resultado da avaliação patológica por congelação imediata. Isso é possível porque no centro cirúrgico da unidade há um patologista, profissional responsável pela congelação intraoperatória, técnica que avalia a extensão do tumor no momento da retirada. O procedimento determina os passos seguintes, como a necessidade de esvaziar linfonodos da axila atingidos pelo câncer, permitindo que a cirurgia plástica reparadora seja feita na mesma ocasião.

“O Hospital Central é a primeira unidade do Sistema Único de Saúde no Estado a realizar a chamada congelação intraoperatória com o patologista dentro do centro cirúrgico. A congelação das margens e do linfonodo permite avaliar, durante a cirurgia, se há sinais de tumor nas bordas do tecido retirado e se existe comprometimento dos gânglios da axila. Isso ajuda a equipe médica a tomar decisões mais precisas no mesmo procedimento, podendo evitar uma segunda cirurgia. Assim, torna o tratamento mais seguro, eficiente e individualizado. Também fazemos a parte reparadora no mesmo procedimento. É um ganho de tempo, qualidade no tratamento e recuperação da autoestima”, explica a mastologista Melissa Lins, responsável técnica pela linha cirúrgica.

Administrado pelo Einstein Hospital Israelita, o Hospital Central oferece cuidado completo em mastologia com tecnologia especializada, do ambulatório ao pós-operatório. A unidade também faz o devido encaminhamento de pacientes para etapas complementares, como a quimioterapia, para outras unidades do SUS em Mato Grosso.

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O fluxo de atendimento começa no encaminhamento das pacientes pela Central Estadual de Regulação. Na primeira consulta, ocorre a triagem para avaliar se o caso é oncológico cirúrgico. Confirmada a necessidade de cirurgia, todo o processo pré-operatório, com exames especializados, é realizado: mamografia, ultrassonografia, ressonância magnética, core biópsia por ultrassonografia, imuno-histoquímica, dentre outros.

A mamografia do Hospital Central foi implantada no fim de setembro. Desde então, foram feitos 385 exames até 15 de outubro. Já as cirurgias de mastologia iniciaram em junho e, até o último dia 15, chegaram a 60. A equipe do setor inclui três mastologistas, um radiologista mamário, um patologista e os profissionais da enfermagem.

A especialista destaca outros dois serviços da linha de cuidado: o atendimento pós-operatório especializado e as cirurgias reparadoras de pacientes com gigantomastia em casos não oncológicos, desde que apresentem laudo ortopédico de alteração funcional.

“O suporte médico é contínuo, com as equipes clínica e cirúrgica trabalhando juntas. Além disso, o hospital oferece enfermagem especializada em curativos, que a paciente troca semanalmente durante o primeiro mês após a cirurgia”, acrescenta Melissa.

M. C. S., moradora de Colniza (1.057 km de Cuiabá), tratou um câncer de mama no Hospital Central. Durante o procedimento de retirada do tumor, fez a reconstrução e as cirurgias simetrizadora e redutora. “Fiz os exames no hospital e me avisaram que iria fazer a cirurgia para retirar o tumor e reconstruir a mama. Também fiz a de redução, porque sou bariátrica e tinha as mamas grandes”.

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M. havia percebido um caroço na mama no final de agosto e fez uma ultrassonografia em unidade de saúde de sua região. Foi quando recebeu um pedido de realização de biópsia e o encaminhamento para o Hospital Central. Entre a suspeita do diagnóstico e a realização da cirurgia, foram cerca de 20 dias.

“Praticamente no mesmo dia fiz todos os exames no hospital, e as cirurgias correram bem, todas juntas. Esse hospital é fora de base. Graças a Deus, estou bem. Todas as pessoas que estão lá falam a mesma coisa, que o atendimento é rápido, resolve o problema da gente”, pontua a paciente um mês depois de realizar os procedimentos.

O Outubro Rosa é o mês de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama para o melhor desfecho do tratamento. “A Saúde de Mato Grosso tem no Hospital Central uma unidade preparada para somar nessa luta contra o câncer de mama, ofertando medicina diagnóstica com todos os exames necessários, além de uma linha cirúrgica pronta para realizar a intervenção adequada”, reforça a diretora da unidade, Alessandra Bokor.

Sobre o Einstein

O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc. Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas – que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência – e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

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