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2 de julho de 2026

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Sine Municipal disponibiliza 440 vagas de trabalho em Cuiabá; salários chegam a R$ 10,9 mil

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Polícia desarticula grupo que fornecia armas e drogas do Paraguai para facções rivais em MT

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Bando atuava abastecendo o crime organizado em Sinop e região. Sete mandados de prisão foram cumpridos, incluindo o de um líder detido na PCE

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (2.7), a Operação Duplo Comando, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa investigada por fornecer armas de fogo e entorpecentes a integrantes de duas facções criminosas com atuação na região norte de Mato Grosso.

As investigações, desenvolvidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Sinop ao longo de vários meses, identificaram que os investigados eram responsáveis pelo fornecimento de armas de fogo e drogas provenientes da região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai, abastecendo integrantes das facções criminosas rivais, atuantes em Sinop e região.

Entre as medidas judiciais executadas, foram cumpridos sete mandados de prisão, sendo quatro nem Sinop (MT), dois em Coronel Sapucaia (MS) e um na Penitenciária Central do Estado (PCE), em desfavor de um investigado apontado como liderança regional de uma das facções criminosas.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, também foi realizada uma prisão em flagrante, em razão da apreensão de armas de fogo e munições ilegalmente mantidas na posse de um dos investigados.

Ao término da operação, foram apreendidos uma pistola calibre 9 mm, uma espingarda calibre 20, 19 munições calibre 9 mm, 39 munições calibre 20 e uma caminhonete pertencente a um dos investigados.

Todo o material apreendido foi encaminhado para os procedimentos de polícia judiciária e perícia criminal, passando a integrar o conjunto probatório das investigações.

A Operação Duplo Comando integra a estratégia permanente da Polícia Civil de Mato Grosso de enfrentamento às organizações criminosas, com foco na repressão qualificada às cadeias de abastecimento de armas de fogo e entorpecentes utilizadas por facções criminosas que atuam no Estado.

As investigações permanecem em andamento, visando à identificação de outros envolvidos, ao aprofundamento da estrutura logística e financeira da organização investigada e a responsabilização criminal de todos os seus integrantes.

Com Assessoria 

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‘Nasci na lavoura e fui criado nela. Hoje, levo o que aprendi para o campo’, diz sojicultor indicado ao Prêmio Personagem Soja Brasil

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Reprodução Canal Rual/Carlos Carnieletto

A agricultura sempre fez parte da vida de Carlos Eduardo Carnieletto. De Pato Branco (PR), o produtor rural cresceu acompanhando o trabalho da família na lavoura e transformou o legado em profissão. Aos 44 anos, administra uma propriedade de 44 hectares dedicada principalmente ao cultivo de soja, além de atuar como engenheiro agrônomo e instrutor do Senar Paraná, capacitando produtores em mecanização agrícola, tecnologias de aplicação e pulverização.

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Para Carlos, a vivência dentro e fora da porteira permite unir teoria e prática em benefício da produção. “Nasci na lavoura, me criei nela e hoje consigo aplicar no campo o conhecimento que adquiri na faculdade e nos treinamentos. Tenho muito orgulho da atividade que escolhi e amor pelo que faço. Eu me sinto privilegiado por isso”, diz.

A tradição da soja começou ainda com o pai, que despertou seu interesse pela atividade desde a infância. Ao longo dos anos, a cultura se consolidou como a principal fonte de renda da propriedade, dividindo espaço com milho, trigo e outras culturas.

Um dos principais marcos da história da fazenda foi a decisão de investir na conservação do solo. A iniciativa começou na geração anterior, com a adoção de práticas como cobertura vegetal, rotação de culturas, manejo da fertilidade e formação de palhada, estratégias que, segundo Carlos, garantiram maior estabilidade produtiva.

“O primeiro grande marco da propriedade foi o cuidado com o solo. Esse trabalho nos deu condições de produzir bem e enfrentar anos de adversidades climáticas com mais segurança”, afirma.

Outro divisor de águas foi a aproximação com pesquisadores e extensionistas do IDR-Paraná e da Embrapa. A parceria contribuiu para a adoção de tecnologias como a inoculação de sementes e o manejo integrado de pragas e doenças, reduzindo custos e tornando o sistema produtivo mais eficiente.

“Passamos a enxergar a agricultura de outra forma. Conseguimos produzir bem, gastar menos e tornar o sistema mais sustentável, sem perder produtividade. Isso aumentou a lucratividade da propriedade, mesmo em anos de clima adverso”, aponta.

Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26

Neste ano, Carlos participou do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/2026, experiência que considera um reconhecimento ao trabalho desenvolvido na propriedade.

“Foi uma grande surpresa participar. Nunca imaginei estar em um projeto como esse. O mais importante é poder mostrar que uma pequena propriedade pode ser sustentável, lucrativa e eficiente. Muitas vezes ficamos presos apenas ao discurso comercial, mas existe um caminho para produzir mais, utilizando menos insumos e aumentando a rentabilidade.”

Segundo ele, a iniciativa também ajuda a dar visibilidade às pesquisas desenvolvidas por instituições públicas e às experiências de produtores que adotam práticas sustentáveis.

“O projeto mostra que é possível produzir alimento de forma responsável e econômica. Também aproxima pesquisadores, produtores e a sociedade, mostrando a realidade da agricultura brasileira”, comenta.

Ao falar sobre o futuro da soja, Carlos acredita que a evolução da pesquisa, do manejo do solo e das tecnologias biológicas continuará impulsionando a cultura no Brasil.

“A pesquisa evoluiu muito e continuará evoluindo. Precisamos investir cada vez mais em conservação do solo, manejo e planejamento. Existem tecnologias que permitem produzir melhor, com menor impacto ambiental. É importante mostrar para a sociedade que a agricultura produz alimentos de forma sustentável”, destaca.

Recado para outros produtores

Como mensagem às novas gerações, o produtor destaca que a sucessão familiar continua sendo um dos maiores desafios do campo, mas acredita que a atividade ainda oferece oportunidades para quem trabalha com planejamento.

“Quem olha a agricultura de fora muitas vezes imagina que é uma atividade de alta rentabilidade, mas as margens estão cada vez mais apertadas. Mesmo assim, vale a pena continuar esse legado. Com planejamento, cuidado com o solo e práticas sustentáveis, é possível viver bem da agricultura e construir um futuro sólido no campo”, conclui.

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MP quer que partidos criem filtros para identificar relação de candidatos com crime organizado

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Ministério Público Eleitoral sugeriu que os diretórios cobrem certidões criminais e cruzem informações patrimoniais com quantias gastas em campanha

O Ministério Público Eleitoral (MPE) recomendou que os partidos criem filtros para identificar o histórico dos candidatos que disputarão a eleição de 2026. O foco dos mecanismos deve ser possíveis relações dos membros do partido com facções criminosas antes e durante o processo de campanha. 

O órgão quer, por exemplo, que os diretórios exijam dos pré-candidatos certidões criminais da Justiça estadual e federal e, caso haja alguma relação deles com o crime organizado, que não sejam aprovados pelas convenções. 

Outro mecanismo recomendado é o cruzamento de informações que ajudem a montar um perfil socioeconômico dos pré-candidatos. O histórico deve conter informações sobre “vínculos territoriais e compatibilidade patrimonial”. O documento serviria para identificar possíveis financiamentos de campanha. 

O Ministério Público Eleitoral deu prazo de 20 dias para que a direção dos partidos apresente quais medidas foram adotadas. O prazo coincide com o início das convenções partidárias, programadas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto. 

Segundo o MP, se algum filiado tiver perfil dentro dos traçados dos filtros não deverá participar das convenções. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) afirmou que existe preocupação dos órgãos com a infiltração das facções criminosas nas eleições. 

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