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‘Nasci na lavoura e fui criado nela. Hoje, levo o que aprendi para o campo’, diz sojicultor indicado ao Prêmio Personagem Soja Brasil

A agricultura sempre fez parte da vida de Carlos Eduardo Carnieletto. De Pato Branco (PR), o produtor rural cresceu acompanhando o trabalho da família na lavoura e transformou o legado em profissão. Aos 44 anos, administra uma propriedade de 44 hectares dedicada principalmente ao cultivo de soja, além de atuar como engenheiro agrônomo e instrutor do Senar Paraná, capacitando produtores em mecanização agrícola, tecnologias de aplicação e pulverização.
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Para Carlos, a vivência dentro e fora da porteira permite unir teoria e prática em benefício da produção. “Nasci na lavoura, me criei nela e hoje consigo aplicar no campo o conhecimento que adquiri na faculdade e nos treinamentos. Tenho muito orgulho da atividade que escolhi e amor pelo que faço. Eu me sinto privilegiado por isso”, diz.
A tradição da soja começou ainda com o pai, que despertou seu interesse pela atividade desde a infância. Ao longo dos anos, a cultura se consolidou como a principal fonte de renda da propriedade, dividindo espaço com milho, trigo e outras culturas.
Um dos principais marcos da história da fazenda foi a decisão de investir na conservação do solo. A iniciativa começou na geração anterior, com a adoção de práticas como cobertura vegetal, rotação de culturas, manejo da fertilidade e formação de palhada, estratégias que, segundo Carlos, garantiram maior estabilidade produtiva.
“O primeiro grande marco da propriedade foi o cuidado com o solo. Esse trabalho nos deu condições de produzir bem e enfrentar anos de adversidades climáticas com mais segurança”, afirma.
Outro divisor de águas foi a aproximação com pesquisadores e extensionistas do IDR-Paraná e da Embrapa. A parceria contribuiu para a adoção de tecnologias como a inoculação de sementes e o manejo integrado de pragas e doenças, reduzindo custos e tornando o sistema produtivo mais eficiente.
“Passamos a enxergar a agricultura de outra forma. Conseguimos produzir bem, gastar menos e tornar o sistema mais sustentável, sem perder produtividade. Isso aumentou a lucratividade da propriedade, mesmo em anos de clima adverso”, aponta.
Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26
Neste ano, Carlos participou do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/2026, experiência que considera um reconhecimento ao trabalho desenvolvido na propriedade.
“Foi uma grande surpresa participar. Nunca imaginei estar em um projeto como esse. O mais importante é poder mostrar que uma pequena propriedade pode ser sustentável, lucrativa e eficiente. Muitas vezes ficamos presos apenas ao discurso comercial, mas existe um caminho para produzir mais, utilizando menos insumos e aumentando a rentabilidade.”
Segundo ele, a iniciativa também ajuda a dar visibilidade às pesquisas desenvolvidas por instituições públicas e às experiências de produtores que adotam práticas sustentáveis.
“O projeto mostra que é possível produzir alimento de forma responsável e econômica. Também aproxima pesquisadores, produtores e a sociedade, mostrando a realidade da agricultura brasileira”, comenta.
Ao falar sobre o futuro da soja, Carlos acredita que a evolução da pesquisa, do manejo do solo e das tecnologias biológicas continuará impulsionando a cultura no Brasil.
“A pesquisa evoluiu muito e continuará evoluindo. Precisamos investir cada vez mais em conservação do solo, manejo e planejamento. Existem tecnologias que permitem produzir melhor, com menor impacto ambiental. É importante mostrar para a sociedade que a agricultura produz alimentos de forma sustentável”, destaca.
Recado para outros produtores
Como mensagem às novas gerações, o produtor destaca que a sucessão familiar continua sendo um dos maiores desafios do campo, mas acredita que a atividade ainda oferece oportunidades para quem trabalha com planejamento.
“Quem olha a agricultura de fora muitas vezes imagina que é uma atividade de alta rentabilidade, mas as margens estão cada vez mais apertadas. Mesmo assim, vale a pena continuar esse legado. Com planejamento, cuidado com o solo e práticas sustentáveis, é possível viver bem da agricultura e construir um futuro sólido no campo”, conclui.
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Sem Lula, Flávio e Zema, debate da Band perde três candidatos antes mesmo de começar

O LIVRE acompanhará o debate e publicará nas redes sociais os principais cortes, embates, declarações e eventuais gafes da noite.
O primeiro debate presidencial da eleição de 2026 terá três baixas de peso neste domingo (23). Depois de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) decidirem não comparecer, Romeu Zema (Novo) também anunciou que ficará fora do encontro promovido pela Band.
Segundo a assessoria de Zema, o debate havia sido transferido de 16 para 23 de agosto diante da expectativa de participação de Lula. Como o presidente desistiu, a campanha do governador mineiro considerou que a mudança perdeu o sentido — e Zema resolveu perder o interesse também.
Lula dará entrevista à Record no mesmo horário, às 20h30. Flávio, por sua vez, condicionou sua presença à participação do petista. A expectativa é que os dois líderes das pesquisas se encontrem apenas no último debate do primeiro turno, promovido pela Globo em 1º de outubro.
Com os principais nomes fora, o confronto abre espaço para os demais candidatos e para outra disputa cada vez mais importante nas eleições: a dos cortes nas redes sociais. Uma provocação, uma gafe ou poucos segundos de embate podem repercutir mais do que horas de transmissão.
O LIVRE acompanhará o debate e publicará nas redes sociais os principais cortes, embates, declarações e eventuais gafes da noite.
No fim, a Band terá candidatos, perguntas, cronômetro e púlpitos. Só não terá Lula, Flávio e Zema. Na era dos reels, resta descobrir quem conseguirá transformar o espaço deixado pelos ausentes em alguns segundos capazes de viralizar.
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INSS libera consignado para beneficiários sem biometria facial

Autorização poderá ser feita pelo aplicativo Meu INSS com dados bancários; novas regras também reforçam mecanismos contra fraudes
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sem biometria facial nas bases do governo federal voltaram a poder contratar empréstimos consignados. A autorização poderá ser feita pelo aplicativo Meu INSS, com acesso por dados bancários.
A mudança já está em vigor, após a publicação da Instrução Normativa 213 do INSS, no último dia 19.
Principais mudanças
A nova regra altera procedimentos para contratação e portabilidade do consignado.
Os principais pontos são:
- Beneficiários sem biometria facial poderão autorizar o empréstimo pelo Meu INSS, usando dados bancários;
- Na portabilidade, o segurado deverá assinar um termo específico no aplicativo;
- O banco que receber o contrato terá 20 dias para confirmar a transferência. Sem confirmação, a operação será cancelada;
- O desconto no benefício só poderá ocorrer após o banco enviar a documentação exigida ao INSS;
- As instituições terão de informar, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo na conta do beneficiário;
- A autorização do desconto não poderá ser feita por telefone nem comprovada por gravação de voz.
Requisitos de segurança
A biometria facial havia sido adotada em agosto do ano passado, como requisito para reforçar a segurança e combater fraudes após a série de escândalos no INSS no ano passado. A tecnologia continua disponível para quem tem fotos nas bases oficiais, como Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Justiça Eleitoral.
Com as novas regras, quem não tem registro biométrico não ficará impedido de contratar o crédito. Apesar da dispensa da obrigação, o INSS alega que a instrução normativa tem uma série de requisitos para prevenir fraudes.
Depois da autorização do titular, a instituição que receberá o contrato terá 20 dias para confirmar a operação. Se não houver confirmação dentro desse prazo, a transferência será cancelada.
O beneficiário também deverá assinar um termo de autorização no aplicativo Meu INSS. Segundo a nota do instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.
Portabilidade
Na transferência de uma dívida para outro banco, o beneficiário deverá assinar um termo de autorização no Meu INSS. Segundo o instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.
O INSS determinou que a operação só produza efeitos depois do envio da documentação exigida pela instituição financeira. Antes disso, não haverá desconto no benefício nem repasse de valores à instituição financeira.
A medida inclui contrato, autorização expressa do desconto e informações sobre valor, parcelas, juros e instituição responsável pela operação.
Dinheiro rastreado
Os bancos também terão de informar ao INSS, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo. A medida permitirá cruzar o contrato registrado no benefício com o efetivo recebimento do dinheiro e ajudar na identificação de operações fraudulentas.
O INSS esclarece que o Meu INSS Vale+, modalidade de antecipação de até R$ 150 do benefício para aposentados e pensionistas, permanece suspenso.
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Encceja 2026 é aplicado neste domingo em todo o país para certificação do ensino fundamental e médio

Provas ocorrem em dois turnos. Pela manhã, exames vão até as 13h; à tarde, a aplicação começa às 15h30 e segue até as 20h30. Exame busca contemplar jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade regular
O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 é aplicado neste domingo (23) em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.
As provas são aplicadas nos turnos da manhã e da tarde. No primeiro turno, as provas começam às 9h e terminam às 13h. Já no segundo turno, a aplicação da tarde começa às 15h30 e vai até as 20h30.
O exame destina-se às pessoas residentes no Brasil ou no exterior que pretendem obter a certificação dos ensinos fundamental ou médio.
Para a certificação do ensino fundamental, é necessário ter, no mínimo, 15 anos completos na data de realização do exame. Para a certificação do ensino médio, é exigida idade mínima de 18 anos completos na data de aplicação.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as provas do Encceja são elaboradas com base nos requisitos estabelecidos para os ensinos fundamental e médio pela legislação vigente.
O exame é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, além de uma prova de redação.
A aplicação ocorre em um único dia, nos turnos matutino e vespertino. As datas de aplicação do exame no Brasil, no exterior e nas edições destinadas às pessoas privadas de liberdade ou sob medida socioeducativa privativa de liberdade são definidas em editais específicos.
As orientações para os candidatos que vão fazer o exame estão disponíveis no site do MEC.
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