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15 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja fechou a semana em baixa com a falta de negociações sobre grãos entre EUA e China – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 19/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 19/09

O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 1,16% ou $ -12,00 cents/bushel, a $1.025,50. A cotação de janeiro encerrou em baixa de 1,11% ou $ -11,75 cents/bushel, a $1.044,75. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em baixa de 0,04% ou $ -0,10/ton curta, a $ 282,90. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em baixa de 1,07% ou $ -0,54/libra-peso, a $ 50,03.

ANÁLISE DA BAIXA

A soja negociada em Chicago fechou o dia e a semana em baixa. As cotações da oleaginosa registraram perdas significativas após a decepção do mercado com a falta de avanço concreto em questões agrícolas durante a ligação entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping.

“O fato de não haver nenhum produto agrícola específico mencionado é uma decepção”, disse Randy Place, analista do Hightower Report. “Nada que se possa apontar para dizer que fizemos um avanço.” A China foi responsável por aproximadamente 45% de todas as exportações de soja dos EUA no ano comercial de 2024-25.

A Bloomberg informou que, até 11 de setembro, a China não havia reservado um único carregamento de soja quase duas semanas após o início da nova temporada de comercialização, pela primeira vez, com registros que remontam a 1999. “Pequim, com estoques saudáveis em mãos, está sinalizando que tem paciência e capacidade para esperar – e que está disposta a usar as commodities como moeda de troca em negociações comerciais mais amplas”, segundo o artigo.

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Com isso soja de Chicago fechou o acumulado semanal em baixa de -2,01%, perdendo $-21,00 cents/bushel. O farelo de soja caiu -1,6%, ou $ -4,7 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou -3,17%, equivalente a $ -1,64 por libra-peso.

Análise semanal da tendência de preços
Fatores de alta
IGC REDUZ PRODUÇÃO MUNDIAL

O Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu hoje o volume da produção global de soja para 2025/2026 de 430 para 429 milhões de toneladas em seu relatório mensal de estimativas agrícolas, ficando um pouco acima dos 428 milhões de toneladas da temporada 2024/2025.

Enquanto isso, o consumo para a nova safra agrícola aumentou de 430 para 431 milhões de toneladas, em comparação com 416 milhões de toneladas na safra anterior.

EUA-EXPORTAÇÕES DENTRO DO ESPERADO

Sem a presença chinesa, o relatório semanal do USDA sobre as exportações dos EUA variou de neutro a ligeiramente otimista, para o período de 5 a 11 de setembro, visto que reportou vendas de soja 2025/2026 em 923.000 toneladas, acima das 541.100 toneladas do relatório anterior e dentro da faixa estimada pelos produtores do setor privado, que era de 400.000 a 1.500.000 toneladas. O Egito, com 228,4 mil toneladas, foi o principal comprador de soja dos EUA.

EUA-EXPORTAÇÕES DE FARELO E ÓLEO

As vendas de farelo ficaram em 31.151 toneladas para o ano fiscal atual, com 151.344 toneladas para 2025/26, na faixa de 0 a 400.000 toneladas estimadas. Já as de óleo de soja totalizaram 22.367 toneladas, na média das estimativas comerciais de reduções líquidas de 5.000 toneladas e vendas de 41.000 toneladas.

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EUA-AGRICULTORES AMERICANOS DEVERÃO RECEBER MAIS DE US$ 40 BILHÕES DE AJUDA

O governo federal americano deve gastar mais de US$40 bilhões em pagamentos aos agricultores em 2025, o segundo maior valor desde 1933, de acordo com dados do USDA. E estão pedindo mais US$ 23 bilhões. A soma quase recorde é alimentada por desastres ad-hoc e ajuda econômica aprovada pelo Congresso em dezembro passado. “Os agricultores estão passando por um dos piores momentos econômicos, creio eu, de toda a minha vida”, disse o presidente republicano do Comitê de Agricultura da Câmara, Glenn Thompson, da Pensilvânia, acrescentando que a necessidade de ajuda cresceu e que ele espera aprovar alguma assistência em um pacote de gastos agrícolas ainda este ano. O Congresso está atrasado há vários anos na aprovação de uma lei agrícola.

FATORES DE BAIXA
DECEPÇÃO COM A REUNIÃO DE TRUMP

O mercado ficou decepcionado com a falta de inclusão dos produtos agrícolas, especialmente a soja, na reunião de Trump com Xi-Jiping. Com isto a soja passou de uma cotação em torno de dois dólares de alta na primeira metade do dia para uma queda no pregão diário em Chicago, após as quedas dos dois pregões anteriores.

PRESSÃO SAZONAL DA COLHEITA

Entre os fatores que influenciam a tendência de baixa está a contínua falta de compras chinesas de novos grãos dos Estados Unidos, em uma situação sem precedentes recentes. Somam-se a isso os preços fracos do óleo e a pressão sazonal do progresso da colheita, agora em algumas das áreas agrícolas mais importantes.

BRASIL/CONAB-PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO MAIORES

Em sua primeira projeção para a safra 2025/2026 no Brasil, a Conab estimou hoje a produção de soja em 177,67 milhões de toneladas e as exportações de soja in natura em 112,12 milhões de toneladas, acima das 171,47 e 106,66 milhões de toneladas previstas para o ciclo atual e em comparação com as 175 e 112 milhões de toneladas previstas pelo USDA, respectivamente. Segundo a agência brasileira, a área plantada aumentaria de 47,35 para 49,08 milhões de hectares, enquanto a produtividade permaneceria praticamente inalterada, variando de 3.621 a 3.620 quilos por hectare. Em relação às exportações de subprodutos, a Conab projetou um aumento nas vendas de farelo, de 23,60 para 24,80 milhões de toneladas, mas manteve os embarques de óleo inalterados em 1,40 milhão de toneladas.

BRASIL-REDUÇÃO DA DEMANDA CHINESA

O Brasil está se tornando muito caro para os chineses. Por outro lado, o ritmo de cobertura das esmagadoras chinesas, para a janela outubro-novembro-dezembro está diminuindo. Nesta semana não foi vista nenhuma oferta para a China.

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Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Análise climática e prognósticos para outubro, novembro e dezembro/26 – MAIS SOJA

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Análise Climática Setembro

Em setembro de 2026, as chuvas foram acima de 150 mm na Região Sul, sul de São Paulo e de Mato Grosso do Sul, além de áreas do sudeste de Minas Gerais e Rio de Janeiro, mantendo a umidade no solo com níveis satisfatórios e elevados em algumas áreas. Em grande parte do Centro-Oeste, do centronorte de Minas Gerais, sul e oeste da Região Norte, os volumes de chuva variaram entre 50 mm e 100 mm. Já o norte da Região Norte e grande parte da Região Nordeste, registaram acumulados mensais inferiores a 40 mm, resultando em menores níveis de armazenamento de água no solo.

Na Região Norte, os maiores volumes de chuva ocorreram no Acre, Rondônia, sul do Pará, centro-oeste do Amazonas e norte de Tocantins, com valores acima de 50 mm. Nas demais áreas, os acumulados foram abaixo de 30 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo.

Na Região Nordeste, as chuvas se concentraram no litoral leste, com totais acima de 40 mm, desde o Rio Grande do Norte até a Bahia. No Semiárido e em áreas do Sealba e Matopiba, os valores foram inferiores a 30 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo. Diante deste cenário, as lavouras de terceira safra, que se encontram em maturação e colheita, vêm sendo favorecidas.

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Em grande parte da Região Centro-Oeste, foram registrados acumulados de chuva inferiores a 90 mm, não sendo suficientes para elevar, em níveis satisfatórios, a umidade do solo na região. Já em Mato Grosso do Sul, os volumes de chuva foram acima de 120 mm.

Na Região Sudeste, as chuvas foram mais significativas no centro-sul de São Paulo, Rio de Janeiro e sudoeste de Minas Gerais, com volumes acima de 150 mm. O excesso de chuvas pode ter impactado a qualidade do trigo que se encontram em fase de maturação e colheita, principalmente no estado de São Paulo. Já no norte de Minas Gerais, as chuvas foram escassas e inferiores a 30 mm.

Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm nos três estados. Este cenário manteve os níveis de umidade do solo elevados, porém o excesso hídrico prejudicou a cultura de trigo, favorecendo a ocorrência de doenças fúngicas.

Em setembro, as temperaturas máximas permaneceram acima de 30 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os maiores valores ficaram acima de 36 °C em áreas do Tocantins, leste de Mato Grosso, sudeste do Pará, Piauí, sul do Maranhão e oeste da Bahia. As menores máximas, abaixo de 28 °C, ocorreram principalmente no Sul e em áreas do leste da Região Sudeste.

Em relação às temperaturas mínimas, os valores superaram 20 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Na Região Sul, em áreas da Região Sudeste, bem como o sul de Mato Grosso do Sul, as mínimas ficaram abaixo de 18 °C, refletindo em condições mais amenas. Os menores valores, entre 6 °C e 10 °C, ocorreram no Rio Grande do Sul, associados à atuação de massas de ar frio. Em baixadas e em áreas mais elevadas, houve registro de geadas.

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CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIAS

Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no período de 16 a 30 de setembro de 2026. Nesse intervalo, foram registrados valores acima de 1 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida desde a costa oeste da América do Sul até 180°, indicando temperaturas acima da média climatológica. As águas mais aquecidas concentraram-se entre 80°W e 150°W, onde as anomalias foram acima de 4 °C. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores positivos e acima 2 °C durante setembro, sinalizando a persistência das condições de El Niño.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), indica a persistência das condições de El Niño (fase quente) durante o trimestre outubro, novembro e dezembro, que poderá atingir intensidade muito forte até o final de 2026.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO OUTUBRO, NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do INMET, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica predomínio de chuvas abaixo da média em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e parte norte das regiões Centro-Oeste e Sudeste. Enquanto as chuvas acima da média são previstas para as Regiões Sul e Centro-Oeste, além de áreas do centro-sul da Região Sudeste

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas abaixo da média em grande parte da Região Norte, o que poderá contribuir para a redução dos níveis de umidade no solo. Por outro lado, são previstas chuvas acima da média no oeste da Amazônia, favorecendo a manutenção de níveis mais elevados de umidade do solo nessa área.

Na maior parte da Região Nordeste, a previsão indica chuvas abaixo da média, o que poderá contribuir para a redução gradual da umidade do solo. Ressalta-se que, a faixa leste da região entra no período mais seco do ano, sendo natural a redução dos volumes de chuva nos próximos meses. Ainda assim, podem ocorrer episódios de chuva, principalmente nas áreas próximas ao litoral.

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Para a Região Centro-Oeste, a previsão indica irregularidade das chuvas, com predomínio de chuvas próximas e acima da média, exceto em áreas do noroeste e nordeste do Mato Grosso, centro-norte de Goiás e Distrito Federal, onde os volumes de chuva podem ficar abaixo da média, principalmente em outubro e novembro.

Na Região Sudeste, a tendência é de chuvas abaixo da média no centronorte de Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. No sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, bem como grande parte de São Paulo, são previstos volumes de chuva próximos e acima da média. Na Região Sul, a previsão indica chuvas acima da média ao longo do trimestre. De modo geral, os níveis de umidade no solo deverão permanecer adequados para o desenvolvimento das culturas. No entanto, a persistência de eventos de chuva poderá favorecer a ocorrência de excesso hídrico em áreas da porção centro-oeste da região, principalmente em outubro e novembro.

As temperaturas médias do ar devem permanecer acima da média histórica em grande parte do país. Valores superiores a 27 °C são previstos em grande parte das Regiões Norte e Nordeste. Na Região Centro-Oeste, os valores devem variar entre 25 °C e 27 °C, assim como no oeste de São Paulo e norte de Minas Gerais. Em áreas do sul de Minas Gerais, leste de São Paulo, sul do Rio de Janeiro, assim como em grande parte da Região Sul, são previstas temperaturas mais amenas e inferiores a 25 °C.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.

Fonte: Conab

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Menor interesse comprador e câmbio pressionam cotações no RS – MAIS SOJA

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As cotações do arroz em casca recuaram no Rio Grande do Sul, diante da retração da demanda industrial, da maior disponibilidade do cereal para comercialização e da desvalorização do dólar frente ao Real.

De acordo com o Centro de Pesquisas, após a valorização observada nos meses anteriores, o mercado de arroz em casca perdeu ritmo na primeira semana de outubro. Indústrias consultadas pelo Cepea relataram menor movimentação nas vendas de arroz beneficiado e dificuldades para repassar os aumentos recentes da matéria-prima. Nesse cenário, parte dos compradores restringiu as aquisições e evitou reajustar as ofertas.

Pesquisadores do Cepea destacam que a necessidade de recomposição dos estoques também diminuiu, uma vez que algumas empresas haviam adquirido volumes maiores nas semanas anteriores.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

IPPA//CEPEA: Índice avança em setembro, impulsionado pelos preços dos grãos – MAIS SOJA

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Em setembro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou alta nominal de 3,62% em relação a agosto. O resultado mensal foi impulsionado, sobretudo, pelo avanço do IPPA-Grãos (6,58%), seguido pelas altas do IPPA-Pecuária (2,08%) e do IPPA-Cana-Café (0,15%), que mais do que compensaram a queda observada no IPPA-Hortifrutícolas (-3,98%).

Segundo o Cepea, entre os produtos, destacaram-se as altas de algodão, arroz, milho, soja, trigo, boi gordo, frango vivo, suíno vivo, leite, batata, tomate e cana-de-açúcar, enquanto ovos, banana, laranja, uva e café exerceram influência baixista sobre seus respectivos grupos.

O IPA-OG-DI apresentou alta de 1,57% no mês, indicando que, em setembro, os preços agropecuários apresentaram desempenho superior ao dos preços industriais. No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 1,48%. Com a valorização de 0,16% do real frente ao dólar, os preços internacionais dos alimentos medidos em reais registraram alta de 1,31%.

Na comparação anual (jan-set/2026 em relação ao mesmo período do ano anterior), o IPPA/CEPEA apresenta queda de 6,56%, com retrações no IPPA-Cana-Café (-20,90%), IPPA-Hortifrutícolas (-8,58%), IPPA-Grãos (-3,49%) e IPPA-Pecuária (-2,54%).

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No mesmo período, o IPA-OG-DI acumula alta de 1,24%, enquanto os preços internacionais dos alimentos registram queda de 8,39% em reais e leve alta de 0,75% em dólares. Já a taxa de câmbio acumula variação de -8,96%, refletindo a valorização do real frente à moeda norte-americana, na comparação entre janeiro e setembro de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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