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28 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja fechou a semana em baixa com a falta de negociações sobre grãos entre EUA e China – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 19/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 19/09

O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 1,16% ou $ -12,00 cents/bushel, a $1.025,50. A cotação de janeiro encerrou em baixa de 1,11% ou $ -11,75 cents/bushel, a $1.044,75. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em baixa de 0,04% ou $ -0,10/ton curta, a $ 282,90. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em baixa de 1,07% ou $ -0,54/libra-peso, a $ 50,03.

ANÁLISE DA BAIXA

A soja negociada em Chicago fechou o dia e a semana em baixa. As cotações da oleaginosa registraram perdas significativas após a decepção do mercado com a falta de avanço concreto em questões agrícolas durante a ligação entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping.

“O fato de não haver nenhum produto agrícola específico mencionado é uma decepção”, disse Randy Place, analista do Hightower Report. “Nada que se possa apontar para dizer que fizemos um avanço.” A China foi responsável por aproximadamente 45% de todas as exportações de soja dos EUA no ano comercial de 2024-25.

A Bloomberg informou que, até 11 de setembro, a China não havia reservado um único carregamento de soja quase duas semanas após o início da nova temporada de comercialização, pela primeira vez, com registros que remontam a 1999. “Pequim, com estoques saudáveis em mãos, está sinalizando que tem paciência e capacidade para esperar – e que está disposta a usar as commodities como moeda de troca em negociações comerciais mais amplas”, segundo o artigo.

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Com isso soja de Chicago fechou o acumulado semanal em baixa de -2,01%, perdendo $-21,00 cents/bushel. O farelo de soja caiu -1,6%, ou $ -4,7 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou -3,17%, equivalente a $ -1,64 por libra-peso.

Análise semanal da tendência de preços
Fatores de alta
IGC REDUZ PRODUÇÃO MUNDIAL

O Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu hoje o volume da produção global de soja para 2025/2026 de 430 para 429 milhões de toneladas em seu relatório mensal de estimativas agrícolas, ficando um pouco acima dos 428 milhões de toneladas da temporada 2024/2025.

Enquanto isso, o consumo para a nova safra agrícola aumentou de 430 para 431 milhões de toneladas, em comparação com 416 milhões de toneladas na safra anterior.

EUA-EXPORTAÇÕES DENTRO DO ESPERADO

Sem a presença chinesa, o relatório semanal do USDA sobre as exportações dos EUA variou de neutro a ligeiramente otimista, para o período de 5 a 11 de setembro, visto que reportou vendas de soja 2025/2026 em 923.000 toneladas, acima das 541.100 toneladas do relatório anterior e dentro da faixa estimada pelos produtores do setor privado, que era de 400.000 a 1.500.000 toneladas. O Egito, com 228,4 mil toneladas, foi o principal comprador de soja dos EUA.

EUA-EXPORTAÇÕES DE FARELO E ÓLEO

As vendas de farelo ficaram em 31.151 toneladas para o ano fiscal atual, com 151.344 toneladas para 2025/26, na faixa de 0 a 400.000 toneladas estimadas. Já as de óleo de soja totalizaram 22.367 toneladas, na média das estimativas comerciais de reduções líquidas de 5.000 toneladas e vendas de 41.000 toneladas.

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EUA-AGRICULTORES AMERICANOS DEVERÃO RECEBER MAIS DE US$ 40 BILHÕES DE AJUDA

O governo federal americano deve gastar mais de US$40 bilhões em pagamentos aos agricultores em 2025, o segundo maior valor desde 1933, de acordo com dados do USDA. E estão pedindo mais US$ 23 bilhões. A soma quase recorde é alimentada por desastres ad-hoc e ajuda econômica aprovada pelo Congresso em dezembro passado. “Os agricultores estão passando por um dos piores momentos econômicos, creio eu, de toda a minha vida”, disse o presidente republicano do Comitê de Agricultura da Câmara, Glenn Thompson, da Pensilvânia, acrescentando que a necessidade de ajuda cresceu e que ele espera aprovar alguma assistência em um pacote de gastos agrícolas ainda este ano. O Congresso está atrasado há vários anos na aprovação de uma lei agrícola.

FATORES DE BAIXA
DECEPÇÃO COM A REUNIÃO DE TRUMP

O mercado ficou decepcionado com a falta de inclusão dos produtos agrícolas, especialmente a soja, na reunião de Trump com Xi-Jiping. Com isto a soja passou de uma cotação em torno de dois dólares de alta na primeira metade do dia para uma queda no pregão diário em Chicago, após as quedas dos dois pregões anteriores.

PRESSÃO SAZONAL DA COLHEITA

Entre os fatores que influenciam a tendência de baixa está a contínua falta de compras chinesas de novos grãos dos Estados Unidos, em uma situação sem precedentes recentes. Somam-se a isso os preços fracos do óleo e a pressão sazonal do progresso da colheita, agora em algumas das áreas agrícolas mais importantes.

BRASIL/CONAB-PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO MAIORES

Em sua primeira projeção para a safra 2025/2026 no Brasil, a Conab estimou hoje a produção de soja em 177,67 milhões de toneladas e as exportações de soja in natura em 112,12 milhões de toneladas, acima das 171,47 e 106,66 milhões de toneladas previstas para o ciclo atual e em comparação com as 175 e 112 milhões de toneladas previstas pelo USDA, respectivamente. Segundo a agência brasileira, a área plantada aumentaria de 47,35 para 49,08 milhões de hectares, enquanto a produtividade permaneceria praticamente inalterada, variando de 3.621 a 3.620 quilos por hectare. Em relação às exportações de subprodutos, a Conab projetou um aumento nas vendas de farelo, de 23,60 para 24,80 milhões de toneladas, mas manteve os embarques de óleo inalterados em 1,40 milhão de toneladas.

BRASIL-REDUÇÃO DA DEMANDA CHINESA

O Brasil está se tornando muito caro para os chineses. Por outro lado, o ritmo de cobertura das esmagadoras chinesas, para a janela outubro-novembro-dezembro está diminuindo. Nesta semana não foi vista nenhuma oferta para a China.

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Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Menor oferta mantém preços firmes no mercado interno – MAIS SOJA

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Os preços da soja seguem firmes no mercado brasileiro, sustentados pela menor oferta. Segundo o Cepea, produtores estão resistentes a negociar grandes volumes tanto para entrega imediata, remanescentes da safra 2025/26, quanto para contratos a termo da temporada 2026/27.

Pesquisadores do Cepea destacam que, além disso, preocupações quanto ao clima e aos possíveis impactos do El Niño no desenvolvimento da nova safra e a valorização do dólar frente ao Real também sustentaram os valores.

No cenário internacional, de acordo com o Cepea, especulações sobre acordos entre a China e os Estados Unidos elevaram as cotações da soja nos últimos dias, e a valorização do farelo também contribuiu para dar suporte à oleaginosa.

Fonte: Cepea

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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Cotações têm leves ajustes em meio à cautela de agentes – MAIS SOJA

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Os preços do milho no mercado brasileiro registraram apenas pequenos ajustes na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias. De modo geral, compradores e vendedores vêm mantendo postura cautelosa.

De acordo com o Centro de Pesquisas, após chuvas excessivas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, agricultores têm avançado com a semeadura, ao mesmo tempo em que seguem preocupados com o clima para os próximos meses, devido aos possíveis impactos do El Niño. Neste contexto, produtores limitam a oferta para negociações no spot.

Pesquisadores do Cepea destacam que, no entanto, a demanda é pontual, pois consumidores relatam ter estoques para o curto prazo. Além disso, eles acreditam que, com a maior disponibilidade atual, a exportação em ritmo lento e os trabalhos de campo avançando nas áreas brasileiras e nos Estados Unidos, produtores possam ter necessidade de venda nas próximas semanas. Consequentemente, isso poderia aumentar o volume de mercadoria disponível para negociações e pressionar os valores.

Fonte: Cepea

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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Agronegócio registra maior volume histórico de pedidos de recuperação judicial e exige atenção à gestão do endividamento – MAIS SOJA

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A recuperação judicial no agronegócio é um mecanismo de reestruturação financeira que permite ao produtor rural ou à empresa reorganizar suas dívidas e buscar condições para manter a atividade em funcionamento. Porém, a atuação de escritórios de advocacia e tomadas de decisões precipitadas estão banalizando esse movimento. O aumento do endividamento no setor tem ampliado a utilização desse recurso. Embora possa ser uma ferramenta legítima de reestruturação, a recuperação judicial não representa uma solução automática para o endividamento e pode gerar impactos sobre credores, fornecedores e sobre a própria oferta de crédito ao setor. O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com 1.990 pedidos de recuperação judicial, maior volume da série histórica iniciada em 2021 e alta de 56,4% em relação a 2024, segundo levantamento da Serasa Experian. No primeiro trimestre de 2026, foram registrados 474 pedidos, aumento de 21,9% na comparação com os 389 casos registrados no mesmo período de 2025.

“A recuperação judicial não pode ser apresentada como uma saída simples ou vantajosa para qualquer situação de endividamento. Quando utilizada sem uma análise criteriosa da capacidade de recuperação da operação, ela pode prolongar o problema, aumentar as perdas dos credores e dificultar o acesso a novas linhas de crédito. Antes de tomar essa decisão, o produtor precisa entender a origem do endividamento, avaliar sua capacidade de geração de caixa e identificar quais medidas podem preservar a atividade produtiva. Não se trata apenas de reorganizar dívidas, mas de criar condições para que o negócio continue funcionando. Antes de judicializar, é importante entrar em contato com a instituição credora, avaliar possíveis alternativas e manter a comunicação direta com os sócios tomadores do crédito”, afirma Pedro Boldrin, CEO do Agrocrédito São Pedro.

A expansão das recuperações judiciais também afeta a disponibilidade de crédito. O aumento da inadimplência e da insegurança sobre a recuperação dos valores emprestados estão levando instituições financeiras a adotar critérios mais restritivos, encarecendo ou reduzindo a oferta de recursos para produtores que precisam financiar plantio, máquinas e insumos.

Confira cinco pontos que Pedro Boldrin destaca para a recuperação judicial no agronegócio:

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Identificar a origem do endividamento

O primeiro passo é entender como a dívida foi formada. Crédito rural, financiamentos bancários, fornecedores, aquisição de máquinas, CPRs e outros compromissos possuem características, prazos e garantias diferentes. Mapear o passivo permite identificar os principais pontos de pressão sobre o caixa da propriedade ou empresa.

Avaliar a capacidade real de recuperação da operação

Antes de recorrer à recuperação judicial, é necessário analisar se a atividade continua economicamente viável. Produção, custos, margens, fluxo de caixa, patrimônio e capacidade de geração de receita fazem parte desse diagnóstico. A medida precisa estar baseada em uma perspectiva concreta de recuperação e retomada da produção, e não apenas na tentativa de postergar o pagamento de obrigações.

Mapear dívidas, prazos e garantias

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O produtor precisa ter uma visão consolidada dos compromissos financeiros, sabendo de seus deveres em cumprir os prazos de pagamentos assumidos na tomada do crédito. Levantar credores, valores, vencimentos, taxas e garantias ajuda a dimensionar o problema e estruturar uma estratégia de negociação compatível com a realidade do negócio. Em hipótese alguma, o produtor deve terceirizar a administração desse passivo sem que o diálogo com essas instituições tenha sido iniciado. Esse diagnóstico também é importante para preservar a relação com instituições financeiras e demais credores, que dependem de previsibilidade e segurança para continuar oferecendo crédito.

Avaliar alternativas antes do agravamento da crise

A recuperação judicial pode fazer parte de uma estratégia de reestruturação. A análise também pode considerar renegociação de contratos, alongamento de prazos e reorganização do passivo. Buscar alternativas antes da judicialização pode reduzir perdas para as partes envolvidas e evitar que uma crise individual contribua para restringir o crédito disponível para toda a cadeia do agronegócio. A identificação antecipada do desequilíbrio financeiro amplia o espaço para negociação, pois o aumento das recuperações judiciais está restringindo ainda mais o desembolso de crédito no setor.

Preservar a capacidade de produção

A reorganização das dívidas precisa considerar a continuidade da atividade rural. Plantio, aquisição de insumos, mão de obra, manutenção de máquinas e outros custos operacionais continuam existindo durante uma crise financeira. A estratégia de reestruturação precisa preservar o capital necessário para manter o ciclo produtivo. Ao mesmo tempo, é necessário considerar a sustentabilidade da relação com os credores, já que a manutenção de um ambiente de crédito saudável depende do equilíbrio entre a necessidade de financiamento do produtor e a segurança de quem fornece os recursos.

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“O produtor não pode olhar apenas para o tamanho da dívida. É preciso entender o fluxo financeiro da operação, os ativos disponíveis, as garantias envolvidas e, principalmente, quanto o negócio consegue gerar para continuar produzindo e cumprir seus compromissos. A recuperação judicial não deve ser tratada como uma solução sem custos. Quando utilizada de forma indiscriminada, pode prejudicar o próprio produtor no longo prazo ao restringir o acesso ao crédito e aumentar a percepção de risco sobre toda a cadeia, uma vez que o capital de terceiros, principalmente dos bancos, é extremamente importante para a cadeia produtiva do setor”, afirma Boldrin.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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