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13 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja fechou a semana em baixa com a falta de negociações sobre grãos entre EUA e China – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 19/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 19/09

O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 1,16% ou $ -12,00 cents/bushel, a $1.025,50. A cotação de janeiro encerrou em baixa de 1,11% ou $ -11,75 cents/bushel, a $1.044,75. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em baixa de 0,04% ou $ -0,10/ton curta, a $ 282,90. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em baixa de 1,07% ou $ -0,54/libra-peso, a $ 50,03.

ANÁLISE DA BAIXA

A soja negociada em Chicago fechou o dia e a semana em baixa. As cotações da oleaginosa registraram perdas significativas após a decepção do mercado com a falta de avanço concreto em questões agrícolas durante a ligação entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping.

“O fato de não haver nenhum produto agrícola específico mencionado é uma decepção”, disse Randy Place, analista do Hightower Report. “Nada que se possa apontar para dizer que fizemos um avanço.” A China foi responsável por aproximadamente 45% de todas as exportações de soja dos EUA no ano comercial de 2024-25.

A Bloomberg informou que, até 11 de setembro, a China não havia reservado um único carregamento de soja quase duas semanas após o início da nova temporada de comercialização, pela primeira vez, com registros que remontam a 1999. “Pequim, com estoques saudáveis em mãos, está sinalizando que tem paciência e capacidade para esperar – e que está disposta a usar as commodities como moeda de troca em negociações comerciais mais amplas”, segundo o artigo.

Com isso soja de Chicago fechou o acumulado semanal em baixa de -2,01%, perdendo $-21,00 cents/bushel. O farelo de soja caiu -1,6%, ou $ -4,7 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou -3,17%, equivalente a $ -1,64 por libra-peso.

Análise semanal da tendência de preços
Fatores de alta
IGC REDUZ PRODUÇÃO MUNDIAL

O Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu hoje o volume da produção global de soja para 2025/2026 de 430 para 429 milhões de toneladas em seu relatório mensal de estimativas agrícolas, ficando um pouco acima dos 428 milhões de toneladas da temporada 2024/2025.

Enquanto isso, o consumo para a nova safra agrícola aumentou de 430 para 431 milhões de toneladas, em comparação com 416 milhões de toneladas na safra anterior.

EUA-EXPORTAÇÕES DENTRO DO ESPERADO

Sem a presença chinesa, o relatório semanal do USDA sobre as exportações dos EUA variou de neutro a ligeiramente otimista, para o período de 5 a 11 de setembro, visto que reportou vendas de soja 2025/2026 em 923.000 toneladas, acima das 541.100 toneladas do relatório anterior e dentro da faixa estimada pelos produtores do setor privado, que era de 400.000 a 1.500.000 toneladas. O Egito, com 228,4 mil toneladas, foi o principal comprador de soja dos EUA.

EUA-EXPORTAÇÕES DE FARELO E ÓLEO

As vendas de farelo ficaram em 31.151 toneladas para o ano fiscal atual, com 151.344 toneladas para 2025/26, na faixa de 0 a 400.000 toneladas estimadas. Já as de óleo de soja totalizaram 22.367 toneladas, na média das estimativas comerciais de reduções líquidas de 5.000 toneladas e vendas de 41.000 toneladas.

EUA-AGRICULTORES AMERICANOS DEVERÃO RECEBER MAIS DE US$ 40 BILHÕES DE AJUDA

O governo federal americano deve gastar mais de US$40 bilhões em pagamentos aos agricultores em 2025, o segundo maior valor desde 1933, de acordo com dados do USDA. E estão pedindo mais US$ 23 bilhões. A soma quase recorde é alimentada por desastres ad-hoc e ajuda econômica aprovada pelo Congresso em dezembro passado. “Os agricultores estão passando por um dos piores momentos econômicos, creio eu, de toda a minha vida”, disse o presidente republicano do Comitê de Agricultura da Câmara, Glenn Thompson, da Pensilvânia, acrescentando que a necessidade de ajuda cresceu e que ele espera aprovar alguma assistência em um pacote de gastos agrícolas ainda este ano. O Congresso está atrasado há vários anos na aprovação de uma lei agrícola.

FATORES DE BAIXA
DECEPÇÃO COM A REUNIÃO DE TRUMP

O mercado ficou decepcionado com a falta de inclusão dos produtos agrícolas, especialmente a soja, na reunião de Trump com Xi-Jiping. Com isto a soja passou de uma cotação em torno de dois dólares de alta na primeira metade do dia para uma queda no pregão diário em Chicago, após as quedas dos dois pregões anteriores.

PRESSÃO SAZONAL DA COLHEITA

Entre os fatores que influenciam a tendência de baixa está a contínua falta de compras chinesas de novos grãos dos Estados Unidos, em uma situação sem precedentes recentes. Somam-se a isso os preços fracos do óleo e a pressão sazonal do progresso da colheita, agora em algumas das áreas agrícolas mais importantes.

BRASIL/CONAB-PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO MAIORES

Em sua primeira projeção para a safra 2025/2026 no Brasil, a Conab estimou hoje a produção de soja em 177,67 milhões de toneladas e as exportações de soja in natura em 112,12 milhões de toneladas, acima das 171,47 e 106,66 milhões de toneladas previstas para o ciclo atual e em comparação com as 175 e 112 milhões de toneladas previstas pelo USDA, respectivamente. Segundo a agência brasileira, a área plantada aumentaria de 47,35 para 49,08 milhões de hectares, enquanto a produtividade permaneceria praticamente inalterada, variando de 3.621 a 3.620 quilos por hectare. Em relação às exportações de subprodutos, a Conab projetou um aumento nas vendas de farelo, de 23,60 para 24,80 milhões de toneladas, mas manteve os embarques de óleo inalterados em 1,40 milhão de toneladas.

BRASIL-REDUÇÃO DA DEMANDA CHINESA

O Brasil está se tornando muito caro para os chineses. Por outro lado, o ritmo de cobertura das esmagadoras chinesas, para a janela outubro-novembro-dezembro está diminuindo. Nesta semana não foi vista nenhuma oferta para a China.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve ter dia mais cauteloso nos negócios, atento ao relatório do USDA – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de milho deve ter uma quarta-feira mais cautelosa nos negócios, com as atenções voltadas ao relatório de agosto de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que será divulgado hoje. O dólar opera em queda frente ao real. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago sobe, reagindo frente às perdas de ontem.

O mercado brasileiro de milho teve uma terça-feira um pouco mais agitada depois que o dólar avançou bem. Houve melhor movimento principalmente no porto, com o câmbio mais favorável às exportações. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, há muita expectativa para o relatório de oferta e demanda de agosto, que será divulgado nesta quarta-feira, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Molinari destaca que o mercado aguarda o relatório para decisões de venda do milho. Quanto aos preços, internamente não houve maiores mudanças, mas nos portos houve uma leve melhora diante da subida do dólar.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 66,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,50/68,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 59,00/61,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 57,00/58,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* 0s contratos de milho com entrega em setembro operam a US$ 4,40 3/4, alta de 4,00 centavos, ou 0,91% relação ao fechamento anterior.

* O mercado avança na expectativa pelo relatório de agosto de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado às 13h desta quarta-feira (12). A alta do petróleo também favorece as cotações.

Para o relatório, estimativas compiladas pelo The Wall Street Journal e pela Dow Jones apontam produção norte-americana de milho de 15,944 bilhões de bushels em 2026/27, enquanto a Reuters projeta 15,934 bilhões, ambos abaixo dos 16 bilhões de bushels estimados em julho. Para os estoques finais dos Estados Unidos, as projeções também ficam abaixo das indicadas no mês passado.

Para os estoques finais norte-americanos da temporada 2026/27, The Wall Street Journal e Dow Jones projetam 1,73 bilhão de bushels, enquanto a Reuters aponta 1,725 bilhão, ambos abaixo dos 1,790 bilhão de bushels indicados em julho. No cenário global, as estimativas são de estoques finais de 273,4 milhões de toneladas, segundo The Wall Street Journal e Dow Jones, e de 273,77 milhões de toneladas, conforme a Reuters, frente aos 275,26 milhões de toneladas projetados no mês passado.

Ontem (11), o mercado foi pressionado pela expectativa de um clima mais favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e por um ajuste de posições antes do relatório de agosto de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã (12).

As chuvas e temperaturas mais amenas registradas na última semana no Meio-Oeste norte-americano reduziram parte das preocupações climáticas. O USDA informou que, até 9 de agosto, 61% das lavouras norte-americanas de milho estavam em condições boas ou excelentes, 25% em situação regular e 14% entre ruins e muito ruins. Os percentuais seguiram os mesmos em relação à semana anterior.

Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,36 3/4, baixa de 1,50 centavo, ou 0,34% relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,60 1/2, queda de 1,25 centavo, ou 0,27% por bushel em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra baixa de 0,20% a R$ 5,1531. O Dollar Index registra baixa de 0,02% a 99,801 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* A maioria das bolsas da Ásia fechou com cotações firmes. China, +0,32%. Japão, +0,87%.

* As principais bolsas na Europa operam mistas. Paris, -0,09%. Frankfurt, +0,50%. Londres, +0,06%.

* O petróleo opera em alta. Setembro do WTI em NY: US$ 83,54 o barril (+0,40%).

AGENDA

09:00 – Pesquisa Mensal de Serviços/IBGE.

09:30 – Indice de Preços ao Consumidor (CPI, julho).

11:30 – Relatório Semanal de Petróleo da EIA (07/08).

13:00 – Relatório de O&D mundial e norte-americana de grãos de agosto (Wasde)/USDA.

– Resultados financeiros: Rumo, SLC, BB e Minerva.

—–Quinta-feira (13/08)

03:00 – Reino Unido: PIB – primeira estimativa trimestral (2º trimestre).

03:00 – Reino Unido: PIB mensal (junho).

06:00 – Zona do Euro: Produção Industrial (junho).

09:00 – Pesquisa Mensal de Comércio/IBGE.

09:00 – Levantamento Sistemático da Produção Agrícola/IBGE.

09:00 Atualização da projeção para a safra brasileira de grãos 2025/26/Conab.

09:30 – Indice de Preços ao Produtor (PPI, julho).

09:30 – Dados de exportação semana de grãos dos EUA/USDA.

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– Resultados financeiros: Raizen, 3tentos e MBRF.

—–Sexta-feira (14/08)

06:00 – Zona do Euro: PIB – estimativa preliminar (2º trimestre).

06:00 – Zona do Euro: Emprego – estimativa preliminar (2º trimestre).

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

– Resultados financeiros: Cosan e Vibra.

Autor/Fonte: Arno Baasch – arno@safras.com.br) / (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Saiba como ficaram as cotações brasileiras de soja em dia de relatório do USDA

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja apresentou uma sessão de cotações mais firmes, sustentado pela melhora da paridade na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e pelo avanço das indicações nos portos. Apesar da valorização dos preços, o volume de negócios reportado permaneceu limitado, diante da postura mais cautelosa dos produtores.

“O mercado tem um quadro de disputa no mercado interno, com a indústria buscando ofertas de soja, enquanto os produtores que ainda possuem produto seguem cadenciando as vendas”, afirmou o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira.

Para Silveira, o basis doméstico também permanece firme, com boas indicações no mercado CIF fábrica. Ainda assim, os produtores continuam buscando preços mais elevados antes de fechar novos negócios, o que contribui para limitar a liquidez.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

No porto, as indicações também melhoraram, principalmente para pagamentos mais à frente. Para agosto, no entanto, a janela para novas operações de exportação já está mais curta, reduzindo o espaço para negócios com embarque imediato.

De acordo com o analista, o dólar também vem contribuindo para o ajuste das posições recentes. “Os prêmios seguem em patamares firmes, sustentados pela demanda nos portos”, destaca.

Preços de soja no Brasil

No mercado físico, as cotações apresentaram movimentos de alta em algumas das principais praças produtoras:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 140,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 141,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
  • Paranaguá (PR): a saca avançou de R$ 146,00 para R$ 147,00
  • Em Rio Grande (RS): as referências passaram de R$ 147,00 para R$ 148,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Apesar de o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter ficado entre neutro e baixista, os preços acompanharam a sinalização dos mercados vizinhos. Trigo e milho tiveram ganhos consistentes em meio à escalada do conflito no Mar Negro e aos temores de aperto da oferta.

A sinalização de boa demanda pela soja americana por parte dos chineses ajudou a sustentar as cotações. Hoje, os exportadores privados reportaram a venda de 244 mil toneladas para a China.

A estatal chinesa Sinograin vendeu cerca de 89% das 516 mil toneladas de soja importada ofertadas em seu terceiro leilão realizado nas últimas semanas nesta quarta-feira, segundo dois traders com atuação na Ásia consultados pela Reuters, enquanto a empresa estatal de estoques busca liberar espaço para a chegada de cargas de soja dos Estados Unidos.

Relatório de agosto

O relatório de agosto do USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,519 bilhões de bushels em 2026/27, o equivalente a 123 milhões de toneladas. A produtividade foi reduzida de 53 para 52,7 bushels por acre. No relatório anterior, a estimativa era de 4,475 bilhões de bushels, ou 121,8 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 4,469 bilhões de bushels, ou 121,6 milhões de toneladas.

Os estoques finais estão projetados em 320 milhões de bushels, ou 8,71 milhões de toneladas. Em julho, a previsão era de 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 302 milhões de bushels, ou 8,22 milhões de toneladas.

O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,78 bilhões de bushels, acima dos 2,75 bilhões de julho, e exportações de 1,66 bilhão, sem alteração na comparação com o relatório anterior. Para a temporada 2025/26, o Departamento indicou estoques de passagem de 325 milhões de bushels, enquanto o mercado previa estoques de 324 milhões.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2026/27 em 442,25 milhões de toneladas. Em julho, a previsão era de produção de 441,7 milhões de toneladas.

Os estoques finais para 2026/27 estão estimados em 124,21 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 124,4 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2025/26 estão estimados em 125,12 milhões de toneladas, abaixo do esperado pelo mercado, de 125,6 milhões.

O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 180,5 milhões de toneladas, contra 180 milhões do relatório anterior. Para 2026/27, a estimativa é de 186 milhões de toneladas. A produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 49,5 milhões de toneladas, contra 50 milhões indicadas em julho. Para 2026/27, o USDA está trabalhando com safra de 50 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 14,50 centavos de dólar, ou 1,24%, a US$ 11,83 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,99 por bushel, com elevação de 14,75 centavos de dólar, ou 1,24%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 4,20, ou 1,35%, a US$ 315,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,76 centavos de dólar, com ganho de 0,64 centavo, ou 0,93%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,26%, sendo negociado a R$ 5,1772 para venda e a R$ 5,1752 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1361 e a máxima de R$ 5,1807.

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STF reconhece validade da Moratória da Soja

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Foto: Pixabay

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (12), validar a Moratória da Soja, acordo firmado há 20 anos por empresas que atuam no setor para barrar a compra de soja de áreas desmatadas após 2008.

Por maioria de votos, o plenário do Supremo entendeu que o pacto privado entre as empresas está de acordo com a Constituição e ajuda a preservar o meio ambiente.

A Corte também determinou o arquivamento de processos administrativos que estão no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para contestar a validade da moratória e solicitar indenizações.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) solicitou uma ação contra uma lei de Mato Grosso que restringiu a concessão de benefícios fiscais para empresas que participam de acordos que limitam a expansão agropecuária. Além disso, uma lei de Rondônia que trata do mesmo tema também foi contestada.

O voto condutor do julgamento foi proferido por Flávio Dino. O ministro entendeu que leis estaduais podem restringir benefícios fiscais e também se manifestou sobre a compatibilidade do acordo com a Constituição.

“A Moratória da Soja existe e amanhã pode continuar a existir. Nada está a impedir que atores privados pactuem relações de compra e venda, de acordo com suas políticas empresariais”, afirmou.

Votação

A manifestação a favor da validade da Moratória da Soja foi acompanhada pelos seguintes ministros: Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Dias Toffoli, Luiz Fux e André Mendonça ficaram vencidos em parte e entenderam que a validade da moratória não pode ser analisada pelo STF, mas pelo Cade.

Posicionamento da Abiove

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) disse que a decisão do STF traz uma definição jurídica abrangente sobre os questionamentos relacionados à iniciativa.

Para a associação, a decisão contribui para encerrar um período de intensa insegurança jurídica e reafirma a legitimidade de compromissos voluntários e de políticas corporativas voltadas ao atendimento das demandas dos mercados e à promoção de cadeias produtivas sustentáveis.

Segundo a nota, a iniciativa demonstrou ser possível conciliar a expansão da produção agrícola no bioma Amazônia com a preservação ambiental, ao mesmo tempo em que contribuiu para fortalecer a credibilidade e a competitividade internacional da soja brasileira.

Por fim, a Abiove afirma a esperança de que a decisão permita superar de vez a judicialização do tema e dar início à nova fase de diálogo entre os diferentes setores da cadeia produtiva, com foco em segurança jurídica, competitividade e sustentabilidade.

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