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7 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Mato Grosso é o destino mais buscado para pesca esportiva no país

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Mato Grosso tem sido o destino mais buscado para pesca esportiva no país nos últimos anos. Um levantamento feito pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MAPA) mostra que o estado emitiu cerca de 220.075 mil licenças de pescas e lidera o ranking entre os anos de 2021 e 2023, último dado divulgado. São Paulo e Mato Grosso do Sul aparecem em segundo e terceiro lugar, respectivamente (veja lista abaixo).

Segundo a Secretaria Estadual de Turismo, a quantidade de licenças de pesca emitidas é a prova de que o estado reúne o maior número de pescadores. Além disso, o estado acredita que a aprovação da lei do Transporte Zero foi um fator que contribuiu para alavancar a pesca esportiva.

“Não aumentou a quantidade de peixe, o que aconteceu foi a diminuição do esforço de pesca, já que o armador da pesca levava mais do que a quantidade de peixe colocado pela lei, que era 5kg. E isso aumentou a preservação de peixe com a proibição do abate, atraindo mais turistas para experiência da pesca”, explicou.

🎣O que leva as pessoas a escolher Mato Grosso para pesca?

Com rios abundantes, biodiversidade aquática e paisagens de tirar o fôlego, Mato Grosso se consolida como um dos principais destinos de pesca esportiva no Brasil. Vários rios que reúnem diversas espécies de peixe de água doce cortam o estado, como o Araguaia, Teles Pires, Juruena, São Lourenço, Culuene, Xingu, Cristalino e Paraguai.

As bacias Amazônica, do Tocantins-Araguaia e do Paraguai são as principais responsáveis pela diversidade hídrica do estado.

Um estudo elaborado pelo Departamento de Ordenamento, Inteligência e Desenvolvimento do Turismo (Deotur) e publicado durante a Fishing Show Brazil, em São Paulo, mapeou os principais destinos e espécies associadas à pesca esportiva em todo o país, e revela potencial de um setor que movimenta 9 milhões de pescadores e gera mais de 200 mil empregos no Brasil.

Segundo um levantamento do Ministério do Turismo, 10 cidades mato-grossense são referências nessa atividade, são elas:

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  • Cuiabá
  • Alta Floresta
  • Nova Canaã do Norte
  • Sinop
  • São Félix do Araguaia
  • Pontes e Lacerda
  • Canarana
  • Cáceres
  • Poconé
  • Barão de Melgaço

 

Cidades que são destaques na pesca esportiva de Mato Grosso — Foto: Arquivo  Seadtur Mato Grosso

Cidades que são destaques na pesca esportiva de Mato Grosso — Foto: Arquivo Seadtur Mato Grosso

🎣 Espécies mais procuradas

Entre os peixes mais cobiçados pelos pescadores estão o tucunaré, dourado, pirarucu e a traíra. Também ganham destaque espécies como pintado, pacu, jaú, pirarara, matrinchã e cachara.

Em Mato Grosso, a prática também é fortalecida por uma rede de hospedagens especializadas, campeonatos anuais e comunidades ribeirinhas que recebem turistas com hospitalidade e conhecimento local.

📅 Melhor época para pescar:

Conforme o Deotur, a temporada ideal vai de fevereiro a outubro, período em que as condições dos rios favorecem a prática esportiva e a observação da fauna.

✈️🚗O acesso às cidades pode ser feito por rodovias, rios e aeroportos regionais. Os principais são:

  • Aeroporto Internacional de Cuiabá ( Marechal Rondon)
  • Aeroporto Municipal de Sinop ( Presidente João Batista Figueiredo)
  • Aeroporto de Alta Floresta ( Piloto Osvaldo Marques Dias)

 

Desafios

O consultor e auditor de Turismo de Aventura e Ecoturismo credenciado pelo Sebrae-MT, Brasilio Ataide Neto, contou que a pesca esportiva vem ganhando força no estado e começa a passar por um processo de formatação para se consolidar como produto turístico.

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Apesar de já existirem guias atuando, Brasilio disse que a atividade não está totalmente estruturada para ser comercializada de forma oficial.

“Mesmo sem estar em conformidade para ser colocada oficialmente no mercado, por ser um nicho muito interessante, já existe uma demanda muito boa no estado. Essas experiências acontecem, mas sem um padrão único de operação”, contou.

Conforme o consultor, os campeonatos e festivais de pesca esportiva também têm papel importante na divulgação da modalidade. Eles seguem um calendário anual em municípios com potencial para a atividade, como Cáceres e Sinop, e somam pontos para a tradicional FIP.

“Esses eventos já são de massa e movimentam bastante o turismo local, com uma organização municipal e estadual para que tudo aconteça dentro do calendário. A contratação geralmente é feita pelas redes sociais”, disse.

 

Como funciona a pesca esportiva

O empresário Allisson Trindade, diretor da Associação Mato-Grossense de Ecoturismo e Pesca Esportiva e dono de duas pousadas no Rio do manso e no Lago do Manso, disse que as leis ambientais como a proibição do abate do dourado e o Transporte Zero contribuíram para o aumento da população de peixes e atraiu um novo perfil de turista, mais consciente e engajado com a preservação ambiental.

“Hoje você vai ao rio e vê muito mais peixe. Isso não só melhora a experiência da pesca esportiva, mas também garante alimento para quem mais precisa, que é o ribeirinho”, disse.

Allisson destacou ainda que esse novo público consome nos hotéis, restaurantes e lojas locais, gerando um ciclo positivo de desenvolvimento. Segundo ele, o número de lojas de pesca em Cuiabá dobrou nos últimos anos, ampliando a geração de empregos.

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“O turista vem para contemplar a beleza dos rios, da natureza, e só quer levar boas imagens e boas lembranças. E o melhor é que 90% dos funcionários das pousadas são de comunidades afastadas, que agora têm acesso a uma renda de qualidade”, contou.

Para Allisson, apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios como a escassez de mão de obra qualificada e a necessidade de capacitação para o manejo adequado dos peixes.

Em entrevista a imprensa, o guia Marcos Glueck que atua há 25 anos na pesca esportiva em Mato Grosso, contou que iniciou sua trajetória profissional após uma pescaria marcante em Alta Floresta, em 1999. Na época, o conceito de “pesque e solte” ainda era pouco conhecido no Brasil, e ele decidiu apostar na preservação como princípio de trabalho.

Segundo Marcos, o crescimento da pesca esportiva está diretamente ligado à profissionalização do setor e à criação de experiências mais confortáveis e emocionantes para os turistas.

“Antes a pescaria não tinha conforto. Hoje você recebe uma família, instala ela muito bem. Todo esse manejo de sensações é o que faz o cliente sair com vontade de voltar. Os guias chamados carinhosamente de pilotos, são quem conhece o rio, sabe onde estão os peixes e proporciona tudo com conforto”, disse.

Marcos disse que durante esses anos trabalhando na pesca esportiva, observou uma mudança no perfil dos turistas, com aumento da presença feminina e de famílias inteiras que buscam lazer em contato com a natureza.

“Cada vez mais as famílias procuram essa atividade como lazer. As mulheres entram pela sensação de liberdade, e as crianças estão se apaixonando pela pesca cada vez mais cedo”, ressaltou.

Imagens mostram pescadores e guias praticando a pesca esportiva no estado

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Pescador registra momento com peixe grande que pescou, durante pesca esportiva — Foto: Reprodução/Instagram
Pousada Manso Fishing Resort disponibiliza estrutura e equipamentos para receber os turistas do Lago do manso. — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Marcos Glueck mostra a pesca de um peixe da espécie Tucunaré durante a pesca esportiva. — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Peixe da espéscie piraíba encontrado nos Rios da Amazônia e do Pantanal — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Pescador registra momento com peixe grande que pescou, durante pesca esportiva — Foto: Reprodução/Instagram

 

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Agro Mato Grosso

Dia do Algodão expõe avanço de Mato Grosso na produção e na cadeia da fibra

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Mato Grosso passou a ocupar um espaço cada vez maior na produção brasileira de algodão nas últimas duas décadas. A produção estadual cresceu 267,3% desde o início da série histórica do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), movimento acompanhado pela expansão da área e pelo ganho de produtividade.

Na safra 2007/08, primeiro ciclo acompanhado pelo instituto, foram produzidas 1,99 milhão de toneladas de algodão em caroço em 530 mil hectares. Em 2024/25, o volume chegou ao recorde de 7,32 milhões de toneladas, enquanto a área alcançou 1,55 milhão de hectares.

O avanço ajuda a dimensionar o peso que a cultura passou a ter no estado. E, neste 7 de outubro, Dia do Algodão, os números também mostram que a relevância da atividade não está restrita à produção da pluma destinada à indústria têxtil.

O crescimento ocorreu tanto pela incorporação de novas áreas quanto pela evolução da produtividade das lavouras. O rendimento, que era de 251,27 arrobas por hectare em 2007/08, alcançou 330,25 arrobas por hectare em 2025/26. O resultado representa avanço de 31,4% e estabelece o recorde da série do instituto.

“A partir daquela safra, observamos uma consolidação de um novo patamar produtivo do algodão em Mato Grosso, tanto em área quanto em produção”, explica a analista de algodão do Imea, Cíntia Teixeira, ao apontar a safra 2018/19 como um momento de mudança. Naquele ciclo, a área cultivada ultrapassou 1 milhão de hectares e a produção passou a superar 4,5 milhões de toneladas.

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Produção ganha escala e amplia aproveitamento

A dimensão alcançada pela cotonicultura também se reflete no que acontece depois da colheita. A pluma é apenas uma das partes aproveitadas da planta, enquanto caroço, línter e fibras curtas seguem para diferentes finalidades.

O caroço pode ser transformado em óleo, farelo e torta. O óleo tem utilização na alimentação e também pode servir como matéria-prima para biocombustíveis. Já o farelo e a torta são destinados principalmente à alimentação de bovinos, assim como a casca, utilizada como fonte de fibra.

O beneficiamento também separa o línter, formado pelas fibras muito curtas que permanecem aderidas ao caroço. O material não tem comprimento suficiente para a produção convencional de tecidos, mas pode ser empregado em papel-moeda, filtros, celulose e produtos farmacêuticos.

“São fibras extremamente curtas que permanecem aderidas ao caroço mesmo depois do beneficiamento do algodão. Apesar de não terem comprimento suficiente para a indústria têxtil convencional, elas possuem características que permitem seu aproveitamento em diferentes produtos”, diz Cíntia.

Outras fibras curtas podem ser destinadas à fabricação de sacaria, feltros, mantas, tapetes e materiais de isolamento. Dessa forma, o beneficiamento amplia os destinos da produção e reduz a ideia de que o algodão termina quando a pluma é separada do caroço.

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Cadeia brasileira ganha espaço no mercado mundial

O avanço de Mato Grosso ocorre dentro de uma cadeia que também ganhou espaço no mercado internacional. O Brasil é hoje o maior exportador e o terceiro maior produtor mundial de algodão, conforme dados apresentados pelo programa Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

A produção nacional está concentrada no Cerrado e ocorre predominantemente em regime de sequeiro, com aproveitamento da água das chuvas. A característica reduz a dependência de irrigação e está entre os aspectos considerados pelo setor nas práticas de produção mais sustentáveis.

Outro ponto é a estrutura da cadeia produtiva. O algodão brasileiro passa por etapas que vão do cultivo ao beneficiamento, com controle de qualidade ao longo do processo. No mercado interno, a fibra é a principal matéria-prima natural utilizada pela indústria têxtil, que consome cerca de 720 mil toneladas por ano.

A certificação também ganhou espaço. Na safra 2024/25, 79% do algodão brasileiro foi certificado pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), criado em 2012 e voltado a critérios socioambientais da produção.

“O algodão, e o algodão brasileiro em especial, carrega uma responsabilidade que vai além da lavoura: ele está presente na roupa que vestimos, na renda que geramos no campo e na cidade e na alternativa concreta que oferecemos frente aos impactos ambientais dos tecidos sintéticos”, afirma Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa.

Data coloca fibra natural no centro do debate

A discussão sobre o algodão também passou a envolver a origem dos materiais utilizados pela indústria e os impactos provocados depois do consumo. Nesse cenário, a Abrapa lançou, junto a outras fibras naturais, o movimento “Fim da Linha”, que chama atenção para os microplásticos liberados pelos tecidos sintéticos durante seu ciclo de vida.

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O tema se conecta à campanha “Naturalmente Presente”, do programa Sou de Algodão, escolhida para marcar o Dia Mundial do Algodão deste ano. A data é celebrada em 7 de outubro desde que foi oficialmente proclamada pela Assembleia Geral da ONU, em 2021.

Para Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, a discussão coloca em lados diferentes os materiais sintéticos e as fibras naturais. “Se os sintéticos representam o fim de um ciclo problemático, o algodão representa uma presença natural, renovável e biodegradável na história do brasileiro”.

Em Mato Grosso, a trajetória das últimas quase duas décadas dá uma dimensão concreta desse mercado. A cultura saiu de uma produção de 1,99 milhão de toneladas para um recorde de 7,32 milhões e passou a combinar escala, produtividade e diferentes possibilidades de aproveitamento.

A estimativa atual aponta para 6,65 milhões de toneladas em 2026/27. Ainda que abaixo do recorde, o volume mantém o estado em um dos maiores patamares de sua história e sustenta a posição de Mato Grosso como principal referência da produção nacional.

Assim, o Dia do Algodão encontra no estado um dos exemplos mais expressivos da transformação da cultura no Brasil: uma atividade que cresceu em área e rendimento, mas que também diversificou os caminhos percorridos pela planta depois que sai da lavoura.

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VÍDEO: ariranhas ‘brincam na areia’ no Pantanal de MT; biólogo explica

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Uma dupla de ariranhas foi flagrada brincando na areia em Poconé, a 104 km de Cuiabá, no Pantanal mato-grossense. O registro foi feito pela guia de turismo selvagem Milca Zucchi há cerca de duas semanas, e mostrou os animais em um momento de descanso e interação (assista abaixo).

Segundo o biólogo Lucas Lima, apesar de serem predadoras, as ariranhas são animais extremamente sociais e até os momentos de descanso podem se transformar em ocasiões de interação entre os indivíduos. Os movimentos na areia também podem ajudar na secagem dos pelos quando os animais sobem às margens dos rios.

🦦 Disputas por território

 

A tranquilidade dos animais chama atenção porque as ariranhas são territorialistas e podem se envolver em disputas com outros grupos. De acordo com o especialista, porém, no vídeo, os animais estão em um momento de descanso no que o biólogo chama de “acampamento”.

“Trata-se de uma área em um barranco ou até mesmo em um tronco de árvore sob a água, onde eles param para um descanso que geralmente ocorre no meio do dia’” esclareceu.

As ariranhas demarcam o território por meio de latrinas, que funcionam como banheiros. Segundo Lucas, o macho dominante é sempre o último indivíduo a utilizá-las. Os animais também sobem em troncos e barrancos e amassam a vegetação, deixando seu cheiro no local.

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A proteção do território ocorre principalmente quando um grupo encontra outro. De acordo com o biólogo, esses encontros geralmente terminam em brigas que podem causar ferimentos graves e até levar à morte.

📸 Habituadas à presença humana

 

Dupla de ariranhas é flagrada brincando na areia durante momento de descanso em Poconé (MT). — Foto: Milca Zucchi

Dupla de ariranhas é flagrada brincando na areia durante momento de descanso em Poconé (MT). — Foto: Milca Zucchi

Apesar desse comportamento territorial, as ariranhas que vivem em regiões turísticas do Pantanal podem apresentar uma reação diferente diante da presença humana. De acordo com Lucas, os animais já estão habituados à presença de pessoas e entendem que não precisam fugir quando são observados pelos barcos, e, segundo guias locais, até “posam” para algumas fotos.

“Elas entenderam que os humanos não são um perigo e, por isso, sentem-se tranquilas em desempenhar seu comportamento natural, sem querer fugir ou demonstrar sinais de estresse”, explicou.

A tolerância à presença humana, no entanto, não significa que os visitantes possam se aproximar dos animais. Mesmo quando as ariranhas permanecem tranquilas diante das embarcações, é necessário respeitar uma distância segura.

“Mesmo com essa tranquilidade, é preciso manter uma distância segura de, no mínimo, 30 metros e jamais alimentar os animais”, orientou.

A recomendação vale mesmo quando os animais aparentam não se incomodar com a presença dos visitantes.

*Sob supervisão de Jardes Johnson.

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Agro Mato Grosso

MT lidera produção de grãos no Brasil e concentra 59,7% do gergelim nacional

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Mato Grosso segue na liderança da produção agrícola brasileira e amplia seu protagonismo com o fortalecimento de novas culturas. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado em setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Estado permanece como o maior produtor nacional de grãos e se destaca como principal produtor de soja, milho e gergelim.

Segundo o levantamento, Mato Grosso responde por 32,1% de toda a produção brasileira de grãos em 2026, mantendo ampla vantagem sobre os demais estados. A estimativa nacional é de uma safra recorde de 352,9 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica do IBGE.

O principal destaque da divulgação é o gergelim, que vem se consolidando como uma cultura de importância crescente para a agricultura brasileira, especialmente no Cerrado. Mato Grosso lidera a produção nacional com estimativa de 212,7 mil toneladas, o equivalente a 59,7% de todo o gergelim produzido no país.

A produção nacional da oleaginosa foi estimada em 356,3 mil toneladas, em uma área de 575 mil hectares. No próprio levantamento, o IBGE destaca que o avanço da cultura reflete sua crescente importância para a agricultura brasileira e ressalta o protagonismo de Mato Grosso nesse cenário: “A produção do gergelim em Mato Grosso apresentou crescimento expressivo na última safra, tendo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) estimulado investimentos”, reforçando o papel do Estado na expansão da cultura no país.

A expansão da cultura ocorre principalmente em regiões como o Araguaia, onde o gergelim tem se mostrado uma alternativa ao milho segunda safra em locais com maior risco de estiagem antecipada. Cultivado após a colheita da soja, entre o fim de fevereiro e o início de março, o gergelim possui ciclo de aproximadamente 120 dias e hoje tem perfil fortemente exportador, com cerca de 99% da produção mato-grossense destinada ao mercado externo.

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Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a diversificação da produção acompanha as mudanças no cenário agrícola e as oportunidades que surgem para o produtor mato-grossense, em um trabalho construído a partir do diálogo com o setor.

“Manter Mato Grosso na liderança exige um trabalho permanente de parceria com o setor produtivo. O Estado tem atuado para fortalecer as cadeias que já são consolidadas, mas também para abrir espaço para novas culturas e novas oportunidades de mercado. O avanço do gergelim é um exemplo desse movimento de diversificação, que acontece sem perder de vista a força da soja, do milho e de outras culturas. É esse trabalho conjunto que permite ao Estado continuar crescendo e, ano após ano, ampliar seu protagonismo na produção agrícola brasileira”, afirma.

Além do avanço do gergelim, Mato Grosso manteve a liderança na produção nacional de soja, com estimativa de 50,7 milhões de toneladas em 2026. O volume representa crescimento de 1% em relação ao ano anterior, mantendo o Estado responsável por 29% de toda a produção brasileira.

No milho, Mato Grosso também permanece como principal produtor brasileiro. A estimativa é de 57,1 milhões de toneladas, mais da metade de toda a produção nacional, estimada em 141,8 milhões de toneladas.

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