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7 de agosto de 2026

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Polícia Civil deflagra operação contra facção envolvida com tráfico, extorsão e jogos de azar em Rondonópolis

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Operação Continuum cumpre 19 ordens judiciais contra grupo criminoso que atuava no bairro Bom Pastor; investigação é desdobramento de ação realizada em 2025

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, na manhã desta quinta-feira (7.5), 19 ordens judiciais no âmbito da Operação Continuum, deflagrada contra uma célula de uma facção criminosa que agia no tráfico de drogas, extorsão de comerciantes e jogos de azar na região do bairro Bom Pastor, em Rondonópolis.

São cumpridos, na operação, 11 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Ao todo, 13 equipes de unidades da Delegacia Regional de Rondonópolis participam do cumprimento das ordens judiciais, todas executadas no município.

A investigação é um desdobramento da Operação Impetus, deflagrada em maio de 2025, quando 38 ordens judiciais foram cumpridas com o objetivo de desarticular a célula da facção que atuava no bairro Jardim Tropical.

A partir dos elementos colhidos na operação, outras diligências foram realizadas, sendo possível identificar mais 10 suspeitos que atuam no bairro Bom Pastor e possuem ligação com a célula que operava no Jardim Tropical.

Célula do tráfico e extorsão a comerciantes

Nas investigações, foi possível identificar 10 suspeitos apontados como integrantes de uma célula de uma facção criminosa na região do bairro Bom Pastor, com funções bem definidas. Um deles, por exemplo, era responsável pela distribuição e recolhimento dos valores provenientes da venda de drogas. Os demais atuavam na distribuição de drogas aos usuários.

A delegada Anna Paula Marien, responsável pelas investigações, destacou que a célula desmantelada em maio de 2025, no bairro Jardim Tropical, agia de forma interligada com os suspeitos que foram alvo da operação deflagrada nesta quinta-feira (7).

Os policiais verificaram também forte controle sobre o comércio local e que os investigados exigiam dinheiro dos estabelecimentos.

“Quando uma facção criminosa passa a cobrar valores de comerciantes locais, não estamos diante apenas de uma extorsão isolada. Estamos diante de uma tentativa clara de substituição do Estado, de imposição de poder paralelo e de domínio territorial por meio do medo. Por isso, o combate a esse tipo de crime precisa ser firme, estratégico e contínuo”, destacou a delegada.

Jogos de azar

As investigações também apontaram a atuação da facção criminosa na exploração de jogos de azar como forma de obtenção de lucro ilícito e fortalecimento financeiro da organização. Conforme apurado pela Derf de Rondonópolis, os investigados mantinham controle da distribuição de máquinas utilizadas em jogos de azar, além do gerenciamento de valores arrecadados com a atividade ilegal.

Durante a análise do material apreendido, foram identificadas planilhas, cadastros e relatórios internos relacionados à exploração dos jogos, demonstrando que a prática integrava a estrutura financeira da facção criminosa na região do bairro Bom Pastor.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

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Com salário de R$ 46 mil, Erika Hilton declara ao TSE só R$ 15,9 mil em bens

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Valor é 20% menor que em 2022 e não inclui acessórios de grife já vistos em fotos da deputada nas redes sociais

Candidata à reeleição na Câmara dos Deputados, Erika Hilton (PSOL-SP), de 31 anos, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 15.975,73 — quantia que não chega a cobrir um único mês do salário bruto que recebe como parlamentar, de R$ 46.366,19. O valor é cerca de 20% menor que os R$ 19.989,96 informados por ela na eleição de 2022 e consta na declaração de bens exigida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro de candidaturas, disponível para consulta pública no sistema DivulgaCand.

Segundo a declaração, a maior parte do patrimônio está concentrada em uma conta corrente da Caixa Econômica Federal, com saldo de R$ 13.602,14. O restante se divide em aplicações de renda fixa: R$ 1.745,00 no banco digital Nubank, R$ 329,03 no Tesouro Direto e R$ 299,56 em um RDB.

A composição é quase o inverso da declarada quatro anos atrás: em 2022, o grosso do patrimônio de Erika estava em renda fixa, e a conta corrente somava apenas R$ 4,51. Já em 2020, quando concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo e foi a candidata mais votada do país, ela não declarou nenhum patrimônio à Justiça Eleitoral.

Como deputada federal, Erika recebe salário bruto de R$ 46.366,19 por mês, o que resulta em remuneração líquida de R$ 33.807,87 após os descontos obrigatórios. A parlamentar também tem direito a verbas indenizatórias, entre elas o auxílio-moradia de R$ 4.253,00 mensais, pago a deputados que não ocupam nenhum dos 447 imóveis funcionais que a Câmara disponibiliza em Brasília. Por não usar apartamento funcional, ela recebeu R$ 25.518,00 referentes a esse benefício.

Acessórios de grife ficam de fora da lista

Apesar do patrimônio declarado de menos de R$ 16 mil, Erika já apareceu em publicações nas redes sociais usando acessórios de grifes de luxo que não constam na declaração entregue ao TSE. Entre eles, uma bolsa Padded Cassette, da italiana Bottega Veneta — modelo vendido por R$ 27.420 quando novo e entre R$ 15.000 e R$ 22.000 no mercado de segunda mão —, além de uma bolsa e um par de calçados da grife Prada, avaliados em cerca de R$ 20 mil e R$ 8 mil, respectivamente.

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PM é chamada para “esfaqueamento”, descobre briga de casal e apreende 4 armas em Alta Floresta

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Marido foi parar na UPA e mulher na delegacia. Arsenal com espingardas e rifle estava escondido em veículo e terreno baldio

 

Policiais militares do 8º Batalhão apreenderam, na manhã desta sexta-feira (7.8), quatro armas de fogo e 21 munições de calibres diversos, após denúncia de violência doméstica envolvendo uma mulher, de 21 anos e um homem, de 29 anos, no município de Alta Floresta.

A ação foi realizada, após solicitação do Corpo de Bombeiros Militar para apoio a uma ocorrência inicialmente registrada como possível esfaqueamento. Ao chegarem ao endereço, os militares foram informados de que não havia vítima de tentativa de homicídio.

No local, a mulher relatou que foi agredida pelo marido com tapas, puxões de cabelo e foi arremessada ao chão, causando lesões nos braços, ombro e joelho. Ela também informou que o suspeito danificou seu aparelho celular.

Enquanto realizavam o atendimento, os policiais visualizaram uma espingarda no interior de um veículo estacionado na residência. Após autorização e buscas, foram localizadas outras duas armas de fogo e munições, que foram apreendidas.

O suspeito foi encontrado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebia atendimento médico devido a lesões na face. À equipe, ele apresentou outra versão dos fatos, afirmando ter sido agredido pela esposa enquanto dormia e que desconhecia o objeto utilizado.

Já durante o registro da ocorrência, a mulher informou aos policiais que havia escondido uma quarta arma de fogo, do tipo rifle, em um terreno ao lado da residência. A equipe retornou ao local indicado e localizou o armamento, que também foi apreendido.

A mulher foi encaminhada à delegacia, junto dos armamentos apreendidos, para registro do boletim de ocorrência, enquanto o suspeito, permaneceu internado na UPA.

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Polícia Civil prende homem suspeito de participação em sequestro de adolescente desaparecida

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, no final da tarde desta quinta-feira (6.8), um homem de 31 anos, suspeito de participar do sequestro de uma adolescente de 14 anos, que está desaparecida desde a madrugada de quinta-feira, em Lucas do Rio Verde.

Assim que acionada, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde deu início às investigações do caso e identificou que a vítima havia sido sequestrada por dois homens e uma mulher em um hotel da cidade.

Por meio de câmeras de segurança, a equipe identificou, ainda, o veículo utilizado no crime, um Fiat Mobi branco. O proprietário do veículo foi localizado e informou quem estava utilizando o carro no momento do crime, prestando serviço como motorista de aplicativo.

O proprietário e o motorista utilizavam o mesmo aparelho celular para o trabalho, que foi entregue à equipe policial mediante autorização de acesso.

Diante disso, os policiais verificaram que o veículo havia se deslocado até um hotel, informação que coincidia com as apurações já realizadas.

A equipe então localizou o homem que dirigia o veículo, que, a princípio, alegou ter ido até o hotel apenas como motorista de aplicativo. Ele narrou que um casal o abordou e solicitou uma corrida até um hotel.

Ainda segundo o motorista, após algum tempo, o mesmo casal retornou acompanhado de uma mulher e de outro homem e entrou em seu veículo. Questionado sobre para onde havia levado os quatro passageiros, ele informou que os deixou em uma boate localizada após a ponte, já no município de Sorriso.

O suspeito levou a equipe ao local. Porém, ao chegar, tentou fugir correndo, sendo necessária a intervenção dos policiais para impedir a fuga.

Ele foi algemado e encaminhado à delegacia para a adoção das medidas cabíveis. O proprietário do veículo também foi levado à delegacia, mas na condição de testemunha.

As investigações continuam e, até o momento, a adolescente segue desaparecida.

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