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13 de agosto de 2026

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conheça os tipos, formatos e receitas para aproveitar melhor o cereal

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O arroz faz parte do dia a dia dos brasileiros em versões que vão do tradicional às mais elaboradas receitas inspiradas na culinária de diferentes países. Mais do que os temperos, a escolha do tipo de grão é o que garante o resultado final de cada prato.

Para mostrar na prática como cada tipo de grão pode transformar uma receita, veja algumas sugestões de preparo: 

Grãos curtos, médios e longos 

De modo geral, o arroz pode ser classificado em três categorias principais de acordo com o comprimento do grão: curto, médio e longo, e essa característica influencia diretamente na textura e no uso culinário.

Enquanto os grãos longos tendem a ficar mais soltinhos, os curtos são naturalmente mais pegajosos, o que abre espaço para diferentes aplicações gastronômicas. 

Arroz de grão longo 

Com formato fino e comprido (cerca de quatro vezes mais longo do que largo), o arroz desse tipo tem baixo teor de amido. Isso faz com que, depois de cozido, os grãos permaneçam soltos e separados, resultando em uma textura leve e fofa.

É a melhor escolha para receitas que pedem um arroz soltinho. Entre os representantes mais conhecidos estão o basmati e o jasmine, muito utilizados na culinária indiana e tailandesa, e o arroz selvagem, bastante adotado em pratos da culinária canadense. 

Grão médio 

Menos alongado que o de grão longo, esse arroz tem proporções de duas a três vezes mais compridas do que largas. Após o cozimento, adquire uma textura macia, ligeiramente úmida e com tendência a grudar levemente.

Essa característica faz dele um grão versátil, ideal para preparos que exigem uma cremosidade equilibrada, como risotos, paellas e algumas receitas japonesas. O arroz arbório e o arroz carnaroli são os exemplos mais famosos dessa categoria, na qual também pode se enquadrar o arroz vermelho e o arroz preto. 

Tipo curto 

Com um formato curto e arredondado, o grão concentra mais amido e, por isso, torna-se naturalmente pegajoso depois de cozido.

Essa textura é valorizada em pratos que precisam de maior aderência, como sushi, onigiri e outras receitas típicas da culinária asiática. Entre os exemplos mais conhecidos estão os arrozes da variedade japonesa, como o arroz sasanishiki, utilizado no preparo de sushis. 

Receitas inspiradas nessas variedades

A Josapar, detentora das marcas Tio João e Meu Biju, ensina algumas receitas com esses tipos de arrozes:

Arroz com aspargos e ovos

Ingredientes

Arroz:

  • 1 xícara de Arroz Basmati
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 2 ¼ de xícaras de água fervente
  • Sal a gosto

Acompanhamentos:

  • 3 colheres (sopa) de azeite
  • 1 cebola picadinha
  • 1 dente de alho amassado
  • 15 aspargos limpos, em pedaços de 3 cm
  • ½ xícara de molho de tomate
  • ½ colher (chá) de rapadura ou açúcar
  • ½ colher (chá) de páprica picante
  • Molho de pimenta a gosto
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto
  • 4 ovos
  • ½ xícara de tomates-cereja, cortados em metades
  • ¼ de xícara de amêndoas
  • Folhas de salsinha

Modo de preparo

Cozinhe o arroz conforme o modo de preparo sugerido na embalagem.

Refogue a cebola no azeite, numa panela. Adicione o alho e os aspargos e refogue por cerca de 4 minutos. Acrescente molho de tomate, rapadura, páprica, molho de pimenta, sal e pimenta-do-reino. Adicione o arroz cozido e misture até incorporar o molho. Faça 4 buracos, onde devem ser colocados os ovos. Tempere os ovos com sal e pimenta-do-reino. Tampe a panela e deixe os ovos cozinharem em fogo médio. Quando cozidos, desligue o fogo.

Cubra a panela com tomates-cereja, amêndoas e folhas de salsinha. Sirva em seguida.

Risoto de cogumelos e queijo grana padano

Ingredientes

  • 100 g de cogumelos Paris
  • 100 g de cogumelos Shitake
  • Sal a gosto
  • Pimenta-do-reino a gosto
  • 1 cebola picada
  • 1 dente de alho
  • 1 taça de vinho branco
  • 2 xícaras (chá) de Arroz Carnaroli
  • 1l de caldo de legumes
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 150 g de queijo Grana Padano em lascas

Modo de preparo

Em uma frigideira, grelhe os cogumelos fatiados com sal e pimenta-do-reino. Reserve.

Em uma panela, frite a cebola e o alho, adicione Arroz Carnaroli e, em seguida, coloque uma taça de vinho branco. Aos poucos, vá adicionando caldo de legumes e, quando o arroz estiver al dente, acrescente os cogumelos grelhados e a manteiga. Depois de pronto, adicione as lascas de queijo por cima e sirva.

Poke de salmão

Ingredientes

  • 1 xícara (chá) de Arroz Sasanishiki
  • 540 g de salmão fresco
  • 250 g de tomate-cereja
  • 8 fatias de pepino japonês
  • 150 g de cubos de manga
  • 150 g de cubos de abacate
  • Salsinha ou cebolinha a gosto
  • Sal e pimenta a gosto
  • Limão siciliano a gosto
  • Azeite a gosto

Modo de preparo

Cozinhe o Arroz Sasanishiki de acordo com as instruções da embalagem. Em seguida, em um recipiente, junte os cubos de salmão fresco, os tomates–cereja cortados ao meio, as fatias de pepino japonês, os cubos de manga e os cubos de abacate, tempere com sal, pimenta, limão e o azeite, mexendo devagar para não desmanchar o abacate. Em uma tigela, coloque uma porção de arroz e junte a um pouco da mistura de salmão preparada anteriormente. Salpique a salsinha e a cebolinha e estará pronto para servir.

 

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SLC Agrícola registra receita recorde de R$ 2,2 bilhões e amplia lucro líquido em 75%

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Foto: Divulgação/SLC Agrícola

A SLC Agrícola divulgou nesta quarta-feira (12) seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026. A companhia encerrou o período com receita líquida recorde de R$ 2,2 bilhões, crescimento de 16,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O lucro líquido também avançou, com expressiva alta de 75,3% sobre o segundo trimestre de 2025, para R$ 245,1 milhões.

A perspectiva positiva também alcança o desempenho das lavouras. A safra de soja foi encerrada com produtividade recorde, enquanto o algodão caminha para o que pode ser a melhor safra da história da companhia em termos de produtividade.

O resultado bruto da SLC Agrícola somou R$ 941,2 milhões, avanço de 43,5% em relação ao segundo trimestre do ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas operações de algodão e soja, culturas que representam importantes vetores de geração de valor para a empresa.

O EBITDA ajustado alcançou R$ 1,3 bilhão no primeiro semestre e totalizou R$ 580,6 milhões no segundo trimestre, com crescimento de 4,3% e margem de 26,7%. Os indicadores refletiram o acréscimo de R$ 111,3 milhões no resultado bruto das culturas.

No trimestre, a companhia faturou 806,1 mil toneladas de produtos agrícolas, volume recorde para o período e 14,4% superior ao registrado entre abril e junho de 2025. O desempenho foi sustentado principalmente pelo aumento dos volumes faturados de algodão, soja, milho e rebanho bovino, além de preços mais favoráveis em algumas dessas atividades.

“Os números do trimestre refletem um trabalho que começa muito antes da colheita. O planejamento das culturas, o cuidado diário nas fazendas, a gestão comercial e a disciplina na alocação de capital permitiram ampliar a operação e entregar resultados consistentes. Crescemos em escala, mas seguimos atentos à eficiência e à qualidade da execução”, destaca o diretor-presidente da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato.

Recorde de produtividade

A soja ocupou 424,6 mil hectares, equivalentes a 51% de toda a área plantada pela companhia na safra 2025/26. A colheita foi concluída com produtividade recorde de 4.146 quilos por hectare, resultado 4,7% superior ao ciclo anterior e 2,7% acima do projeto inicialmente. O rendimento também ficou 11,7% acima da média nacional indicada pela Conab em julho deste ano.

No segundo trimestre, a soja apresentou resultado bruto de R$ 301,3 milhões, com resultado unitário de R$ 530 por tonelada.

No algodão, cultivado em 191,3 mil hectares, os resultados registrados até o momento reforçam a expectativa de uma das melhores safras da história da SLC Agrícola em produtividade.

Para a primeira safra, a companhia projeta 2.220 quilos de pluma por hectare, rendimento 20,6% superior ao ciclo anterior e 7,5% acima do projeto inicial. Na segunda safra, a estimativa é de 2.072 quilos de pluma por hectare, produtividade 4,5% superior ao planejado.

Maior volume comercializado

No segundo trimestre, a SLC Agrícola faturou 93,1 mil toneladas de algodão em pluma, aumento de 21,9% em relação ao mesmo período de 2025. Na soja, o volume chegou a 568,3 mil toneladas, alta de 9,8%.

O volume faturado de milho alcançou 103,5 mil toneladas, uma variação de 69,5%. Na pecuária, foram comercializadas 12,8 mil cabeças, crescimento de 52,3%.

Além da soja e do algodão, o milho registrou aumento expressivo tanto em volume quanto em receita. A receita líquida da cultura avançou 56,6%, para R$ 77,7 milhões, enquanto o resultado bruto cresceu 5,7%.

Na pecuária, a receita líquida atingiu R$ 93,5 milhões, alta de 74,9% em relação ao segundo trimestre de 2025. O resultado bruto totalizou R$ 15,7 milhões, avanço de 82,4%. Por cabeça, o resultado ficou em R$ 1.225, valor 19,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Com a colheita da safra 2025/26 avançando para a reta final, a SLC Agrícola já concluiu 100% da colheita da soja, 90,6% do milho segunda safra e 61,2% do algodão.

Em relação ao custeio, a maior parte das despesas referentes à safra 2025/26 já foi paga. Ao mesmo tempo, 100% da produção de algodão e 99% da produção de milho ainda serão faturados e entregues. Segundo a companhia, esses volumes devem contribuir para a redução da alavancagem ao longo do segundo semestre.

Investimentos em irrigação

No segundo trimestre, a SLC Agrícola destinou R$ 81,7 milhões a projetos de irrigação. No acumulado do primeiro semestre de 2026, os investimentos chegaram a R$ 155 milhões.

A Fazenda Piratini concentrou a maior parte dos desembolsos, direcionados principalmente à implantação de estruturas de pivôs, à perfuração de poços e reservatórios, além da execução de obras de infraestrutura elétrica e hidráulica.

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Profert ajudará Brasil a combater o protecionismo dos concorrentes, diz Tirso Meirelles

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Foto: Reprodução

O Senado aprovou nesta terça-feira (11) o Projeto de Lei 699/23, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) e libera, em cinco anos, até R$ 10 bilhões em subsídios para novas plantas de fábricas de fertilizantes ou expansão e modernização das atuais.

O benefício será concedido por meio de créditos fiscais de tributos federais e foi comemorado por grande parte das entidades do agronegócio. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, a iniciativa ajudará o Brasil a reduzir a dependência de insumos importados. Cálculos do setor mostram que cerca de 85% do adubo utilizado nas lavouras brasileiras vem de fora.

Segundo o texto aprovado pelo Senado, caberá ao Poder Executivo definir quais iniciativas serão selecionadas para receber os benefícios fiscais do Profert. O montante anual total será limitado a R$ 2 bilhões, que poderão passar para o ano seguinte quando não forem utilizados no ano anterior. O período de implementação do programa será de 2027 a 2031.

Meirelles acredita que a iniciativa será fundamental para que o Brasil possa ampliar e diversificar mercados. “O mundo hoje joga US$ 1,5 bilhão contra a agricultura brasileira porque usam subsídios para que os produtores de seus países possam produzir porque não têm como concorrer com o Brasil, um país que tem três safras na mesma área por ano, então impõem subsídios contra nós. No nosso caso, temos de ter nossos fertilizantes, criando as condições efetivas de produzi-los e termos a segurança desses produtos para que possamos ter segurança alimentar”, ressalta.

O presidente da Faesp ainda criticou o fato de um programa de fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes ter demorado tanto para ser aprovado. “Infelizmente não temos um governo que pense o Brasil para [os próximos] 20 ou 30 anos. A própria China está fazendo um programa agrícola de 30 anos”, compara.

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USDA eleva produção de soja dos EUA e ajusta projeções para o Brasil; analista comenta

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Foto: Agência Brasil

O novo relatório do USDA foi divulgado nesta quarta-feira (21). Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, o documento trouxe mudanças importantes nas principais projeções para o mercado de soja.

No Brasil, o USDA elevou a projeção de produção de soja para a safra 2025/26, passando de 180 milhões para 180,5 milhões de toneladas. A estimativa ficou próxima da média das projeções do mercado, de 180,3 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, o destaque foi o aumento da produção. O USDA projetou uma safra de 123 milhões de toneladas em agosto, acima dos 121,8 milhões de toneladas estimados em julho e também da expectativa média do mercado, de 121,6 milhões de toneladas.

Para Silveira, o aumento está relacionado principalmente à expansão da área plantada. Apesar de o USDA ter reduzido a produtividade americana de 53 para 52,7 bushels por acre, o aumento da área mais do que compensou a revisão e elevou o potencial produtivo da safra.

O cenário também teve reflexos nos estoques. Para a safra 2025/26, os estoques americanos foram projetados em 8,84 milhões de toneladas, próximos da expectativa do mercado, de 8,8 milhões, e abaixo dos quase 9 milhões de toneladas previstos em julho.

Para 2026/27, o USDA estimou estoques americanos em 8,7 milhões de toneladas, acima da média esperada pelo mercado, de 8,2 milhões, e dos 8,44 milhões de toneladas projetados no relatório anterior.

Na avaliação do analista, porém, a demanda americana ainda pode ser revisada nos próximos relatórios. Segundo Silveira, as exportações da safra velha já indicavam a necessidade de um ajuste para cima, enquanto o esmagamento interno segue sustentado pela forte demanda por óleo de soja.

Além disso, as vendas da nova safra americana vêm ganhando velocidade, com a China entre os principais compradores. Esse avanço da demanda pode pressionar os estoques para baixo nos próximos meses.

No cenário global, os estoques de soja foram projetados em 125,1 milhões de toneladas para 2025/26, abaixo da expectativa média do mercado, de 125,6 milhões, e dos 125,3 milhões de toneladas de julho. Para 2026/27, a estimativa ficou em 124,2 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao mês anterior.

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