Agro Mato Grosso
VÍDEO: arara-canindé bebe água no asfalto em meio ao calorão em MT

Momento foi filmado pelo médico veterinário Kaique Soares Rocha, que esperou o pássaro terminar de se refrescar para passar de carro pela via. Município está em estado de emergência por causa dos incêndios.
Uma arara-canindé foi vista bebendo água no meio da rua em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. O médico veterinário Kaique Soares Rocha, de 26 anos, registrou o momento em um vídeo que repercutiu na de quinta-feira (18) nas redes sociais.
A região enfrenta altas temperaturas de até 40ºC e baixa umidade relativa do ar, além de incêndios em diferentes pontos no município — apesar de vários focos de calor já terem sido controlados. A prefeitura chegou a decretar estado de emergência por 180 dias em razão dos incêndios. (Video abaixo)
Kaique contou que estava saindo de um atendimento a domicílio quando se deparou com a arara pousando na rua em busca de água, mas ela não estava sozinha.
“Em qual outro lugar do Brasil, você está andando de carro e se depara com uma arara-canindé bebendo água no meio da rua? Estou aqui olhando para a arara e nem reparei que tem um periquito bebendo água no canto, também”, disse.
Segundo Kaique, a poça de água foi formada pela ação de um morador que molhava o jardim ali perto. Porém, nos últimos dias houve registro de chuva, que ajudou a amenizar o calor e, também, a controlar os focos de incêndios na zona rural.
Perto dali tem uma praça com várias árvores e costuma ser um refúgio para os pássaros, que procuram se abrigar na sombra enquanto comem as frutas das árvores.
“É natural elas ficarem nessa região, então não acredito que tenha a ver tanto com as queimadas. Mas acredito que sim, que eles tenham procurado esse refúgio”, afirmou.
Kaique disse que esperou os pássaros se refrescarem com a água na rua para sair com o carro. “Vou esperar, estou com tempo mesmo”, contou.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/u/k/QPntT8S2mILN5WVLMImA/50380995882-40eba00b47-o.jpg)
Fogo é controlado em 3 frentes na Serra do Roncador em MT — Foto: Bombeiros
VIDEO:
Ver essa foto no Instagram
Incêndios
O incêndio que atinge há duas semanas o Parque Estadual Serra Azul e a do Roncador, em Barra do Garças, foi controlado, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (17) pelos bombeiros.
A chuva que caiu nos últimos dias ajudou a conter as chamas na região, que é considerada patrimônio histórico natural e turístico.
O que chamou atenção dos moradores, nos últimos dias, foi a descoberta de um buraco ‘misterioso’ de 20 metros de profundidade no parque em meio ao combate às chamas. O episódio entrou na lista de curiosidades místicas encontradas no município.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) ainda fechou a visitação ao parque devido à gravidade da situação dos incêndios.
Já na região da Serra do Roncador, a aeronave e as equipes em solo permanecem mobilizadas, no combate e monitoramento dos focos ativos e atuando preventivamente para evitar novos incêndios, de acordo com os bombeiros.
Agro Mato Grosso
Agrishow: de ‘trator que fala’, veja máquinas com IA que operam sozinhas

Máquinas que ‘falam’ com operador e trabalham sem ninguém na cabine foram destaques na maior feira de tecnologia agrícola do país em Ribeirão Preto (SP).
Fazer uma pergunta para um trator e receber a resposta na hora ou ver uma máquina trabalhando sozinha na lavoura, sem ninguém na cabine. O que parece cena de filme futurista já é realidade foram destaques da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), impulsionados pela inteligência artificial.
Com a proposta de ajudar o produtor a tomar decisões mais rápidas, aumentar a produtividade e reduzir custos, empresas apostam em tecnologias inovadoras que devem se tornar cada vez mais comuns no campo.
Trator que ‘fala’ a língua do produtor
Um dos destaques é o “Talking Tractor”, da Valtra. O modelo usa inteligência artificial para interagir diretamente com o operador, por voz ou texto, e ajudar na tomada de decisão. (assista no vídeo acima)
“A nossa maior intenção com esse projeto é fazer com que o uso da tecnologia, que hoje é infinita, para que o homem e máquina se conectem para a melhor tomada de decisão em tempo real. Ele ajuda o produtor a tomar as melhores decisões, já que a máquina fala a língua do produtor”, comenta Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.
Na prática, o produtor pode perguntar desde informações simples, como consumo de combustível, até orientações técnicas detalhadas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/z/O/eF7mK2TXyxbwA6J1Nq2A/dsc-0554.jpg)
Trator ‘falante’ é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1
A tecnologia ainda está em fase de testes, mas chama atenção do público. Segundo a empresa, o sistema aprende com o uso e armazena dados históricos da operação, permitindo consultas sobre atividades realizadas até meses antes.
“A gente tem todo o dado de telemetria, tem todo o manual técnico dele ali dentro, então não só ajudar na tomada de decisão, mas em qualquer ajuste que ele precisar, técnico, ele vai poder fazer a pergunta. E claro, ele vai gravar também toda a operação. (…) Por exemplo: um ano atrás eu plantei e quero saber quanto eu gastei de combustível, tudo isso ela consegue ajudar.”
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/o/M/oJO9M1Sxecy7RPTNtInA/dsc-0577.jpg)
Painel do trator ‘falante’, que promete facilitar a vida do produtor rural, na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1
Agro Mato Grosso
Agro e biodiesel reforça mudança de perfil de Mato Grosso

Em Mato Grosso, esse movimento vem sendo puxado pela indústria de biocombustíveis. Dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o estado alcançou, em março, o maior volume de produção de biodiesel da série histórica, consolidando-se como principal polo nacional do segmento.
As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos no período, o equivalente a cerca de 26% de todo o biodiesel fabricado no país. O avanço foi impulsionado principalmente pela ampliação da mistura obrigatória do biocombustível ao diesel, atualmente em 15% (B15), o que elevou a demanda da indústria.
Na avaliação de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o crescimento da agroindústria representa uma mudança estrutural para o setor. “O agro brasileiro começa a entrar em uma nova fase. Não basta mais apenas produzir volume. O grande diferencial econômico passa a ser a capacidade de industrializar, transformar e agregar valor àquilo que é produzido no campo”, afirma.
Segundo ele, Mato Grosso simboliza esse processo ao integrar produção agrícola e geração de energia renovável. “Quando o estado transforma soja em biodiesel, ele deixa de exportar apenas matéria-prima e passa a capturar uma fatia maior da riqueza gerada pela cadeia. Isso significa mais empregos, arrecadação, investimentos e fortalecimento da economia regional”, diz.
Rezende também destaca que a industrialização ajuda a reduzir a vulnerabilidade do produtor às oscilações externas. “Uma agroindústria forte cria demanda interna mais consistente e diminui a dependência exclusiva do mercado internacional. Isso dá mais estabilidade para o produtor e fortalece toda a cadeia produtiva”, avalia.
O avanço do biodiesel em Mato Grosso está diretamente ligado à forte integração entre a produção de grãos e a indústria de energia renovável. Segundo o Imea, o óleo de soja respondeu por 84% da matéria-prima utilizada pelas usinas no mês, mantendo a oleaginosa como principal base do setor.
Além do biodiesel, os dados do instituto apontam cenário positivo para outras cadeias relevantes do estado. No milho, a produtividade da safra 2025/26 foi revisada para 118,78 sacas por hectare, elevando a projeção de produção para 52,66 milhões de toneladas, favorecida pelo bom regime de chuvas em parte das regiões produtoras.
No algodão, a área cultivada foi ajustada para 1,38 milhão de hectares, enquanto a produção segue estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo Mato Grosso na liderança nacional da cultura.
Na pecuária, o mercado apresentou movimentos distintos em abril. O boi gordo registrou valorização, com arroba média de R$ 350,11, sustentada pela menor oferta de animais para abate. Já o suíno perdeu força diante da demanda doméstica mais fraca, encerrando o mês com média de R$ 5,96 por quilo ao produtor.
Para Rezende, o avanço da indústria ligada ao agro deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. “O mundo busca alimentos, energia renovável e produtos de menor impacto ambiental. Mato Grosso reúne escala, produção e capacidade de processamento para ocupar posição estratégica nesse cenário. O futuro do agro passa cada vez mais pela industrialização”, conclui.
Agro Mato Grosso
Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo

Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.
A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.
Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.
Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.
Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados, que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.
Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.
Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.
A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.
O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.
Business21 horas agoCotações da soja: mercado físico não resiste à nova queda expressiva de Chicago
Featured22 horas agoCarro incompatível com renda leva Polícia Civil a prender traficante delivery em Cuiabá
Business12 horas agoMato Grosso concentra 15% do faturamento agropecuário nacional
Featured24 horas agoÁrea de soja deve crescer na safra 2026/27, mas com limitações
Business15 horas agoCom diesel até 30% mais caro, colheita do milho pesa no bolso do produtor em Mato Grosso
Business14 horas agoAlta de custos e perdas de até 30% na safra desafiam produtores de soja em Mato Grosso
Business21 horas agoCooperativa promove encontro de caminhoneiros para reforçar segurança no transporte
Featured19 horas agoPolícia Federal e Anvisa intensificam combate a medicamentos falsos para obesidade


















