Connect with us

Sustentabilidade

Trigo/RS: Condições climáticas favoreceram o desenvolvimento da cultura no estado – MAIS SOJA

Published

on


O cultivo de trigo no Estado está em pleno desenvolvimento. As lavouras distribuemse nos diferentes estádios fenológicos: 46% em desenvolvimento vegetativo, 32% em floração e 22% em enchimento de grãos.

As condições climáticas do período, caracterizadas por alternância de dias ensolarados e elevada umidade bem como por precipitações expressivas em algumas regiões, favoreceram o crescimento vegetativo e a progressão das plantas para fases reprodutivas. De forma geral, a cultura apresenta bom potencial produtivo, e as lavouras estão bem estabelecidas com perfilhamento adequado. No entanto, houve necessidade de atenção em
relação à sanidade das plantas, especialmente onde os volumes de chuva foram elevados, oque intensificou a ocorrência de manchas foliares, ferrugem e oídio.

Dentre as práticas de manejo fitossanitário, foram priorizadas as aplicações fúngicas preventivas em intervalos reduzidos nas lavouras de maior potencial produtivo, principalmente em estágios reprodutivos, desde o emborrachamento ao início de enchimento de grãos, para assegurar alto rendimento final.

Nas áreas em desenvolvimento vegetativo, as adubações nitrogenadas estão em fase final, coincidindo com o alongamento do colmo. A expectativa é de manutenção de produtividade média elevada, condicionada à continuidade do clima adequado, sobretudo a menor umidade relativa do ar.

A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.  Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a sequência de dias ensolarados e de temperaturas amenas contribuiu para o avanço do desenvolvimento das lavouras. As chuvas intensas do início de setembro (cerca de 160 mm em oito dias) favoreceram a incidência de manchas foliares e de ferrugens, demandando aplicações de fungicidas em intervalos reduzidos. Em Maçambará e São Borja, os produtores anteciparam as pulverizações preventivas devido à previsão de chuvas, o que eleva os custos de produção.

Na Campanha, nas lavouras em fase vegetativa, foram realizadas adubações nitrogenadas no início do alongamento. Na de Caxias do Sul, nas áreas de menor altitude, os cultivos semeados mais cedo já estão em início de espigamento, mas a maioria permanece em fase final de perfilhamento e alongamento do colmo. A cultura apresenta desenvolvimento vegetativo robusto, folhas sadias e coloração intensa. As pulverizações fúngicas preventivas seguem de forma regular, visando reduzir riscos de moléstias nas fases subsequentes.

Na de Ijuí, 79% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo; 15% em floração; e 6% em granação. O potencial produtivo é considerado elevado, mas, em cultivos sem rotação, têm sido observados casos de doenças radiculares. Em algumas áreas, as plantas apresentam coloração amarelada nas folhas basais, indicando baixa disponibilidade de nitrogênio como efeito de adubação limitada ou de perdas por lixiviação. Nas lavouras em estádio reprodutivo, o tamanho das espigas está satisfatório, e o número de espiguetas por
espiga varia de 11 a 17; ainda não há definição do número de grãos por espigueta Na de Pelotas, 40% das áreas estão em desenvolvimento vegetativo; 42% em florescimento; e 18% em enchimento de grãos. De maneira geral, a cultura evolui dentro da normalidade, com desempenho vegetativo e sanidade adequados. As expectativas de produtividade são positivas.

Na de Santa Rosa, as lavouras apresentam bom desempenho. Estão em desenvolvimento vegetativo 22%, em floração 50% e em enchimento de grãos 28%. Observase sanidade satisfatória na maior parte das áreas. Os cultivos estão vigorosos, com coloração intensa e apropriado número de espiguetas por espiga, sem falhas de fecundação. Contudo, em algumas cultivares, o oídio tem causado danos mais severos, exigindo atenção especial.

A presença de pragas é baixa, limitada a casos pontuais de pulgões, de fácil manejo. Algumas áreas avançam para a maturação fisiológica, e a expectativa de produtividade está acima da média em comparação a anos anteriores. Também se destacam as áreas destinadas a pastejo e silagem de planta inteira, que apresentam adequado aspecto vegetativo, reforçando o interesse crescente no uso do trigo como alternativa forrageira na região. Na de Soledade, 65% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, especialmente elongação do colmo; 28% em floração; e 7% em enchimento de grãos. A cultura apresenta perspectiva produtiva satisfatória, e as lavouras aspecto vigoroso e adequado estande de plantas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, decresceu 1,18% quando comparado à semana anterior, passando de R$ 70,08 para R$ 69,25.

Fonte: Emater/RS



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Novo painel do Zarc moderniza consulta às janelas de plantio e reforça gestão de riscos na agricultura – MAIS SOJA

Published

on


O Painel de Indicação de Riscos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) foi atualizado e passa a oferecer uma interface mais moderna, navegação mais intuitiva e maior velocidade de resposta, facilitando o acesso às informações técnicas utilizadas no planejamento das safras em todo o país.

A nova versão do painel foi desenvolvida com foco na experiência do usuário, tornando a consulta aos resultados do Zarc mais ágil e eficiente. O layout renovado, com organização visual mais clara, contribui para uma melhor compreensão dos dados e reduz o tempo necessário para localizar informações essenciais para o planejamento agrícola.

O painel é a principal ferramenta de consulta às indicações de risco publicadas nas portarias do Zarc. Atualmente, os normativos divulgados no Diário Oficial da União fazem referência direta ao sistema, no qual o usuário pode visualizar os municípios indicados ao plantio e as janelas de semeadura.

Para acessar o mapa e a tábua de riscos, o usuário deve preencher os seguintes campos: Safra, Cultura, Outros manejos, Clima, Grupo de cultivar, Tipo de solo e Unidade da Federação.

Após preencher os filtros, basta clicar em “Aplicar Filtros”. O sistema exibirá o mapa com os municípios indicados para o plantio. Para visualizar o risco em cada decêndio (períodos de 10 dias), o usuário deve selecionar a opção “Tábua de Risco”.

INTEGRAÇÃO COM FERRAMENTAS DIGITAIS

A atualização do painel faz parte da estratégia de modernização das ferramentas de divulgação do Zarc, que também inclui o aplicativo Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa. A plataforma permite ao produtor consultar, de forma simples, o que plantar, quando plantar e onde plantar, com base nas indicações de menor risco climático.

Em 2026, o Zarc completa 30 anos de utilização como instrumento oficial da política agrícola brasileira. O primeiro zoneamento foi publicado em 1996, para a cultura do trigo, e, desde então, o sistema passou a abranger mais de 40 culturas em todas as regiões do país, com recomendações técnicas divulgadas por meio de portarias do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Ferramenta de gestão de riscos climáticos baseada em estudos agrometeorológicos, o Zoneamento cruza dados de clima, solo e ciclo das culturas para indicar, em cada município, as épocas de plantio com menor probabilidade de perdas. Essas informações orientam o planejamento da produção e servem de base para políticas públicas como o crédito rural, o Proagro e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

EVOLUÇÃO METODOLÓGICA: ZARC NÍVEIS DE MANEJO

Além das melhorias nos sistemas de consulta, o Zarc também passa por avanços metodológicos. Um dos principais destaques é o Zarc Níveis de Manejo (Zarc NM), que incorpora variáveis de manejo e tecnologia empregadas na lavoura para refinar a avaliação de riscos.

Neste ano, o projeto piloto entra na fase 2 para a cultura da soja no Paraná, com expansão para os estados de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com recursos exclusivos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. A iniciativa busca aprimorar a avaliação de risco por meio de dados de manejo, imagens de satélite e análises de solo, ampliando a precisão das recomendações e a eficiência das políticas de gestão de riscos.

O aprimoramento do painel e o avanço do Zarc Níveis de Manejo reforçam o papel do zoneamento como instrumento estratégico para aumentar a resiliência da produção agrícola brasileira e melhorar o direcionamento das políticas públicas.

Fonte: MAPA



 

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

Continue Reading

Sustentabilidade

Estratégia de sustentabilidade na produção de soja e a adoção das boas práticas agrícolas – MAIS SOJA

Published

on


A importância das boas práticas agrícolas na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), na produção de soja, será um dos destaques apresentados pela Embrapa durante o Show Rural Coopavel, a ser realizado de 09 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). A proposta é replicar, em parte, durante o evento, o modelo adotado na Vitrine de Soja Baixo Carbono da Embrapa Soja, onde se aproveita a entressafra da soja para realizar a diversificação do sistema de produção com plantas como braquiária e crotalária.

“Dessa forma, a soja é semeada em uma área que recebeu, na entressafra, culturas que ajudam a formar palhada e melhorar a qualidade física, química e biológica do solo pelo aporte de carbono e, no caso da crotalária, também de nitrogênio. Carbono e nitrogênio são constituintes essenciais para a formação da matéria orgânica do solo”, explica o pesquisador Marco Antonio Nogueira, da Embrapa Soja.

Segundo ele, a palhada protege o solo contra impacto da chuva, diminui as perdas de água por evaporação, mantém temperaturas mais estáveis e amenas, melhora a infiltração de água, contribui para o controle de plantas daninhas e, principalmente, adiciona carbono ao sistema por meio da biomassa aérea e das raízes. “As raízes, segundo ele, exercem papel fundamental na estruturação do solo, abrindo poros que facilitam a entrada de água e ar e servindo como fonte de alimento para os microrganismos do solo, melhorando a sua qualidade biológica”, explica Nogueira.

Na Vitrine de Tecnologias da Embrapa, no Show Rural, será debatido o papel do sistema de raízes das plantas de cobertura. “Normalmente apenas observamos a parte aérea das plantas, mas a sua “metade escondida”, as raízes, geralmente são negligenciadas. É preciso também estar atento para a forma como as raízes interagem com o solo, o que reflete o efeito mútuo de um sobre o outro, e permite inferir sobre a qualidade do solo”, afirma o pesquisador.

Nesse cenário, as raízes são protagonistas no sistema produtivo. “A ideia é mostrar como a diversificação de culturas altera a ocupação do solo pelas raízes, melhora a porosidade e contribui para um ambiente mais permeável e com maior capacidade de infiltração e armazenamento de água”, explica Nogueira. “Além disso, parte do carbono incorporado pelas plantas permanece estabilizada no solo na forma de matéria orgânica, contribuindo para um balanço de carbono mais favorável ao longo do tempo”, diz Nogueira.

Embora uma parte do carbono retorne naturalmente à atmosfera, Nogueira ressalta que os sistemas bem manejados conseguem reter uma maior fração desse carbono no solo. “É isso que, no longo prazo, contribui para reduzir as emissões líquidas e tornar o sistema de produção de soja mais sustentável”, afirma Nogueira.

A adoção do manejo adequado do solo, uso de bioinsumos, o controle integrado de pragas e doenças, a diversificação de culturas e o uso racional de insumos contribuem para tornar o sistema produtivo mais eficiente e com menor pegada de carbono. Essas estratégias sustentam iniciativas como o selo Soja Baixo Carbono, que busca reconhecer sistemas produtivos que adotam boas práticas agrícolas e contribuem para a mitigação da emissão de gases de efeito estufa, um dos principais responsáveis pelas mudanças climáticas. O Programa Soja Baixo Carbono, coordenado pela Embrapa, adota um modelo de inovação setorial e conta com a parceria de sete empresas apoiadoras: Bayer, Bunge, Cargill, Coamo, Cocamar, GDM e UPL.

Fonte: Empraba



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Página não encontrada – MAIS SOJA

Published

on


O Portal de conteúdo Mais Soja reúne noticias e artigos sobre a cultura da Soja no Brasil e no Mundo.

E-mail para contato: contato@maissoja.com.br

Continue Reading
Advertisement

Agro MT