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preços caem mesmo com alta em Chicago

O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira (16) marcada por poucas ofertas e preços mais fracos, segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado. “Chicago até subiu, mas o dólar recuou novamente, e os prêmios também cederam, o que acabou neutralizando qualquer ganho para o mercado interno”, destacou.
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Silveira acrescenta que, embora algumas ofertas pontuais tenham surgido, a indústria manteve ritmo lento e os portos registraram poucas indicações. O spread entre as ofertas de compradores e vendedores seguiu elevado.
Confira as cotações de soja no país:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,50 para R$ 141,00
- Cascavel (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 128,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 125,50 para R$ 125,00
Chicago
Os contratos futuros da soja subiram na sessão desta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A piora nas lavouras americanas, a queda do dólar frente a outras moedas, a menor aversão ao risco diante de corte nos juros americanos e o sentimento favorável sobre um acordo comercial entre China e EUA formaram um combo de notícias positivas para as cotações.
Lavouras de soja nos EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 14 de setembro, 63% estavam entre boas e excelentes condições, 26% em situação regular e 11% em condições ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 64%, 26% e 10%, respectivamente.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 6,25 centavos de dólar, ou 0,59%, a US$ 10,49 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,69 1/4 por bushel, com alta de 6,25 centavos ou 0,58%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,40 ou 0,14%, a US$ 286,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 53,20 centavos de dólar, com ganho de 0,93 centavo ou 1,77%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,2981 para venda e a R$ 5,2961 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2917 e a máxima de R$ 5,3217
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Colheita de soja no Brasil chega a 17,4% da área, aponta Conab

A colheita de soja no Brasil alcançou 17,4% da área, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgados nesta terça-feira (10). Na semana passada, os trabalhos somavam 11,2%, o que representa um aumento de aproximadamente 55,4% em relação à semana anterior. No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 14,8%, indicando um avanço de cerca de 17,6% na comparação anual.
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Colheita de soja por região do Brasil
Por estado, o maior avanço é observado em Mato Grosso, onde a colheita já alcança 46,8% da área. Na sequência aparecem Paraná, com 14%, Tocantins e Minas Gerais, ambos com 13%, Mato Grosso do Sul, com 7%, Bahia, com 6%, Goiás, com 2,5%, São Paulo, com 2%, Piauí, com 2%, e Santa Catarina, com 1,5%.
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Soja inicia semana dividido entre alta em Chicago e pressão no Brasil; sojicultor de olho na colheita

O mercado da soja iniciou a semana com movimentos distintos entre o cenário internacional e o doméstico. Em Chicago, o tom foi claramente positivo após declarações do ex-presidente Donald Trump envolvendo a China, que reacenderam expectativas de novos acordos comerciais. Segundo a plataforma Grão Direto, o mercado reagiu rapidamente, precificando a possibilidade de retomada das compras chinesas e sustentando uma forte valorização das cotações ao longo da semana.
A soja spot com vencimento em março de 2026 encerrou o período cotada a US$ 11,15 por bushel, acumulando alta expressiva de 4,79% na Bolsa de Chicago. O movimento refletiu o otimismo com a demanda externa, em especial da China, principal compradora global da oleaginosa.
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Cenário brasileiro
No Brasil, porém, o cenário seguiu ainda mais desafiador. Mesmo com o suporte externo, os preços internos permaneceram pressionados por uma combinação de dólar mais fraco, prêmios de exportação em queda e oferta elevada com o avanço saudável da colheita.
A moeda norte-americana encerrou o período em R$ 5,22, reduzindo o repasse das altas internacionais para os valores em reais e mantendo os negócios travados em diversas regiões produtoras. O resultado foi um mercado físico com mais baixas do que altas, apesar do desempenho positivo em Chicago.
O que esperar do mercado?
O principal fator de atenção da semana é a divulgação do relatório WASDE de fevereiro, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O WASDE é o relatório mensal que reúne estimativas globais de oferta, demanda, estoques e comércio agrícola, sendo uma das principais referências para a formação de preços no mercado internacional.
O mercado adota um viés mais cauteloso diante das revisões anteriores, que elevaram os estoques finais norte-americanos e mantiveram a produção brasileira em níveis elevados, próximos de 178 milhões de toneladas.
Caso o USDA indique que a demanda global, mesmo com possíveis compras chinesas, não seja suficiente para absorver a oferta recorde, Chicago pode voltar a testar níveis mais baixos. Diante disso, o produtor deve acompanhar de perto a divulgação e a reação do mercado, avaliando oportunidades pontuais de comercialização.
Clima e impactos regionais
As condições climáticas seguem divergentes conforme a região. No Sul, as altas temperaturas e a falta de chuvas no Rio Grande do Sul e na Argentina já provocam perdas visíveis de produção, consideradas irreversíveis em algumas áreas. A quebra argentina pode oferecer algum suporte às cotações internacionais, mesmo com a entrada de uma safra robusta no Mato Grosso.
Por outro lado, o excesso de chuvas no Centro-Norte do Brasil tende a pressionar a logística, elevando custos e exigindo atenção redobrada ao momento de venda. Com a colheita mato-grossense entrando no pico, a oferta imediata segue elevada, reforçando uma pressão típica de período de safra.
Oportunidades
O foco do produtor deve permanecer na paridade de exportação, atualmente pressionada pelo dólar fraco e pelos prêmios reduzidos. Sem expectativa de grandes movimentos no câmbio no curto prazo, a tendência é de manutenção desse cenário ao longo da semana. Assim, o mercado pode enfrentar novas baixas, influenciadas tanto pelo avanço da colheita quanto, eventualmente, pelas sinalizações do relatório WASDE.
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Várzea Grande movimenta R$ 1,4 bilhão com mercado imobiliário em um ano

Com 6.887 imóveis comercializados em 2025, o município de Várzea Grande contabilizou R$ 1,414 bilhão em movimentação financeira no setor imobiliário. Os números constam no estudo Indicadores do Mercado Imobiliário, produzido pelo Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT), em parceria com a Secretaria Municipal de Fazenda e com apoio da Fecomércio-MT.
Ainda segundo o relatório, na comparação com os dados de 2024, foi registrada alta de 5,66% no número de unidades transacionadas e de 4,12% no faturamento.
Já o ticket médio apresentou queda de 1,64%, passando de R$ 208,7 mil em 2024 para R$ 205,3 mil em 2025.
O presidente do Secovi-MT e vice-presidente da Fecomércio-MT, Marco Pessoz, ressaltou que o movimento reflete o aumento na venda de imóveis de menor valor agregado, influenciado principalmente pela restrição de crédito e pela migração dos compradores para faixas de preço mais populares.
“O cenário é positivo em volume, mas exige cautela quanto à rentabilidade média dos produtos. O mercado está mais sensível ao preço, e a valorização real está concentrada nas regiões Leste e Oeste de Várzea Grande, consideradas áreas mais nobres da cidade”, afirmou Pessoz.
O levantamento também destaca a região Norte, considerada o motor do município, com 2.582 unidades vendidas e R$ 552 milhões movimentados. Já a região Sul registrou queda de 51,08% no ticket médio anual, consolidando-se como polo de habitação de interesse social, com alta absorção de unidades populares.
Pessoz afirmou ainda que a expectativa para 2026 é de estabilidade, com o mercado dependente de novos incentivos habitacionais federais e estaduais para manter o ritmo de vendas no segmento popular.
Ampliação da pesquisa
O presidente do Secovi-MT destacou a necessidade de ampliar o levantamento para outros municípios do estado, o que pode trazer mais transparência e aprofundamento sobre o mercado imobiliário regional.
“Ao ampliarmos esse levantamento para municípios como Várzea Grande, oferecemos aos gestores públicos e ao próprio mercado uma ferramenta gratuita e qualificada para depurar e corrigir dados cadastrais. Isso permite uma leitura mais fiel da realidade local e contribui para decisões mais assertivas, não só para a cidade, mas para o desenvolvimento do mercado imobiliário em todo o estado”, concluiu.
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