Connect with us
5 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Médico de MT morre em queda de avião monomotor no Pantanal de Mato Grosso do Sul

Published

on

 

O médico ortopedista e pecuarista Ramiro Pereira de Matos, de 67 anos, morreu nesta terça-feira (16) após o avião que pilotava cair entre Coxim e Corumbá, na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul. A morte foi confirmada pela família da vítima e pela Polícia Civil.

Ramiro viajava sozinho no avião. Ele deixou dois filhos, de 34 e 37 anos, e a esposa, de 63 anos. A aeronave, um monomotor de prefixo PS-FDW, saiu de Araçatuba (SP) com destino a uma fazenda em Figueirópolis D’Oeste (MT). A queda aconteceu cerca de uma hora após a decolagem, na região do Pantanal.

A família acompanhava o voo em tempo real por um aplicativo de rastreamento aéreo e percebeu o momento em que a aeronave desapareceu do radar. Diante disso, entraram em contato com fazendeiros da região e pediram ajuda nas buscas.

Queda de avião entre Corumbá e Coxim (MS). — Foto: Arte/g1

Queda de avião entre Corumbá e Coxim (MS). — Foto: Arte/g1

Equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) partiram de Campo Grande para realizar as buscas pelo corpo do piloto e pelos destroços da aeronave. Em nota, a FAB confirmou que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) faz buscas na região da queda.

Segundo a nota, havia condições meteorológicas instáveis, com chuva forte e trovoadas, durante a queda do avião que o pecuarista pilotava. Uma aeronave da FAB foi acionada e está realizando buscas no local.

Advertisement

De acordo com dados de um site de rastreamento aéreo Fligth Aware, o avião decolou às 6h39 e tinha previsão de pouso às 7h50. A queda e a morte do médico também foram confirmadas por equipes do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), responsável por investigar acidentes aéreos no estado.

A delegada Ana Cláudia Medina, do Dracco, informou que o local da queda é de difícil acesso. O corpo de Ramiro foi encontrado e deve ser liberado após a perícia.

Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o monomotor Cessna P210N, fabricado em 1980, estava registrado no nome do médico e tinha capacidade para cinco pessoas. A certificação de aeronavegabilidade estava regular, com validade até agosto de 2026.

Médico e pecuarista

Conforme apurado pela imprensa, Ramiro nasceu em Presidente Prudente (SP), mas sempre morou em Araçatuba. Ramiro era formado em medicina, mas nunca exerceu a profissão. Ele sempre trabalhou como agropecuarista.

Segundo o filho, Flavio Matos, Ramiro era piloto experiente e tinha todas as documentações regulares para praticar a atividade.

Advertisement

Ele tinha uma fazenda em Santo Antônio do Aracanguá (SP), na região noroeste paulista, e outras duas, uma no Mato Grosso do Sul e outra em Mato Grosso.

Médico ortopedista morreu em queda de avião. — Foto: Redes sociais/Reprodução

Médico ortopedista morreu em queda de avião. — Foto: Redes sociais/Reprodução

Continue Reading
Advertisement

Agro Mato Grosso

Empresária é encontrada enterrada no quintal de residência em MT

Published

on

O corpo da empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, foi localizado no início da tarde desta terça-feira (5), enterrado no quintal da própria residência, no bairro Parque Cuiabá, na capital. O principal suspeito do crime, o companheiro dela, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, confessou o assassinato.

A vítima havia sido dada como desaparecida pelo próprio suspeito, que chegou a procurar a polícia para registrar o sumiço. No entanto, inconsistências nas versões apresentadas chamaram a atenção da equipe responsável pela investigação.

De acordo com a Polícia Civil, Jackson ainda tentou sustentar que estaria sendo alvo de extorsão após o desaparecimento da companheira. A narrativa, porém, não se sustentou diante dos indícios reunidos ao longo das diligências.

As apurações indicam que o homicídio ocorreu na manhã de segunda-feira (4). Após matar a empresária, o suspeito teria providenciado a ocultação do corpo dentro do imóvel onde o casal vivia.

Para isso, segundo a polícia, ele contratou uma empresa especializada em fossas para abrir um buraco nos fundos da casa. O corpo foi colocado no local, envolto em um pano, e enterrado a cerca de dois metros de profundidade.

Advertisement

Devido à dimensão da escavação, equipes precisaram utilizar um trator para realizar a retirada do corpo.

Assassino confesso sai preso do local onde corpo da vítima foi achado

Após o resgate, os restos mortais foram encaminhados à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que irá apontar a causa da morte.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

 

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Tratores Valtra com tecnologia reforçam modernização do agro brasileiro

Published

on

A crescente demanda por produtividade e eficiência no campo tem impulsionado uma nova geração de máquinas agrícolas no Brasil. Em meio a esse movimento, a fabricante de tratores Valtra aposta na tecnologia desenvolvida na Finlândia para ampliar a eficiência das operações no agronegócio nacional.

Segundo o diretor comercial da empresa, Cláudio Esteves, a evolução das máquinas acompanha a própria transformação da agricultura brasileira, considerada uma das mais competitivas do mundo. “A agricultura brasileira é pujante e demanda muita tecnologia. O Brasil é visto por muitos como o celeiro do mundo, e a Valtra se coloca ao lado do produtor para entender essas demandas e ajudá-lo a produzir mais, com menor custo”, disse Esteves em entrevista à imprensa durante o test drive em Londrina (PR), onde a marca apresentou os lançamentos previstos para as feiras agropecuárias no primeiro semestre deste ano.

De acordo com ele, os novos equipamentos incorporam soluções voltadas principalmente à eficiência energética e ao aumento da produtividade no campo. Entre os avanços estão sistemas de agricultura de precisão e piloto automático com mapeamento do campo por satélite.

Dentro da cabine, o operador tem acesso a informações em tempo real sobre o funcionamento do trator e sobre a atividade no campo, como consumo de combustível, desempenho da operação e dados sobre o plantio. “O operador tem todas as informações importantes em telas ao alcance da mão. Isso inclui consumo, dados da operação e quantidade de sementes por segundo”, explicou Esteves.

Conforme informação da empresa, os tratores de entrada para a agricultura familiar custam R$ 200 mil em média, com potência de aproximadamente 80 cv. Para os grandes produtores, a série S possui tratores que custam cerca de R$ 2 milhões, com potência de 345 cv a 425 cv.

Feiras agrícolas impulsionam lançamentos de tratores

A estratégia de divulgação dos novos equipamentos passa principalmente pelas feiras agrícolas, consideradas pela empresa um dos principais pontos de contato com produtores rurais. A fabricante apresentou ao mercado brasileiro a nova linha de tratores de média potência da série A5 e A5 Hitech, quinta geração da tradicional linha da marca, com mudanças no design, melhorias no desempenho do motor e novos recursos de agricultura de precisão.

Advertisement

Os equipamentos foram apresentados na Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque (RS). Visualmente, os tratores passam a adotar um capô redesenhado e linhas mais modernas, alinhadas ao padrão internacional da empresa, mantendo a tradicional cor amarela.

No campo da engenharia, a série A5 passa a utilizar a nova geração de motores AGCO Power, com potências que variam de 105 a 145 cavalos. “A série A5 representa uma virada de chave para o segmento de média potência. Conseguimos integrar um visual moderno a uma engenharia de motor que entrega exatamente o que o produtor busca hoje, que é força e desempenho com o menor custo operacional”, afirma Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da Valtra.

Trator de ponta recebe prêmio internacional de design 

Lançado na edição 2025 da Agrishow, feira de Ribeirão Preto (SP), o modelo S6, produzido na Finlândia, recebeu o prêmio internacional de design Red Dot Design Award, considerado um dos mais importantes da categoria. “O prêmio celebra a melhor relação entre o homem e a máquina. Apenas três marcas de automotores ganharam esse prêmio, entre elas o trator Valtra S6”, disse Cláudio Esteves.

Com origem na antiga estatal finlandesa Valmet, a Valtra mantém seu principal centro de desenvolvimento tecnológico em Suolahti, na Finlândia, sendo que parte dos tratores vendidos no Brasil é produzida diretamente na planta europeia. A empresa chegou ao país no início da década de 1960 e foi uma das primeiras plantas de tratores instaladas no Brasil.

Tratores Valtra

O diretor comercial da Valtra ressalta que modelo S6 foi premiado por relação entre o homem e a máquina. (Foto: Tiago Lima/Divulgação Valtra)

Apesar da origem europeia, Esteves afirma que a empresa faz adaptações para atender às condições do agronegócio brasileiro. “Fazemos a tropicalização desses produtos no Brasil, porque nossa agricultura e nosso clima exigem um trabalho muito mais robusto do que as exigências europeias”, explica. Os modelos vindos da Finlândia são voltados principalmente para grandes operações agrícolas, como a produção de grãos, cana-de-açúcar e algodão.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Lucas do Rio Verde estabelece modelo de produção agrícola com milho como pilar

Published

on

Da ciência no campo à industrialização, o município consolidou uma cadeia que gera energia, proteína e valor

Lucas do Rio Verde construiu, ao longo das últimas décadas, uma trajetória que vai além da produção agrícola. O município consolidou um modelo baseado em conhecimento, planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.

As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra. Naquele momento, ainda sem a estrutura atual, a pesquisa agrícola no município partia de uma convicção simples: era preciso produzir mais milho.

Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva. A redução do espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo. Inicialmente vista com desconfiança, a prática foi validada em campo e rapidamente se consolidou. Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro.

Com essa base técnica consolidada, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção. O milho deixou de ser apenas grão e passou a ser transformado dentro do próprio território, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.

Os números mais recentes evidenciam essa força. Na safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.

Advertisement

Esse desempenho está inserido em um contexto ainda maior: Mato Grosso é hoje o maior produtor de milho e de etanol de milho do Brasil , consolidando-se como o principal polo dessa cultura no país.

Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).

Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia. Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.

Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional, fechando um ciclo produtivo completo, do campo à mesa.

Mais do que volumes expressivos, o que se consolida no município é um modelo de desenvolvimento. Um modelo que nasce na pesquisa, ganha escala no campo, se fortalece na indústria e retorna em forma de valor agregado para toda a economia local.

Advertisement

Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.

Mais do que produzir, Lucas do Rio Verde mostra como transformar. E é essa transformação que sustenta seu desenvolvimento e projeta seu papel como referência.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT