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Sustentabilidade

Construção da Produtividade: técnica de manejo integrado pode elevar produtividade da soja em mais de 7 sacas por hectare, demonstra estudo recente – MAIS SOJA

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Maior cultura agrícola do Brasil em volume e área, a soja deve alcançar 169,6 milhões de toneladas na safra 2024/25, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que representa um aumento de 14,8% em relação ao ciclo anterior. Apesar de sua relevância econômica e da contribuição direta para o PIB do agronegócio, a oleaginosa pode enfrentar perdas expressivas de produtividade por conta de doenças de solo causadas por fungos e ataques de nematoides, condições climáticas adversas e manejo inadequado da lavoura.

Nesse cenário, ganha relevância o conceito da Construção da Produtividade, técnica proposta pela Agrocete – multinacional brasileira especializada em fisiologia e nutrição vegetal, tecnologia de aplicação e bioinsumos –, que entende resultados consistentes não como frutos de ações isoladas, mas de um manejo integrado que vai desde o preparo da área de plantio até a colheita.

Resultados de estudos recentes reforçam a eficácia da prática: no Instituto Goiano de Agricultura (IGA), em Montividiu (GO), a prática elevou a produtividade em até 14,15%, resultando em mais 7,76 sacas por hectare, em comparação à área testemunha. Já em Arapoti (PR), os testes registraram um incremento ainda maior, de até 26,5% e 14,8 sacas por hectare, confirmando ganhos expressivos quando o manejo é aplicado de forma completa ao longo do ciclo da soja.

Construção da Produtividade foi estruturada pela Agrocete a partir de mais de 330 estudos científicos, feitos em parceria com 90 instituições de pesquisa. O intuito é promover o equilíbrio do ambiente agrícola, maximizando os recursos disponíveis e os resultados no campo.

Para isso, é preciso combinar uma série de práticas que se complementam, seguindo três eixos principais: Plantio, Vigor e Enraizamento; Arranque e Força no Crescimento; e Tecnologia de Aplicação. “Em vez de buscar soluções pontuais diante de problemas já instalados, o manejo integrado antecipa as necessidades da lavoura e cria condições para que a planta expresse todo o seu potencial produtivo desde o início do ciclo.

Isso significa agir de forma preventiva, fortalecendo cada etapa do desenvolvimento para reduzir riscos e aproveitar ao máximo os recursos investidos. O portfólio da Agrocete, com cerca de 70 produtos, desempenha um papel central nessa estratégia, oferecendo soluções para cada etapa, todas compatíveis entre si”, pontua Andrea de Figueiredo Giroldo, diretora de marketing e desenvolvimento técnico da Agrocete.  

O primeiro pilar, Plantio, Vigor e Enraizamento, é visto como a principal fase para que as demais também alcancem sucesso e gerem resultados expressivos em produtividade. Nesse momento, são utilizadas soluções biológicas para tratamento de sementes e aplicação no sulco, reforços nutricionais e compostos orgânicos benéficos, que promovem enraizamento vigoroso, fixação de nitrogênio, maior tolerância ao estresse e controle biológico de pragas e doenças de solo.

Depois, a etapa Arranque e Força no Crescimento sustenta o desenvolvimento robusto e saudável das plantas, essencial para o acúmulo de energia e assimilados que, posteriormente, serão convertidos em grãos. Nesse estágio, o manejo combina estímulos fisiológicos, reforços nutricionais e proteção biológica, formando plantas mais ramificadas, fortes e resistentes a estresses bióticos e abióticos. Por fim, o terceiro eixo, Tecnologia de Aplicação, assegura que todas as soluções biológicas, nutricionais e fisiológicas, tenham eficácia no campo, potencializando também a ação dos defensivos agrícolas. A aplicação correta de adjuvantes é determinante, pois mesmo os melhores insumos podem não render todo o seu potencial sem a técnica de aplicação adequada.

Resultados em campo

Dois estudos recentes, realizados durante a safra 2024/2025, validam os benefícios da prática. Em cada estudo, foram testadas diferentes combinações de produtos da linha GRAP, que abrange fertilizantes foliares com diferentes funções, adjuvantes, inoculantes para fixação biológica de nitrogênio, bioestimulantes, bionematicidas, biofungicidas e produtos biológicos multifuncionais capazes de promover crescimento, solubilizar fósforo e contribuir para o manejo integrado da lavoura.

“Além do aumento da produtividade, em um dos estudos registramos resultados como mais número e peso de vagens, mais grãos por planta e estrutura de planta capaz de sustentar carga maior. No outro, em que o foco era avaliar a eficácia dos produtos contra nematoides e outros patógenos do solo, observamos maior peso de mil grãos, controle de doenças de final de ciclo e redução desses organismos no solo e nas raízes”, explica Luis Felipe Dresch, gerente de desenvolvimento técnico e de mercado (DTM) da Agrocete.

Em Arapoti (PR), na Fazenda Mutuca – reconhecida por seu papel no desenvolvimento do Plantio Direto na Palha –, foram testados quatro tipos de manejo: área testemunha; padrão da fazenda, com uso de insumos concorrentes; aplicação de soluções da linha GRAP no sulco do plantio; e manejo completo, com diferentes produtos da linha ao longo do ciclo. O manejo completo superou a testemunha em 14,8 sacas por hectare (+26,5%) e o padrão da fazenda em 3,46 sacas por hectare (+4,9%), refletindo também em um ganho de 8,35% no retorno econômico. Além disso, as soluções aplicadas em conjunto durante todo o ciclo produtivo promoveram melhorias significativas na estrutura e na qualidade das plantas: as vagens ficaram mais pesadas (+46% e +60% frente à testemunha e ao padrão, respectivamente), com mais vagens (+7,4% e +12,1%) e mais grãos por planta (+8,8% e +7,8%). A estrutura da planta também foi beneficiada, com maior diâmetro de haste (+8,9% e +14,9%) e mais ramos laterais (+21,4% e +25,9%), indicando maior capacidade de sustentar a carga positiva.

O segundo estudo, conduzido na área experimental do Instituto Goiano de Agricultura (IGA), em Montividiu (GO), avaliou seis estratégias de manejo, que foram desde a área testemunha até diferentes combinações com os defensivos biológicos da linha GRAP da Agrocete – BIOSTAT (bionematicida) e BeesTRIC (biofungicida) –, aplicados no tratamento de sementes, no sulco de plantio e em estágios vegetativos da soja, além de um tratamento com produto concorrente. As estratégias testaram os biológicos isoladamente ou em combinação, com o objetivo de potencializar a proteção contra nematoides e doenças de solo e fortalecer o vigor das plantas ao longo do ciclo.

Na soja, a presença de nematoides e outros patógenos é um desafio constante: além de danificar diretamente as raízes, eles também criam condições favoráveis para o desenvolvimento de outras doenças, alteram a microbiota do solo e diminuem a longevidade das plantas, impactando diretamente a produtividade. Anteriormente, o controle era feito por meio de nematicidas químicos, mas o uso constante e aumento das doses pode criar resistência. “Introduzir produtos biológicos, como fungos e bactérias benéficas, aliados a soluções nutricionais que estimulam o crescimento radicular, reduz os dados e controla a população dessas pragas de forma natural, sem comprometer a saúde do solo. É um movimento estratégico e preventivo que, em vez de reagir aos problemas, protege a planta diariamente, acompanhando seu crescimento e desenvolvimento”, ressalta Dresch.

Os resultados do estudo do IGA confirmam a eficácia do manejo integrado. A combinação de BIOSTAT e BeesTRIC, aplicados no sulco e complementados pelo BeesTRIC nos estágios vegetativos V4 e V5, elevou a produtividade de 47,8 para 54,57 sacas por hectare, um aumento de 14,15% (+7,76 sc/ha). O peso de mil grãos também subiu em 3,9%, de 162 g para 168,4 g. As doenças de final de ciclo (DFCs), como crestamento foliar e mancha-parda, tiveram menor impacto quando os produtos foram aplicados, com destaque para o BeesTRIC no tratamento de sementes, que reduziu a severidade das DFCs em 57,4% aos 60 dias após a emergência. O BIOSTAT, aplicado no tratamento de sementes, mostrou eficiência contra a população de Helicotylenchus spp., com redução 49% no solo aos 45 dias e de 36% aos 75 dias. O efeito permaneceu significativo até o final do ciclo, sendo o único tratamento com eficácia relevante nesse período.

“Os patógenos de solo estão interligados e essa presença conjunta aumenta significativamente os problemas radiculares e a severidade das doenças. Para controlar esses efeitos de forma eficiente, é fundamental adotar um manejo que combine diferentes soluções biológicas e nutricionais, atuando de maneira preventiva e estratégica ao longo de todo o ciclo da soja. Integrar o manejo significa, por exemplo, utilizar um bionematicida junto a um biofungicida, reduzindo nematoides e fungos no solo, potencializando o efeito de controle e permitindo que a cultura se sobressaia”, explica Weder Nunes Ferreira Junior, pesquisador em fitopatologia e nematologia do Instituto Goiano de Agricultura (IGA). 

No entanto, ele afirma que é preciso entender a dinâmica de cada tecnologia, para posicioná-las corretamente quanto a dose, forma de aplicação e combinação com outras soluções. “Temos observado um avanço significativo na questão de compatibilidade entre produtos, não apenas sobre um microrganismo inibir o outro, mas sobre como combiná-los potencializa o efeito de controle. No estudo, observamos que o biofungicida tem efeito nematicida e o bionematicida também apresenta grande efeito de controle para nematoides. Com o manejo integrado, conseguimos aumentar a eficácia de controle e o incremento de produtividade. Quando aplicamos novamente o biofungicida no quarto estágio vegetativo, esse efeito foi ainda maior, pois esses microrganismos também atuam como bioestimulantes e promotores de crescimento, além de reduzirem manchas foliares e doenças de solo a partir desse estágio”, complementa o pesquisador. 

Sustentabilidade e manejo integrado 

A Construção da Produtividade não busca apenas produzir mais, mas produzir melhor e de forma duradoura. Ao preservar a microbiota do solo, reduzir a dependência exclusiva de defensivos químicos e posicionar biológicos e nutrientes de forma estratégica, o manejo se torna mais seguro para aplicadores e para o meio ambiente, além de aumentar a resiliência do sistema produtivo. Em um setor que precisa ampliar a oferta de alimentos sem expandir a fronteira agrícola, ganhos de eficiência por hectare representam a estratégia mais responsável, unindo retorno econômico e práticas sustentáveis.

Nesse contexto, a Agrocete tem investido constantemente em soluções que promovem uma agricultura equilibrada, reunindo ciência, prática e tecnologia. Hoje, quase metade dos produtos da empresa é classificada como sustentável e, em 2024, essas soluções representaram 76% das vendas no Brasil. O portfólio inclui fertilizantes especiais, inoculantes biológicos e biodefensivos, com destaque para bioinsumos voltados à nutrição, estímulo ao crescimento e controle de pragas e doenças, além de produtos formulados com matérias-primas orgânicas ou capazes de reduzir o uso de defensivos químicos, tornando a lavoura mais eficiente e resiliente.

Reforçando esse movimento, a multinacional brasileira, com sede em Ponta Grossa (PR), anunciou um investimento de R$ 11 milhões na construção de uma nova planta dedicada à produção de biodefensivos, já em andamento. Além disso, a empresa destinará 5% do faturamento anual em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e prevê o lançamento de oito novos produtos biológicos até 2027, desenvolvidos internamente ou em parceria com empresas de biotecnologia. “Com a nova planta, os lançamentos previstos e o investimento contínuo em P&D, ampliamos nossa capacidade de oferecer produtos biológicos cada vez mais inovadores e sustentáveis, atendendo às demandas do mercado de forma consistente”, finaliza Andrea de Figueiredo Giroldo, diretora de marketing e desenvolvimento técnico da Agrocete.   

Sobre a Agrocete:

Fundada em 1980, e completando 45 anos em 2025, a Agrocete é uma multinacional brasileira, com sede em Ponta Grossa (PR) e unidades nos Estados Unidos, México e Paraguai, com referência internacional na área de adjuvantes, fisiológicos, biológicos e nutrição.

A Agrocete tem uma das maiores e mais avançadas plantas fabris de inoculantes biológicos do mundo e é certificada pela ISO 9001, de gestão e qualidade, e pela ISO 14001, de gestão ambiental. Também é reconhecida pelo selo Together for Sustainability, iniciativa global que certifica empresas com uma indústria química segura e comprometida com o meio ambiente.

A empresa é pioneira na produção de fertilizantes especiais e inoculantes no Brasil e se destaca pela inovação e modernidade tecnológica, do laboratório ao campo. Prova disso, é a implantação de uma unidade para o desenvolvimento, validação e testagem de produtos inovadores, como os biológicos de controle e biofertilizantes, e da Universidade Agrocete, para capacitação dos colaboradores da empresa.

Para mais informações, acesse: www.agrocete.com.br

Fonte: Assessoria de imprensa Agrocete



 

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Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.

“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.

O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.

Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.

Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.

Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.

De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.

O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.

Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.

A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.

Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.

“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.

No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.

“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.

No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.

Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.

Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.

“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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