Sustentabilidade
Em setembro, IBGE prevê safra de 341,9 milhões de toneladas para 2025 – MAIS SOJA

Em setembro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve totalizar 341,9 milhões de toneladas, 16,8% maior do que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas), com aumento de 49,2 milhões de toneladas, e 0,2% acima da informada em agosto, com acréscimo de 660,9 mil toneladas. A próxima divulgação do LSPA, em 13 de novembro, trará o primeiro prognóstico para a safra 2026.
A área a ser colhida é de 81,4 milhões de hectares, crescimento de 3,0% frente à área colhida em 2024, com aumento de 2,4 milhões de hectares, e acréscimo de 0,1% (102,7 mil hectares) em relação a agosto.
O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 88,0% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 4,8% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 11,3% na do arroz em casca; de 3,6% na da soja; de 3,8% na do milho (declínio de 5,3% no milho 1ª safra e crescimento de 6,4% no milho 2ª safra); e de 11,4% na do sorgo; ocorrendo declínios de 5,5% na do feijão e de 18,5% na do trigo.
Em relação à produção, houve acréscimos de 10,6% para o algodão herbáceo (em caroço); de 17,2% para o arroz em casca; de 14,4% para a soja; de 20,7% para o milho (crescimento de 14,0% para o milho 1ª safra e de 22,4% para o milho 2ª safra); de 24,8% para o sorgo; de 3,6% para o trigo; e para o feijão, ocorreu decréscimo de 0,5%.

A estimativa de setembro para a soja foi de 165,9 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 138,4 milhões de toneladas (26,1 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 112,3 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 12,4 milhões de toneladas; a do trigo em 7,8 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 9,8 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,0 milhões de toneladas.
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Centro-Oeste (21,6%), Sul (9,5%), Sudeste (16,8%), Nordeste (8,3%) e Norte (22,5%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos na produção a Região Norte (1,3%), a Sul (0,1%), a Centro-Oeste (0,2%) e a Sudeste (0,1%). A Região Nordeste apresentou declínio (-0,3%).
Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,4%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (7,4%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,5% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (51,4%), Sul (25,1%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,5%).
Destaques da estimativa de setembro de 2025 em relação ao mês anterior
Em relação a agosto, houve aumentos nas estimativas da produção do tomate (4,3% ou 189 710 t), do café canephora (4,2% ou 49 513 t), do algodão herbáceo-em caroço (3,7% ou 351 683 t), do feijão 2ª safra (3,2% ou 40 096 t), da cevada (1,7% ou 9 600 t), da mandioca (1,2% ou 253 320 t), do trigo (1,0% ou 76 602 t), do feijão 3ª safra (0,8% ou 6 565 t), do milho 2ª safra (0,3% ou 352 880 t), do milho 1ª safra (0,2% ou 61 573 t), do sorgo (0,1% ou 4 717 t), do arroz (0,0% ou 2 151 t), bem como declínios do feijão 1ª safra (-4,6% ou -47 633 t), da aveia (-1,9% ou -25 475 t), do café arábica (-0,8% ou 17 010 t) e da soja (-0,0% ou -26 380 t).
Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 175,7 milhões de toneladas (51,4%); Sul, 85,8 milhões de toneladas (25,1%); Sudeste, 30,1 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 28,0 milhões de toneladas (8,2%) e Norte, 22,3 milhões de toneladas (6,5%).
As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Mato Grosso (258 551 t), no Tocantins (186 787 t), no Paraná (122 600 t), em Rondônia (86 757 t), em Goiás (69 470 t), em Sergipe (48 701 t), em Minas Gerais (37 130 t), em Roraima (13 253 t) e no Rio de Janeiro (134 t). As variações negativas ocorreram na Bahia (-43 325 t), no Ceará (-39 757 t), no Maranhão (-37 141 t), no Rio Grande do Sul (-28 785 t), no Acre (-4 826 t), em Pernambuco (-2 909 t), no Pará (-2 577 t), no Rio Grande do Norte (-1 563 t), no Espírito Santo (-1 353 t) e em Alagoas (-265 t).
ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa para a produção de algodão é de 9,8 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, ocorreu um crescimento de 3,7% na estimativa da produção, devido à maior produtividade aferida com a finalização da colheita (4,0%). A estimativa da produção encontra-se 10,6% maior que a produção obtida em 2024, com aumentos de 4,9% na área plantada e de 5,5% na produtividade. Assim como em 2023 e 2024, em 2025 temos novo recorde de produção.
O Mato Grosso, maior produtor brasileiro, com 73,0% do total nacional, apresentou uma produção de 7,2 milhões de toneladas, crescimento de 6,2% em relação ao mês anterior. Bons volumes de chuvas nos primeiros meses de 2025 aumentaram o potencial produtivo das lavouras.
CAFÉ (em grão) – A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 3,4 milhões de toneladas, ou 57,3 milhões de sacas de 60 kg, acréscimo de 1,0% em relação ao mês anterior, em decorrência do crescimento de 1,4% no rendimento médio, enquanto a área a ser colhida declinou 0,4%. Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,2 milhões de toneladas ou 36,7 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 0,8% em relação ao mês anterior, tendo o rendimento médio e a área colhida reduzido em 0,4% e 0,3%, respectivamente. Para a safra de 2025, aguarda-se uma bienalidade negativa, ou seja, um declínio natural da produção em função das características fisiológicas da espécie, que nos anos pares tende a produzir mais, sacrificando a produção do ano seguinte, em decorrência de um maior exaurimento das plantas. A safra cafeeira de 2025 também está refletindo os problemas climáticos nas principais Unidades da Federação produtoras, notadamente a falta de chuvas e o excesso de calor, durante o segundo semestre de 2024, sendo esse o motivo pelo qual partiu-se de um potencial de produção relativamente mais baixo.
O declínio da produção em setembro se deve, principalmente, à Bahia, que reduziu sua estimativa da produção do café arábica em 19,4%, em decorrência dos declínios de 3,6% na área a ser colhida e de 16,4% no rendimento médio. A produção baiana deve alcançar 88.8 mil toneladas ou 1,5 milhão de sacas de 60 kg. Os aumentos da produção foram verificados no Espírito Santo, de 1,1% ou 2,1 mil toneladas a mais; no Rio de Janeiro (9,9% ou 2,2 mil toneladas) e no Paraná, (0,4% ou 200 toneladas). Os produtores têm relatado que nas colheitas mais recentes, está havendo a necessidade de uma maior quantidade de grãos para encher uma saca de 60 kg de café, resultado de um preenchimento de grãos menos eficiente. A produção mineira deve alcançar 1,5 milhão de toneladas ou 25,7 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 7,5% em relação ao volume colhido em 2024. A área plantada e a área a ser colhida apresentam declínios de 1,1%, enquanto o rendimento médio apresenta-se 6,5% menor. São Paulo, segundo maior produtor, com 13,4% de participação, deve colher 294,0 mil toneladas ou 4,9 milhões de sacas de 60 kg, enquanto o Espírito Santo, terceiro maior produtor brasileiro, com a participação de 8,7% do total, apresenta uma estimativa de 191,6 mil toneladas ou 3,2 milhões de sacas de 60 kg.
Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,2 milhão de toneladas ou 20,6 milhões de sacas de 60 kg, acréscimo de 4,2% em relação ao mês anterior, e crescimento de 20,7% em relação ao volume produzido em 2024, com aumentos de 3,1% na área a ser colhida e de 17,1% no rendimento médio nesse último comparativo. A produção estimada para o café canephora, em 2025, é recorde da série histórica do IBGE.
Como os preços do conilon encontravam-se apresentando boa rentabilidade, os produtores investiram mais em tratos culturais e adubação, o que resultou na melhoria da produtividade. Há de se ressaltar também que os volumes de chuvas nos principais municípios produtores foram satisfatórios, de um modo geral, apesar da demora delas em alguns casos.
Em setembro, Rondônia assinalou um acréscimo de 2,1% em sua produção, havendo aumentos de 2,0% no rendimento médio e de 0,1% na área colhida. O Estado é o segundo maior produtor do café canephora do País, participando com 13,3% do total, havendo destaque para o cultivo do robusta. A produção deve alcançar 164,3 mil toneladas ou 2,7 milhões de sacas de 60 kg. O Espírito Santo, maior produtor brasileiro do café canephora (conilon), com participação de 69,0% no total, também reavaliou sua produção, informando um crescimento de 5,4% em relação a agosto. A produção deve alcançar 852,8 mil toneladas ou 14,2 milhões de sacas de 60 kg.
A estimativa da produção da Bahia deve alcançar 172,8 mil toneladas ou 2,9 milhões de sacas de 60 kg, aumentos de 1,1% em relação ao mês anterior e de 19,3% em relação ao volume produzido em 2024, tendo o rendimento médio crescido 21,7% e a área colhida declinado em 2,0% nesse último comparativo. O Acre informou um aumento de 9,4% em sua produção, quando comparado com agosto, tendo crescido 74,2% em relação ao volume colhido em 2024.
CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,8 milhões de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior e crescimento de 3,6% em relação a 2024. O rendimento médio, no comparativo mensal, apresenta aumento de 0,9%, enquanto a área a ser colhida apresenta crescimento de 0,1%. No comparativo com o ano anterior, a área plantada e a área a ser colhida declinam em 18,5% e o rendimento aumenta em 27,1%.
A Região Sul deve responder por 85,4% da produção tritícola brasileira. No Rio Grande do Sul, principal produtor do País, com 46,6% do total nacional, a produção deve alcançar 3,6 milhões de toneladas, declínios de 0,2% em relação a agosto e de 1,6% em relação ao volume colhido no ano anterior, em função da menor área cultivada (-13,7%), embora o rendimento médio apresente crescimento de 14,1%. No Paraná, segundo maior produtor brasileiro de trigo, com participação de 34,3% no total, a produção foi estimada em 2,7 milhões de toneladas, aumentos de 2,1% em relação a agosto e de 13,4% em relação ao volume colhido no ano anterior, quando a produção foi severamente afetada por problemas climáticos. Nesse último comparativo, a área plantada apresenta declínio de 28,0%, enquanto o rendimento médio está crescendo 57,5%. A produção de Santa Catarina deve alcançar 347,3 mil toneladas, declínio de 18,5% em relação ao ano anterior, com a área a ser colhida declinando 19,4% e o rendimento médio crescendo 1,1%.
A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, declínio de 1,9% em relação ao mês anterior, contudo, crescimento de 25,0% em relação ao volume colhido em 2024. O rendimento médio, de 2 305 kg/ha, declinou 1,8% em relação ao mês anterior, enquanto a área colhida decresceu 0,1% nesse comparativo. Em relação ao ano anterior, o rendimento médio e a área a ser colhida estão apresentando aumentos de 11,8%. Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 978,7 mil toneladas, declínio de 1,2% em relação a agosto e aumento de 21,0% em relação ao volume colhido em 2024; e Paraná, com 221,7 mil toneladas, declínio de 4,3% em relação a agosto e crescimento de 33,2% em relação a 2024, com o rendimento médio apresentando crescimento de 26,8%, em relação ao obtido no ano anterior, devendo alcançar 2 221 kg/ha. A produção catarinense deve alcançar 49,5 mil toneladas, declínio de 0,6% em relação a 2024.
Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 567,0 mil toneladas, aumentos de 1,7% em relação ao mês anterior e de 36,2% em relação ao volume produzido em 2024. A área plantada apresenta crescimento de 17,8%, enquanto o rendimento, aumento de 15,6% no comparativo anual. Os maiores produtores da cevada são o Paraná, com 449,4 mil toneladas, crescimentos de 2,2% em relação a agosto e de 56,5% em relação a 2024, devendo participar com 79,3% na safra brasileira em 2025; e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 95,0 mil toneladas, declínio de 12,9% em relação ao volume produzido em 2024. A produção gaúcha deve representar 16,8% do total da cevada produzida em 2025.
FEIJÃO (em grão) – A estimativa para a produção de feijão, considerando-se essas três safras, deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, declínio de 0,5% em relação ao volume produzido em 2024. Com relação ao mês anterior, a produção foi reduzida em 972,0 toneladas. Considerando-se as Regiões Geográficas, houve quedas no mês das estimativas da produção de feijão no Nordeste (-3,1%), no Sudeste (-0,3%) e no Sul (-1,9%), enquanto no Centro-Oeste (2,8%) e no Norte (9,9%) houve crescimento. Essa produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2025, não havendo necessidade, em princípio, da importação do produto. O Paraná é o maior produtor nacional de feijão, prevendo uma produção de 841,0 mil toneladas ou 27,3% de participação, seguido por Minas Gerais com 474,2 mil toneladas ou 15,4% de participação e Goiás com 373,6 mil toneladas ou 12,1 % de participação. O feijão representa 0,9% de toda a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, ocupando 3,3% do total de área cultivada, aproximadamente 2,7 milhões de hectares.
- A estimativa para a 1ª safra de feijão foi de 995,5 mil toneladas, representando 32,3% de participação nacional dentre as três safras, sendo 4,6% menor frente ao levantamento de agosto. Neste comparativo, foram verificados crescimento de 0,1% na área colhida e queda de 4,6% no rendimento médio.
- Os principais declínios em setembro, com relação ao mês anterior, foram observados nas estimativas de produção no Pará (-1,6%), no Ceará (-13,0%), no Rio Grande do Norte (-14,9%), em Pernambuco (-13,8%), no Paraná (-11,0%) e em Rondônia (-0,1%). Os crescimentos da produção foram verificados em Roraima (18,3%), em Tocantins (39,8%), em Goiás (2,5%) e no Espírito Santo (0,1%).
A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, correspondendo a 41,7% de participação entre as três safras. No comparativo com o mês de agosto, houve aumento de 3,2% na estimativa de produção, justificada pelos crescimentos de 0,3% no rendimento médio e de 2,8% na área colhida. Em relação ao volume colhido no ano anterior, a estimativa encontra-se 7,9% menor, havendo declínios de 6,7% na estimativa da área a ser colhida e de 1,3% no rendimento médio. Na Região Sul, o Paraná é o maior produtor brasileiro de feijão dessa safra, com estimativa de 538,6 mil toneladas e participação de 41,9% no total nacional. Em relação ao mês anterior, a estimativa da produção apresenta um aumento de 3,2%, em decorrência da redução de 0,8% no rendimento médio e do crescimento de 4,1% na área colhida. Em relação ao volume colhido em 2024, a produção paranaense deve declinar 19,0%, reflexo da queda de mesmo percentual na área a ser colhida.
Na Região Centro-Oeste, o Mato Grosso aumentou sua estimativa em setembro, devendo colher uma safra de 166,0 mil toneladas, crescimento de 2,2% em relação a agosto e de 36,5% em relação ao volume colhido na mesma safra de 2024, em decorrência, principalmente, do aumento na área a ser colhida, de 35,1%. Em Goiás, a estimativa da produção também foi reavaliada, devendo alcançar 18,3 mil toneladas, crescimento de 51,4% em relação ao mês anterior, contudo um declínio de 58,2% em relação ao volume produzido na 2ª safra de 2024. Já o Mato Grosso do Sul deve produzir 9,9 mil toneladas, declínio de 9,9% em relação ao mesmo volume produzido em 2024. Na Região Sudeste, Minas Gerais também é um importante produtor de feijão dessa safra, com estimativa de 169,0 mil toneladas do produto e participação de 13,1% no total dessa safra. A produção mineira foi estimada com crescimento de 1,0% em setembro, quando comparada com o mês anterior, e aumento de 1,3% em relação ao volume produzido na safra em 2024.
Em relação à 3ª safra de feijão, a estimativa de produção de setembro foi de 803,5 mil toneladas, aumento de 0,8% em relação a agosto, contudo, declínio de 0,8% em relação a 2024. A estimativa da produção de Goiás foi 259,5 mil toneladas, crescimento de 2,1% em relação ao mês anterior e 14,7% em relação ao volume produzido nessa safra em 2024. O Mato Grosso elevou sua estimativa da produção em 2,2% em relação ao mês anterior, com 184,2 mil toneladas, crescimento de 20,9% em relação ao mesmo volume produzido na safra em 2024. Apresentaram retração nas estimativas de produção em relação ao mês anterior, Minas Gerais (-1,9%) e Espírito Santo (-0,1%).
MANDIOCA (raízes) – A produção deve alcançar 20,6 milhões de toneladas, aumento de 1,2% em relação ao mês anterior e crescimento de 7,9% em relação ao volume produzido em 2024, com aumentos de 4,8% na área a ser colhida e de 3,0% no rendimento médio. Os maiores crescimentos da produção em relação ao mês anterior foram informados por Roraima (5,4%), Pará (1,0%), Rio Grande do Norte (70,6%) e Minas Gerais (11,7%), enquanto os declínios foram verificados em Pernambuco (-0,4%) e Espírito Santo (-0,2%). O Pará é o maior produtor brasileiro de raízes de mandioca, com 4,3 milhões de toneladas e participação de 21,0% no total nacional, sendo seguido pelo Paraná, com 4,3 milhões de toneladas, participação de 20,7% no total, bem como São Paulo, com 1,5 milhão de toneladas, participação de 7,5%, e Mato Grosso do Sul, com 1,4 milhão de toneladas, participação de 6,8%.
MILHO (em grão) – A estimativa da produção do milho foi de 138,4 milhões de toneladas, um recorde da série histórica do IBGE, com crescimentos de 0,3% em relação ao mês anterior e de 20,7% em relação ao volume produzido em 2024. A área a ser colhida apresenta aumento de 0,2% e o rendimento médio teve crescimento de 0,1% no comparativo mensal, devendo alcançar 6 246 kg/ha. Em 2024, a produção do cereal foi afetada por problemas climáticos em diversas Unidades da Federação produtoras, recuperando-se em 2025, em decorrência do clima mais chuvoso, que beneficiou as lavouras.
O milho 1ª safra apresentou uma produção de 26,1 milhões de toneladas, aumentos de 0,2% em relação a agosto e de 14,0% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024. A área colhida, na safra corrente, caiu 5,3%, para 4,4 milhões de hectares, enquanto o rendimento cresceu 20,4%, para 5 898 kg/ha, em decorrência do clima, que beneficiou as lavouras na maioria das Unidades da Federação produtoras. Houve crescimento na estimativa em todas as Regiões do País: Norte (23,4%), Nordeste (10,6%), Sudeste (4,4%), Sul (21,6%) e Centro-Oeste (10,0%). Os destaques positivos em setembro foram os aumentos das estimativas de Minas Gerais (2,2%), Goiás (0,6%), Rio de Janeiro (1,6%), Rondônia (0,4%) e Paraná (0,1%). Houve declínios da produção no Tocantins (-2,1%), no Maranhão (-0,5%), no Ceará (-6,5%), no Rio Grande do Norte (-1,6%), em Pernambuco (-2,3%) e no Espírito Santo (-2,9%). O Rio Grande do Sul é o maior produtor brasileiro do milho 1ª safra, com participação de 20,3% e uma produção estimada em 5,3 milhões de toneladas, 17,3% maior que o volume produzido no ano anterior. Em Minas Gerais, segundo maior produtor de milho 1ª safra do País, a produção deve alcançar 4,4 milhões de toneladas, aumentos de 2,2% em relação ao mês anterior e de 6,0% em relação ao volume produzido em 2024, com crescimento de 3,4% na área a ser colhida e de 2,6% no rendimento médio.
Quanto à produção do milho 2ª safra, apresentou crescimentos de 0,3% em relação ao mês anterior e de 22,4% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024, atingindo 112,3 milhões de toneladas, uma estimativa recorde da série histórica do IBGE. Em relação a agosto, houve aumentos de 0,2% na área a ser colhida e de 0,1% no rendimento médio. Quanto ao ano anterior, houve crescimentos de 6,4% na área a ser colhida e de 15,0% no rendimento médio. O clima beneficiou as lavouras da 2ª safra, havendo maior disponibilidade de chuvas, notadamente na Região Centro-Oeste.
O Mato Grosso é o maior produtor brasileiro do milho na 2ª safra, participando com 48,5% do total. A produção deve alcançar 54,4 milhões de toneladas, crescimentos de 0,3% em relação a agosto e de 14,6% em relação ao volume colhido em 2024. O Paraná é o segundo maior produtor brasileiro de milho 2ª safra, participando com 15,5% do total. A produção deve alcançar 17,4 milhões de toneladas, crescimentos de 0,2% em relação a agosto e de 38,3% em relação ao ano anterior. Goiás é o terceiro maior produtor do milho 2ª safra, participando com 12,9% do total nacional. A produção deve alcançar 14,5 milhões de toneladas, aumentos de 0,2% em relação a agosto e de 23,6% em relação ao ano anterior, havendo elevações de 10,8% na área a ser colhida e de 11,6% no rendimento médio. O Mato Grosso do Sul, quarto maior produtor brasileiro de milho 2ª safra, estimou uma produção de 11,1 milhões de toneladas, aumento de 42,9% em relação ao volume produzido em 2024, quando o Estado enfrentou uma das piores secas dos últimos anos e teve sua produção de milho comprometida. Houve variações positivas da produção em relação ao mês anterior também em Rondônia (3,6%), no Tocantins (1,6%), no Maranhão (0,3%), em Sergipe (4,8%) e no Paraná (0,2%), e negativas no Acre (-11,1%), em Pernambuco (-2,0%) e em Minas Gerais (-0,6%).
SOJA (em grão) – A produção nacional da oleaginosa deve alcançar novo recorde na série histórica em 2025, totalizando 165,9 milhões de toneladas, um aumento de 14,4% em comparação à quantidade obtida no ano anterior. Neste levantamento, ocorreram poucas reavaliações em relação ao mês anterior, com aumento de 0,1% na área colhida, e queda de 0,1% no rendimento médio, mantendo a quantidade produzida estável. Destacam-se os ajustes mensais realizados em Tocantins (2,7%) e no Mato Grosso
(-0,3%). As projeções atuais indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras do País, e pela expansão da área plantada. Contudo, houve registro de problemas climáticos que derrubaram a produtividade das lavouras de soja no Oeste do Paraná, Sul do Mato Grosso do Sul e, principalmente, no Estado do Rio Grande do Sul, que estimou uma quebra de 25,2% na comparação com a safra passada. Mesmo havendo atraso na semeadura em setembro de 2024, nos principais estados, as precipitações regulares de outubro a dezembro permitiram o bom desenvolvimento das lavouras na maior parte das Unidades da Federação produtoras.
TOMATE – A estimativa de produção de tomates para setembro foi de 4,7 milhões de toneladas, indicando aumento de 4,3% em relação a agosto e queda de 0,4% sobre o produzido na safra 2024. No comparativo mensal, a variação se configura pela queda de áreas, plantada e colhida, em percentuais iguais a 0,2% cada uma, justificada pelos preços menos atrativos em meados de 2025. Mas, foi o ganho de rendimento médio de 4,4% o responsável por alavancar a produção. O rendimento médio do período foi de 74 977 kg/ha. No comparativo anual observaram-se quedas, tanto no rendimento médio (-0,9%), quanto de área plantada (-0,2%), apesar da certa expansão de área colhida (0,5%).
Goiás é o maior produtor nacional de tomates, com uma produção de 1,6 milhão de toneladas do fruto, ou 35,0% do total nacional. São Paulo e Minas Gerais vêm na sequência com 23,2% e 12,0%, respectivamente. A cultura do tomate é importante no cenário nacional, tanto em termos de produção, geração de emprego e renda, como de consumo, caracterizando-se por ser bastante tecnificada.
No comparativo mensal, houve aumentos das produções no Centro-Oeste, sendo de 12,8% e no Nordeste, atingindo 0,6%. No Centro-Oeste, o aumento deveu-se ao ganho de rendimento médio de 13,6%, ocorrido basicamente em Goiás, que expandiu a produção em 13,1%, apesar da leve redução de área colhida (-0,7%). Mato Grosso registrou aumento de produção de 0,4%, devido também ao melhor rendimento médio. No Nordeste, as variações positivas de produção ocorreram em Pernambuco (2,3%), em Alagoas (0,1%) e Ceará (0,3%), devido à expansão da área colhida (0,6%). No Norte e no Sudeste, houve redução das produções, respectivamente de 1,2 % e 0,1%. No Norte, o que puxou a queda foi o menor rendimento médio (-2,8%), enquanto no Sudeste, a menor área influenciou o resultado (-0,2%). No Sul, todas as variáveis investigadas mostraram estabilidade no comparativo.
Fonte: Agência IBGE Notícias

Autor:Agência IBGE Notícias
Site: IBGE
Sustentabilidade
Vassourinha-de-botão apresenta elevado potencial de dano e difícil controle em pós-emergência – MAIS SOJA

Com crescente expensão no território brasileiro, a vassourinha-de-botão, espécies Borreria verticillata (L.) G.Mey. (sinonímia Spermacoce verticillata), Borreria spinosa Cham. & Schltdl. (sinonímia Spermacoce spinosa) e Mitracarpus hirtus (L.) DC., têm integrado o grupo das principais e mais complexas plantas daninhas das lavouras agrícolas.
No sistema soja–milho, plantas que permanecem na área podem rebrotar após a colheita e chegar à dessecação da cultura seguinte em estádio avançado, dificultando o manejo (HRAC-BR, 2026). Mesmo sem apresentar relatos de resistência a herbicidas no Brasil, é consenso que algumas espécies da vassourinha-de-botão apresentam certo nível de tolerância ao herbicida glifosato (Correia, 2024). Essas características dificultam ainda mais o controle efetivo da vassourinha-de-botão na pós-emergência das culturas, tornado indispensável a adoção de ferramentas integradas para um controle mais eficiente dessa planta daninha.
Figura 1. Vassourinha-de-botão (Borreria spinosa).
Quando não controlada adequadamente, a vassourinha-de-botão pode causar perdas expressivas na produtividade da soja em decorrência da matocompetição, com reduções de até 4,4% para cada planta daninha por metro quadrado. Os prejuízos tendem a se intensificar com o aumento da densidade da infestação, comprometendo significativamente o rendimento da cultura (Lourenço, 2018).
A eficiência do controle pós-emergente da vassourinha-de-botão depende da escolha do herbicida e do momento de aplicação. Os melhores resultados têm sido observados quando as pulverizações são realizadas nos estádios iniciais de desenvolvimento da planta daninha, preferencialmente entre duas e quatro folhas. À medida que a planta avança para os estádios de quatro a oito folhas, a eficácia dos herbicidas pode diminuir drasticamente, com reduções de até 25% na eficiência de controle (Ikeda et al., 2025).
Para aumentar a eficácia do controle da vassourinha-de-botão e reduzir a população dessa planta daninha, uma estratégia é inserir herbicidas pré-emergentes no programa fitossanitário da cultura. Esse grupo de herbicidas atua diretamente no banco de sementes do solo, reduzindo os fluxos de emergência da vassourinha-de-botão, possibilitando a ampliação do período anterior a interferência e o estabelecimento da cultura do limpo (livre da matocompetição inicial).
Na cultura da soja, as principais opções registradas para o controle pré-emergente da vassourinha-de-botão B. verticillata (sinonímia Spermacoce verticillata), contemplam herbicidas a base de misturas comerciais de metribuzin + S-metolachlor, fomesafen + S-metolachlor, pyroxasulfone + flumioxazin, diclosulam + halauxifen e pyroxasulfone (princípio ativo isolado) (Ikeda et al., 2025).
Vale destacar que, além de reduzir os fluxos de emergência da vassourinha-de-botão, os herbicidas pré-emergentes, especialmente os de amplo espectro, contribuem para suprimir a emergência de outras espécies daninhas, favorecendo o desenvolvimento inicial da soja. Essa estratégia é particularmente importante nos estádios iniciais da cultura, quando as plantas apresentam menor capacidade competitiva. Dessa forma, os pré-emergentes assumem papel central no manejo de plantas daninhas, sobretudo de espécies de difícil controle em pós-emergência, como a vassourinha-de-botão.

Referências:
CORREIA, N. M. TOLERÂNCIA DIFERENCIAL DE ESPÉCIES DE VASSOURINHA-DE-BOTÃO AO HERBICIDA GLYPHOSATE. XXXIII Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas e XXV Congresso Latinoamericano de Malezas, 2024. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1168752/1/Tolerancia-diferencial-de-especies.pdf >, acesso em: 15/10/2026.
IKEDA, F. S. et al. MANEJO DE VASSOURINHA-DE-BOTÃO (Borreria spinosa) NA SUCESSÃO SOJA-MILHO. Embrapa Agrossilvipastoril, Documentos, n. 11, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1174732/1/2025-cpamt-doc-11-fsi-manejo-vassourinha-de-botao-sucessao-soja-milho.pdf >, acesso em: 15/10/2026.
LOURENÇO, M. F. C. MANEJO QUÍMICO DE VASSOURINHA-DE-BOTÃO (Spermacoce sp.) NA CULTURA DA SOJA. Dissertação de Mestrado, Instituto Federal Goiano Campus Urutaí, 2018. Disponível em: < https://sistemas.ifgoiano.edu.br/sgcursos/uploads/anexos_1/2019-02-06-11-32-38MARCOS%20FELIPE%20DE%20CASTRO%20LOUREN%C3%87O.pdf >, acesso em: 15/10/2026.

Sustentabilidade
IBGE estima safra de grãos recorde em 2026: 354,5 milhões de toneladas – MAIS SOJA

A estimativa de setembro para a produção de grãos em 2026 aumentou 2,4%, para 354,5 milhões de toneladas, na comparação com 2025 (346,1 milhões de toneladas).
Em relação a agosto de 2026, a previsão ficou praticamente estável, com variação de 0,4% – aumento de 1.566.233 de toneladas.
As informações constam do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (15).
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em setembro de 2026 é recorde para a série histórica do IBGE.
A área a ser colhida está estimada em 83,2 milhões de hectares, aumento de 1,6 milhão de hectares (2%) na comparação com a área colhida em 2025 (81,6 milhões de hectares). Em relação ao mês de agosto de 2026, a área a ser colhida cresceu 143.672 hectares (variação de 0,2%).
Arroz, soja e milho
O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo que, somados, representaram 93% da estimativa da produção e respondem por 87,3% da área a ser colhida.
Para a soja, a estimativa de produção foi de 175 milhões de toneladas, acréscimo de 5,4% em relação ao ano anterior. A área a ser colhida cresceu 1,3%.
A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas, queda de 11,4%. A área a ser colhida também diminuiu 12,6%.
Quanto ao milho, a estimativa foi de 143,3 milhões de toneladas (1,6 milhão de toneladas acima de 2025, avanço de 1,1%). A estimativa é de 29,7 milhões de toneladas de milho na primeira safra (alta de 15,5%) e 113,6 milhões de toneladas de milho na segunda safra (queda de 2,0%). A área a ser colhida do milho cresceu 2,5%, sendo 8% no milho primeira safra e 1,1% no milho segunda safra.
Demais grãos
A estimativa de setembro para a produção do trigo em 2026 ficou em 5,9 milhões de toneladas (24% a menos do que em 2025).
A estimativa do algodão herbáceo (em caroço) ficou em 9,5 milhões de toneladas (queda de 3,9%) e a do sorgo em 6 milhões de toneladas (alta de 11%). A estimativa para o feijão é de queda de 6,6% na produção.
Fonte: Agência Brasil

Sustentabilidade
Região do Norte do Brasil já começa plantio de soja dividida entre expectativa e temor com custos e clima

O plantio da soja para a safra 2026/27 começou oficialmente no Tocantins em 1º de outubro, após o encerramento do vazio sanitário. Apesar da abertura da janela de semeadura, os trabalhos ainda avançam de forma pontual, enquanto os produtores aguardam a regularização das chuvas para ampliar as operações no campo.
Principal cultura agrícola do estado, a soja ocupa cerca de 1,6 milhão de hectares no Tocantins, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Além de movimentar a economia rural, o grão abastece cadeias que vão da produção de óleo, farelo e rações para alimentação animal à fabricação de biocombustíveis e ao fornecimento de matérias-primas para a indústria.
Neste início de ciclo, a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Tocantins (Aprosoja Tocantins) acompanha o andamento da semeadura nas regiões produtoras e as condições enfrentadas pelos agricultores. Entre os principais desafios estão a irregularidade das chuvas, os custos de produção, os juros elevados e as dificuldades de acesso ao crédito.
Segundo o vice-presidente da entidade, Thiago Facco, as precipitações recentes permitiram o início do plantio em algumas localidades, mas a maior parte das áreas ainda aguarda condições favoráveis.
“Em algumas microrregiões, principalmente no Vale do Araguaia e em pontos específicos do estado, tivemos chuvas com volumes significativos que permitiram o plantio. Mas, na grande maioria, ele ainda não começou. Apesar da abertura da janela, nosso período considerado ideal começa a partir de 15 de outubro. Os produtores seguem aguardando mais chuvas”, explica.
A janela de plantio da soja em áreas de sequeiro segue até 15 de janeiro de 2027. Neste momento, a distribuição das precipitações e a umidade do solo são determinantes para o avanço da semeadura.
Custos e crédito preocupam produtores
Além das condições climáticas, o cenário econômico aumenta a cautela no planejamento da safra. Juros elevados, restrições de crédito e endividamento estão entre os fatores que pressionam os produtores neste início de ciclo.
“A expectativa é de bastante apreensão. Temos uma taxa de juros muito elevada, dificuldade de crédito e um nível de endividamento grande entre os produtores. É uma safra que começa bastante desafiadora”, afirma Facco.
O comportamento do clima nos próximos meses também será decisivo para o desenvolvimento das lavouras. A possibilidade de impactos associados ao El Niño está entre as preocupações do setor, que ainda considera prematuro consolidar uma estimativa de produção para a temporada.
“Hoje, sem dúvida, o clima e os custos de produção são as maiores preocupações. Existe uma incerteza muito grande sobre como o El Niño pode atuar, qual será a intensidade e em quais regiões ou períodos poderá causar impactos”, acrescenta.
Mesmo diante das incertezas, a expectativa da Aprosoja Tocantins é de que a área cultivada com soja permaneça próxima de 1,6 milhão de hectares, com crescimento discreto em relação à temporada anterior.
“A área vinha crescendo, mas neste ano devemos ter um pequeno aumento, principalmente em áreas que já estavam planejadas pelos produtores. Os produtores seguraram bastante as novas aberturas”, afirma.
Apesar dos desafios, Facco destaca a disposição dos agricultores para iniciar mais um ciclo de produção. “O produtor é muito resiliente. Mesmo diante de todos esses fatores adversos, seguimos firmes para plantar mais um ano, com a expectativa de conseguir boas colheitas”, conclui.
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