Sustentabilidade
Trigo/BR: Colheita alcança 11,1% da área cultivada no país – MAIS SOJA

11,1% colhido. No RS, as chuvas mantiveram a boa umidade do solo, mas há a reocupação por coincidirem com o florescimento, devido ao risco de doenças às estruturas reprodutivas. Produtores realizaram manejos preventivos e novos tratamentos devem ser realizados conforme as condições permitirem. A condição geral das lavouras segue boa.
No PR, as lavouras estão, principalmente, em enchimento de grãos e maturação, entretanto há aproximadamente 10% em desenvolvimento vegetativo. A falta de chuvas e altas temperaturas no Norte do estado afetaram a qualidade de alguns cultivos.
Em SC, a cultura apresentou bom desenvolvimento, favorecido pela alternância de períodos com chuva e alta radiação solar. Cerca de 90% das lavouras estão em estádios vegetativo e o restante em reprodutivo, com atenção voltada para doenças foliares e giberela. A safra segue dentro da normalidade, com expectativa positiva.
Em SP, a colheita está progredindo. Em MG, a colheita segue nas áreas irrigadas, cuja semeadura é tardia, com expectativa de incremento produtivo no Noroeste. Em GO, a colheita do irrigado avançou em bom ritmo, com bons resultados de produtividade e qualidade. A produtividade média encontrase acima da estimada inicialmente.
Em MS, a colheita ocorre na medida em que as lavouras atingem o ponto ideal de umidade e apresentam boa produtividade. Na BA, as lavouras seguem em bom desenvolvimento.

Previsão Agrometeorológica (08/09/2025 a 15/09/2025)
N-NE: Os maiores volumes de chuva são previstos no CentroOeste e Noroeste do AM e em RR. Menores acumulados podem ocorrer nas demais áreas do AM, no Oeste do AC e em áreas do PA, além da faixa leste do NE. No Sealba, a umidade no solo será suficiente para o feijão e o milho terceira safra ainda em enchimento de grãos, nas áreas próximas ao litoral,
mas, nas demais áreas, persistirá a restrição hídrica. Para as lavouras em maturação e colheita, no Sealba, e em parte da BA e no PA, as condições permanecerão favoráveis.
CO: A previsão é de tempo predominantemente quente e seco, favorecendo a maturação e a colheita dos cultivos de segunda e terceira safra e de inverno. No entanto, o risco de incêndios se manterá elevado. A umidade no solo será insuficiente para o início da semeadura da nova safra de verão, caso o manejo adotado seja o de sequeiro.
SE: A ausência de chuvas continuará prevalecendo, além de temperaturas dentro da normalidade, portanto as condições se manterão favoráveis para a maturação e a colheita dos cultivos de grãos, cana-de-açúcar e café. No entanto, a umidade relativa do ar mais baixa pode elevar o risco de incêndios. Baixos acumulados de chuva, em áreas do Leste de MG e do ES, poderão estimular floradas no café.
S: Há previsão de chuvas intensas, com ventos fortes e granizo, que poderão causar danos pontuais aos cultivos de inverno, entre segunda e terça-feira. Os maiores acumulados deverão ocorrer na metade Sul do RS. No entanto, a ausência de chuvas, a partir de quarta-feira, pode manter as condições favoráveis para o manejo e o desenvolvimento dos cultivos de inverno, além da semeadura do milho primeira safra, na maior parte da região.

Confira o Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras de 08 de Setembro de 2025 completo, clicando aqui!
Fonte: Conab

Sustentabilidade
Proteína da soja começa a ganhar valor no mercado brasileiro – MAIS SOJA

A soja começa a ser olhada não apenas pelo volume produzido, mas também pelos atributos que carrega dentro do grão. Proteína, óleo e aminoácidos ganham importância em segmentos da cadeia produtiva, ampliando o interesse por características ligadas ao valor nutricional e industrial da matéria-prima — movimento que começa a despertar atenção também no Brasil.
Pesquisas conduzidas por José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, mostram que atributos como proteína e óleo têm influência direta sobre o valor industrial do grão, especialmente no rendimento do farelo utilizado na nutrição animal. A Embrapa Suínos e Aves também trata o tema com importância, pois o farelo de soja é uma das principais fontes proteicas para aves e suínos, podendo representar entre 65% e 70% da proteína das formulações nutricionais, dependendo do sistema produtivo.
Em mercados como Estados Unidos e Canadá, produtores já recebem bonificações por soja com características específicas, incluindo maior teor de proteína, variando entre 5% e 15%, a depender do contrato. No Brasil, embora essa remuneração ainda não seja uma prática consolidada, especialistas apontam que a qualidade intrínseca do grão tende a ganhar relevância econômica — movimento semelhante ao que ocorreu na cadeia do leite, onde atributos ligados à qualidade passaram a influenciar a remuneração do produtor.
“Durante muito tempo, a armazenagem foi vista quase exclusivamente como proteção de volume. Mas começa a crescer uma discussão sobre qualidade do grão entregue à indústria. Se atributos como proteína e aminoácidos passam a ter mais valor, armazenar bem deixa de ser detalhe operacional e passa a fazer parte da estratégia econômica do produtor”, afirma Elton Stadler, CEO da Provent Brasil, empresa fabricante do Sistema de Exaustão Cycloar.
Mas há um detalhe pouco percebido nessa mudança: não basta colher um bom grão. É preciso preservar sua qualidade depois da colheita. Em um Estudo da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apontou que, após seis meses de armazenagem, silos sem controle adequado do ambiente, apresentaram aumento de 58,4% nos grãos ardidos, 14,5% nos fermentados, além de redução no teor de proteína e maior perda de massa dos grãos. É nesse contexto que sistemas de exaustão contínua, como o Cycloar, vem ganhando espaço nas unidades armazenadoras, há mais de 30 anos. A tecnologia atua na redução do calor acumulado, da condensação e do excesso de umidade dentro dos silos, ajudando a preservar características importantes do grão ao longo do armazenamento.
“O produtor pode ter um ativo valioso nas mãos e não perceber. Se o mercado começa a olhar mais proteína e qualidade intrínseca, preservar isso dentro do silo passa a ter impacto direto no bolso do produtor”, conclui Stadler.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Cotações seguem pressionadas por ampla oferta – MAIS SOJA

Os preços do arroz em casca voltaram a recuar no Rio Grande do Sul, interrompendo a reação observada no início do mês. De acordo com o Cepea, a pressão esteve atrelada à ampla disponibilidade do cereal e às dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, fatores que reduziram o suporte da demanda externa e dos mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Conab.
Segundo o Centro de Pesquisas, embora a demanda internacional tenha permanecido ativa, oferecendo alternativas de comercialização a parte dos produtores, seu impacto sobre os preços foi limitado. Ao mesmo tempo, as dificuldades na venda do arroz beneficiado continuaram a restringir a atuação compradora das indústrias, reforçando a pressão sobre o cereal em casca.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
ALGODÃO/CEPEA: Preço interno segue mais vantajoso que paridade de exportação – MAIS SOJA

Pelo sexto mês consecutivo, os preços do algodão em pluma continuam em baixa no mercado doméstico, mas ainda apresentam vantagem quando comparados à paridade de exportação.
Neste contexto, segundo o Cepea, enquanto alguns vendedores se mostram capitalizados e focados no cumprimento dos contratos a termo, mantendo-se firmes em suas posições, outros aproveitam para liquidar o saldo remanescente da temporada 2024/25. Com a redução dos preços internacionais, parte dos agentes também adota uma postura mais flexível, em busca de novas negociações.
Pesquisadores do Cepea destacam que lotes da safra 2025/26 já começam a chegar ao mercado spot, com destaque para origens de São Paulo e da Bahia.
Do lado da demanda, de acordo com o Cepea, indústrias ainda buscam adquirir a matéria-prima a valores inferiores, fundamentados no baixo desempenho de suas vendas. Comerciantes, por sua vez, realizam fechamentos pontuais diante de uma postura cautelosa, buscando negócios “casados”.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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