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23 de junho de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Milho fechou em alta com bom ritmo de embarques para exportação – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 08/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 08/09

Chicago: A cotação de dezembro, fechou em alta de 0,90% ou $ 3,75 cents/bushel, a $ 421,75. A cotação para março fechou em alta de 0,69% ou $ 3,00 cents/bushel, a $ 439,50.

ANÁLISE DA ALTA

O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta segunda-feira. As cotações foram sustentadas pelo ritmo acelerado das exportações americanas, que continuam a superar as metas do USDA. As inspeções de embarques de milho também foram fortes, com alta de 2,16% no comparativo semanal e dentro da expectativa do mercado. O avanço da colheita recorde nos EUA e a concorrência sul-americana são fatores de pressão, mas a demanda externa e a redução da posição vendida por investidores têm contrabalanceado o cenário.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho B3 fechou em alta com Chicago e mercado físico

Os principais contratos de milho encerraram em alta nesta sexta-feira. As cotações da B3 fecharam com ganhos apoiados no dólar e na alta de Chicago. No entanto, o mercado físico
segue sendo principal fator de suporte no momento. Segundo o Cepea “Atentos às recentes valorizações nos portos e no mercado externo, vendedores brasileiros estão limitando a oferta de milho no spot e/ou pedindo preços firmes em novos negócios, apontam levantamentos do Cepea. Por outro lado, a demanda doméstica segue enfraquecida, contexto que impede avanços mais intensos nas cotações, explicam pesquisadores.

Consumidores utilizam estoques, à espera de aumento na oferta, fundamentados na possibilidade de produtores passarem a ter necessidade de vendas. Vale lembrar que a safra deve ser recorde no Brasil e nos Estados Unidos. Já a demanda externa está se aquecendo. A exportação do milho, que apresentava fraco desempenho até o julho, tem reagido, refletindo principalmente as negociações antecipadas do cereal. Além disso, o aumento da paridade de exportação e o consequente maior interesse de vendas para o mercado internacional também dão suporte aos valores domésticos e mantêm expectativa de novos avanços. O ritmo de embarques diário de agosto/25 superou em 18% o observado em agosto/24, com volume escoado também 13% maior na mesma comparação, somando 6,84 milhões de toneladas, segundo dados da Secex analisados pelo Cepea.”

OS FECHAMENTOS DO DIA 08/09

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia: o vencimento de setembro/25 foi de R$ 65,39, apresentando alta de R$ 0,02 no dia e alta de R$ 0,40 na semana; o vencimento de novembro/25 foi de R$ 68,24, com alta de R$ 0,14 no dia e baixa de R$ 1,33 na semana; o contrato de janeiro/26 fechou a R$ 71,31, com alta de R$ 0,09 no dia e baixa de R$ 0,66 na semana.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-EXPORTAÇÕES NOVAMENTE ACIMA DA MÉDIA (altista)

Esse aumento nas vendas é complementado pela agilidade na exportação de grãos dos EUA. Nesse sentido, o USDA reportou hoje embarques semanais de milho em 1.442.910 toneladas, acima das 1.409.720 toneladas do relatório anterior e dentro da faixa estimada pelos traders, que era de 800.000 a 1.700.000 toneladas.

BRASIL-PLANTIO DA PRIMEIRA SAFRA ATINGE 12% (baixista)

A consultoria brasileira AgRural informou que o plantio da primeira safra de milho para o ano comercial 2025/2026 avançou para 12% da área planejada para o Centro-Sul do Brasil, ante 7% na semana anterior e 15% no mesmo período de 2024. “O trabalho continua concentrado nos três estados do Sul, principalmente nas áreas com melhor umidade e temperaturas mínimas mais elevadas”, afirmou a agência.

EUA-ESTÁGIO DAS LAVOURAS DE MILHO

O USDA informou, no final da tarde dessa segunda-feira, o estágio fenológico das lavouras de milho nos Estados Unidos. As espigas criando massa está em 95%, ante 95% da semana passada, 94% do ano anterior e 95% da média histórica. O milho enchendo grãos está em 74%, ante 58% da semana anterior, 72% do ano passado e 75% da média histórica. A colheita em maturação está em 25%, ante 15% da semana passada, 28% do ano anterior e 25% da média histórica. A colheita começou em 4% da área semeada, ante 5% do ano passado e 3% da média histórica.

EUA-CONDIÇÕES DAS LAVOURAS DE MILHO

O USDA informou uma piora qualidade das lavouras americanas. 68% das lavouras estão em condições boas/excelentes, ante 69% da semana anterior e 64% do ano passado. 23% em condições regulares, ante 22% da semana passada e 24% do ano anterior. 9% em pobres/muito pobres, ante 9% da semana anterior e 12% do ano passado.

BRASIL-CONAB-COLHEITA SEGUE ATRASADA

Segundo a Conab, até o dia 06/09 o produtor brasileiro colheu 98,3% da 2ª safra de milho, ante 97% da semana anterior. Os trabalhos seguem atrasados em relação aos 100% do ano anterior, mas acima dos 97,4% da média de cinco anos.

Fonte: T&F agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Como ficaram os preços da soja? Cotações variam entre queda e estabilidade em regiões do Brasil

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e sem registro de grandes volumes negociados. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, nesta segunda-feira (22), as melhores ofertas apareceram no porto de Santos, mas o ritmo dos negócios permaneceu lento.

As cotações oscilaram entre estáveis e mais fracas ao longo do dia, refletindo o comportamento do dólar e da Bolsa de Chicago. Os prêmios apresentaram alguma alta, fator que ajudou a conter quedas mais acentuadas nos preços.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Segundo o analista, a semana começou com poucos movimentos e sem negociações de maior relevância, mantendo o mercado em espera.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 116,00 para R$ 115,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 134,00 para R$ 133,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi pressionado pela queda dos preços do petróleo, diante dos avanços das conversas entre Irã e Estados Unidos em busca de um acordo para o encerramento do conflito no Oriente Médio.

O bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas reforçou o cenário baixista para os preços na abertura da semana. Ainda nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará seu relatório mensal com os dados sobre o avanço da soja americana.

As inspeções de exportação norte-americanas de soja somaram 241.045 toneladas na semana encerrada em 18 de junho, segundo relatório semanal do USDA. Na semana anterior, o volume havia sido de 533.438 toneladas. No mesmo período do ano passado, o total inspecionado alcançou 202.391 toneladas.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 0,62%, a US$ 11,15 3/4 por bushel. A posição agosto encerrou cotada a US$ 11,22 1/2 por bushel, com recuo de 5,75 centavos de dólar, ou 0,50%.

Nos subprodutos, o farelo para julho fechou com queda de US$ 1,50, ou 0,49%, a US$ 299,80 por tonelada. Já o óleo de soja para julho terminou a sessão em 71,15 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 1,46 centavo, ou 2,09%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,61%, negociado a R$ 5,1422 para venda e R$ 5,1402 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1237 e a máxima de R$ 5,1685.

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Sustentabilidade

Vazio sanitário da soja já está em vigor em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O vazio sanitário da soja já está em vigor em Mato Grosso do Sul desde o dia 15 de junho e segue até 15 de setembro de 2026. Durante esse período, é proibida a manutenção de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento, incluindo plantas voluntárias (guaxas) que possam surgir após a colheita. A medida é uma das principais estratégias para o controle da ferrugem asiática.

De acordo com a Portaria SDA/MAPA nº 1.579/2026, após o término do vazio sanitário, a semeadura da soja para a safra 2026/2027 estará autorizada entre 16 de setembro e 31 de dezembro de 2026.

A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, pode provocar perdas expressivas na produtividade quando não controlada adequadamente. Como o fungo necessita de plantas vivas para sobreviver e se multiplicar, a eliminação da soja durante a entressafra reduz significativamente a quantidade de inóculo presente no ambiente e contribui para retardar o aparecimento da doença na safra seguinte.

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o cumprimento do vazio sanitário é uma responsabilidade coletiva que beneficia toda a cadeia produtiva.

“O vazio sanitário é uma ferramenta fundamental para reduzir a pressão da ferrugem asiática nas lavouras. Quando cada produtor faz sua parte e elimina as plantas vivas de soja durante esse período, contribuímos para diminuir a sobrevivência do fungo e aumentar a eficiência das estratégias de controle na próxima safra”, destaca Balta.

Além de contribuir para a sanidade das lavouras, o respeito ao calendário fitossanitário ajuda a reduzir a necessidade de aplicações de fungicidas ao longo do ciclo produtivo, favorecendo a sustentabilidade da produção e reduzindo os riscos de desenvolvimento de resistência dos patógenos aos produtos utilizados no manejo.

Datas importantes para a safra 2026/2027 em MS
  • Vazio sanitário da soja: 15 de junho a 15 de setembro de 2026;
  • Semeadura: 16 de setembro a 31 de dezembro de 2026.

A Aprosoja/MS orienta os produtores a seguirem rigorosamente as determinações fitossanitárias, contribuindo para a manutenção da produtividade, competitividade e sustentabilidade da soja sul-mato-grossense.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

El Niño e a produtividade do trigo no Sul: histórico aponta probabilidade de até 80% de rendimentos abaixo da média – MAIS SOJA

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As adversidades climáticas estão entre os principais fatores responsáveis por limitar o potencial produtivo das culturas agrícolas e comprometer a qualidade da produção obtida. Além da variabilidade climática natural observada nas diferentes regiões de cultivo, a ocorrência de fenômenos climáticos como El Niño e La Niña, integrantes do fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENOS), pode intensificar essas condições adversas, alterando principalmente os padrões de precipitação e a distribuição das chuvas ao longo do ciclo das culturas. Esses efeitos podem influenciar diretamente o desenvolvimento das plantas, a definição dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final das lavouras.

Como consequência, perdas de produtividade em função do clima, especialmente em lavouras de sequeiro são ainda maiores em anos com a ocorrência do fenômeno ENOS, principalmente quando esses fenômenos apresentem maior intensidade. No Brasil, o El Niño provoca efeitos opostos entre o norte e o sul do Brasil. Normalmente, o fenômeno aumenta o risco de seca na faixa norte das regiões Norte e Nordeste, enquanto favorece grandes volumes de chuva no Sul do país (INMET, 2026).

Já o La Niña é caracterizado pela redução das chuvas na região Sul do Brasil, tanto na quantidade, quanto na frequência, havendo possibilidade de alguns períodos longos sem precipitações, enquanto nas faixas norte das regiões Norte e Nordeste do país, ocorre o inverso, resultando no excesso de chuvas (INMET, 2025).

No caso no El Niño, o qual foi confirmado para 2026, as perdas de produtividade agrícola associadas a eventos climáticos extremos, como estiagens prolongadas no Centro-Oeste e Nordeste ou excesso de chuvas no Sul, comprometem a disponibilidade de matéria-prima para a indústria agroalimentar, afetando a cadeia produtiva como um todo. Esse cenário pode resultar em aumento dos custos logísticos, maior ociosidade industrial e redução das margens operacionais das empresas processadoras (Sobrinho, 2026).

De acordo com Sobrinho (2026), além dos impactos internos, fenômenos como o El Niño também influenciam os mercados globais de commodities, uma vez que suas consequências sobre a produção em importantes países concorrentes do Brasil, como Estados Unidos e Argentina, podem alterar a oferta mundial, pressionar preços internacionais e modificar as condições de competitividade no comércio externo.

Dentre as culturas mais afetadas pelo El Niño no Sul do Brasil, destacam-se cereais de inverno como trigo e aveia, cujo desenvolvimento é prejudicado por condições de excesso hídrico, principalmente em anos cuja maior intensidade do El Niño exerce maior influência sobre o regime de chuvas. Além de prejudicar o desenvolvimento vegetativo das culturas, o excesso de umidade no solo favorece a ocorrência de doença fungicidas, afetando não só a produtividade da lavoura, como também a qualidade dos grãos produzidos.

Com base em dados de produtividade média do trigo e aveia, pertencentes a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), no período de 1996 a 2025, é possível observar uma redução do potencial produtivo da Região Sul, sob condições de El Niño, com destaque para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que apresentam uma elevada probabilidade de produtividades abaixo da média, com valores em torno de 80% para o trigo e 60% para a aveia. No Paraná, a probabilidade de produtividade do trigo foi de 40%, tanto para valores próximos quanto abaixo da média (INMET, s. d.).

Tabela 1. Impacto do fenômeno ENOS na cultura de trigo na Região Sul do Brasil.
Fonte: INMET (s.d.).

Além do impacto na produtividade dos cereais de inverno, é amplamente reconhecido que o fenômeno El Niño também pode influenciar o desempenho das culturas de verão. Entretanto, especialmente na região Sul do Brasil, os efeitos tendem a ser mais expressivos sobre as culturas de inverno, visto que os estádios mais sensíveis dessas culturas às adversidades climáticas frequentemente coincidem com períodos de maior precipitação, principalmente entre setembro e outubro, durante anos sob influência do El Niño.

Esse cenário reforça a importância do planejamento estratégico da lavoura, considerando fatores como o posicionamento de cultivares, a definição da época de semeadura e a adoção de práticas de manejo adequadas. A implementação de estratégias que reduzam os impactos do excesso hídrico nas culturas de inverno é fundamental para favorecer a estabilidade produtiva e preservar o potencial de rendimento das lavouras.



Referências:

INMET. El NIÑO EM 2026? Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://portal.inmet.gov.br/noticias/el-ni%25C3%25B1o-em-2026 >, acesso em: 22/06/2026.

INMET. IMPACTOS DO ‘LA NIÑA’ NO CLIMA BRASILEIRO: O QUE ESPERAR EM 2025? Instituto Nacional de Meteorologia, 2025. Disponível: https://portal.inmet.gov.br/noticias/impactos-do-la-ni%C3%B1a-no-clima-brasileiro-o-que-esperar-em-2025 >, acesso em: 22/06/2026.

INMET. NOTA TÉCNICA: PREVISÃO DE EL NIÑO EM 2026 E POSSÍVEIS IMPACTOS NA AGRICULTURA. Instituto Nacional de Meteorologia, s.d. Disponível em: < https://portal.inmet.gov.br/uploads/notastecnicas/Nota-T%C3%A9cnica.pdf >, acesso em: 22/06/2026.

SOBRINHO, C. A. B. EFEITOS DO FENÔMENO EL NIÑO SOBRE O DESEMPENHO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO: ANÁLISE COM BASE NO ÍNDICE IBOAGRO. Universidade Federal do Ceará, Dissertação de Mestrado, 2026. Disponível em: < https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/85905/5/2026_dis_cabsobrinho.pdf >, acesso em: 22/06/2026.

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