Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Milho fechou em alta com bom ritmo de embarques para exportação – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 08/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 08/09
Chicago: A cotação de dezembro, fechou em alta de 0,90% ou $ 3,75 cents/bushel, a $ 421,75. A cotação para março fechou em alta de 0,69% ou $ 3,00 cents/bushel, a $ 439,50.
ANÁLISE DA ALTA
O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta segunda-feira. As cotações foram sustentadas pelo ritmo acelerado das exportações americanas, que continuam a superar as metas do USDA. As inspeções de embarques de milho também foram fortes, com alta de 2,16% no comparativo semanal e dentro da expectativa do mercado. O avanço da colheita recorde nos EUA e a concorrência sul-americana são fatores de pressão, mas a demanda externa e a redução da posição vendida por investidores têm contrabalanceado o cenário.
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho B3 fechou em alta com Chicago e mercado físico
Os principais contratos de milho encerraram em alta nesta sexta-feira. As cotações da B3 fecharam com ganhos apoiados no dólar e na alta de Chicago. No entanto, o mercado físico
segue sendo principal fator de suporte no momento. Segundo o Cepea “Atentos às recentes valorizações nos portos e no mercado externo, vendedores brasileiros estão limitando a oferta de milho no spot e/ou pedindo preços firmes em novos negócios, apontam levantamentos do Cepea. Por outro lado, a demanda doméstica segue enfraquecida, contexto que impede avanços mais intensos nas cotações, explicam pesquisadores.
Consumidores utilizam estoques, à espera de aumento na oferta, fundamentados na possibilidade de produtores passarem a ter necessidade de vendas. Vale lembrar que a safra deve ser recorde no Brasil e nos Estados Unidos. Já a demanda externa está se aquecendo. A exportação do milho, que apresentava fraco desempenho até o julho, tem reagido, refletindo principalmente as negociações antecipadas do cereal. Além disso, o aumento da paridade de exportação e o consequente maior interesse de vendas para o mercado internacional também dão suporte aos valores domésticos e mantêm expectativa de novos avanços. O ritmo de embarques diário de agosto/25 superou em 18% o observado em agosto/24, com volume escoado também 13% maior na mesma comparação, somando 6,84 milhões de toneladas, segundo dados da Secex analisados pelo Cepea.”
OS FECHAMENTOS DO DIA 08/09
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia: o vencimento de setembro/25 foi de R$ 65,39, apresentando alta de R$ 0,02 no dia e alta de R$ 0,40 na semana; o vencimento de novembro/25 foi de R$ 68,24, com alta de R$ 0,14 no dia e baixa de R$ 1,33 na semana; o contrato de janeiro/26 fechou a R$ 71,31, com alta de R$ 0,09 no dia e baixa de R$ 0,66 na semana.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-EXPORTAÇÕES NOVAMENTE ACIMA DA MÉDIA (altista)
Esse aumento nas vendas é complementado pela agilidade na exportação de grãos dos EUA. Nesse sentido, o USDA reportou hoje embarques semanais de milho em 1.442.910 toneladas, acima das 1.409.720 toneladas do relatório anterior e dentro da faixa estimada pelos traders, que era de 800.000 a 1.700.000 toneladas.
BRASIL-PLANTIO DA PRIMEIRA SAFRA ATINGE 12% (baixista)
A consultoria brasileira AgRural informou que o plantio da primeira safra de milho para o ano comercial 2025/2026 avançou para 12% da área planejada para o Centro-Sul do Brasil, ante 7% na semana anterior e 15% no mesmo período de 2024. “O trabalho continua concentrado nos três estados do Sul, principalmente nas áreas com melhor umidade e temperaturas mínimas mais elevadas”, afirmou a agência.
EUA-ESTÁGIO DAS LAVOURAS DE MILHO
O USDA informou, no final da tarde dessa segunda-feira, o estágio fenológico das lavouras de milho nos Estados Unidos. As espigas criando massa está em 95%, ante 95% da semana passada, 94% do ano anterior e 95% da média histórica. O milho enchendo grãos está em 74%, ante 58% da semana anterior, 72% do ano passado e 75% da média histórica. A colheita em maturação está em 25%, ante 15% da semana passada, 28% do ano anterior e 25% da média histórica. A colheita começou em 4% da área semeada, ante 5% do ano passado e 3% da média histórica.
EUA-CONDIÇÕES DAS LAVOURAS DE MILHO
O USDA informou uma piora qualidade das lavouras americanas. 68% das lavouras estão em condições boas/excelentes, ante 69% da semana anterior e 64% do ano passado. 23% em condições regulares, ante 22% da semana passada e 24% do ano anterior. 9% em pobres/muito pobres, ante 9% da semana anterior e 12% do ano passado.
BRASIL-CONAB-COLHEITA SEGUE ATRASADA
Segundo a Conab, até o dia 06/09 o produtor brasileiro colheu 98,3% da 2ª safra de milho, ante 97% da semana anterior. Os trabalhos seguem atrasados em relação aos 100% do ano anterior, mas acima dos 97,4% da média de cinco anos.
Fonte: T&F agroeconômica

Sustentabilidade
Poucos negócios, alterações pontuais: como ficaram os preços da soja?

O mercado brasileiro de soja registrou mais uma sessão de pouca movimentação no mercado físico. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação entre a queda do dólar, a leve valorização da Bolsa de Chicago e a sustentação dos prêmios de exportação manteve as cotações praticamente estáveis, com alterações pontuais em algumas praças.
Silveira destaca que os participantes permaneceram afastados das negociações durante o dia. “A principal demanda ficou concentrada no porto de Santos”, observa o analista.
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Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 139,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 140,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 129,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 145,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 145,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram a quinta-feira em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Em uma sessão marcada pela volatilidade, os preços oscilaram em uma faixa estreita e recuperaram parte das perdas recentes, impulsionados principalmente por sinais de retomada das compras chinesas.
A China adquiriu pelo menos mais 10 cargas de soja dos Estados Unidos, segundo informações de traders asiáticos ouvidos pela Reuters. As compras ampliam a sequência de negócios antes da visita esperada do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos no próximo mês.
Segundo operadores, a estatal Sinograin comprou entre 10 e 15 cargas na quarta-feira. Pelo menos 10 delas possuem embarques programados para outubro e novembro.
Até o momento, a China já comprou cerca de 6 milhões de toneladas para entrega no ano comercial norte-americano iniciado em 1º de setembro, conforme informações de uma fonte do setor nos Estados Unidos.
As exportações semanais norte-americanas ficaram abaixo das expectativas do mercado. As vendas líquidas para a temporada 2025/26 totalizaram 32.200 toneladas na semana encerrada em 30 de julho, o menor volume da temporada. Para 2026/27, as vendas chegaram a 903.900 toneladas, abaixo da faixa projetada pelos analistas.
A demanda chinesa segue dando suporte aos preços. Exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 122.000 toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com vencimento em novembro fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,77 3/4 por bushel. A posição janeiro encerrou cotada a US$ 11,92 3/4 por bushel, com avanço de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%.
Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro fechou em alta de US$ 0,60, ou 0,19%, a US$ 316,20 por tonelada. O óleo de soja para dezembro terminou cotado a 67,37 centavos de dólar, com ganho de 0,20 centavo, ou 0,29%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,48%, negociado a R$ 5,1051 para venda e R$ 5,1031 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0905 e a máxima de R$ 5,1270.
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Sustentabilidade
Estudos mostram alta eficácia de nova mistura pronta na pré-emergência de invasoras da soja – MAIS SOJA

Mestre e doutor em Ciência de Plantas Daninhas e professor da UFPR – Universidade Federal do Paraná, o engenheiro agrônomo Alfredo Junior Paiola Albrecht foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento de um herbicida, em mistura pronta, para manejo de plantas daninhas da soja. Base da nova solução, os ingredientes ativos clomazone e flumioxazina agem com eficácia, em sinergia, ante invasoras de difícil controle presentes na fronteira agrícola da oleaginosa, segundo informa o pesquisador.
Albrecht, também sócio fundador da Crop Pesquisa, coordenou ensaios ancorados no novo herbicida realizados em estações experimentais no Paraná e no Mato Grosso, com objetivo de avaliar o desempenho agronômico da mistura em diferentes ambientes de produção de soja.
“Frente às principais plantas daninhas observadas hoje no Brasil, o capim-pé-de-galinha e o caruru, sobretudo, a mistura pronta apresentou indicadores elevados de controle, acima de 80%, chegando até a 90%, com residual prolongado e ótima seletividade à cultura da soja”, adianta Albrecht.
Segundo ele, resultados similares foram apurados na aplicação do produto sobre outras gramíneas da cultura, inclusive espécies resistentes a herbicidas e de difícil controle, como picão-preto, buva, capim-amargoso, trapoeraba e vassourinha-de-botão.
Em termos de produtividade, acrescenta Albrecht, o novo herbicida ajudou a tracionar médias de 3.500 kg a 4.000 kg de soja por hectare, dados representativos e expressivamente superiores àqueles obtidos nas chamadas “testemunhas”, segundo o pesquisador.
Defesa dos pré-emergentes
Na visão do pesquisador, o produtor de soja deve intensificar sua adesão aos produtos pré-emergentes em determinadas regiões do país, como o estado do Paraná, onde o uso desses herbicidas ainda se dá em menor escala, comparativamente a áreas de Mato Grosso, por exemplo. “Essa estratégia visa a inviabilizar, a impedir, o nascimento de plantas daninhas”, enfatiza Albrecht.
“Se o sojicultor não ‘faz’ uma boa pré-emergência, no ‘aplique-plante’ ou ‘plante-aplique’, há a tendência de surgirem plantas daninhas com resistência múltipla, que não morrerão facilmente”, ele exemplifica. “Poderá haver competição com a soja até o fim do ciclo, além de aumentar o fluxo de germinação de invasoras e os ‘bancos de sementes’, bem como custos adicionais face à necessidade de aplicar herbicidas pós-emergentes.”
Em comparação a tratamentos em pós-emergência, continua o pesquisador, os estudos da Crop Pesquisa também constataram que a aplicação da mistura pronta de clomazone e flumioxazina — em pré-emergência — possibilitou produtividade superior, na faixa de 20% a 40%.
“São duas moléculas interessantes, que interagem muito bem. Outro diferencial está no fato de não haver registro, no Brasil, da presença de plantas daninhas resistentes aos ingredientes ativos do herbicida”, salienta Albrecht. “Esse herbicida já vem numa formulação otimizada, robusta, em proporção de dose que permite a interação das moléculas para bom controle”, ele complementa.
“Trata-se do herbicida certo na hora certa, à medida que o produto responde favoravelmente no controle das mais importantes plantas daninhas da soja encontradas no Brasil nos dias de hoje.”
Segundo informa a Sipcam Nichino Brasil, a nova solução será lançada oficialmente no Brasil no mês de agosto próximo, sob a marca comercial Cervino® Gold.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Entenda o que muda com a nova Lei do Frete – MAIS SOJA

Sancionada esta semana, a Lei do Frete transforma em regras permanentes medidas que vinham sendo aplicadas desde março para reforçar a fiscalização do transporte rodoviário de cargas.
A lei torna permanente a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot), mecanismo que registra as operações de frete e permite maior controle sobre o cumprimento do piso mínimo definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Ao sancionar a lei, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou uma série dispositivos acrescentados pelo Congresso Nacional durante a tramitação da proposta. Entre eles a anistia a multas aplicadas em razão dos bloqueios de rodovias ocorridos após as eleições de 2022.
O que a lei mantém?
A norma consolida a obrigatoriedade de cadastramento das operações de transporte e da emissão do Ciot, mecanismo criado para ampliar o controle sobre os contratos de frete e o cumprimento da política de pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas.
O sistema permite aumentar a fiscalização das operações e combater a contratação de fretes abaixo dos valores mínimos definidos pela ANTT.
O que foi vetado
Entre os dispositivos barrados pelo veto presidencial está o artigo que anula multas aplicadas a transportadores, empresas e motoristas em razão da participação em manifestações e bloqueios de rodovias ocorridos em 2022.
A proposta abrangia multas judiciais e administrativas, sanções civis e administrativas e penalidades já inscritas em dívida ativa.
Na justificativa enviada ao Congresso, o governo afirma que a medida viola o princípio da separação dos Poderes e a garantia constitucional da coisa julgada, pois alcançaria multas decorrentes de decisões judiciais já proferidas.
Argumenta também que a proposta implicaria renúncia de receita sem a estimativa de impacto orçamentário e financeiro exigida pela legislação.
O presidente da República vetou também um artigo que convertia em advertência multas aplicadas por descumprimento da política de pisos mínimos do frete.
O governo argumenta que a medida representa anistia de penalidades administrativas e renúncia de receita sem estimativa de impacto financeiro.
Os vetos serão analisados pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los. Até lá, permanecem em vigor os trechos sancionados da lei, incluindo as regras de fiscalização do piso mínimo do frete e o uso do Ciot nas operações de transporte de cargas.
Fonte: Agência Brasil
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