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Preços da soja hoje seguem em alta mesmo com queda de Chicago

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O mercado brasileiro de soja teve um dia de negócios moderados, com volumes discretos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Thiago Oleto, apesar do recuo nas cotações de Chicago, a leve apreciação do dólar resultou em spreads positivos nas operações domésticas.

“A presença ativa da indústria aportou liquidez ao mercado, remunerando ofertas e viabilizando transações, enquanto os prêmios se mantiveram firmes, sustentando a atratividade econômica das vendas”, destacou.

  • Passo Fundo (RS): aumentou de R$ 135 para R$ 135,50
  • Santa Rosa (RS): de R$ 136 para R$ 136,50
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 141,50 para R$ 142
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 136
  • Porto de Paranaguá (PR): alta de R$ 141 para R$ 141,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 128 para R$ 129
  • Dourados (MS): estabilizou em R$ 128
  • Rio Verde (GO): foi de R$ 126 para R$ 127

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos.

O dia foi de ajustes, com os agentes posicionando suas carteiras frente ao relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que deve indicar corte na projeção de safra dos Estados Unidos em 2025/26.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra norte-americana em 2025/26 deverá ficar em 4,273 bilhões de bushels, contra 4,292 bilhões previstos em agosto.

Para os estoques de passagem, a previsão é de um número de 293 milhões de bushels para 2025/26, contra 290 milhões projetados em agosto. Para 2024/25, a aposta é de um corte, passando dos 330 milhões indicados em julho para 327 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 125,6 milhões de toneladas. Em agosto, o número ficou em 125,2 milhões.

Para o mercado, a indicação do USDA para 2025/26 deverá ser de 125,4 milhões de toneladas, contra 124,9 milhões projetados em agosto.

Contratos futuros da soja

Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,25 centavos de dólar, ou 0,31%, a US$ 10,31 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,50 1/2 por bushel, com baixa de 3,25 centavos ou 0,30%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 3,00 ou 1,05%, a US$ 289,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,48 centavos de dólar, com perda de 1,08 centavo ou 2,09%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,4358 para venda e a R$ 5,4338 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4144 e a máxima de R$ 5,4394.

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Dia do Feijão: data celebra alimento que está presente há séculos no prato do brasileiro

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O Dia do Feijão, comemorado nesta terça-feira (10), celebra um dos alimentos que “dez em dez brasileiros preferem”, como diz o trecho da música “Feijão Maravilha”, composta por Gonzaguinha.

No entanto, o feijão tem sido cada vez menos consumido nos últimos anos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2023 cada brasileiro consumiu, em média, 12,8 kg de feijão por ano, abaixo dos 18,8 kg registrados em décadas anteriores, reflexo das mudanças nos hábitos alimentares e do aumento do consumo de produtos ultraprocessados.

Presente no cardápio dos brasileiros desde antes da chegada dos portugueses, no século XVI, o feijão tem origem que remonta a cerca de 10 mil anos antes de Cristo. Descobertas arqueológicas indicam que as primeiras plantações ocorreram na região do atual Peru.

No Brasil, após a colonização portuguesa, novas variedades foram incorporadas ao cultivo, enquanto a influência africana trouxe diferentes formas de preparo. Esse processo ajudou a consolidar o feijão como base da alimentação diária. Ao longo dos séculos, o grão tornou-se essencial na rotina alimentar brasileira, atravessando gerações e marcando presença em receitas do dia a dia e em pratos tradicionais como feijoada, baião de dois e feijão-tropeiro.

O alimento se destaca por apresentar um perfil nutricional diferenciado, que combina proteínas vegetais, fibras, ferro, vitaminas do complexo B e minerais essenciais. Estudos indicam que o consumo regular contribui para o controle da glicemia, promove maior saciedade e auxilia na redução do risco de doenças cardiovasculares e do diabetes tipo 2.

Pesquisas publicadas na revista Nutrition Journal mostram que dietas que incluem feijão e outras leguminosas podem reduzir a HbA1c em cerca de 0,5% em três meses em pessoas com diabetes tipo 2. Além disso, esses alimentos colaboram para o controle da glicemia, o aumento da saciedade e a manutenção da saúde metabólica. A HbA1c é um marcador que indica a média da glicose no sangue nos últimos dois a três meses e é utilizado para avaliar o controle do açúcar no organismo.

O feijão consumido pelos brasileiros também se destaca pela diversidade de tipos e propriedades nutricionais. Entre os mais populares estão o carioca, preto, fradinho e branco, cada um com características próprias. O feijão preto e o fradinho apresentam maior teor de ferro e antioxidantes; o carioca se destaca pelo equilíbrio entre sabor, digestibilidade e fibras; e o feijão branco oferece boas quantidades de proteínas, fibras e minerais essenciais. Essa variedade reforça a presença do feijão como um alimento essencial para uma alimentação saudável, aliando tradição, sabor e valor nutricional.

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3ª reestimativa da safra de laranja reduz produção para 292,6 milhões de caixas em SP e MG

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Foto: Mapa/divulgação

A terceira reestimativa da safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro projeta uma produção de 292,60 milhões de caixas de 40,8 quilos, de acordo com o levantamento divulgado pelo Fundecitrus nesta terça-feira (10). O volume representa uma redução de 0,7% em relação à segunda reestimativa, divulgada em dezembro de 2025, que apontava 294,81 milhões de caixas, e queda de 7% frente à estimativa inicial de maio, de 314,60 milhões de caixas.

A revisão para baixo é atribuída, principalmente, à diminuição do tamanho médio das laranjas das variedades tardias Valência, Folha Murcha e Natal. De acordo com dados da Climatempo Meteorologia, entre maio de 2025 e janeiro de 2026, a precipitação acumulada no parque citrícola foi 10% inferior à média histórica, somando 862 milímetros, contra 959 milímetros do padrão registrado entre 1991 e 2020.

Até meados do mês de janeiro, aproximadamente 87% da safra já havia sido colhida, com peso médio de 153 gramas por fruto, uma grama abaixo da projeção anterior. Esse recuo elevou a quantidade de laranjas necessárias para completar uma caixa de 40,8 kg, que passou de 265 para 267 frutos.

No caso das variedades tardias, a colheita da Valência e da Folha Murcha atingiu 75%, com nova estimativa de peso médio de 161 gramas por fruto. Já a variedade Natal alcançou 77% da colheita, com peso médio projetado em 163 gramas. Com isso, o número de frutos por caixa subiu de 248 para 253 nas variedades Valência e Folha Murcha. No caso da Natal, foi de 248 para 250 frutos.

Clima

Apenas nas regiões do setor Sul (Porto Ferreira e Limeira), o volume acumulado de chuva registrado de janeiro a maio foi superior ao da média da série para as regiões – 1.052 mm ante a média de 917 mm (+15%) e 1.075 mm ante a média de 1.036 mm (+4%), respectivamente.

Nas demais dez regiões do cinturão, choveu menos do que a média histórica. As regiões do setor norte (Triângulo Mineiro, Bebedouro e Altinópolis) continuam com os maiores déficits hídricos – 644 mm ante a média de 916 mm para a região (-30%), 629 mm ante 922 mm (-32%) e 768 mm ante 1.045 mm (-26%), respectivamente.

Queda nos frutos

A projeção da taxa de queda prematura de frutos foi mantida em 23% nesta reestimativa, o maior patamar observado ao longo de 11 safras. O índice reflete o aumento da severidade do greening nos pomares. Entre as variedades, a taxa segue em 16,9% para Hamlin, Westin e Rubi, em 18,5% para as demais variedades precoces, em 22% para a Pera, em 25,6% para Valência e Folha Murcha e, para a variedade Natal, 28,5%.

Na análise regional, a queda de frutos acompanha a incidência e a intensidade da doença, sendo mais elevada nos setores Sul, Centro e Sudoeste do cinturão citrícola e menos intensa nos setores Noroeste e, principalmente, Norte.

A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) é conduzida pelo Fundecitrus em parceria com o professor titular aposentado da FCAV/Unesp, José Carlos Barbosa.

Relatório completo em: https://www.fundecitrus.com.br/wp-content/uploads/2026/02/0226_Reestimativa-da-Safra-de-Laranja.pdf.

Versão em inglês:  https://www.fundecitrus.com.br/wp-content/uploads/2026/02/0226_Orange-Crop-Forecast-Update.pdf.

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Conab: plantio de soja chega a 99,7% no Brasil

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Foto: Loren King/Pixabay

O plantio de soja chegou a 99,7% da área no Brasil, segundo o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, a semeadura atingia 99,6%, o que representa um avanço de 0,1 ponto percentual. No mesmo período de 2025, os trabalhos alcançavam 99,5% da área, índice 0,2 ponto percentual inferior ao registrado atualmente.

Plantio por região no Brasil

Por região, os maiores índices de plantio são observados nos estados de Tocantins, Piauí, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, todos com 100% da área semeada. O estado do Rio Grande do Sul aparece na sequência, com 99%, enquanto o Maranhão registra 95% da área plantada.

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