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Etanol é mais competitivo em relação à gasolina em seis estados

O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em seis estados na semana de 31 de agosto a 6 de setembro.
Na média dos postos pesquisados no país, o biocombustível tinha paridade de 67,91% ante a gasolina no período, portanto, favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
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Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que é utilizado.
Assim, o etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados:
- Goiás (67,16%);
- Mato Grosso (67,30%);
- Mato Grosso do Sul (65,03%);
- Minas Gerais (69,19%);
- Paraná (67,49%); e
- São Paulo (66,34%).
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Puxado pela queda no trigo, safra de inverno 2026 do RS deve ser 22% menor

A safra de inverno 2026 do Rio Grande do Sul deve registrar uma produção de 3,73 milhões de toneladas, volume 22,15% inferior ao obtido no ciclo anterior. O principal fator para essa redução é o recuo do trigo, que terá menos área semeada e menor produção, segundo a estimativa inicial divulgada pela Emater/RS nesta segunda-feira (22).
A área total destinada às principais culturas de inverno também deve encolher. A projeção é de 1,58 milhão de hectares, queda de 10,76% em relação aos 1,77 milhão de hectares registrados em 2025.
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O trigo, principal cultura de inverno do estado, deve ocupar 814,2 mil hectares, redução de 30,18% na comparação anual. A produção é estimada em 2,2 milhões de toneladas, 36,39% abaixo da safra passada, enquanto a produtividade média deve alcançar 2.701 quilos por hectare.
Apesar do cenário de retração no cereal, a canola segue em trajetória oposta. A cultura deve mais que dobrar de tamanho em 2026, com área estimada em 353,4 mil hectares, alta de 102,64% sobre o ciclo anterior. A produção também deve crescer na mesma proporção, passando de 285,5 mil para 572 mil toneladas, mesmo com uma leve redução na produtividade média.
Desempenho de outras culturas
A aveia branca apresenta um cenário de estabilidade, com área estimada em 387,7 mil hectares, retração de 1,38%. A produção prevista é de 900,2 mil toneladas, 3,79% inferior à de 2025.
Já a cevada deve registrar a maior queda proporcional entre as culturas tradicionais de inverno. A área cultivada foi estimada em 20,3 mil hectares, redução de 36,52%, enquanto a produção deve cair 47,07%, para 61,4 mil toneladas.
Regiões produtoras
No trigo, a região de Ijuí concentra a maior área estimada, com 227 mil hectares, seguida por Santa Rosa, com 179,4 mil hectares, e Frederico Westphalen, com 102 mil hectares.
Na canola, Ijuí também lidera, com 83,6 mil hectares, à frente de Santa Rosa, com 73,6 mil hectares, e Santa Maria, com 60,4 mil hectares.
Para a aveia branca, as maiores áreas previstas estão em Ijuí, com 110,5 mil hectares, Santa Rosa, com 58,4 mil hectares, e Passo Fundo, com 50,6 mil hectares.
Como foi feita a estimativa
O levantamento da Emater/RS foi realizado entre 4 de maio e 16 de junho de 2026 e abrange praticamente toda a área cultivada das principais culturas de inverno do estado.
As projeções de produtividade foram elaboradas por meio de modelos estatísticos do tipo ARIMA com tendência, que utilizam séries históricas para incorporar o comportamento das safras anteriores e a evolução tecnológica das lavouras, buscando gerar estimativas mais estáveis para o ciclo 2026.
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Agro Mato Grosso
Preço do milho recua nos últimos cinco anos, enquanto custos de produção avançam em MT

A agricultura brasileira convive cada vez mais com os reflexos das instabilidades econômicas globais. Fatores climáticos, conflitos geopolíticos, oscilações cambiais e mudanças nas políticas econômicas influenciam diretamente o desempenho do setor, especialmente de culturas com forte inserção no mercado internacional, como o milho.
Em Mato Grosso, maior produtor nacional do grão, os últimos cinco anos foram marcados por um crescimento expressivo da área cultivada, da produção e da produtividade. Entretanto, apesar dos avanços produtivos, a rentabilidade do produtor rural não acompanhou o mesmo ritmo. A combinação entre queda nos preços do milho, aumento dos custos de produção e desvalorização do real vem reduzindo as margens e ampliando os desafios para quem produz.
Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que a produção estadual de milho saltou de 32,56 milhões de toneladas na safra 2020/21 para uma estimativa de 53,35 milhões de toneladas na safra 2025/26. No mesmo período, a área cultivada passou de 5,84 milhões para 7,39 milhões de hectares. O crescimento da produção foi impulsionado principalmente pelos ganhos de produtividade obtidos pelos produtores mato-grossenses.
Segundo o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, o estado ampliou significativamente seu desempenho nos últimos anos. “Trabalhávamos em torno de 100 sacas por hectare e chegamos agora a 120 sacas por hectare. Nossa produção já ultrapassa 50 milhões de toneladas e, em alguns anos, superou até mesmo a produção de soja”, destaca.
Apesar da expansão produtiva, os preços do milho seguiram trajetória oposta. Em 2020, a média anual da saca foi de R$ 43,24. Em 2021, impulsionada por problemas climáticos, oferta restrita e forte demanda internacional, a cotação atingiu média de R$ 71,14 por saca, chegando a superar R$ 78 em alguns meses. A partir de 2022, porém, iniciou-se um movimento de acomodação do mercado. Em 2023, a média anual caiu para R$ 43,34 e, em 2024, ficou em R$ 41,33 por saca. Em 2026, considerando os valores registrados entre janeiro e junho, a média está em R$ 45,31.
Gilson observa que o produtor enfrentou uma forte oscilação de preços ao longo desse período. “Nos últimos cinco anos saímos da casa dos R$ 30, chegamos a R$ 70, tivemos picos próximos de R$ 80 e hoje trabalhamos novamente na faixa dos R$ 40. É uma oscilação muito grande”, afirma.
Entre os principais fatores que explicam o atual cenário de preços está o aumento da oferta de milho no Brasil. Além da expansão da produção em Mato Grosso, o país registrou safras recordes nos últimos anos, elevando os estoques e ampliando a disponibilidade do cereal. Para o diretor financeiro da Aprosoja MT, Nathan Belusso, o avanço da colheita da segunda safra intensifica ainda mais essa pressão.
“Historicamente, nessa época do ano, por conta do avanço da colheita do milho segunda safra, a pressão pelo excesso de oferta faz com que os preços tendam a cair”, explica. Nathan destaca ainda que o déficit de armazenagem e os gargalos logísticos contribuem para reduzir os preços pagos ao produtor. “O custo para armazenar aumenta e, consequentemente, o valor pago pelas tradings e armazenadores acaba sendo menor”, acrescenta.
Embora os preços permaneçam pressionados, a expansão das usinas de etanol de milho tem contribuído para dar sustentação ao mercado estadual. Segundo Gilson Antunes de Melo, a indústria de biocombustíveis já absorve uma parcela significativa da produção mato-grossense. “Este ano está estimado que as usinas processem cerca de 16 milhões de toneladas de milho, algo superior a 30% da produção estadual. Isso ajuda a equilibrar o mercado e dá maior segurança para o produtor”, afirma.
Desvalorização do real aumenta custos da produção
Se por um lado os preços do milho recuaram nos últimos anos, por outro os custos para produzir cresceram de forma consistente. Grande parte dos insumos utilizados na agricultura possui relação direta com o dólar, especialmente fertilizantes, defensivos agrícolas, peças, máquinas e combustíveis. Com a desvalorização do real frente à moeda norte-americana ao longo dos últimos anos, os custos de produção aumentaram significativamente.
Os números do Imea mostram essa evolução. O Custo Operacional Efetivo (COE), que reúne desembolsos diretos da atividade, passou de R$ 3.381,94 por hectare na safra 2021/22 para R$ 4.806,17 na safra 2025/26, aumento superior a 42%. Já o Custo Total (CT), que considera também o custo de oportunidade do capital investido, avançou de R$ 4.395,84 para R$ 6.725,91 por hectare no mesmo período, alta de aproximadamente 53%.
Os fertilizantes e corretivos seguem sendo o principal componente do custo de produção. Na safra 2021/22, representavam 34,55% do COE. Em 2025/26, responderam por 29,58% dos custos operacionais e permanecem como o item de maior peso para o produtor.
Segundo o produtor associado da Aprosoja MT pelo núcleo Vale do Arinos, Renato Tozzo, a atual relação entre preço do milho e custo de produção é uma das mais desafiadoras dos últimos anos. “Na minha visão, este está sendo o pior cenário dos últimos cinco anos. A margem está bastante apertada e os custos de fertilizantes, diesel e demais insumos continuam elevados”, afirma. Para ele, a inflação e a desvalorização da moeda brasileira agravam ainda mais o cenário. “A inflação vem impactando diretamente o agro. Fertilizantes, óleo diesel e outros insumos ficaram mais caros. Além disso, o ambiente econômico traz muitas incertezas para quem produz”, destaca.
O aumento dos custos vem reduzindo significativamente a rentabilidade do produtor. Dados do Imea mostram que o LAJIDA (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) saiu de R$ 2.278,34 por hectare na safra 2021/22 para apenas R$ 683,18 na safra 2025/26. Para a safra 2026/27, a projeção é de apenas R$ 70,96 por hectare. Na prática, isso significa que o ganho financeiro do produtor está cada vez menor, mesmo diante do aumento da produtividade.
Na região de Itanhangá, o delegado coordenador do núcleo da Aprosoja MT, Ivam Franceschet, relata que os custos operacionais já consomem cerca de 100 sacas por hectare. “Hoje gastamos em torno de R$ 4.300 por hectare para produzir. O diesel está caro, o frete também está pesado e todos os custos aumentaram. Atualmente conseguimos algo entre 15 e 20 sacas por hectare de lucro. O ideal seria trabalhar entre 25 e 30 sacas”, avalia.
O cenário de margens apertadas pode trazer consequências para os próximos ciclos produtivos. Com menor capacidade financeira, muitos produtores tendem a reduzir investimentos em tecnologia, fertilização e manejo. Nathan Belusso alerta que a atual faixa de preços não é suficiente para garantir a sustentabilidade econômica da atividade. “Para que a produção de milho seja viável e permita ao produtor financiar a próxima safra, o preço deveria estar entre R$ 50 e R$ 55 por saca. Hoje estamos trabalhando entre R$ 38 e R$ 44, muito abaixo da necessidade do setor”, afirma.
O produtor acaba diminuindo a aplicação de fertilizantes e outros insumos. Isso pode refletir na produção das próximas safras”, explica. Mesmo diante das dificuldades, Mato Grosso segue consolidando sua posição como principal produtor de milho do país. O crescimento da produtividade, a expansão da indústria de etanol de milho e os investimentos em tecnologia reforçam a competitividade da produção estadual.
A Aprosoja MT avalia que o desafio para os próximos anos será encontrar mecanismos que permitam ao produtor preservar sua rentabilidade em um ambiente cada vez mais influenciado por fatores globais, garantindo a continuidade dos investimentos e a sustentabilidade econômica de uma das cadeias mais importantes do agronegócio brasileiro.
Business
Clima extremo acelera busca por sementes mais resistentes e novas tecnologias para o agro

Secas prolongadas, excesso de chuvas, ondas de calor e fenômenos climáticos mais intensos estão acelerando uma corrida por inovação dentro do agronegócio. Em um cenário de clima cada vez mais imprevisível, empresas de sementes e biotecnologia têm direcionado investimentos para desenvolver cultivares mais resistentes e ferramentas capazes de aumentar a resiliência das lavouras.
O desafio vai além do controle de pragas, doenças e plantas daninhas. A preocupação agora é como garantir produtividade diante de condições climáticas que mudaram significativamente nos últimos anos e que devem continuar impactando a agricultura brasileira.
As previsões para a próxima safra reforçam essa preocupação. A expectativa de um novo ciclo de El Niño e os reflexos já observados em diferentes regiões produtoras colocam o clima entre os principais fatores de risco para o produtor rural.
A presença das principais empresas de genética e biotecnologia durante a Feira Brasileira de Sementes (Febrasem), realizada em Rondonópolis na última semana, abriu espaço para discutir um desafio que vem ganhando peso dentro das propriedades rurais: a adaptação da produção agrícola às mudanças climáticas.
Enquanto novas tecnologias são desenvolvidas, a qualidade da semente continua sendo apontada como um dos principais fatores para reduzir riscos na instalação da lavoura. Presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Nelson Croda lembra que as previsões indicam um novo ciclo marcado pelo El Niño.
“O El Niño pelas previsões é para ser bastante rigoroso nesta safra. Então, antes de mais nada, o cuidado principal que a Aprosmat tem é garantir uma semente de alta qualidade e isso pode fazer a diferença com as adversidades climáticas”.
Segundo ele, embora não seja possível controlar o clima, uma boa implantação da lavoura aumenta as chances de sucesso da produção. “A semente é o pontapé inicial. Iniciando uma lavoura com uma semente de alta qualidade, você garante o estande e garante o sucesso da lavoura”.
Genética ganha protagonismo
Uma das estratégias adotadas pela indústria para enfrentar os impactos climáticos é ampliar a diversidade genética disponível ao produtor. A ideia é reduzir a dependência de um único material e distribuir melhor os riscos dentro da propriedade.
Diretor comercial da Bayer, Fábio Passos explica ao Canal Rural Mato Grosso que diferentes variedades respondem de formas distintas aos eventos climáticos e podem ajudar a preservar parte do potencial produtivo da lavoura.
“Se eu plantar a mesma variedade naquela área inteira, e aquela variedade pega um momento que ela não enche grão, que ela fica mal, ela perde produtividade. A nossa discussão é primeiro como que eu trago um pacote com mais diversidade”.
De acordo com Passos, essa estratégia já está sendo colocada em prática. “De Intacta 2 Xtend, a gente vai ter mais de 400 variedades no Brasil inteiro lançadas. Se a gente faz um paralelo do passado, a soja RR teve 40 variedades”.
A busca por materiais mais adaptados também faz parte dos programas de melhoramento genético da BASF. Conforme o vice-presidente da empresa, Marcelo Batistela, as características relacionadas à tolerância ao calor e ao déficit hídrico já estão incorporadas às pesquisas.
“Dentro dos nossos programas, a gente coloca características nas plantas que ajudam a mitigar um clima muito extremo, ou de alta temperatura, ou de períodos muito longos com déficit hídrico”.
Na Syngenta, o trabalho segue a mesma direção. Diretor comercial da Syngenta Seeds no Brasil, Frederico Barreto destaca que a agricultura tropical exige respostas rápidas da pesquisa diante das constantes mudanças climáticas. “O clima se tornou bastante complexo. Nós temos visto uma variação bastante grande de um ciclo para o outro. Tivemos a La Niña, vamos agora para um super El Niño provavelmente”.
Uma das respostas da empresa tem sido o desenvolvimento de materiais mais precoces. “A gente trouxe mais variedades super precoces para que ele possa ter o ciclo mais curto e fugir desses desafios climáticos e se adaptar em várias regiões”, frisa Barreto.
Corrida para acelerar a inovação
Além da genética, as empresas trabalham para reduzir o tempo entre a descoberta de uma tecnologia e sua chegada ao campo.
O diretor comercial da Bayer pontua que o desenvolvimento de uma nova biotecnologia pode levar cerca de 15 anos entre as pesquisas iniciais e a disponibilização comercial ao produtor. Por isso, a indústria busca formas de acelerar esse processo. “O que a gente tem visto também é como encurta esse prazo para chegar com a tecnologia mais cedo. Porque a hora que eu vejo o desafio, até conseguir trazer são 15 anos”.
Segundo ele, uma das iniciativas da Bayer foi transferir parte desse desenvolvimento para o Brasil, aproximando a pesquisa das condições reais encontradas nas lavouras nacionais.
Ao mesmo tempo, novas ferramentas de edição genética vêm ganhando espaço. Para Barreto, a tecnologia permitirá identificar com mais precisão características ligadas à tolerância ao estresse hídrico e às altas temperaturas.
“Nós temos seleção de materiais mais tolerantes aos estresses hídricos, às temperaturas mais altas também, que é uma recorrência”, salienta em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.
O representante da Syngenta ressalta que a edição genética pode acelerar a incorporação dessas características aos programas de melhoramento. “A gente espera que nos próximos anos a resposta da indústria seja mais acelerada e assim a gente fique preparada para responder mais rápido a isso”.
Tecnologia também passa pela informação
Outra frente considerada estratégica é o uso de ferramentas digitais para melhorar a tomada de decisão dentro da propriedade.
Na avaliação de Marcelo Batistela, da BASF, a agricultura digital pode ajudar o produtor a antecipar cenários e ajustar manejos ao longo da safra. “Uma terceira frente que talvez seja uma mais moderna agora e que vai ajudar o agricultor também mais para frente é na digitalização da agricultura, com modelos climáticos que ajudam primeiro a ter uma previsibilidade um pouco melhor”.
O executivo lembra que o Brasil possui vantagens competitivas por operar em um ambiente tropical, com possibilidade de mais de uma safra por ano. Em contrapartida, essa condição também aumenta a exposição às variações climáticas. “O lado positivo é a gente ter a intensificação e conseguir fazer mais de duas safras por ano. O lado desafiador é como a gente continua fazendo cada vez mais, com menos recursos e de maneira mais resiliente”.
Com previsões de um novo ciclo de El Niño e a expectativa de eventos climáticos cada vez mais frequentes, a busca por plantas mais resistentes, ferramentas digitais e tecnologias capazes de reduzir riscos deve continuar no centro dos investimentos da indústria. Para o setor, adaptar a produção a um clima em transformação deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade.
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